sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ESQUIZOFRENIA -



VEJAM MAIS SOBRE A PESQUISA DA FAPESP EM ESQUIZOFRENIA EM:
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=3938&bd=1&pg=1&lg=

Ciência | Psiquiatria
Um quebra-cabeça em construção
Proteínas aprofundam noção da esquizofrenia como doença biológica
Maria Guimarães
Edição Impressa 163 - Setembro 2009
Pesquisa FAPESP -
© Reprodução

Who am I? (Detalhe) - Duane Michals, 1955
A esquizofrenia não é novidade para quem assiste à novela Caminho das Índias, exibida pela TV Globo entre janeiro e setembro de 2009. Tarso, representado por Bruno Gagliasso, ouve vozes, acredita que lhe implantaram um chip debaixo da pele para roubar seus pensamentos, imagina que vai se dissolver e se descontrola em crises violentas. Os sinais que apresenta formam um quadro completo típico dessa doença que atinge uma em cada 100 pessoas – estima-se que sejam cerca de 1,8 milhão no Brasil. O biólogo Daniel Martins-de-Souza, agora pesquisador de pós-doutorado no Instituto Max Planck para Psiquiatria, na Alemanha, identificou uma série de proteínas envolvidas nos mecanismos bioquímicos da esquizofrenia que vêm ajudando a entender os detalhes de como ela causa todos esses sintomas.

Durante o doutorado no Departamento de Bioquímica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Souza examinou as proteínas produzidas no cérebro de sete pessoas saudáveis e de nove com esquizofrenia. “Cada região cerebral expressa milhares de proteínas diferentes”, conta. “Nós conseguimos reduzir para poucas dezenas as relacionadas à doença.” São proteínas que aparecem em quantidade alterada nos cérebros dos pacientes e podem dar pistas importantes sobre como a esquizofrenia surge e se manifesta. O trabalho foi orientado pelo biólogo Emmanuel Dias Neto, do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria (IPq), parte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e teve apoio financeiro da FAPESP e da Associação Beneficente Alzira Denise Hertzog da Silva (Abadhs).

Em busca dos estragos que a esquizofrenia causa no cérebro, Souza selecionou regiões que já se sabia relacionadas à doen ça: o córtex pré-frontal, responsável por certos tipos de memória, diferenciação de pensamentos contraditórios, determinação dos conceitos de certo e errado, comportamento social e expressão da personalidade; a área de Wernicke, uma porção do córtex ligada à fala, à linguagem e à comunicação; e o lobo temporal, que participa de processos cognitivos e afetivos. Essa distribuição de zonas afetadas dá uma dimensão da complexidade da esquizofrenia, palavra que significa cisão da mente.

Vários grupos de pesquisa no mundo todo têm se concentrado em analisar alterações genéticas associadas à doença, mas Souza defende o foco nas proteínas, o produto desses genes alterados. “Elas são os jogadores reais que agem no organismo”, justifica, já que um gene mais ativo não necessariamente se traduz numa concentração maior da proteína cuja produção ele comanda. “Confirmamos achados prévios e acrescentamos proteínas que ainda não tinham sido consideradas.” Este ano, os resultados já renderam quatro artigos científicos. Ele agora se concentra em algumas dessas moléculas alteradas para ver como elas participam do desenvolvimento da doença.

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© Reprodução

Who am I? (Detalhe) - Duane Michals, 1955
Comparar as zo nas do cérebro alteradas na doença mental é tarefa complexa. “A maioria das proteínas aparece em quantidades distintas nas diferentes regiões cerebrais”, diz Souza. O que ele pretende não é caracterizar o funcionamento de cada parte do cérebro, mas ver o que há de comum entre elas e que pode servir como um marcador da doença, que diferencie pacientes de pessoas saudáveis. “É isso que pode nos ajudar a compreender a esquizofrenia”, aposta. Ele começou então a caça por proteínas – algo como procurar estrelas específicas num céu estrelado – no laboratório de proteômica da Unicamp, liderado por José Camillo Novello e Sérgio Marangoni.

Com resultados promissores em mãos, o pesquisador partiu para o Instituto Max Planck de Psiquiatria na Alemanha em busca de um método mais sensível, que permitisse detectar até mesmo concentrações muito pequenas de proteínas: a análise de proteoma por shotgun, ainda não usada no Brasil. Com esse método mais refinado, foi possível usar até mesmo proteínas muito pouco abundantes para distinguir amostras de cérebros saudáveis daqueles com esquizofrenia.

Exame detalhado - Metade das alterações detectadas pelo grupo do IPq diz respeito à produção de energia nas células. Uma série de proteínas envolvidas na degradação de glicose e na produção de adenosina trifosfato (ATP), a molécula que fornece energia para as células, aparece em quantidade menor nos cérebros dos esquizofrênicos. Já existiam pistas de que o metabolismo da glicose fica prejudicado nessa doença, mas não se sabia se isso seria uma causa dela ou uma consequência do tratamento. Para Souza, os achados favorecem a primeira opção. “As proteínas que identificamos comprovam que a degradação da glicose está alterada devido à ação de certas enzimas.” Mas a questão está longe de ser definida. Wagner Gattaz, diretor do IPq e orientador clínico do trabalho, explica que todos os pacientes tomavam medicamentos que afetam a atividade cerebral. “A possibilidade de esses medicamentos influenciarem parte de nossos resultados não pode ser descartada”, afirma.

Souza detectou altos teores de proteí nas que combatem o estresse oxidativo, indicando que, além de reduzir o aproveitamento da glicose, as alterações no metabolismo celular geram mais radicais livres, causando danos às células do cérebro. Ele explica que o próprio processo de gerar energia, dentro das usinas celulares que são as mitocôndrias, produz as moléculas oxidativas. Quando a concentração dessas moléculas – os radicais livres – chega a determinado nível, o estresse é tal que as mitocôndrias se rompem e os radicais livres se espalham pela célula.

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© Matheus Oliveira/UFPE

Cabeça em fatias: exames de imagem revelam o acúmulo de cálcio no cérebro típico da doença de Fahr, cujos sintomas podem ser confundidos com a esquizofrenia
O método detalhado permitiu enxergar também uma queda na quantidade de proteínas produzidas nos oligodendrócitos. São células importantes porque produzem a mielina, substância que reveste as projeções dos neurônios – as células nervosas responsáveis pela transmissão de informações. Sem mielina os nervos são como fios desencapados que deixam vazar a eletricidade pelo caminho. “Nossos achados sugerem uma alteração em dois marcadores ligados aos oligodendrócitos”, comenta Souza. Três dessas proteínas, a proteína básica de mielina, a transferrina e a glicoproteína da mielina do oligodendrócito, já tinham sido associadas a outra enfermidade sediada no cérebro: a esclerose múltipla. A descoberta sugere que, assim como a esclerose múltipla, alguns sintomas da esquizofrenia podem vir da degeneração do sistema nervoso.

A capacidade dos nervos de transmitirem informação também é afetada pelo cálcio. Souza detectou, por meio de alterações na produção de diversas proteínas, que as células do cérebro dos esquizofrênicos absorvem mais cálcio. Esse importante sinalizador de diversas funções celulares também regula a ação de enzimas que degradam a mielina, por isso um desequilíbrio em sua concentração pode significar perdas importantes nas funções nervosas. O cálcio controla ainda o funcionamento dos receptores de dopamina, um neurotransmissor cuja produção é excessiva na esquizofrenia. Os achados de Souza ajudam a determinar a cadeia que leva à atividade excessiva da dopamina, combatida por psiquiatras com medicamentos que bloqueiam os receptores ativados por ela.

As proteínas apontam ainda outros aspectos da esquizofrenia que merecem investigação mais detalhada, como as relações da doença com o sistema imunológico (estudos epidemiológicos mostram que pessoas cujas mães contraíram gripe durante a gestação têm um risco maior de desenvolver esquizofrenia) e com a estrutura das células. Um quarto das proteínas produzida em maior ou menor quantidade participa na formação do citoesqueleto, cuja modificação afeta a forma das células e também a capacidade dos neurônios transmitirem informações. As alterações têm até endereço certo: algumas das moléculas destacadas são exclusivas dos astrócitos, um dos tipos de célula nervosa que formam o arcabouço do cérebro e mantêm a estrutura onde se encaixam os neurônios. Embora o efeito na estrutura de algumas células seja flagrante na esquizofrenia e ajude a elucidar sua biologia, Souza não investirá nisso como marcador para diagnóstico. “Qualquer doença dá alterações no citoesqueleto”, afirma.

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De volta à Alemanha para o pós-doutorado, Souza agora procura quantidades alteradas dessas mesmas proteínas no sangue e no líquor, o fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal. Só assim – já que tirar amostras do cérebro de uma pessoa viva está longe de ser um exame trivial – será possível desenvolver um teste diagnóstico que poderia completar o exame clínico em casos nos quais a doença ainda não se manifestou por completo.

Multidimensional - Mesmo com resultados promissores, a análise das proteínas deve ser vista com cautela. “Nenhum exame bioquímico sozinho pode detectar a esquizofrenia”, frisa o psiquiatra Helio Elkis, do Departamento de Psiquiatria da USP e coordenador do Programa de Esquizofrenia (Projesq) do IPq. Para ele, a única forma segura de diagnóstico é a avaliação clínica com critérios internacionais bem definidos, que incluem sintomas psicóticos, como delírios e alucinações; negativos, que envolvem diminuição da afetividade, dificuldade de tomar decisões e falta de interesse; de desorganização do pensamento que torna difícil entender o que o paciente diz; de ansiedade e depressão, e distúrbios cognitivos.

Para ele, a credibilidade do trabalho de Souza é reforçada pelo diagnóstico dos pacientes cujos cérebros foram examinados, que seguiu critérios internacionais e incluiu um longo acompanhamento clínico. Mas ele ressalta que muito tem que acontecer antes que uma medição de proteínas possa ajudar no diagnóstico de um quadro psiquiá trico. “Uma vez identificados os marcadores, serão precisos testes com uma grande população para comparar os resultados moleculares aos clínicos.”

Diante de uma enfermidade com tantas dimensões, quanto mais ferramentas melhor para se elucidar seu funcionamento biológico e, quem sabe, combatê-la. Essas ferramentas podem ter origens inesperadas, como outra doença que provoque efeitos semelhantes aos da esquizofrenia. “O estudo de outras doenças que têm sintomas psicóticos pode ajudar a entender a esquizofrenia”, defende o neuropsiquiatra João Ricardo Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele estudou genes ligados à esquizofrenia há cerca de 10 anos, quando ainda cursava a graduação em medicina. Agora é especialista na doença de Fahr, na qual o acúmulo de cálcio em vários pontos do cérebro causa uma combinação variável de sintomas como parkinsonismo, tremores, dificuldades cognitivas, psicose e alterações de humor. “Quando começa com psicose, a doença de Fahr muitas vezes é tratada como esquizofrenia”, conta. Nesses casos a medicação não tem efeito e o engano só é descoberto quando a calcificação no cérebro aparece em tomografias.

Seu grupo agora estuda a genética e os padrões de calcificação da doença de Fahr e recentemente mostrou, com um par de gêmeos idênticos, o peso da genética na doença: o acúmulo de cálcio começou a surgir ao mesmo tempo e evoluiu de maneira muito semelhante, atingindo as mesmas regiões no cérebro dos dois irmãos, segundo artigo deste ano na Parkinsonism and Related Disorders. Para Oliveira, que tem amostras de cerca de 15 famílias, analisar como a composição genética e os padrões de deposição de cálcio dão origem a diferentes sintomas pode ajudar a entender a esquizofrenia e várias outras doenças.
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A tarefa exige abordagens múltiplas. Enquanto comemoram resultados palpáveis, os pesquisadores veem estender-se adiante o percurso que ainda resta seguir. Para confirmar o significado das alterações observadas pelo grupo do IPq, será preciso mostrar que elas são específicas para esquizofrenia e detectar se alguma delas decorre do tratamento, e não da doença. “A especificidade dos achados só pode ser elucidada se, numpróximo estudo, compararmos cérebros de esquizofrênicos e controles sadios com um terceiro grupo, os controles psiquiátricos (por exemplo, pacientes com transtorno bipolar)”, explica Gattaz. Emmanuel Dias Neto completa: “Por anos tentamos simplificar demais. Agora é hora de olhar a coisa com a sua complexidade real, examinando vias metabólicas, e não marcadores isolados – se estes existissem de fato, provavelmente já teriam sido identificados”.


> Artigos científicos

1. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Proteomic analysis of dorsolateral prefrontal cortex indicates the involvement of cytoskeleton, oligodendrocyte, energy metabolism and new potential markers in schizophrenia. Journal of Psychiatric Research. v. 43, n. 11, p. 978-986. jul. 2009.
2. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Proteome analysis of schizophrenia patients Wernicke’s area reveals na energy metabolism dysregulation. BMC Psychiatry. v. 9, n. 17. abr. 2009.
3. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Prefrontal cortex shotgun proteome analysis reveals altered calcium homeostasis and immune system imbalance in schizofrenia. European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience. v. 259, n. 3, p. 151-163. abr. 2009.
4. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Alterations in oligodendrocyte proteins, calcium homeostasis and new potential markers in schizophrenia anterior temporal lobe are revealed by shotgun proteome analysis. Journal of Neural Transmission. v. 116, n. 3, p. 275-289. mar. 2009.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

AUTISMO E MUSICOTERAPIA ( EM INGLES)



Melissa St. John, Board Certified Music therapist, plays music while Cade Thai 5, who Williams Syndrome and Autism pushes his "Ocean Drum" toward his dad Jeff Wiggins left of San Gabriel, at Pasadena Child Development Associates in Pasadena Thursday August 13, 2009. (SGVN/Staff Photo by Walt Mancini)

VEJAM MAIS SOBRE AUTISMO E MUSICOTERAPIA ( EM INGLES) EM : DO SITE abc da musicoterapia.blogspot.com : http://abcdamusicoterapia.blogspot.com/2009/08/pasadena-during-his-recent-one-hour.html

By Caroline An, Staff Writer
Posted: 08/16/2009 07:05:57 AM PDT


Melissa St. John, Board Certified Music therapist, plays music while Cade Thai 5, who Williams Syndrome and Autism pushes his "Ocean Drum" toward his dad Jeff Wiggins left of San Gabriel, at Pasadena Child Development Associates in Pasadena Thursday August 13, 2009. (SGVN/Staff Photo by Walt Mancini)PASADENA - During his recent one-hour music therapy session, 5-year-old Cade Thai strummed a guitar, ran his small fingers over piano keys, and tried to sing along to "Twinkle, Twinkle Little Star."

It's remarkable progress in the eyes of Cade's father, Jeff Wiggins, who said when his son first walked through the doors of a the Pasadena Child Development Associates two years ago, he was a shy and speechless child.

"He's able to now repeat certain words, recognize words and is more verbal," said Wiggins, whose son is autistic and also has Williams syndrome, a genetic condition that slows his development.

He attributes that progress to the organization's music therapy program, which uses music as an educational tool. Parents and children work in private sessions with on-site music therapists like Melissa St. John, who has worked with Cade since May 2008.

Since then, she's noticed he now "imitates the rhythm, smiles more and is more engaged."

"There is so much more interaction," St. John said.

But now the program is in jeopardy, a victim of state budget cuts, said Diane Anand, executive director of the Frank D. Lanterman Regional Center, which refers families to the Pasadena program.

The Department of Developmental Services, which funds the Pasadena Child Development Associates, received a $334-million cut in its funding, and the ripple is being felt across many programs that serve disabled children, officials said.

AbilityFirst, a local nonprofit that sends disabled children to its annual summer camp in the San Bernardino Mountains, recently announced it has suspended the camp for next year because of funding cuts by the state, said spokeswoman Carolyn Aguayo.

The Pasadena Child Development Associates gets about $13,000 a month from the state to provide the music therapy program to about 60 children and their parents, Executive Director Diane Cullinane said, adding that the cuts will force the organization to seek out private donations and grants to keep the program going.

The program needs at least $20,000, which would provide weekly music therapy sessions for 40 children for six months, she said. Even so, parents would still need to pay a small fee of $30 for what formerly had been a free program.

"It is so discouraging," Cullinane said. "I think it is so sad, because we see the children and their families benefit from the music therapy."
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PHOTO GALLERY


Pasadena Child Development Associates

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Families in the program are being notified of the changes. Cullinane said her staff is working to raise private funding so that the program can be offered in October. A fund-raiser is scheduled for November.

"We have nothing now, but if we get $3,000, we'll start the program and keep it going," Cullinane said.

Wiggens said he'll pay for the program out of his own pocket, because it has benefitted his son so noticeably. But he likely will cut down Cade's sessions to once a week, he said.

Cade loves music, Wiggins said, a characteristic common among people with Williams syndrome. When Cade gets cranky at home or at bedtime, jazz and classical music and lullabies help soothe him, he said. The family also has purchased several instruments Cade plays at home to duplicate his music sessions at the Pasadena Child Development Associates.

"We want to have the least disruptive impact on Cade," said Wiggins. "Luckily, we can pay for (the services), and coming here is the most convenient for us."

caroline.an@sgvn.com

(626) 578-6300, Ext. 4494

População brasileira supera 190 milhões de habitantes



A população brasileira chegou a 191,5 milhões de pessoas em julho deste ano, das quais 18% – aproximadamente um entre cinco – vivem nos dez municípios mais populosos. O total superou o de 2008 em 1,9 milhão. Os dados estão publicados no Diário Oficial da União e foram divulgados na manhã de hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo as estimativas populacionais para os municípios em 2009, São Paulo continua sendo a cidade mais populosa do Brasil, com 11, 04 milhões de habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6,19 milhões, Salvador, com 3 milhões, Brasília, com 2,61 milhões, e Fortaleza, com 2,51 milhões.

Na lista dos dez municípios mais populosos, há apenas uma novidade, em relação a 2008: a capital paraense, Belém, com 1,44 milhões de habitantes, ocupou a décima posição, deixada por Porto Alegre.

A relação das dez cidades mais populosas excluindo as capitais permanece inalterada, com Guarulhos, na Grande São Paulo, no topo da lista, com 1,3 milhão de habitantes, seguida por Campinas (SP), com 1,06 milhão, São Gonçalo (RJ), com 991 mil, Duque de Caxias, com 872 mil, e Nova Iguaçu, com 865 mil.

Já entre as cidades com menor número de habitantes, destaca-se a paulista Borá, que, com 837 habitantes, continua sendo o município menos populoso do país. Outros destaques entre as menores cidades estão a mineira Serra da Saudade, com 890 pessoas, a goiana Anhanguera, com 1.018, a mato-grossense Araguainha, com 1.115, e a paulista Nova Castilho, com 1.112.”

(Agência Brasil)

O dinheiro do esporte III - Paraolímpicos





Vejam no excelente blog do Jose Cruz, a distribuição de dinheiro para o Comitê Paraolimpico Brasileiro, em : http://blogdocruz.blog.uol.com.br/arch2009-08-23_2009-08-29.html

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://e.i.uol.com.br/outros/nuzman2.jpg&imgrefurl=http://esporte.uol.com.br/ultimas/2009/03/05/ult58u1423.jhtm&usg=__6Wd6zf5Gt1ra2S_BWOCbr6IOdB8=&h=146&w=208&sz=8&hl=pt-BR&start=16&um=1&tbnid=hQe7KQeOp5OfMM:&tbnh=74&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3DDINHEIRO%2BDO%2BESPORTE%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26um%3D1


O dinheiro do esporte III - Paraolímpicos

O Comitê Paraolímpico Brasileiro é duplamente atendido pelas loterias da Caixa Econômica: é patrocinado pelo banco, desde 2004, e recebe valores da Lei das Loterias.



Patrocínio
2004 R$ 1.000,00

2005 R$ 3.418.800,00

2006 R$ 3.800.000,00

2007 R$ 4.886.000,00

2008 R$ 6.394.800,00

2009 R$ 6.800.000,00 (até julho)



Lei das Loterias (n.10.264/2001)
2001 R$ 3.161.460,31

2002 R$ 8.619.582,90

2003 R$10.159.765,61

2004 R$12.083.145,61

2005 R$12.511.266,77

2006 R$12.144.098,69

2007 R$14.632.747,26

2008 R$16.839.116,35

2009 R$11.376.176,19 (até julho)



Curso

Para evitar ser surpreendido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por possíveis irregularidades no uso de verbas públicas, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) promove, de hoje até terça-feira, um curso sobre prestação de contas, convênios e licitações.

O evento, em Brasília, ministrado por especialistas em contas públicas, inclusive do TCU, conta com a presença de 37 representantes de todas as associações e confederações ligadas ao movimento paraolímpico, e que são beneficiadas com recursos públicos.


O dinheiro do esporte II
Pergunta do leitor Jarbas Pereira pergunta:

“O Ministério do Esporte poderia coordenar as ações para que o dinheiro total (orçamento, loterias, etc) seja aplicado com mais eficiência ou isso é inconstitucional?”

A resposta será detalhada, para facilitar o entendimento.

O dinheiro do esporte tem as seguintes origens:

1. Orçamento governamental (via Ministério do Esporte)

2. Estatais: BB, Caixa, Infraero, Correios, Petrobras e Eletrobrás;

3. Lei 10.264/2001

a) 2% das arrecadações das loterias vão para o COB e CPB

4. Lei de Incentivo ao Esporte (n. 11.438/2006)

a) cerca de R$ 300 milhões anuais, via isenção fiscal;

5. Timemania (Lei n. 11.345006)

a) 20% para abatimento da dívida fiscal dos clubes de futebol

b) 3% para o Ministério do Esporte distribuir:

1) 1/3 para clubes sociais

2) 2/3 para secretarias de Esporte dos estados e DF;

c) 2% para o COB e CPB.

Gestão

Apesar das várias fontes de recursos, o Ministério do Esporte não é o gestor, de forma integrada, a fim de evitar o duplo acesso ao dinheiro pela mesma entidade esportiva.

Isso ocorre porque o Ministério tornou-se um ente político, quando deveria ser, prioritariamente, técnico.

Diálogo

Além disso, não há diálogo com os demais ministérios, como os da Educação e da Saúde, para que fosse elaborado uma proposta de governo para o setor.

Assim, temos uma temos é uma política de partido.

Observem, também, o Conselho Nacional de Esporte. Não há, nele, representantes das estatais. E são justamente elas que mais colocam dinheiro no setor.

Enquanto isso...

É por esses motivos que os clubes se uniram e decidiram brigar para entrar no rateio das loterias (dinheiro que vai para o COB e CPB);

Em decorrência dessa desordem institucional, o dinheiro não chega na base, para garantir renovação, com equipes competitivas;

Assim, por falta de diálogo e decisões governamentais que não se definiu, nem no governo FHC nem no atual (quase 16 anos ou quatro ciclos olímpicos), como oferecer a elementar prática da educação física às crianças em idade escolar.

Fica claro, pois, que esporte não é prioridade de governo, apesar do discurso oficial.

O dinheiro do esporte

Para que não ficar apenas nas citações, vamos aos números.

Além do orçamento do Ministério do Esporte, da Lei de Incentivo e dos repasses as loterias federais para os comitês Olímpico e Paraolímpico, há as parcerias das estatais, que patrocinam 16 modalidades.

Na medida em que recebermos as informações solicitadas, vamos colocando os valores no blog.

Caixa Econômica Federal
Em 2009, a Caixa investirá R$ 47 milhões em projetos esportivos, incluídos os do Comitê Paraolímpico Brasileiro e Circuito de Corridas de Rua (valores não revelados).

Investimentos na Confederação de Atletismo (em R$)
2009 13.500.000,00



Correios
Apoia a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos desde 1991. Diante dos resultados de visibilidade da imagem, a empresa adotou mais duas modalidades em 2008, o futsal e o tênis.

Os valores das parcerias para este ano são os seguintes:
Confederação de Desportos Aquáticos R$ 10.000.000,00

Confederação de Futebol de Salão R$ 8.000.000,00

Confederação de Tênis R$ 3.840.000,00



Infraero
Patrocina o esporte desde 2007.

Investimentos em 2009

Confederação Brasileira de Judô R$ 1.500.000,00

Projeto “Avança judô” R$ 250.000,00



Banco do Brasil

Começou a apoiar o esporte em 1987, com a Seleção Brasileira de Basquete. Em 1991 migrou para o vôlei.

O BB têm por política não divulgar os valores individuais de seus investimentos.

Para 2009 anuncia que aplicará o total de R$ 60 milhões nas seleções e vôlei, circuito de vôlei de praia, futsal e iatismo.

Nessa última modalidade, o BB decidiu patrocinar, desde 2005, a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, oito vezes campeões mundiais de vela, classe laser..

Além disso, mantém o projeto “Embaixadores do Esporte”, que trabalha com ex-campeões do vôlei – Maurício, Carlão, Marcelo Negrão e Paulão –, divulgando a modalidade. Recentemente, o ex-tenista Gustavo Kuerten entrou no seleto grupo dos embaixadores.
Novos números

Em próximas edições informarei sobre os valores aplicados pela Petrobras e Eletrobrás, as duas últimas estatais que ainda não repassaram os valores oficiais.

Da mesma forma, comentarei sobre a execução financeira do Ministério do Esporte, Bolsa Atleta, Lei de Incentivo ao Esporte e repasses de verba pública, via loterias federais, para a Confederação Brasileira de Clubes e comitês Olímpico e Paraolímpico.


Impasse olímpico
A Caixa Econômica Federal é contrária ao aumento dos repasses das loterias para os esportes olímpicos e paraolímpicos, segundo o vice-presidente de Loterias, Moreira Franco (ex-governador do Rio de Janeiro), em entrevista ao blog.

A medida implicaria na redução dos prêmios das loterias administradas pela Caixa.

Com isso, segue o impasse entre o Confao (Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos) e os comitês Olímpico e Paraolímpico.

Os dirigentes do Confao querem entrar no rateio da Lei 10.264/2001, que repassa 2% das loterias para os olímpicos e paraolípicos. Pedem 30% do dinheiro disponível anualmente.

De 2008 até julho deste ano, o COB recebeu R$ 168,2 milhões, e o Comitê Paraolímpico, R$ 28,1 milhões.

O dinheiro, porém, limita-se às confederações, não chegando à base, à iniciação, o que provocou a indignação dos presidentes dos clubes formadores. Há outras alternativas em jogo, motivos dos próximos comentários.

Entrevista
José Cruz – O Senhor já sabe sobre o interesse do Comitê Olímpico Brasileiro e dos clubes sociais de aumentarem de 2% para 2,5% o repasses das loterias federais (Lei n.10.264/2001) para os esportes olímpicos e paraolímpicos?

Moreira Franco – Sim, tomei conhecimento por meio do Projeto de Lei 359/2005, que trata da matéria. (1)

José Cruz – A Caixa já está conversando sobre o assunto, com vistas a alterar a Lei n. 10.264/2001 (Lei Agnelo Piva)?

Moreira Franco – A Caixa já se manifestou contrária ao referido Projeto de Lei, pois, como a Lei Agnelo Piva (n. 10.264/2001) define que a parcela dos recursos destinados ao COB e CBP deve ser deduzida da premiação, o aumento em questão significaria reduzir o valor dos prêmios distribuídos pelas Loterias Federais em 0,5%.

José Cruz – Seria uma medida inoportuna?
Moreira Franco – Trata-se de medida extremamente prejudicial para as loterias, para os seus beneficiários legais e, em última instância, para a sociedade, pois com a diminuição da atratividade dos prêmios, poderá haver também redução na arrecadação e no volume de recursos repassados a esses beneficiários (Esporte, Cultura, Seguridade Social, Educação, Segurança Pública e Saúde).

José Cruz – Mas além do projeto no Senado, há outro, na Câmara dos Deputados, com o mesmo objetivo, aumento dos repasses de 2% para 2,5%. Qual a sua avaliação?

Moreira Franco – Tenho a convicção que o melhor caminho para o incremento do volume de recursos gerados pelas loterias federais para o esporte, como também para os demais beneficiários legais, é aumentar o percentual da arrecadação que é destinada aos prêmios, haja vista o ciclo virtuoso que se aplica aos jogos lotéricos no mundo todo. O Brasil ocupa apenas a 43ª posição no ranking de vendas (de loterias) per capita por ano, o que comprova que ainda temos muito o que crescer.

A tese de Moreira Franco é resumida na seguinte equação:
Maior percentual destinado a prêmios = produto mais atrativo = aumento da arrecadação = aumento dos repasses aos beneficiários legais
José Cruz – Está nos planos da Caixa a criação de uma loteria específica, para fortalecer a preparação dos atletas, caso o Rio de Janeiro ganhe a sede olímpica de 2016?

Moreira Franco – Esta ação não está nos planos da Caixa por se tratar de medida que depende de autorização legislativa específica, a qual deve ser conduzida pelo Ministério do Esporte, caso seja do seu interesse.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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Hiperatividade/Déficit Atenção
Inclusão/Educação Especial
Jogos e Brincadeiras
Leitura e Escrita
Linguagem
Livros/DVDs Infantis
Motricidade Oral
Neonatologia/Hospitalar
Neurociências
Neurologia
Neuropsicologia
Paralisia Cerebral
Parkinson/Alzheimer
Processamento Auditivo
Psicomotricidade
Síndrome de Down
Vários
Voz
Brinquedos->
CD
Massageadores
Materiais Deglute
Materiais Diversos
Materiais Pró-fono
Modelos Anatômicos
SotfWares
Teses
Vídeos e Cursos
Biomédicas
Livros Digitais
Otorrinolaringologia
Testes

FILMES E LIVROS SOBRE PESSOAS COM DEFICIENCIA E NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS


VEJAM MAIS SOBRE FILMES E LIVROS SOBRE PESSOA COM DEFICIENCIA E NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS NO EXCELENTE BLOG DIFERENÇA E DIVERSIDADE DA PROFESSORA REGINA CELI EM : http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_8hiD-jX588U/RvH8pbkxjTI/AAAAAAAAAT0/3sI8jgj-bLs/s400/DSC03107_edited.JPG&imgrefurl=http://diferencaediversidade.blogspot.com/2007/09/olimpede-2007.html&usg=__IhqKryH23YmiNQhlFXqhQ4V-sPo=&h=389&w=400&sz=39&hl=pt-BR&start=3&tbnid=2rXR2StPqbiImM:&tbnh=121&tbnw=124&prev=/images%3Fq%3Dolimpede%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG

BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS - ARTIGO SOBRE Análise espirométrica em atletas de basquetebol em cadeira de rodas



VEJAM MAIS SOBRE BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS - ARTIGO SOBRE Análise espirométrica em atletas de basquetebol em cadeira de rodas EM :

http://www.efdeportes.com/efd108/analise-espirometrica-em-atletas-de-basquetebol-em-cadeira-de-rodas.htm


EXCELENTE ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA ELETRONICA EF DEPORTES.

1 / 1

Introdução

A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto e podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis (FRONTERA, W.R.; DASON, D.M. e SLOVIK D.M., 2001).

A preocupação com a qualidade de vida das pessoas em condição de deficiência tem aumentado muito nos últimos anos. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE (2000) existe um número maior de portadores de deficiência física que o esperado, cerca de 14,5% da população brasileira.

Essa pesquisa mostra ainda o bom resultado, índices e medalhas conquistadas nas Paraolimpíadas pelo Brasil. Em cada edição das Paraolimpíadas novos testes e formas de adaptações destes são realizados, aumentando e motivando cada vez mais o esporte adaptado.

Com isso, vem acontecendo um aumento do número de estudos sobre pessoas em condição de deficiência e, sendo assim é facilitado o trabalho de especialistas em Atividade Física Adaptada no momento de efetuar avaliação e elaborar programas, com isso o processo de treinamento destes sujeitos passa por evolução, uma vez que novos conhecimentos são constantemente divulgados.

O objetivo deste estudo foi analisar a função respiratória em portadores de deficiência física praticantes do basquetebol em cadeira de rodas.

Os primeiros estudos espirométricos foram realizados por Lavoisier em 1790. O termo espirometria vem do latim (spiro = respirar e metrum = medida), e consiste em medir a entrada e saída de ar nos pulmões. O termo foi derivado da escola germânica e introduzido por KNIPPING (1929). Mas foi somente a partir de 1950 que a instrumentação alcançou níveis científicos mais elevados, possibilitando uma maior aplicação da técnica.

Segundo Barros Neto (2001), o teste espirométrico é um exame de grande aplicação, tanto para atletas como também para praticantes de atividade física não competitiva.

Este teste possibilita determinar variáveis respiratórias, metabólicas e cardiovasculares pela medida das trocas gasosas pulmonares durante o exercício e a expressão dos índices de avaliação funcional.

Para o mesmo autor (BARROS NETO, 2001), esse teste espirométrico traz na realidade, informações a respeito da integridade de todos os sistemas envolvidos com o transporte de gases, não envolvendo assim, somente os ajustes cardiovasculares e respiratórios.

Consiste em um exame não invasivo que mede trocas gasosas pulmonares, que registra o eletrocardiograma durante o exercício e serve para a analisar tanto a capacidade funcional como o desempenho físico.

É útil no diagnóstico diferencial entre falta de ar pulmonar e cardíaca e estabelece com precisão a intensidade de treinamento que deve ser prescrita a cardiopatas ou indivíduos sadios. Tal determinação é parcialmente útil na elaboração para treinamento de atletas e, doravante, para-atletas.

Volta Redonda realiza entre os dias 18 e 21 de setembro a Olimpede, o maior evento do país em participação voltado para portadores de deficiência.



vejam mais sobre a OLIMPEDE de VOLTA REDONDA em : http://www.portalvr.com/olimped/mod/home/

HISTORICO DA OLIMPEDE:

O município de Volta Redonda possui hoje diversas Entidades e Escolas Especializadas que desenvolvem sistematicamente através da Prefeitura Municipal de Volta Redonda, o atendimento as pessoas com deficiencias, garantindo a integração social, o desenvolvimento das possibilidades físicas, além de elevar a auto-estima da clientela assistida.

A OLIMPEDE (Olimpíada da Pessoa Deficiente) realizada no Município desde 1987, inicialmente a cada 02 (dois) anos, é hoje um evento constante do Calendário anual da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), onde a cada ano vem ampliando de forma significativa o número de participantes, reunimos neste ano de 2008, 100 entidades representativas de 34 municípios do Estado do Rio de Janeiro , 01 município do estado do Espírito Santo, 04 município do estado de Minas Gerais e 01 município do estado de São Paulo, buscando mais uma vez o crescimento deste importante evento oferecido aos portadores de necessidades especiais.

Este evento tem se constituído num importante momento do esporte adaptado em nosso Município, e traduz com brilhantismo todo esforço das escolas, entidades, profissionais e atletas em mostrar toda a sua garra, habilidades, capacidade de vencer obstáculos, além da troca de experiência saudável onde a superação dos atletas é capaz de derrubar preconceitos que ainda existem e deixa evidente que todos somos capazes, quando se tem coragem e otimismo.

As entidades participantes se preparam ao longo de todo o primeiro semestre para treinamento das provas da OLIMPEDE, colocando no calendário como prioridade a participação neste evento. A movimentação nas escolas, entidades e associações possibilitam que novos sonhos se realizam, como a disseminação deste evento.

Dessa forma houve um aumento do número de dias de competição, do numero de provas disputadas e tornou-se necessário a melhoria da estrutura de atendimento como hospedagem, transporte, alimentação, show de abertura e uma equipe de 250 (duzentos e cinqüenta) profissionais de varias áreas disponíveis para atender ao evento que acontecia, sempre, em três dias do mês de setembro e neste ano de 2008 em quatro dias.

Na abertura de 2008,contamos em nossa abertura, com a presença de nosso Atleta Olímpico o Sr Thiago Pereira e com o ex-jogador de Futebol Arthur Coimbra o "Zico" e da presença durante o evento do nosso grande amigo o Sr Lars Grael.

Em face ao exposto, visamos estimular e oportunizar a todos os participantes, maior integração e possibilidade de troca de experiência saudável, pois temos a certeza que através deste evento estaremos derrubando preconceitos que ainda existem.


