Da Reportagem
Embora ainda não estejam de fato nas ruas, as obras da Copa estão há quase três anos em exibição na TV, em anúncios de revistas e jornais e na internet.
A divulgação dos projetos não considerou, porém, o direito de acesso aos deficientes auditivos e visuais, para os quais não foram disponibilizadas versões adaptadas.
“O material publicitário da Secopa tem sido muito eficiente em divulgar o que está fazendo. Falta a versão em braile e a versão em libras”, disse Givaldo Santos, do Crea-MT.
Segundo ele, a situação também contraria o que diz a lei. “Isso tem que ser urgente, para ontem. Trata-se de apenas cumprir a Lei e custa muito pouco”, afirmou.
Questionado em público, o secretário Eder Moraes admitiu que “não havia pensado nisso antes”, mas se comprometeu a resolver a situação.
“Eu confesso que não tinha pensado nisso. Acho que é uma falha da área de marketing, que eu vou cobrar. O exemplo tem que partir do governo”, disse.
Em 2010, ao Censo do IBGE, 6,7% da população ouvida declarou possuir ao menos uma deficiência severa, dentre as quais a visual (3,5%) e a auditiva (1,1%) ficaram entre as de maior incidência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário