quarta-feira, 31 de março de 2010

VOLEIBOL SENTADO - Criação e diferenças entre o Voleibol convencional


Universidade Estácio de Sá
Educação Física Adaptada
CIS 1830
Prof. MSc SERGIO CASTRO
Março 2010

http://www.google.com.br/#hl=pt-BR&source=hp&q=origem+do+voleibol+sentado&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai=&fp=a9a19c7ea37d4291


Divulgação/CPB

Estréia

Brasil participará pela primeira vez do vôlei nos Jogos Paraolímpicos
O voleibol sentado teve sua origem na década de 50, na Holanda. Na época, o vôlei convencional se fundiu com o sitzbal, um esporte alemão que não utiliza rede e é praticado por pessoas com mobilidade física reduzida.
A modalidade paraolímpica apresenta algumas diferenças para o vôlei convencional. A dimensão da quadra é menor (10 m x 6 m) contra 18 m x 9 e a altura da rede também é bem inferior à modalidade convencional, tem cerca de 1,05 cm para mulheres e 1,15 cm para homens, já que os atletas competem sentados na quadra. Outra diferença é que no voleibol paraolímpico, o saque pode ser bloqueado. A quadra se divide em zonas de ataque, defesa e neutra (lado de fora do campo de jogo). Participam atletas amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora.
É permitido o contato das pernas de jogadores de um time com os do outro, porem não podem obstruir as condições de jogo do oponente. Contatos entre mãos são autorizados se pelo menos uma parte delas estiver em cima da linha central da quadra. Um atacante pode "queimar" a linha de ataque caso sua bacia não a toque até o atleta bater na bola. O contato com o chão deve ser mantido durante todo o jogo, sendo permitido perder o contato somente para salvar bolas difíceis e mesmo assim, por pouco tempo.
O esporte estreou nas Paraolimpíadas de Arnhem-1980, na Holanda. A primeira competição contou com sete seleções. Até Sydney-2000, a modalidade era dividida na categoria sentado e em pé, mas em Atenas-2004, o Comitê Paraolímpico Internacional (IPC) decidiu que as competições seriam disputadas apenas com os atletas sentados. O Brasil participará pela primeira vez da competição.
O voleibol paraolímpico é organizado internacionalmente pela Organização Mundial de Voleibol para Deficientes (WOVD). No Brasil, a modalidade é administrada pela Associação Brasileira de Voleibol Paraolímpico (ABVP).




Aula
Vôlei Sentado


Dados da Aula


O que o aluno poderá aprender com esta aula
Conhecer sobre as paraolimpíadas e a modalidade Voleibol Sentado;
Aprender as adaptações nas regras que possibilitam as participações dos jogadores;
Aprender como lidar com as diferentes situações dos esportes adaptados e com as atividades que integrem a todos;
Vivenciar adaptações necessárias para conviver com todos os alunos;
Respeitar as potencialidades e necessidades de cada aluno.

Duração das atividades

1 aula de 50 min./total:50 min

Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
Não é necessário nenhum conhecimento prévio.


Estratégias e recursos da aula



Espaço: quadra esportiva, pátio da escola e qualquer espaço que possibilite a execução da atividade.

Material: bola de vôlei e rede.
O esporte entrou no programa em Arnhem, em 1980, com 90% das regras básicas do vôlei tradicional. A grande diferença é que este é disputado com o atleta sentado no campo de 10x6 metros, com uma rede de 1,15 metros de altura. Cada equipe pode ter 12 jogadores inscritos, nas categorias masculinas e femininas.



Vôlei Sentado

Algumas diferenças entre as Regras do Voleibol Sentado e o Voleibol Convencional

Siglas:

VA - Vôlei Adaptado


V – Vôlei


1VA - O tamanho quadra de jogo mede 10m x 6m
1V - O tamanho quadra de jogo mede 18m x 9m

2 VA - As linhas de ataque são desenhadas a 2m de distância do eixo da linha central.
2 V - As linhas de ataque são desenhadas a 3m de distância do eixo da linha central.

3 V - A rede tem 6.50 a 7.00m de comprimento e 0.80 de largura.
3 VA - A rede tem. 9,50 a 10.00m de comprimento e 1m de largura.

4 VA - A altura da rede é de 1.15m para homens e 1.05m para mulheres. As antenas estendem-se 100 cm acima do bordo superior da rede.
4 V - A altura da rede é de 2.43 para homens e 2.24 para mulheres. As antenas estendem-se 0.8 0 cm

5 VA - O equipamento dos jogadores no Voleibol Paraolímpico pode incluir calças compridas . Não é permitido sentar sobre material espesso. Não é necessário ter número nos calções ou calças.

6 VA - Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores incluindo de no máximo 2 jogadores classificados como “inabilidade mínima”, u m técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.
- Os seis jogadores em quadra podem incluir no máximo um jogador com “inabilidade mínima”.
6 VA - Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.

7 VA - As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus glúteos. Isto significa que a(s) mão(s) e ou perna(s) dos jogadores podem estender-se na zona de ataque (jogador da linha de fundo no golpe de ataque), na quadra (sacador durante o golpe do saque), ou na zona livre do lado de fora da quadra (qualquer jogador durante o golpe de saque).
7 VA - As posições dos jogadores em quadra são deter minadas e controladas pelas posições dos seus pés em contato com o solo.

8 VA - No momento do(a) sacador(a) golpear a bola, ele/ela deve estar na zona de saque e seus glúteos não devem tocar a quadra (linha final inclusive).
8 VA - No momento do(a) sacador(a) golpear a bola no saque ou decolar (para saque em suspensão), o(s) seus pé(s) não devem tocar a quadra (linha de fundo inclusive). Após este golpe, o sacador pode pisar ou aterrissar fora da zona de saque ou dentro da quadra.



9 V - Tocar a quadra adversária com pé(s)/pernas é permitido em qualquer momento durante o jogo, desde que o jogador não interfira com a jogada do oponente. O jogador deverá retornar com o(s) pé(s)/pernas diretamente para sua própria quadra.
- Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.
9 VA - Tocar a quadra adversária com a mão ou pé(s) é permitido desde que alguma parte de suas mãos e pés permaneçam em contato ou diretamente acima da linha central.
- Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.

10 VA - Aos jogadores da linha de ataque é permitido completar um golpe de ataque do saque ao adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.
10 V - Completar um golpe de ataque do saque do adversário é falta, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.

11VA - Um jogador de defesa pode realizar qualquer tipo de golpe de ataque de qualquer altura, desde que no momento do golpe os glúteos do jogador não toque ou cruzem sobre a linha de ataque.
11 V - Um jogador de defesa pode realizar um golpe de ataque, exceto: a) os seus pés contatem ou ultrapassem a linha de ataque na decolagem e, b) no momento do golpe a bola esteja inteiramente acima do topo da rede.

12 VA - Jogadores da linha de frente estão permitidos de bloquear o saque adversário.
12 V - Bloquear o saque adversário é uma falta de bloqueio.

13 VA - O jogador deve ter contato com a quadra com a parte do corpo entre o ombro e os glúteos em todos os momentos quando tocar a bola. É proibido erguer-se, pôr-se de pé ou dar passadas.
Uma pequena perda de contato com a quadra é permitida para jogar a bola, excluindo-se o saque, o bloqueio e golpe de ataque, quando a bola estiver completamente mais alta que o topo da rede.
14 VA - O primeiro árbitro realiza suas funções de pé no solo no poste em uma das extremidades da rede.
14 V - O primeiro árbitro realiza suas funções sentado ou de pé na plataforma de árbitro localizada em uma da s extremidades da rede
Sua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima da rede.

Atividade I

Com os alunos divididos em grupos e sentados em círculo começar um vôlei sentado com troca de passes de toque e manchete entre os alunos de cada grupo.
Essa será uma boa oportunidade para que o professor comece a abordar o voleibol adaptado, suas regras, inclusão, dificuldades e dinâmica do jogo.



Atividade II

Dividir a turma em dois times e montar um jogo de vôlei sentado e de preferência seguindo as regras oficiais deste jogo.

Recursos Complementares


www.voleiparaolimpico.org.br

Avaliação
Discutir com a turma se já conhecia as paraolimpíadas e os jogos nela realizados. Discutir como as modificações das regras proporcionam a inclusão;
Verificar se os alunos entenderam e reconhecem as limitações das pessoas portadoras de necessidades especiais;
Discutir como a escola poderia fazer para contribuir para uma maior participação dos alunos portadores de necessidades especiais em todas as disciplinas.





Algumas diferenças entre as Regras do Voleibol Sentado e o Voleibol
Voleibol Sentado
Voleibol
1 - O tamanho quadra de jogo mede 10m x 6m
1A - O tamanho quadra de jogo mede 18m x 9m
2 - As linhas de ataque são desenhadas a 2m de distância do eixo da linha central.
2A - As linhas de ataque são desenhadas a 3m de distância do eixo da linha central.
3 - A rede tem 6.50 a 7.00m de comprimento e 0.80 de largura.
3A - A rede tem. 9,50 a 10.00m de comprimento e 1m de largura.
4 - A altura da rede é de 1.15m para homens e 1.05m para mulheres. As antenas estendem-se 100cm acima do bordo superior da rede.
4A - A altura da rede é de 2.43 para homens e 2.24 para mulheres. As antenas estendem-se 0.80cm
5 - O equipamento dos jogadores no Voleibol Para-olímpico pode incluir calças compridas. Não é permitido sentar sobre material espesso. Não é necessário ter número nos calções ou calças.
  
6 - Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores incluindo de no máximo 2 jogadores classificados como “inabilidade mínima”, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.
- Os seis jogadores em quadra podem incluir no máximo um jogador com “inabilidade mínima”.
6A - Uma equipe consiste de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico, e um doutor médico.
7- As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus glúteos. Isto significa que a(s) mão(s) e / ou perna(s) dos jogadores podem estender-se na zona de ataque (jogador da linha de fundo no golpe de ataque), na quadra (sacador durante o golpe do saque), ou na zona livre do lado de fora da quadra (qualquer jogador durante o golpe de saque).
7A - As posições dos jogadores em quadra são determinadas e controladas pelas posições dos seus pés em contato com o solo.
8 - No momento do(a) sacador(a) golpear a bola, ele/ela deve estar na zona de saque e seus glúteos não devem tocar a quadra (linha final inclusive).
8A - No momento do(a) sacador(a) golpear a bola no saque ou decolar (para saque em suspensão), o(s) seus pé(s) não devem tocar a quadra (linha de fundo inclusive). Após este golpe, o sacador pode pisar ou aterrissar fora da zona de saque ou dentro da quadra.
9 - Tocar a quadra adversária com pé(s)/pernas é permitido em qualquer momento durante o jogo, desde que o jogador não interfira com a jogada do oponente. O jogador deverá retornar com o(s) pé(s)/pernas diretamente para sua própria quadra.
- Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.
9A - Tocar a quadra adversária com a mão ou pé(s) é permitido desde que alguma parte de suas mãos e pés permaneçam em contato ou diretamente acima da linha central.
- Contatar a quadra adversária com qualquer outra parte do corpo é proibido.
10 - Aos jogadores da linha de ataque é permitido completar um golpe de ataque do saque ao adversário, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.
10A - Completar um golpe de ataque do saque do adversário é falta, quando a bola estiver na zona de ataque e completamente acima do topo da rede.
11 - Um jogador de defesa pode realizar qualquer tipo de golpe de ataque de qualquer altura, desde que no momento do golpe os glúteos do jogador não toque ou cruzem sobre a linha de ataque.
11A - Um jogador de defesa pode realizar um golpe de ataque, exceto: a) os seus pés contatem ou ultrapassem a linha de ataque na decolagem e, b) no momento do golpe a bola esteja inteiramente acima do topo da rede.
12 - Jogadores da linha de frente estão permitidos de bloquear o saque adversário.
12A - Bloquear o saque adversário é uma falta de bloqueio.
13 - O jogador deve ter contato com a quadra com a parte do corpo entre o ombro e os glúteos em todos os momentos quando tocar a bola. É proibido erguer-se, pôr-se de pé ou dar passadas.
Uma pequena perda de contato com a quadra é permitida para jogar a bola, excluindo-se o saque, o bloqueio e golpe de ataque, quando a bola estiver completamente mais alta que o topo da rede.
  