PROGRAMA OLIMPEDE 2009

OLIMPEDE 2009
DIA 18/09/09 (SEXTA FEIRA)
08:30 horas
Natação DV, DF, DA e DM Masculino e Feminino (Parque Aquático Municipal)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Concentração das Delegações para a Abertura (Ginásio Ilha São João)
15:00 horas
Abertura (Ginásio Ilha São João)
Desfile das Delegações
Hino Nacional
Entrada da Tocha Olímpica
Juramento do Atleta
Abertura Oficial
DIA 19/09/09(SÁBADO)
08:00 horas
Atletismo DM Provas de Pista (Área em frente ao Mini Estádio)
Caminhada de 25 Metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 50 metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 100 metros (Masculino e Feminino)
Revezamento 4 x 100 metros (Masculino e Feminino)
Tênis de Mesa DF (Pavilhão)
Xadrez DA (Pavilhão)
Jogos de Salão DV Dominó (Pavilhão)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Atletismo DM Provas de Campo (Área em frente ao Mini estádio)
Salto em distância com e sem corrida (Masculino e Feminino)
Arremesso de Peso (Masculino e Feminino)
Lançamento de Pelota (Masculino e Feminino)
Futsal DA (Ginásio São Geraldo Cat. A2 e Ginásio Sto Agostinho Cat. B) Masc. e Fem
Jogos de Salão DF Dama, Xadrez e Dominó (Pavilhão)
Cabo de Guerra DV (Quadra de Areia)
Cabo de Guerra DA (Quadra de Areia)
DIA 20/09/09 (DOMINGO)
08:00 horas
Atletismo DV Provas de Campo e Pista (Área em frente ao Mini estádio)
Caminhada de 25 Metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 50 metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 100 metros (Masculino e Feminino)
Salto em distância (Masculino e Feminino)
Arremesso de Peso (Masculino e Feminino)
Lançamento de Pelota (Masculino e Feminino)
Atletismo DF Prova de Pista (Área em frente ao Mini estádio)
Corrida de 25 Metros em Cadeira de Rodas (Masculino e Feminino)
Provas de Habilidades DM (Pavilhão)
Tênis de Mesa DM (Pavilhão)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Futsal DM (Ginásio São Geraldo (Chave A) e Ginásio Sto Agostinho (Chave B)
Atletismo DA Provas de Campo e Pista (Área em frente ao Mini estádio)
Corrida de 50 metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 100 metros (Masculino e Feminino)
Revezamento 4X100 metros (Masculino e Feminino)
Salto em distância (Masculino e Feminino)
Arremesso de Peso (Masculino e Feminino)
Lançamento de Pelota (Masculino e Feminino)
Arremesso a cesta DF (Pavilhão)
Futsal DV (Quadras Smel)
Cabo de Guerra DM (Quadra de Areia)
DIA 21/09/09 (SEGUNDA-FEIRA)
08:00 horas
Voleibol Especial DM (Quadras Externas SMEL)
Futebol Society DM (Mini estádio)
Provas de Habilidades DA (Pavilhão)
Boliche DF (Pavilhão)
Jogos de Salão DV Xadrez (Pavilhão)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Se necessário, continuação do Futebol Society DM
Eventos Esportivos da OLIMPEDE 2009
2° Campeonato Brasileiro de Judô para Surdos
Local: Ginásio Ilha São João
Dias 18, 19 e 20 de Setembro.
1ª Etapa Campeonato Estadual de Basquetebol em Cadeira de Rodas
Local: Ginásio Retiro
Dias 18, 19 e 20 de Setembro.
1° Torneio OLIMPEDE de Futebol para Paralisados Cerebrais
Local: Mini Estádio Ilha São João
Dias 18, 19 e 20 de Setembro.


Eventos OLIMPEDE

Informamos que a OLIMPEDE 2009 estará promovendo nos dias deste evento a 1ª etapa do Campeonato Estadual de Basquetebol em Cadeira de Rodas, o 2o Brasileiro de Judô de Surdos com a participação dos estados de SP, RJ, MG, GO, DF, MA e PE e confirmando as equipes de RS, Argentina e Venezuela, o 1° Torneio OLIMPEDE de Futebol para Paralisados Cerebrais com o apoio do IBDD(Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência) com presença de quatro equipes, três do estado do Rio de Janeiro e uma de São Paulo.
Prestigie também estes eventos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clodoaldo Silva recebe homenagem e convida Cafu para lançar projeto em Natal


O recordista brasileiro em paraolimpíadas, o potiguar Clodoaldo Silva, recebeu título de “Empreendedor Sócio-Cultural" do Centro de Integração Cultural e Empresarial de São Paulo (CICESP), nesta terça-feira (1), no Teatro Coletivo, localizado à avenida Consolação,capital paulista. Ele foi o centro das atenções ao receber a comenda Soberana Ordem do Mérito das Artes da Cultura, noite que teve entre os condecorados a Fundação Cafu, representado por Cafu, capitão do Brasil no Pentacampeonato 2002, o repórter esportivo Luciano Faccioli, da Rede Record, e da apresentadora Mara Bastos.

O mérito ao atleta natalense foi entregue pelo comendador Regino Barros. “Fico muito feliz pela homenagem da CICESP, que valoriza o esporte paraolímpico, num evento tão seleto. Que ações como este permaneçam”, disse.

Após receber o convite para integrar equipe do secretário da Juventude, do Esporte e do Lazer de Natal, Tertuliano Pinheiro, Clodoaldo Silva irá tomar posse como Coordenador de Assistência ao Paratletas. Sobre o assunto, o Tubarão fez um convite ao capitão do Penta pelo Brasil, Cafu, para lançar em Natal o projeto de futebol para cegos, iniciando um novo esporte no município direcionado para o paradesporto.

”Já fiz boas parcerias com Cafu. Ele me garantiu que faz questão de vir a Natal para o evento. Estamos formatando outros projetos que Cafu, através da Fundação Cafu, estará conosco nesse início de trabalho na Sejel”, finaliza Clodoaldo, acrescentando que visitou empresas de marketing esportivo em São Paulo para captar eventos paradesportos para cidade.

Antes do término das homenagens, os presentes assistiram a pré-estréia do Espetáculo “Lisbela e o Prisioneiro”, da Cia. Loucos do Tarô, exclusiva apenas para Membros do CICESP, Apoiadores do Espetáculo, convidados, imprensa como a Revista Caras.

sábado, 22 de agosto de 2009

EDUCAÇÃO ESPECIAL E APOIO EDUCATIVO - ROTEIRO PARA A ED ESP E APOIO EDUCATIVO EM PORTUGAL

VEJA MAIS SOBRE ROTEIRO PARA A EDUCAÇÃO ESPECIAL E APOIO EDUCATIVO PARA PNEE EM PORTUGAL EM : http://srec.azores.gov.pt/dre/alunos/Educa%E7%E3o%20Especial_DE/montagem%20do%20roteiro.pdf

DISCALCULIA - VOCE SABE O QUE É?

VEJAM MAIS SOBRE DISCALCULIA EM : http://pt.wikipedia.org/wiki/Discalculia

Discalculia (não confundir com acalculia) é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual.
O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.

É uma inabilidade menos conhecida, bem como e potencialmente relacionada a dislexia e a dispraxia.
A discalculia ocorre em pessoas de qualquer nível de QI, mas significa que têm frequentemente problemas específicos com matemática, tempo, medida, etc.
Discalculia (em sua definição mais geral) não é rara.
Muitas daquelas com dislexia ou dispraxia tem discalculia também.
Há também alguma evidência para sugerir que este tipo de distúrbio é parcialmente hereditario.

A palavra discalculia vem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco.

Discalculia é um impedimento da matemática que vá adiante junto com um número de outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico. Discalculia atinge crianças e adultos.

Discalculia pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos.
O problema principal está em compreender que o problema não é a matemática e sim a maneira que é ensinada às crianças. O modo que a dislexia pode ser tratada de usar uma aproximação ligeiramente diferente a ensinar. Entretanto, a discalculia é o menos conhecida destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecida frequentemente.

Mitos, fatos e dúvidas da psiquiatria e da psicologia


VEJAM MAIS SOBRE Mitos, fatos e dúvidas da psiquiatria e da psicologia EM: http://www.psicosite.com.br/div/mitos.htm

Mitos, fatos e dúvidas da psiquiatria e da psicologia

Psiquiatra é médico de Louco
1) Psiquiatra é médico de louco. De fato o psiquiatra atende a pessoas cujas doenças se manifestam popularmente como "loucura", mas estes pacientes representam uns 5% de todos os pacientes psiquiátricos, que são de longe muito menos frequentes que os paciente com transtornos de ansiedade, depressivos e dependência qúimica por exemplo. Não se justifica portanto taxar o psiquiatra como o médico de louco a partir da minoria de seus pacientes. Esse tipo de crença popular é extremamente danoso para os demais 95% dos pacientes psiquiátricos que precisam desse atendimento e até chegarem ao consultório psiquiátrico pela prmeira vez sofreram verdadeiras torturas mentais impostas pelas pessoas ignorantes que ficam dizendo que psiquiatra é médico de louco, e seria melhor procurar um neurologista que é médico de nervos. Neste ponto cabe uma observação. A psiquiatria como especialidade médica é na verdade uma parte da neurologia, a parte que trata dos transtornos de pensamentos, emoçoes e comportamento enquanto a neurologia trata dos movimentos, das sensações, das coordenações, dos sentidos e outras funções corporais.

Remédios psiquiátricos são prerigosos e viciam
2) Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam. Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como aconteve em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de fato mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injetável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto a cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinênica aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes (remédios de tarja preta). Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidade quanto tomados em megfa doses, já os inibidores seletivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na condução elétrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos atrás foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito, pelo menos no Brasil em dez anos não nenhum relato.
Crianças não podem tomar psicofármacos. Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade.

