quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Pessoas com deficiência comemoram plano Viver sem Limite, mas pedem mais medidas | Deficiente Ciente

Pessoas com deficiência comemoram plano Viver sem Limite, mas pedem mais medidas Deficiente Ciente

Plano Viver Sem Limite
O lançamento do plano Viver sem Limite foi comemorado 

Pessoas com deficiência comemoram plano Viver sem Limite, mas pedem mais medidas
Este poderia ser o fim das pesquisas com células-tronco embrionárias?
No topo, Brasil tem maior vencedor da história do Parapan
Menino tetraplégico pode dar chute para abrir a Copa
Censo 2010 reforça desafio do Brasil em dar uma vida digna aos deficientes
Pessoas com deficiência comemoram plano Viver sem Limite, mas pedem mais medidas
Posted: 23 Nov 2011 02:13 AM PST
O lançamento do plano Viver sem Limite foi comemorado no dia 18 por pessoas portadoras de deficiências*. Elas participaram de um evento que avaliou os avanços em políticas públicas voltadas à essa população, na capital paulista. Os investimentos e as medidas anunciadas no dia 17 pela presidenta Dilma Rousseff foram considerados um avanço para a inclusão social de cidadãos brasileiros com algum tipo de deficiência. Mesmo assim, representantes desses mesmos cidadãos querem mais ações.
Para Antonio Carlos Munhoz, o Tuca, coordenador da Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo, o plano Viver sem Limite falha ao não dar a ênfase necessária na inclusão dos deficientes no ambiente urbano. “Faltaram ações para a residência inclusiva”, disse. “Precisamos tirar pessoas de abrigos e incluí-las em bairros, em casas normais.”
Tuca é cadeirante. Ele teve os movimentos comprometidos devido a sequelas de uma polimielite, que adquiriu quando era garoto. Há décadas, milita pelos direitos das pessoas com deficiência e, hoje, participou de um dos painéis do Seminário Internacional Celebrando os 30 Anos do AIPD – Ano Internacional das Pessoas Deficientes.
Presidenta Dilma lança o plano Viver Sem Limite para pessoas com deficiênciaMais de um bilhão de pessoas são portadoras de deficiência, diz relatório da ONU80% dos deficientes residem nos países mais pobres, diz OMS
O ano de 1981 foi proclamado pelas Organização das Nações Unidas (ONU) como o AIPD. O ano é considerado por lideranças dos movimentos de pessoas com deficiência como um marco para a luta pelos direitos dos deficientes em todo mundo.
Tuca acredita que o lançamento do Viver sem Limites também pode chegar a ser considerado uma data importante para os portadores de deficiência no Brasil. Segundo ele, a iniciativa é positiva e bem estruturada, pois prevê investimentos de R$ 7,6 bilhões e ações integradas entre vários ministérios. Contudo, ainda precisa sair do papel para poder ser avaliada.
“O grande desafio é conseguir levar tudo que foi anunciado pelo governo federal até os municípios do país”, declarou. “O Brasil tem leis e políticas adequadas, mas que não são efetivas na prática”, completou.
A deputada federal Rosinha da Adefal (PTdoB-AL) também é cadeirante e milita pelos direitos das pessoas com deficiência. Ela participou do seminário e pediu mudanças no Viver sem Limite. “Senti falta de ações na área do esporte, que é a melhor forma de incluir o deficiente”, disse. “Também acho que os investimentos em mobilidade urbana são muito pequenos”. De acordo com a deputada, para área da mobilidade urbana, o plano federal só prevê investimentos em cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
Já a chefe da Unidade para Crianças com Deficiência do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Rosangela Berman-Bieler, espera que o governo federal foque sua atenção também na assistência primária de saúde para os deficientes. Segundo ela, o Viver sem Limite não prevê ações neste setor, as quais poderiam melhorar muito a qualidade de vida dos portadores de deficiência. “Os médicos da família precisam estar preparados para atender a essa população”, disse. “Em pequenas cidades, quem não têm acesso a um serviço especializado, muitas vezes os deficientes têm sua situação agravada por não receber o atendimento necessário.
Fonte: http://www.oimparcial.com.br/
*De acordo com a Convenção da ONU e da Legislação brasileira a terminologia correta é pessoa com deficiência (Nota do Blog Deficiente Ciente).