14 - O primeiro árbitro realiza suas funções de pé no solo no poste em uma das extremidades da rede.
14A - O primeiro árbitro realiza suas funções sentado ou de pé na plataforma de árbitro localizada em uma das extremidades da redeSua visão deve estar aproximadamente 50 cm acima da rede.
Integração através do esporte
    Dentro da filosofia em que se fundamentam os direitos humanos é evidente que todos devem ter as mesmas oportunidades de aprender e de desenvolver as suas capacidades para assim alcançar a independência social e econômica, bem como poder se integrar à vida comunitária. Para os PNEEs a adaptação é visível e fundamental em suas vidas, levando em consideração o histórico de sua deficiência e também a independência e autonomia como elementos essenciais. Um portador de necessidades educativas especiais deve ser tratado como uma pessoa qualquer, havendo apenas uma diferença no aspecto motor, e nunca como uma pessoa "deficiente", a limitação em uma característica física não atinge a sua totalidade de ser, contida no conceito de “pessoa deficiente”. Todos da sociedade são orientados por regras e padrões de comportamento, e de valores éticos e estéticos, determinado culturalmente, dentro de um padrão de normalidade, sendo este um conceito estritamente corporal. E a inclusão é um modo da sociedade aceitar estes corpos que estão fora do “padrão”, ocorrendo assim à superação e a compreensão dos ditos “normais” para serem aceitos.
    Os efeitos sociais e psicológicos, que acompanham alguns deficientes podem criar maiores problemas do que a incapacidade física, quando se lida com o deficiente, deve ser dirigido para as qualidades mais similares àqueles de uma pessoa normal. Freqüentemente a aparência física da pessoa deficiente é notadamente diferente às vezes até bizarra, privando -a das atividades normais da vida. Quanto mais diferente for a sua aparência, maior será a possibilidade de o deficiente físico ser alvo de chacotas, de ser ridicularizado, e ser motivo de pena, uma atitude que servirá para aumentar e perpetuar o mórbido conhecimento de sua diferença.
Considerações finais
    A pessoa deficiente é aquela incapaz de assegurar-se por si mesma, total ou parcialmente às necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência congênita ou não em suas capacidades físicas ou mentais. Este conceito de deficiente enfoca os limites e a incapacidade e não as possibilidades do deficiente enquanto pessoa. O trabalho realizado nos centros de reabilitação é voltado para o deficiente e não para a sociedade, trabalhando com reflexo social e não com o social propriamente dito. A instituição se fecha em si mesma. O profissional de Educação Física deve estar preparado para trabalhar em diversas áreas, o que às vezes não acontece por causa da sua especialização técnica em determinados desportos. O que este profissional deve procurar são mais informações científico-pedagógicas através de conhecimentos de autores e até mesmo de profissionais que trabalhem com os PNEE para melhor realizar o seu trabalho nesta área. As tarefas principais do professor de educação física adaptada a promover a auto-aceitação e confiança que permitirão à pessoa deficiente desenvolver habilidades e talentos que compensam a sua deficiência física. Ele deve ser persuadido de que todas as tentativas são válidas (NOVAES, 1986.).
Notas
  1. As corridas a pé, o pugilismo e o combate de gladiadores estão em destaque, porque eram os principais esportes praticados pelos gregos.
  2. Jogos de argolinhas, as cavalhadas e as touradas eram jogos típicos da época colonial.
  3. Tipo de luta.
  4. As informações foram extraídas dos sites: da Associação Desportiva para Deficientes e do Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Referências
  • ACCIOLY, Aluízio Ramos; MARINHO, Inezil Penna: História e organização da educação física e dos desportos. Volume 1. Rio de Janeiro: Cia Brasil Editora, 1956.
  • ADAMS, R. C et al. Jogos, esportes e exercícios para deficientes físicos. 3ª ed. São Paulo: Manole, 1985.
  • BETTI, Mauro. A janela de vidro: esporte, televisão e educação física. 1997. 290 f. Tese (Doutorado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 1997.
  • BIZZOCCHI, Carlos “Cacá”. O voleibol de alto nível: da iniciação à competição. 2ª ed. Barueri, SP: Manole, 2004.
  • BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Brasília: MEC/SEF, 1997.
  • BROTTO, F.O. Jogos cooperativos, o jogo e o esporte como um exercício de convivência. Santos, Projeto de cooperação, 2001.
  • CANFIELD, J.; REIS, C. Aprendizagem motora no voleibol. Santa Maria: JTC, 1998.
  • FERREIRA. Aurélio de Holanda. Minidicionário da Língua Portuguesa. 1ª ed. 12ª impressão. Revisão de 1997. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira S. A., 1985.
  • GALATTI, Larissa Rafaela: Fundamentos da pedagogia do esporte no cenário escolar. Moviemnto & Percepção, Espírito Santo do Pinhal, SP, v.6, nº. 9, jul / dez 2006.
  • GRIFI, Giampiero: História da Educação Física e do Esporte. Porto Alegre: D.C. Luzzatto Editora, 1989.
  • KORSAKAS, Paula; Rose, Dante de Junior: Os encontros e desencontros entre esporte e educação: uma discussão filosófico-pedagógica. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte – Ano 1, número 1, 2002.
  • LISTELLO, Auguste: Educação pelas atividades físicas, esportivas e de lazer. São Paulo: EPU – Ed da Universidade de São Paulo, 1979.
  • MONTANDON, Isabel. Educação Física e Esportes nas Escolas de 1º e 2º graus. Vol. 2. Belo Horizonte-Rio de Janeiro: Villa Rica, 1992.
  • NOVAES, Maria Helena. Psicologia Aplicada à Reabilitação. Rio de Janeiro: Ateneu, 1986.
  • RAMOS, J. J. Os exercicios fisicos na historia e na arte: do homem primitivo aos nossos dias. São Paulo: IBRASA, 1983. p. 348.

