Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Psicologia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

BULLYING – O TERRORISMO PSICOLÓGICO


vejam mais sobre BULLYING – O TERRORISMO PSICOLÓGICO em : http://www.psicologiaeciencia.com.br/bullying-o-terrorismo-psicologico/

Uma das maiores preocupações da Psicologia e dos educadores sem duvida é o Bullying. A palavra não tem uma tradução exata e no português é traduzida mais ou menos como “assedio moral”.

O bullying já é uma patologia social. É definido como a imposição de sofrimento intencional em relações de desigualdade. Para exemplificar, podemos falar de um aluno dito “popular” de uma escola que faz de tudo para humilhar e expor um defeito (às vezes nem tão aparente) do colega que só tira notas altas ou então o rapaz musculoso que inferniza a vida de um colega mais fraco fisicamente ou um “tímido” que é exposto de forma que cause maior constrangimento possível. No Brasil a forma mais típica de Bullying são os apelidos humilhantes exaltando defeitos físicos e as agressões físicas.

O Bullying infelizmente é presente no mundo todo e em alguns países, as vitimas cometem atos extremos com mais freqüência como homicídios e suicídio como vimos nos recentes ataques em escolas dos Estados Unidos, onde vitimas de Bullying invadiram a própria escola com armas pesadas e assassinaram muitos colegas e logo após cometeram suicídio. Nas cartas deixadas pelos suicidas, vemos referencias as constantes humilhações que passaram e que tomados pela depressão e transtornos de ansiedade não viram outra forma de acabar com o sofrimento que não fosse com o suicídio, mas não antes de levar todos os agressores consigo. Uma explosão de raiva e ódio sem limites como reação ao que sofreram.

No Brasil, é mais raro acontecer assassinatos como resultado de anos de humilhações e agressores físicas que as vitimas sofrem. Porem, a taxa de suicídios é alta, mas infelizmente é velada. Medicamente o Bullying não é reconhecido como causadora de suicídios (que são atribuídos a depressão, que por sua vez foi resultado direto da vitimização).

Cyber Bullying :

Infelizmente, estão sendo criadas novas formas de humilhação. Alem do bullying tradicional que envolve humilhações e agressão física, hoje em dia temos o Cyber Bullying, que é a pratica de humilhação e exposição publica caluniosa e difamatória através da Internet. Essa é uma forma mais agressiva do Bullying tradicional, já que calunias e difamações por internet têm um alcance muito maior e conta com o anonimato do agressor. Ele não precisa mais ser uma pessoa forte ou popular, pode ser feita por qualquer um, inclusive vitimas em busca de vingança. Um exemplo claro são os perfis falsos em redes de relacionamentos.

Segundo a delegacia de crimes virtuais, essa é a pratica mais comum de Cyber Bullying. Cria-se um perfil falso da vitima com informações reais como telefone, endereço e fotos e se relaciona a comunidades que podem ser aversivas e difamatórias. Como uma mulher ter seu perfil com descrição de garotas de programa ou um menino ter seu perfil associado a comunidades ligadas a pedofilia ou mesmo fazendo montagens com fotos. Geralmente com fundo pornográfico.

Cabe ressaltar que não se tem uma legislação especifica sobre crimes virtuais, mas já existe jurisprudência no cyber espaço e em breve deve ser regulamentada leis especificas.

O Bullying marca vidas :

As marcas que ficam nas vítimas de bullying são muito fortes e infelizmente, na maioria das vezes mudam permanentemente a vida das vitimas. As marcas mais comuns são: Depressão, baixa auto-estima, muita dificuldade em relacionamentos sociais e muitas vezes transtornos de ansiedade se instalam.

O importante é ressaltar que o atendimento psicológico oferece resultados promissores em relação a todas essas marcas, principalmente as terapias de abordagem comportamental.

Claro que não se pode mudar o passado, mas com o atendimento psicológico podemos fazer um “controle de danos” e com isso saber lidar com os problemas decorrentes antes que esses se agravem.

Com os anos de atendimento clinico, percebo que as vitimas de Bullying paralisam e não conseguem ver que precisam de ajuda. Tenho percebido que o discurso é sempre depressivo e muitos acham que não tem possibilidade de mudar. Julgam que não tem nada a fazer alem de se acostumar e esperar o tempo passar para ver se melhora. Muitas vezes se sentem até responsáveis por serem vitimas. Infelizmente as coisas não funcionam assim e o tempo não ajuda a melhorar.