A questão do tratametno com choque
3) Tratamento com Choque elétrico (ECT). O tratamento com choque elétrico pela psiquiatria não está ultrapassado e é o maior exemplo das consequências que um tratamento pode ter devido à histeria social que se criou em torno desse assunto. Atualmente muitas pessoas acham que o ECT não é mais usado, quando era usado era somente um castigo imposto aos doentes mentais como se isso fosse uma coação feita à animais enjaulados. A eletroconvulsoterapia não é um tratamento bonito nem apreciável, assim como não é nenhuma cirurgia, procedimento caracterizado pela induação anestésica (estado de coma), abertura da pele por instrumento cortante, perda de sangue, risco de infecção além dos riscos inerentes de cada cirurgia. Faz-se muitas cirurgias estéticas simplesmente para se ficar mais bonito e às vezes o procedimento não dá certo e a pessoa morre ou fica com alguma sequela. Apesar disso não há rejeição social contra as cirurgias que são muito mais perigosas que o ECT, e algumas vezes muito menos necessárias que um ECT. Desde o princípio sabe-se que o ECT é um tratamento seguro ao contrário de certas medicações que apresentam riscos. Levantamentos de décadas mostraram um índice de letalidade menor do que das medicações (psiquiátricas ou não). A incidência de efeitos colaterais do ECT é menor que das medicações. Estudos realizados com pacientes submetidos ao ECT mostrou que 80% deles não apresenta nenhuma rejeição ao tratamento e o fariam novamente. A utilização na depressão é superior por conseguir tirar um paciente do quadro depressivo mais rapidamente. Presenciamos um processo de elitização do ECT, que esta´sendo retirado do sistema público de saúde e ficando apenas no sistema particular que cobra cada aplicação o preço de um pequena cirurgia. O ECT continua sendo muito usado no mundo todo, principalmente nos países desenvolvidos, contiuam surgindo publicações comprovando a apresentando vantajens deste tipo de procedimento médico. Perante tantas vantagens porque o ECT é tão rejeitado. Há pelo menos 3 principais fatores: 1- mau uso pelos profissionais (médico e enfermeiros) que ameaçavam os paciente com o choque, coisa que funcionava apenas como efeito desmoralizante uma vez que quando aplicado corretamente é indolor. 2- "denúncias" provenientes dos próprios pacientes quando estes queriam simplesmente provocar alvoroço porque se consideravam injustiçados, incompreendidos e forçadas a "se tratar". A psiquiatria é a única especialidade médica na qual o paciente muitas vezes não tem competência para avaliar seu estado mental, mas mantém certa capacidade de comunicação. Enormes mal-entendidos provenientes desse tipo de situação geraram até movimentos anti-psiquiátricos, como se fosse possível protestar contra doenças fazendo dos médicos os criadores dos males mentais. 3- O terceito fator é a mídia. Filmes, peças teatrais, livros e outros meios de comunicação geraram na população geral uma visão distorcida e errada a respeito do ECT e de outros aspectos da psiquiatria também.

Hospitais psiquiátricos
4) Hospitais Psiquiatricos são desnecessários. A percentagem dos paciente que necessita de internação é pequena mas para esta o recursos da internação não pode faltar. Socialmente fica bonito falar em fechamento dos hospitais psiquiátricos que têm sido pejarativamente tratados como manicômios, como se a doença mental tivesse sido domada pelas próprias medicações que são tão rejeitadas pela mesma sociedade. Os psicofármacos fizeram de fato uma revolução na psiquiatria, mas não conseguiram resolver todos problemas. Há pacientes psicóticos crônicos que não respondem às medicações e são violentos, pondo em risco a si e seus familiares. Hà pacientes com retardo mental com elevado grau de agressividade. Há casos em particular que uma internação é inevitável. Além disso há também a realidade brasileira da probreza e da miséria. Como uma família pobre, que tem criança, idoso ou portador de alguma deficiência física em casa pode lidar com uma pessoa que não vê problema em procedimentos de risco. As famílias dos doentes mentais nessas cirucunstâncias, se não obtêm apoio estatal ou abandonarão o doente à sua própria sorte, que se otrnarão mendigos, ou se desintegrará como família, tal o sofrimento trazido pelo comportamento do paciente psiquiátrico. Nessas famílias os membros saudáveis muitas vezes têm sua vida impedida de seguir num rumo saudável e próspero porque a doença do paciente psiquiátrico consome todos os recursos dessa famíla. Há casos em que não é possível sequer, o paciente tem alta porque as condições sociais da família do doente mental não são suficientes nem para si mesmo, menos ainda para amparar o filho donete desssa família. Como pensar em fechar os hospitais psiquiátricos na crua realidade brasileira?

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

UFF, escolas de inclusão, diferenças.

Notícias UFF - 24/7/2009.
http://www.bengalalegal.com/blog/?p=686

A Escola de Inclusão, um projeto da Pró-Reitoria de Extensão da UFF, começou, em julho, a preparar os alunos de graduação das 20 licenciaturas oferecidas pela universidade, tanto para o uso de linguagens e códigos utilizados por pessoas com dificuldades de comunicação, como para a produção de materiais didáticos acessíveis.

A Escola de Inclusão funciona como uma disciplina de 60 horas, e a ideia é que seja oferecida no meio do ano, de forma intensiva, com aulas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, para que, durante a Agenda Acadêmica, os licenciandos já possam repassar esses conhecimentos aos professores da rede municipal de ensino e aos educadores não-formais, de museus, ONGs e casas de cultura, num efeito multiplicador.

São oferecidas três vagas para cada licenciatura, num total de 60, e a expectativa da coordenadora do projeto, professora Cristina Delou, doutora em Educação, é que esses alunos, futuros professores da quinta série ao terceiro ano do segundo grau, consigam passar os conhecimentos com entusiasmo para os professores, que serão transformados em seus “alunos”, durante a Agenda Acadêmica, que ocorre de 19 a 23 de outubro.

O curso introduz, inclusive, o conceito de empreendedorismo, incentivando os estudantes a buscar inovações, sem ficar esperando da escola, onde eventualmente forem lecionar, soluções prontas, a fim de que eles tenham inventividade e segurança para propor.

Nesta primeira versão da Escola Inclusiva, os alunos foram divididos em três grupos, colocados em três salas diferentes, tendo aulas de Libras em uma, Braille em outra e de desenvolvimento de materiais didáticos acessíveis e facilitadores do aprendizado na última. A metodologia utilizada é a da escola ativa, onde todos estão fazendo alguma coisa o tempo todo, apesar de terem um dia inteiro reservado a aulas teóricas.

Biologia saiu na frente.

Segundo a coordenadora Cristina Delou, quem primeiro pensou nesses meios facilitadores do aprendizado foram as ciências biológicas, onde cerca de dez trabalhos ou monografias de final de curso já foram feitos no Instituto de Biologia da UFF, nesse sentido.

Recém-formada em Biologia e já dando aulas, Natália Pinho mostrou aos estudantes o modelo de tecido celular criado por ela, utilizando material de carnaval, como miçangas, contas e paetês, além de cola, gel, fios de lã e fitas adesivas, para que alunos cegos percebessem, concreta e conceitualmente, o que eram células longas como as do tecido muscular, células muito agrupadas como as do tecido epitelial e células mais espalhadas, como as do tecido conjuntivo.

De acordo com Natália, na hora em que os alunos “criam” os tecidos, na prática, é o momento da avaliação do professor, para verificar se a teoria foi bem transmitida, e é nesse momento que o estudante constrói seu conhecimento. “Achar que o aluno entendeu só porque a gente falou não funciona, e, no caso da biologia, ele precisa sentir a textura, manusear para saber como os tecidos se superpõem no organismo, e isso facilita para todos os alunos, cegos ou não”, explicou.

Para Cristina Delou, os professores de outras áreas como História, letras e ciências humanas em geral precisam também pensar no desenvolvimento desses materiais, daí a importância desse curso congregar futuros professores das diversas licenciaturas da UFF, trocando experiências e conhecimentos.

PRAIA ACESSÍVEL - POSSIBILIDADE DE ACESSO PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA



VEJAM MAIS SOBRE PRAIAS ACESSIVEIS EM : http://br.yhs.search.yahoo.com/avg/search?fr=yhs-avg&type=yahoo_avg_hs2-tb-web_br&p=VEJAM%20MAIS%20SOBRE%20PRAIAS%20ACESS%C3%8DVEIS%20NOS%20SITES%20%3A%20

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A ATIVIDADE FÍSICA ADAPTADA ADAPTADA E DE REABILITAÇÃO FÍSICA PERDE UMA DE SUAS MAIORES COLABORADORAS : LISAURA RUAS



Todo o mundo da area de reabilitação física está de luto devido a morte da presidente da Associação Fluminense de Reabilitação (AFR), Lisaura Machado Ruas.
VEJAM O VÍDEO DA REDE GLOBO DE TELEVISÃO COM A ENTREVISTA REALIZADA POR EDNEI SILVESTRE À INESQUECÍVEL LISAURA RUAS, NO MES DE JUNHO DE 2009, EM : http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL750657-9097,00.html

Lisaura Ruas morre aos 70 anos em Niterói

Ela trabalhava na instituição há 46 anos. A AFR cedeu suas instalações para as primeiras reuniões para a fundação da Andef, em 1981. Casada com o jornalista Carlos Ruas, deixou duas filhas, Cristina e Nina Rita, além dos milhares de filhos portadores de deficiências físicas e neurológicas que adotou de coração na AFR.
Lisaura foi uma das pioneirs da área de reabilitação e com sua simpatia e competência ajudou a milhares de pessoas a se reabilitarem através de sus mãos mágicas e inteligência notável.


(AFR). Ela foi encontrada morta pelo marido, o jornalista Carlos Ruas, após sofrer um infarto fulminante em sua residência, no bairro de Icaraí. O corpo será velado no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, onde será realizado o sepultamento, às 16 horas de hoje. O prefeito Jorge Roberto Silveira decretou luto oficial de três dias pela morte da também professora e psicomotricista.

Nascida em Borda da Mata, Minas Gerais, Lisaura iniciou cedo sua formação humanista, praticando a filantropia e se interessando pelo próximo. Em Belo Horizonte, pôde estudar e se aperfeiçoar sob a orientação da professora e cientista russa Helena Antipoff, que introduziu no país o ensino e a formação científica da educação especial para excepcionais e deficientes físicos.