Este poderia ser o fim das pesquisas com células-tronco embrionárias?
Posted: 23 Nov 2011 01:37 AM PST
A empresa de biotecnologia Geron, que depois de muita confusão e enormes despesas lançou o primeiro teste clínico com células estaminais embrionárias em humanas nos Estados Unidos e agora está saindo do negócio de células-tronco.
Colapso
A Geron fez muitos esforços para conduzir o governo dos EUA e a sociedade em geral para permitir o uso de células-tronco embrionárias. Os cientistas acreditavam que poderiam tratar muitas doenças por causa de sua capacidade de se transformar em qualquer célula do corpo humano. Mas a empresa acumulou perdas de quase US $ 300 milhões nos últimos quatro anos e parou com os seus investimentos em células-tronco. Com poucos cientistas para prosseguir na pesquisa com uma variadade de células-tronco estaminais embrionárias, muitos estão se perguntando se a pesquisa com células-tronco embrionárias em breve poderá dar o seu último suspiro.Assista o vídeo explicativo sobre células-tronco
As células-tronco embrionárias são controversas porque os embriões humanos são destruídos para que se possa obtê-las. Mas a empresa perseverou em meio a anos de clamor público e em outubro de 2011 lançou o primeiro teste aprovado pelo FDA para o tratamento de lesões agudas da medula espinhal em humanos . Apenas quatro dos 10 pacientes aprovados foram tratados com células-tronco da Geron, e agora parece que os outros seis não terão a sua chance. Um estudo recém-lançado na Suíça dirigida pela Geron também, provavelmente será interrompido. A empresa demitiu 34 % do seu pessoal e se concentrará agora em tratamentos de câncer. Muitos pacientes que tinham a esperança de uma cura da paralisia agora ficarão muito decepcionados.
A Advanced Cell Technology é uma das únicas empresas que ainda está usando células-tronco embrionárias. Tem ensaios clínicos ativos em humanos na distrofia muscular e degeneração muscular.Mas outras empresas, como a Neuralstem , estão prontas para aproveitar a oportunidade usando um tipo diferente e menos controverso de células-tronco. A Neuralstem usa células-tronco neurais, em vez de células-tronco embrionárias, e já observou um sucesso notável no tratamento de pacientes com ELA . Células-tronco neurais não são completamente livres de controvérsia: elas são tiradas de um feto abortado voluntariamente. Mas os embriões não são destruídos, a fim de se obtê-las. E a tecnologia permite que a Neuralstem consiga proliferar todas as células que precisam de um único feto.
A Neuralstem já tratou 12 pacientes com ELA, e os médicos tratarão o13º paciente na sexta-feira (18/11). Acredita-se que suas células são mais fáceis de controlar e de direcionar do que as células-tronco embrionárias para o tratamento de doenças neurológicas.
Fonte: http://www.neuralstem.com/neuralstem-in-the-news ( tradutor google ); http://celulas-troncoja.blogspot.com/Referência: http://www.falandosobreela.blogspot.com/

No topo, Brasil tem maior vencedor da história do Parapan
Posted: 23 Nov 2011 12:41 AM PST

Daniel Dias durante a prova no Parapan

Como no Rio-2007, o Brasil terminou o Parapan-Americano de Guadalajara no topo do quadro de medalhas. Foram 197 pódios no total (81 de ouro, 61 de prata e 55 de bronze), à frente dos 132 dos EUA (51, 47 e 34) e dos 165 dos anfitriões (50, 60 e 55).
O evento do México também consagrou o nadador brasileiro Daniel Dias, 23. O atleta ganhou 11 ouros em Guadalajara, que, somados às oito medalhas douradas de 2007, o fazem o maior vencedor da história do Parapan.
“Tinha expectativa em conquistar essas medalhas, mas não sabia se ia acontecer pois também dependia dos revezamentos”, disse Dias, que nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita.
Depois de Dias, o atleta com mais ouros em Guadalajara foi o também nadador André Brasil, com seis. Brasil, que teve poliomielite aos três meses e ficou com uma pequena sequela na perna esquerda, já tinha conquistado quatro ouros, uma prata e um bronze em 2007.
O Brasil encerrou sua campanha no Parapan de Guadalajara com o ouro no futebol de 5 (para cegos) ao derrotar neste domingo a Argentina na decisão, por 1 a 0, na prorrogação.
O judô (para deficientes visuais) rendeu duas medalhas no último dia de competições. Karla Ferreira conquistou o ouro na categoria até 48 kg, e Magno Marques ficou com a prata até 66 kg.
Fonte: Folha de S. Paulo
Veja:
Daniel Dias e André Brasil voltam para casa com 15 medalhas na bagagem

Menino tetraplégico pode dar chute para abrir a Copa
Posted: 23 Nov 2011 12:32 AM PST