Mudar de escola resolve ??

Existe uma crença de que mudar de escola ou mudar de cidade vai fazer que a pessoa deixe de ser vitima. Infelizmente também não funciona, pois o padrão comportamental da pessoa em questão vai fazer com que seja atacada em qualquer lugar. Vai virar alvo na casa nova, na escola nova ou em qualquer lugar que esteja. O problema é o padrão comportamental que predispõe uma pessoa a ser vitima e esse padrão é justamente o que precisa mudar. Nesse ponto o atendimento psicológico de orientação Comportamental é fundamental, pois vai desenvolver novos repertórios comportamentais incompatíveis com o perfil das vitimas de Bullying (geralmente pessoas tímidas, caladas e com baixa auto-estima).

A vitima precisa de orientação. Isso inclui ir a delegacias especializadas em crimes virtuais ou então procurar atendimento jurídico, psicológico e medico sempre que precisar.

O Bullying deve ser sempre combatido e jamais tolerado em escolas ou qualquer outro lugar. Já se tem informações que esta dentro das empresas e academias. Cabe lembrar que não é só aquele que pratica o Bullying que é o agressor. Na verdade, os espectadores que não fazem nada e ainda dão risada da vitima que esta sendo humilhada é tão agressor quanto o Bullyer (como é chamado o agressor principal), são chamados de agressores passivos e são esses agressores que reforçam o comportamento do agressor que por sua vez aumenta muito a freqüência dos comportamentos agressivos pois obtém reforço social.

É um problema muito serio que marca vidas, talvez se as pessoas entendessem que Bullying não é bobagem e que não é uma brincadeira de mau gosto como muito se prega e sim uma agressão psicológica e muitas vezes física também que deixa marcas para toda uma vida.

Então, você quer ser uma vitima para sempre ou quer mudar sua vida?

Procure seus pais, o diretor da escola, um psicólogo qualificado e competente e conte o problema. Não se silencie, não deixe que a situação se agrave.

Por : Marcelo C. Souza

Se você gostou deste texto, talvez se interesse por esses:

Técnicas de Exame Psicológico
O processo de avaliação psicológica é fundamental para o planejamento de uma ação efetiva. É na avaliação que o psicólogo conhece o indivíduo ou a situação que requer intervenção. A partir dos dados obtidos, a intervenção é planejada de modo a sanar os problemas identificados na avaliação e aperfeiçoar as condições já existentes. Na Psicologia, a [...]...
Crianças Birrentas – O que fazer ?? Todos nós ja vimos alguma vez na vida uma criança birrenta. Aquelas que se jogam no chão, gritam e que tem um poder inacreditavel de constranger os pais caso seus desejos nao sejam saciados imediatamente. Esse artigo discute como lidar com essas crianças e desenvolver estratégias para mudar comportamentos problemas....
Não se brinca mais como antigamente… Os novos tempos acabaram trazendo muito mais do que novas tecnologias. As velhas brincadeiras das crianças, principalmente as da decada de 80, foram substituidas por novas formas de divertimento. Alguns puramente virtuais. O presente artigo pretende discutir a função das novas formas de diversão e os impactos para a saude fisica, psicológica e os impactos no coletivo....
Alternativas a punição – Punir ou nao punir ? A punição pode a primeira vista ser interessante, pois suprime imediatamente uma resposta inadequada. Porem, será que nao tem outras formas de lidar com respostas inadequadas sem o uso irrestrito de punição ? Será que a punição é a forma mais adequada e eficiente ? O presente artigo tem como objetivo discutir formas de modelagem com ou sem punição e seus efeitos colaterais....
O que é a Avaliação Psicológica A avaliação Psicológica esta sempre sendo citada como parte importante na terapia comportamental. Mas sera que de fato todos os terapeutas sabem o que é, como e quando se usa a Avaliaçao Psicológica ?...
Tags: Análise do Comportamento, Bullying, Educação, Interessante, Pedagogia, Psicologia, Psicoterapia

sábado, 22 de agosto de 2009

Mitos, fatos e dúvidas da psiquiatria e da psicologia


VEJAM MAIS SOBRE Mitos, fatos e dúvidas da psiquiatria e da psicologia EM: http://www.psicosite.com.br/div/mitos.htm