Transtorno Invasivo do Comportamento


São cinco os transtornos caracterizados por atraso simultâneo no desenvolvimento de funções básicas, incluindo socialização e comunicação :

1 - O autismo : é uma desordem global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade da pessoa comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente - segundo as normas que regulam estas respostas.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de Espectro Autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo.
Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu "mundo próprio" interagindo com o ambiente que criam; isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela está desinteressada nessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo, é porque simplesmente ela tem dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.
Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa retardada que sabe poucas palavras (ou até mesmo que não sabe nenhuma). A dificuldade de comunicação, em alguns casos, está realmente presente, mas como dito acima nem todos são assim: é difícil definir se uma pessoa tem retardo mental se nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente.

2 - Síndrome de Rett é uma anomalia
genética, no gene mecp2 que causa desordens de ordem neurológica, acometendo quase que exclusivamente crianças do sexo feminino.
Compromete progressivamente as funções motoras, intelectual assim como os distúrbios de comportamento e dependência.

No caso típico, a menina desenvolve de forma aparentemente normal entre 8 a 18 meses de idade, depois começa a mudar o padrão de seu desenvolvimento.
Ocorre uma regressão dos ganhos psicomotores, a criança torna-se isolada e deixa de responder e brincar.

O crescimento craniano, até então normal, demonstra clara tendência para o desenvolvimento mais lento, ocorrendo uma microcefalia adquirida.

Aos poucos deixa de manipular objetos, surgem movimentos estereotipados das mãos (contorções, aperto, bater de palmas, levar as mãos à boca, lavar as mãos e esfregá-las) surgindo após, a perda das habilidades manuais.


3 - Transtorno Desintegrativo da Infância é um tipo de Transtorno invasivo do desenvolvimento (PDD, na sigla em inglês) geralmente diagnosticado pela primeira vez na infância ou adolescência.
Critérios de diagnósticos:

A. Desenvolvimento aparentemente normal durante pelo menos os 2 primeiros anos de vida, manifestado pela presença de comunicação verbal e não-verbal, relacionamentos sociais, jogos e comportamento adaptativos próprio da idade.