Referência - Por 45 anos, prestou serviços à Associação Fluminense de Reabilitação, em Niterói, e ocupou a presidência da instituição desde 1982. Durante todo esse tempo, conseguiu transformar a associação em referência nacional no tratamento de deficientes no Brasil.

Lutando sempre contra a limitação de recursos, Lisaura usou de criatividade para organizar eventos beneficentes e campanhas de porte nacional, tornando o centro de reabilitação em Niterói um polo de excelência.

Com caráter filantrópico, a AFR, localizada na Rua Lopes Trovão, em Icaraí, próxima ao Complexo Poliesportivo Caio Martins, presta assistência a pacientes de todas as idades, realizando desde estimulação em bebês até reabilitação em idosos.

A instituição, que completou 50 anos de atividade em junho do ano passado, também já foi responsável pela doação de inúmeras próteses e aparelhos ortopédicos, além de fornecer tratamentos especializados de fisioterapia, fonoaudiologia e neurologia.

Cidadania do Estado e Medalha Tiradentes

O deputado estadual Rodrigo Neves (PT) afirmou que estava organizando um evento em homenagem a Lisaura. Na oportunidade, a presidente da AFR receberia o título de Cidadã do Estado do Rio de Janeiro e a Medalha Tiradentes. As homenagens, de autoria do parlamentar, foram aprovadas pela Assembleia Legislativa (Alerj), no início do ano. O evento aconteceria no segundo semestre.

"Estou, realmente, muito sentido e chocado com esta notícia. Conversamos há 15 dias sobre as homenagens. É muito triste isto tudo. Ela é uma pessoa que fez o bem, principalmente aos menos favorecidos e foi uma grande referência do trabalho social de Niterói, do Estado e do Brasil", afirmou Rodrigo Neves.


Evento - O jornalista Paulo Freitas, ainda muito chocado com os acontecimentos, falou da amiga com carinho. Juntos, eles estavam organizando o evento anual "Garçom Caixa Alta", marcado para a próxima quarta-feira, dia 19. Paulo Freitas lembrou a trajetória de Lisaura como presidente da AFR.

"Durante a ditadura militar, a AFR correu o risco de fechar as portas, mas graças à garra da Lisaura, isso não aconteceu. Ela não só levantou a verba que a instituição precisava, como conseguiu um espaço melhor para o funcionamento, que é a sede atual", contou Paulo Freitas.

Sobre a amiga, ele não poupou elogios. Descreveu Lisaura Ruas como uma mulher de personalidade forte e com um lado filantrópico incrível, que se dedicava de corpo e alma ao trabalho com deficientes.

"Ela dedicou a vida a isso e ajudou milhares de pessoas. Sem dúvida, vai fazer muita falta", concluiu Paulo Freitas.

Depoimentos

"Lisaura Ruas realizava um trabalho extraordinário e já fizemos muitas parcerias com a Associação Fluminense de Reabilitação. O Estado do Rio lamenta profundamente o falecimento dela".

Luiz Fernando Pezão – governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro


"Estou perplexo. Lisaura era um patrimônio da cidade. A AFR, obra dela, é um centro de referência a nível de Brasil. Seguramente Niterói está de luto. Lamento muito. Gostava bastante dela."

Comte Bittencourt – deputado estadual


"A cidade perde uma de suas figuras mais importantes. Lisaura buscava sempre fazer o melhor e seu trabalho era reconhecido não só em Niterói, mas também em todo o Brasil. A cidade está mais triste.

José Vicente Filho – vice-prefeito de Niterói


"Dona Lisaura era uma pessoa de grande caráter e comandava exemplarmente a Associação Fluminense de Reabilitação. Fará uma grande falta a Niterói, principalmente para as centenas de pessoas que diariamente conviviam com ela na AFR. Foi candidata a vereadora e caso tivesse sido eleita, seria, com certeza, um exemplo para todos nós, da Câmara de Niterói"

Paulo Bagueira - presidente da Câmara de Niterói


"Lisaura realizava um trabalho magnífico, sério e coerente. Era uma mulher admirável, sempre preocupada em fazer o bem ao próximo, chegando a colocar suas questões pessoais em segundo plano. Vai deixar muita saudade".

Nina Rita Torres – presidente do Grupo Fluminense


"O trabalho realizado por Lisaura Ruas à frente da Associação Fluminense de Reabilitação era fantástico. Era um exemplo de dedicação e caráter. Niterói perde uma de suas figuras mais importantes e admiráveis".

Alexandre Torres – vice-presidente do Grupo Fluminense


"A reabilitação perde uma pessoa muito importante. Lisaura sempre trabalhou com o coração e tenho certeza de que deixou muitos seguidores, que darão sequência a seu trabalho".

Alkamir Issa, secretário municipal de Saúde


"É uma perda lamentável. Tivemos uma reunião cedo e ela estava bem. Lisaura foi uma pessoa extremamente importante, dinâmica, de grande valor, corajosa, audaciosa, uma grande liderança que carregou a AFR por 45 anos. Perde a instituição, a cidade e, principalmente, o segmento mais sofrido, pelo qual ela sempre batalhou. Rezo para que tudo o que ela plantou seja continuado".

Telmo Hoelz, subsecretário municipal de Saúde e

vice-presidente da AFR


"Era uma pessoa abnegada que vivia para a filantropia. Posso descrevê-la como uma pessoa excepcional, generosa e abnegada."

Antônio José Barbosa da Silva – presidente da OAB - Niterói


"Uma grande perda para a cidade de Niterói. Lisaura era um exemplo de pessoa forte e determinada, com um espírito elevado de buscar sempre o bem comum. A conheci na década de 50, quando Carlos Ruas me apresentou como a sua namorada que veio de Minas e logo depois eles se casaram. Formamos uma sólida amizade e juntas promovemos grandes embates com o poder público em prol da pessoa com deficiência. Era uma guerreira e com certeza fará muita falta".

Lizair Guarino - presidente da Pestalozzi de Niterói

O DANÇARINO Carlinhos de Jesus grava para o RJTV com Grupo Corpo em Movimento, o magnífico corpo de dança adaptada da ANDEF



Por Gustavo Carvalho (gustavorcs80@hotmail.com)

Há 10 anos atrás, o Grupo Corpo em Movimento começava a dar seus primeiros passos. Um dos grandes incentivadores para fazer acontecer foi o renomado bailarino Carlinhos de Jesus, que, na época, criou a coreografia "Aquarela do Brasil", que, pela primeira vez, era dançada por pessoas com deficiência e bailarinos andantes no estilo de dança de salão.
O tempo passou e Carlinhos de Jesus reencontrou mais uma vez o grupo, nesta segunda-feira (03/08), quando esteve gravando reportagem para o quadro "Arte para Vida". A matéria deve ir ao ar daqui a três semanas e estaremos informando aqui no site da Andef.

Rúgbi em cadeira de rodas - Brasil Treina nos Estados Unidos Visando preparação para o Pan-Americano de Buenos Aires, na última semana de outubro



VEJAM MAIS SOBRE RUGBI EM CADEIRA DE RODAS EM : http://www.cpb.org.br/comunicacao/noticias/rugbi-em-cadeira-de-rodas
e

http://www.rugbiabrc.org.br/noticias.html

Brasil treina nos EUA

A Seleção Brasileira de rúgbi embarca em 9 de setembro para Birminghan, no estado norte-americano do Alabama, no sul do país, para um período de treinamentos ao lado da Seleção dos Estados Unidos.

A equipe verde-amarela, comandada por Brian Muniz, ficará no Alabama até dia 16 de setembro. Esta é uma fase de preparação para o Pan-Americano de Buenos Aires, na última semana de outubro. A competição é classificatória para o Mundial do próximo ano, no Canadá, que dará vagas para os Jogos Paraolímpicos de Londres, em 2012.

A delegação brasileira viaja com 16 pessoas, sendo 10 jogadores. A equipe dos Estados Unidos é uma das mais fortes do mundo, tendo conquistado a medalha de ouro nos Jogos de Pequim, no ano passado.

Media Guide Comunicação/Assessoria de Imprensa do Comitê Paraolímpico Brasileiro
Daniel Brito (daniel.brito@cpb.org.br / 61 3031-3030 ou 61 8161-9271
Diogo Mourão (diogo@mediaguide.com.br / 21 8301-0149)
Manoela Penna (manoela@mediaguide.com.br) / 21 8301-0123)

CALENDÁRIO ESPORTIVO NACIONAL CPB 2009


CONHEÇA TODA A PROGRAMAÇÃO PARAESPORTIVA DE 2009 DO COMITÊ PARAOLIMPICO BRASILEIRO EM: http://www.cpb.org.br/area-tecnica/Calendario%20Esportivo%202009%20CPB.pdf

Setor Bancário Norte Quadra 02 Lote 12 Bloco “F” – Ed. Via Capital, 14º andar – Brasília/DF – CEP: 70.040-020
Fone: 55 61 3031-3030 Fax: 55 61 3031-3023 E-mail: contato@cpb.org.br

DUDU NOBRE E GABRIELZINHO DO IRAJÁ SÃO AS ATRAÇÕES DE ABERTURA DO 2° CONGRESSO E 1° FEIRA MUITO ESPECIAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA DO RIO DE JANEIRO


VEJAM MAIS SOBRE DUDU NOBRE E GABRIELZINHO DO IRAJÁ SÃO AS ATRAÇÕES DE ABERTURA DO 2° CONGRESSO E 1° FEIRA MUITO ESPECIAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA DO RIO DE JANEIRO EM: http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?AuthEventSource=SSO#inbox/1232fd0698b901e3

Tem início no dia 24 de agosto, o 2º Congresso Muito Especial de Tecnologia Assistiva do Rio de Janeiro e a 1° Feira Muito Especial de Tecnologia Assistiva, uma realização do Instituto Muito Especial com apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia. A abertura será no dia 24/08 às 18h, no Centro de Convenções SulAmérica, no centro do Rio de Janeiro.
O evento terá na abertura o show do cantor Dudu Nobre e do Gabrielzinho do Irajá com a banda.
Inscrições para o Congresso
As inscrições para o 2º Congresso Muito Especial de Tecnologia Assistiva estão abertas, e devem ser feitas pelo site www.congressoassistivario2009.org.br. O credenciamento ocorrerá no dia 24 das 12 as 18hs, mas apenas as 500 primeiras pessoas a se credenciarem, garantem o kit do Congresso(mochila, cartilhas, bloco, pasta e caneta). No site podem ser encontradas mais informações sobre a programação e os palestrantes do evento.
Para Feira a entrada é franca e não necessita de inscrição!