Mitos, fatos e dúvidas da psiquiatria e da psicologia

Psiquiatra é médico de Louco
1) Psiquiatra é médico de louco. De fato o psiquiatra atende a pessoas cujas doenças se manifestam popularmente como "loucura", mas estes pacientes representam uns 5% de todos os pacientes psiquiátricos, que são de longe muito menos frequentes que os paciente com transtornos de ansiedade, depressivos e dependência qúimica por exemplo. Não se justifica portanto taxar o psiquiatra como o médico de louco a partir da minoria de seus pacientes. Esse tipo de crença popular é extremamente danoso para os demais 95% dos pacientes psiquiátricos que precisam desse atendimento e até chegarem ao consultório psiquiátrico pela prmeira vez sofreram verdadeiras torturas mentais impostas pelas pessoas ignorantes que ficam dizendo que psiquiatra é médico de louco, e seria melhor procurar um neurologista que é médico de nervos. Neste ponto cabe uma observação. A psiquiatria como especialidade médica é na verdade uma parte da neurologia, a parte que trata dos transtornos de pensamentos, emoçoes e comportamento enquanto a neurologia trata dos movimentos, das sensações, das coordenações, dos sentidos e outras funções corporais.

Remédios psiquiátricos são prerigosos e viciam
2) Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam. Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como aconteve em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de fato mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injetável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto a cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinênica aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes (remédios de tarja preta). Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidade quanto tomados em megfa doses, já os inibidores seletivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na condução elétrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos atrás foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito, pelo menos no Brasil em dez anos não nenhum relato.
Crianças não podem tomar psicofármacos. Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade.

A questão do tratametno com choque
3) Tratamento com Choque elétrico (ECT). O tratamento com choque elétrico pela psiquiatria não está ultrapassado e é o maior exemplo das consequências que um tratamento pode ter devido à histeria social que se criou em torno desse assunto. Atualmente muitas pessoas acham que o ECT não é mais usado, quando era usado era somente um castigo imposto aos doentes mentais como se isso fosse uma coação feita à animais enjaulados. A eletroconvulsoterapia não é um tratamento bonito nem apreciável, assim como não é nenhuma cirurgia, procedimento caracterizado pela induação anestésica (estado de coma), abertura da pele por instrumento cortante, perda de sangue, risco de infecção além dos riscos inerentes de cada cirurgia. Faz-se muitas cirurgias estéticas simplesmente para se ficar mais bonito e às vezes o procedimento não dá certo e a pessoa morre ou fica com alguma sequela. Apesar disso não há rejeição social contra as cirurgias que são muito mais perigosas que o ECT, e algumas vezes muito menos necessárias que um ECT. Desde o princípio sabe-se que o ECT é um tratamento seguro ao contrário de certas medicações que apresentam riscos. Levantamentos de décadas mostraram um índice de letalidade menor do que das medicações (psiquiátricas ou não). A incidência de efeitos colaterais do ECT é menor que das medicações. Estudos realizados com pacientes submetidos ao ECT mostrou que 80% deles não apresenta nenhuma rejeição ao tratamento e o fariam novamente. A utilização na depressão é superior por conseguir tirar um paciente do quadro depressivo mais rapidamente. Presenciamos um processo de elitização do ECT, que esta´sendo retirado do sistema público de saúde e ficando apenas no sistema particular que cobra cada aplicação o preço de um pequena cirurgia. O ECT continua sendo muito usado no mundo todo, principalmente nos países desenvolvidos, contiuam surgindo publicações comprovando a apresentando vantajens deste tipo de procedimento médico. Perante tantas vantagens porque o ECT é tão rejeitado. Há pelo menos 3 principais fatores: 1- mau uso pelos profissionais (médico e enfermeiros) que ameaçavam os paciente com o choque, coisa que funcionava apenas como efeito desmoralizante uma vez que quando aplicado corretamente é indolor. 2- "denúncias" provenientes dos próprios pacientes quando estes queriam simplesmente provocar alvoroço porque se consideravam injustiçados, incompreendidos e forçadas a "se tratar". A psiquiatria é a única especialidade médica na qual o paciente muitas vezes não tem competência para avaliar seu estado mental, mas mantém certa capacidade de comunicação. Enormes mal-entendidos provenientes desse tipo de situação geraram até movimentos anti-psiquiátricos, como se fosse possível protestar contra doenças fazendo dos médicos os criadores dos males mentais. 3- O terceito fator é a mídia. Filmes, peças teatrais, livros e outros meios de comunicação geraram na população geral uma visão distorcida e errada a respeito do ECT e de outros aspectos da psiquiatria também.