Família feliz. Rodrigo Diniz e Gabriela, grávida de quatro meses, com os filhos Pedro Arthur e Júlia
Apaixonado por futebol (ele torce para o Cruzeiro, ao contrário do pai atleticano), o menino Pedro Arthur, que há sete anos é portador de meningite bacteriana, pode dar o chute que marcará a abertura da Copa do Mundo de 2014.
Tetraplégico desde 1 ano e meio – hoje ele tem 8 anos -, Pedro pode ser uma das crianças a testar uma roupa robótica. Os pais do garoto, Rodrigo Diniz e Gabriela Cristina, foram contactados pela equipe do neurocientista Miguel Nicolelis.
Reconhecido internacionalmente, o pesquisador desenvolveu um projeto chamado “Walk Again”, que pretende fazer com que tetraplégicos andem normalmente ao usarem a vestimenta. O estudo foi feito na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e escrito no Instituto Internacional de Neurociências de Natal, do qual o cientista é diretor de pesquisas.
Quero fazer um tetraplégico dar o pontapé inicial da copa de 2014, diz cientista brasileiroCientista acredita que é capaz de devolver os movimentos para pacientes paraplégicos ou tetraplégicos
O encontro do cientista com Pedro Arthur deve acontecer ainda neste ano, segundo informou o pai do garoto, Rodrigo Diniz. “A situação do Pedro será estudada pelos pesquisadores. Ele usaria um macacão que envia mensagens elétricas ao cérebro. Os estímulos resultariam em comandos motores”, explicou.
Boas notícias não param de chegar à casa da família, em Contagem. Está previsto para acontecer até o início de dezembro o implante de um marcapasso diafragmático, fundamental para que Pedro Arthur não precise mais do respirador artificial. Em outubro, a família conquistou na Justiça o direito de que a cirurgia, avaliada em R$ 500 mil, seja bancada pelo Estado. Pedro será a primeira criança a passar pelo procedimento na América do Sul. Isso deve ocorrer logo após a chegada do marcapasso, em dezembro.
A família também comemora a chegada da terceira criança na casa. Gabriela, a mãe de Pedro, está grávida de quatro meses de Bernardo, nome escolhido pelo próprio Pedro em homenagem ao médico que o acompanha.
Os pais do menino acreditam que células retiradas do cordão umbilical durante o parto possam servir futuramente na regeneração motora de Pedro Arthur. “Se o Brasil avançar no estudo de células-tronco, meu filho até pode voltar a andar”.
Fonte: http://jornalmontesclaros.com/

Censo 2010 reforça desafio do Brasil em dar uma vida digna aos deficientes
Posted: 23 Nov 2011 12:21 AM PST
Vale lembrar que o Censo IBGE 2010 foi feito por amostragem e não por um número real (Nota do Blog Deficiente Ciente).
Ao todo, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população.
O censo 2010 pesquisou o número de brasileiros que declararam ter algum tipo de deficiência. São pessoas que apresentam algum grau de dificuldade de enxergar, ouvir ou com uma deficiência motora, por exemplo.
Uns nasceram com a deficiência, outros são vítimas de doenças ou acidentes. O militar reformado Diego Loureiro ficou paraplégico em um acidente de moto há três anos.
“Já adaptei meu carro. Tenho uma independência maior”, conta.
Segundo o Censo 2010, 45 milhões de brasileiros disseram ter algum tipo de deficiência, ou seja, quase 24% da população. Na hora de responder ao questionário, era possível declarar ter alguma dificuldade, grande dificuldade e impossibilidade total. As pessoas que se enquadraram nas duas últimas categorias foram consideradas com deficiência grave.
Ter uma deficiência física grave é muito mais comum do que se pensa no Brasil. Quase 13 milhões de pessoas disseram aos pesquisadores do IBGE que têm uma deficiência grave motora, visual, auditiva ou mental. O resultado divulgado pelo censo mostra o tamanho do desafio de dar uma vida digna a milhões de brasileiros.
Censo do IBGE 2010 X Pessoas com deficiênciaNão há deficientes no Brasil
Segundo a pesquisa, mais de dois milhões de pessoas afirmaram ter deficiência auditiva grave; mais de quatro milhões declararam ter problemas motores severos; e o maior número disse ter uma grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar. Em muitos casos, a pessoa tem mais de uma deficiência.
A advogada Priscila Selares tem apenas 5% de visão em um dos olhos. Ela é a chefe do departamento jurídico de uma organização de defesa das pessoas com deficiência. Diz que os números mostram o tamanho da responsabilidade com esta parcela da população.
“A legislação para deficientes no Brasil é a melhor das Américas, mas a menos cumprida”, diz.
Natália e Nicolas nasceram com paralisia cerebral. A dona de casa Maria de Lurdes Brandão se dedica integralmente aos filhos.
“Eu tenho que dar o banho, vestir e arrumar a mochila para o colégio. É muita coisa”, desabafa dona Maria de Lurdes.
Nicolas está na nona série. Natália está terminando o Ensino Médio.
“Eu sempre ouvi dizer que lugar de criança é na escola. São crianças, vão para a escola. E agora, ver a Natália quase terminando o terceiro ano, o Ensino Médio, é uma emoção muito grande”, acrescenta Maria de Lurdes, emocionada.
Fonte: G1 (21/11/2011)

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