A SÍNDROME DE DOWN SEGUNDO UM DOS MAIORES GENETICISTAS DO MUNDO : Dr. JUAN LLERENA

Entrevista com o Dr. Juan Llerena

Ruth de Aquino
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Dr. Juan Llerena, médico com especialização em genética em Londres, mestrado e doutorado na UFRJ, tem 54 anos, é casado, tem dois filhos, Lucas e Nicholas, 13 e 8 anos. É chefe do Departamento de Medicina Genética do Instituto Fernandes Figueira (IFF), uma unidade materno-infantil da fundacão Oswaldo Cruz. O departamento foi fundado em 1961 pelo médico José Carlos Cabral de Almeida.

ÉPOCA - Os bebês nascem com diferentes gradações da Síndrome de Down? Por que uns têm mais dificuldades de aprendizado e de fala do que outros? Há pianistas, desportistas, e há os mais apáticos e menos desenvolvidos...
JUAN LLERENA – Não existem diferentes gradações da síndrome. Ou o bebê nasce com Down ou não. Mas, é claro, existe uma herança genética ; não se pode ignorar a herança do pai ou da mãe ou dos avós. O arcabouço genético dos bebês Down nunca é o mesmo. Existe ainda a questão nutricional da mãe. A coisa é muito simples: o meu filho de dois meses sempre será diferente do seu. Ou seja, seu potencial na vida, além de depender de uma estimulação precoce, dos tratamentos corretos, e de acesso à educação, será associado aos genes herdados dos pais.

ÉPOCA - Quais são as conseqüências da SD para uma criança?
LLERENA – Bem, um terço não chega a nascer; a seleção natural interrompe a gestação. Ao nascimento, um grupo será inteiramente normal, sem doença do coração, intestinal, ou anatômica. Somente as características físicas nesse caso permitem a um bom neonatologista diagnosticar, com 95% de precisão. As verdades encurtam os caminhos, doem menos. Mas o exame definitivo todos terão que fazer, o cariótico, que é um estudo dos cromossomos. A partir do diagnóstico, passamos a tentar conhecer ao máximo essa criança. Avaliação visual, audiométrica, pulmonar, intestinal. A trissomia 21 predispõe a cardiopatia congênita: 30 a 40% dos bebês com a síndrome nascem com ela.

ÉPOCA - Como a sociedade vê a SD?
LLERENA – Veja só, estamos lidando mais com tradições culturais arcaicas, que contaminam muitíssimo nosso senso comum sobre as diferenças. Na nossa sociedade, SD implica que a criança tenha deficiência mental. Mongolismo é relacionado com baixa intelectualidade. O que precisamos fazer é promover a saúde e não a doença. Desconstruir o conhecimento leigo. Dar aptidões desde o momento em que eles nascem.

ÉPOCA - Com que idade em média um bebê Down consegue se sentar e andar?
LLERENA – O Down tem uma constituição diferente de tendões, pele e músculos. Tudo é mais solto, mais elástico. Assim, para o bebê se colocar contra a gravidade e se sentar, isso vai exigir um preparo especial. O problema é que se costuma associar o atraso motor a um atraso neurológico. Para os pais de um bebê Down, a ansiedade é atenuada quando a criança consegue fazer isso em menos tempo. Os pais de primeira viagem vão notar mais. Se os bebês tendem a andar geralmente com 11 meses ou um ano de idade, os Down fazem o mesmo com 1 ano e 6 meses, em média. Aquisições são um fator de tranqüilidade para os pais. O marco da idade não é tão importante.

ÉPOCA - E quanto ao aprendizado? O que se deve esperar?
LLERENA – Hoje temos muitos bons exemplos. Meninas e meninos lendo e escrevendo. Mas nós sabemos que não tem sentido no Brasil generalizar, não há acesso à escolaridade universal. Com síndrome ou sem síndrome, temos alto índice de analfabetismo. Há casos individuais isolados, tanto positivos quanto negativos. Mas, é razoável afirmar que o conjunto dos Down pode não ser tão distante do rabicho inferior na sociedade brasileira. Acho tão óbvia a compulsividade de certas mães em pressionar por alto desempenho. Conheci um menino Down no campo que está tão bem adaptado que a síndrome se torna totalmente secundária. Ele está feliz, totalmente integrado à vida rural e às atividades agrícolas.

ÉPOCA - Como é a questão da fertilidade?
LLERENA – Entre as mulheres, dois terços podem ter filhos. Os homens, até prova em contrário, são estéreis. Conheço uma mãe que não quer deixar o rapaz Down namorar, ela o controla como se fosse um menino. Basta ensinar a usar camisinha para se proteger de Aids, mas ele não vai engravidar ninguém. Nosso desafio como médico é também sugerir condutas que se aproximem da razão. Crianças não devem ser encaradas pelos pais como objeto de pesquisa.

ÉPOCA - Os Down gostam mais de falar sobre sexo?
LLERENA – Do ponto de vista comportamental, todos os adolescentes gostam de falar de sexo. Talvez os Down se expressem mais publicamente por causa da expectativa social promovida pelo próprio grupo. E também por um limiar de censura menor. Nós somos tão castradores com a população em geral, eles talvez escapem dessa repressão mais institucionalizada.

ÉPOCA - Em que momento deve-se começar a estimular o bebê Down?
LLERENA – Desde a hora em que nasce. Claro que ele não vai fazer fisioterapia com sete dias. Há época para tudo. A mãe precisa se concentrar na amamentação, que é um pouco mais difícil porque o bebê Down tem a boca um pouco menor, uma língua um pouco maior. É preciso ter paciência.

ÉPOCA - Existe uma causa ou alguma prevenção possível?
LLERENA – Não. O risco é relacionado à idade materna, acima de 35 anos já existe uma maior propensão. Aumenta geometricamente. Mães de 24 anos dão à luz um bebê Down para cada 1.752 nascidos vivos. Aos 42 anos, a relação é de 1 para 33. Ou seja, a única prevenção é não ter filhos muito tarde.

ÉPOCA - Na França, reduziu-se muito o número de crianças com SD por causa do exame de amniocentese. Muitas mulheres decidem abortar. O que o senhor acha disso como médico?
LLERENA – Tenho uma opinião muito clara em relação a isso. Sou a favor de se dar ao casal o direito de decidir o futuro reprodutivo. Como no Brasil esse princípio não pode ser respeitado porque o aborto é ilegal, não há nada a falar porque a lei nos proíbe. Veja só, eu não estou fazendo apologia ao aborto. Na Alemanha, onde o aborto é autorizado, de cada 3 bebês diagnosticados com Down em exames pré-natais, dois nascem. As mães decidem ter. Mas isso, num país em que, além de dar direito ao aborto, também oferece condições de tratamento à massa da população. Isso se chama dar autonomia.

ÉPOCA - Do ponto de vista medico, a escola regular e inclusiva é melhor do que a especial para deficientes?
LLERENA – Deveriam todos iniciar a vida assim. Nós estaríamos privilegiando ambos os lados para que as crianças aprendam a conviver com a diversidade. Dentro de um currículo pedagógico regular, para todos. Em vez de colocar essas crianças num processo especializado. Falo de todas as crianças. Hiperativas, esquizofrênicas, com defeito congênito, autistas. Todas se beneficiam da inclusão. Claro que precisariam de um reforço extra. Eu mesmo não era um bom aluno, cansei de precisar de aulas particulares. Assim, há mais chance de um desempenho muito melhor. Mas, aí, já estamos falando de um princípio ideológico que parte da universalidade da escolaridade. Com um conhecimento pedagógico dos professores.

ÉPOCA - De que os pais mais têm medo quando nasce um filho Down?
LLERENA – Os pais têm medo da deficiência mental, da não independência, de ‘o que vai acontecer quando eu for embora’, da rejeição a que os filhos são submetidos, da crueldade da sociedade diante do desconhecimento. Temos que nos rediscutir como indivíduos. Norma, razão, ideologia, família, há valores riquíssimos a serem explorados devidamente.

ÉPOCA - É possível para uma criança Down dizer ‘eu sou normal’ ?
LLERENA – Não sei o quanto eles sabem sobre as suas diferenças. Mas, sabemos que o conceito de normalidade é muito relativo. Por maior experiência que eu possa ter, não sou um pai de criança Down. Só isso já faz com que eu tenha um respeito incondicional por essas famílias.