Hospitais psiquiátricos
4) Hospitais Psiquiatricos são desnecessários. A percentagem dos paciente que necessita de internação é pequena mas para esta o recursos da internação não pode faltar. Socialmente fica bonito falar em fechamento dos hospitais psiquiátricos que têm sido pejarativamente tratados como manicômios, como se a doença mental tivesse sido domada pelas próprias medicações que são tão rejeitadas pela mesma sociedade. Os psicofármacos fizeram de fato uma revolução na psiquiatria, mas não conseguiram resolver todos problemas. Há pacientes psicóticos crônicos que não respondem às medicações e são violentos, pondo em risco a si e seus familiares. Hà pacientes com retardo mental com elevado grau de agressividade. Há casos em particular que uma internação é inevitável. Além disso há também a realidade brasileira da probreza e da miséria. Como uma família pobre, que tem criança, idoso ou portador de alguma deficiência física em casa pode lidar com uma pessoa que não vê problema em procedimentos de risco. As famílias dos doentes mentais nessas cirucunstâncias, se não obtêm apoio estatal ou abandonarão o doente à sua própria sorte, que se otrnarão mendigos, ou se desintegrará como família, tal o sofrimento trazido pelo comportamento do paciente psiquiátrico. Nessas famílias os membros saudáveis muitas vezes têm sua vida impedida de seguir num rumo saudável e próspero porque a doença do paciente psiquiátrico consome todos os recursos dessa famíla. Há casos em que não é possível sequer, o paciente tem alta porque as condições sociais da família do doente mental não são suficientes nem para si mesmo, menos ainda para amparar o filho donete desssa família. Como pensar em fechar os hospitais psiquiátricos na crua realidade brasileira?

domingo, 31 de maio de 2009

Psicologia/Profissão - Profissionais aprendem com palhaços

A psicóloga Morgana Masseti, coordenadora do Centro de Estudos "Doutores da Alegria", avaliou a influência do grupo de palhaços sobre os profissionais de saúde em sua tese de mestrado e verificou que médicos e enfermeiras tornaram-se mais abertos ao conviverem com os "clowns".

Os profissionais de saúde são estimulados a brincar e levar alegria
para os pacientes, abrindo uma conexão com seu lado emocional. "Eles
percebem que podem tentar outra abordagem do paciente", afirma a psicóloga.

Os palhaços são vistos como pessoas que mudam a rotina do hospital,
afirma a psicóloga na tese. "Depois deles, pudemos pintar a parede,
fazer um monte de coisas que não podíamos fazer antes", disse
um médico no estudo.

O grupo, formado por atores especializados no teatro "clown" (mágica,
malabarismo, mímica, improvisação e música), é
pioneiro na aplicação do humor como recurso para auxiliar crianças
a superar o trauma de internações.

Especialista em psicologia hospitalar, Morgana reuniu um grupo de palhaços
e profissionais de saúde e colheu seus depoimentos, bases para o trabalho,
cujo título é "Boas Misturas". Em um primeiro estudo,
o "Soluções de Palhaço", já havia verificado
a melhora dos pacientes depois da atuação dos "Doutores da
Alegria".

Para Morgana, o principal problema dos profissionais de saúde está
em não valorizar pequenas ações que nada têm a ver
com a técnica médica, mas que podem ajudar o paciente . "Uma
série de problemas que ocorrem no hospital, como depressão, tem
relação com nossa incapacidade de estabelecer uma relação
com o paciente."

Hoje, os "Doutores da Alegria" dão cursos para residentes de
pediatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.


Fonte: Folha de SP, Caderno cotidiano,São Paulo, domingo, 11 de novembro de 2001