B. Perda clinicamente importante de habilidades já adquiridas (antes dos 10 anos) em pelo menos duas das seguintes áreas:
- linguagem expressiva ou receptiva
- habilidades sociais ou comportamento adaptativo
- controle esfíncteriano
- jogos
- habilidades motoras

C. Funcionamento anormal em pelo menos duas das seguintes áreas:
comprometimento qualitativo da interação social (p. ex., comprometimento de comportamentos não-verbais, fracasso em desenvolver relacionamentos com seus pares, falta de reciprocidade social ou emocional)
comprometimento qualitativo da comunicação (p. ex., atraso ou ausência de linguagem falada, fracasso em iniciar ou manter uma conversa, uso estereotipado e repetitivo da linguagem, ausência de jogos variados de faz-de-conta)
padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, incluindo estereotipias motoras e maneirismos
D. A perturbação não é melhor explicada por outro Transtorno global do desenvolvimento específico ou por Esquizofrenia.

4 - síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger (código CIE-9-MC: 299.8), é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA continua incerta, estando atualmente em discussão a sua manutenção ou retirada do "Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders" A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, "Prémio Nobel" da Economia de 2002). No entanto, no Reino Unido estima-se que apenas 12% terá emprego a tempo inteiro.
O termo "síndrome de Asperger" foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).

Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.

Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger, como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista Bobby Fischer, além de autores de diversas obras literárias, como no caso de Mark Haddon.

5 - Transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação :O TID-SOE é uma categoria diagnóstica de exclusão e não possui regras especificadas para sua aplicação.

Alguém pode ser classificado como portador de TID-SOE se preencher critérios no domínio social e mais um dos dois outros domínios (comunicação ou comportamento). Além disso, é possível considerar a condição mesmo se a pessoa possuir menos do que seis sintomas no total (o mínimo requerido para o diagnóstico do autismo), ou idade de início maior do que 36 meses.

Se o acordo entre os clínicos é alto para os diagnósticos de autismo, o mesmo não é verdadeiro no caso do TID-SOE.20 Ainda que os estudos epidemiológicos tenham sugerido que o TID-SOE seja duas vezes mais comum do que o TA, essa categoria continua a estar subinvestigada. Hoje em dia, diferentes categorizações têm sido propostas, algumas baseadas no enfoque fenomenológico descritivo, outras baseadas em outras perspectivas teóricas, tais como a neuropsicologia.
Fontes: psicosite / robertexto / wikipédia
Postado por Espaço Educativo Vivendo e Aprendendo

O que é a Educação ou Atividade Física Adaptada (EFA)?


O que é a Educação ou Atividade Física Adaptada (EFA)?
Prof. MSc SERGIO CASTRO

A EFA é um corpo de conhecimentos crossdisciplinar
dirigida à identificação e solução de problemas psicomotores ao longo do período vital. Estes problemas podem estar dentro do sujeito ou no ambiente e só se tornam visíveis à medida que as demandas de tarefa não são satisfeitas devido à limitações ou atrasos nas funções.

Objetivo

►►O objetivo da EFA é integrar e aplicar fundamentos teórico-práticos de diferentes disciplinas da motricidade humana e áreas vizinhas da saúde e educação em diferentes programas educacionais e de reabilitação para indivíduos de todas as faixas etárias que não se ajustem total ou parcialmente às demandas das instituições sociais (e.g., família, escola, trabalho, comunidade em geral). A atividade física adaptada (AFA) é o termo “guarda-chuva” dos serviços que promovem a saúde, estilo de vida ativo, reabilitam funções deficientes e promovem a inclusão. Os serviços de AFA são oferecidos tanto por generalistas (educadores físicos, recreacionistas, técnicos, professores em geral) como por especialistas (educadores físicos de AFA, recreação terapêutica, educadores especiais, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas) de modo a satisfazer as necessidades de pessoas com diferentes níveis de habilidades. Segundo Cratty (1975), o professor de Educação Física Adaptada é o profissional que:


►► concentra-se no funcionamento total de habilidades razoavelmente complexas, antes que a melhoria de grupos musculares específicos em exercícios individualmente aplicados;

►► enquanto atendendo diferenças individuais, está mais apto a trabalhar com grupos de crianças observando a individualidade, antes de trabalhar com a criança individualmente;

►► promove atividades motivacionais, incluindo jogos e esportes, que são pretendidas interferir na terapia tradicional; . trabalha através do movimento com todo tipo de criança e jovem excepcionais;


►►focaliza seus esforços sobre o uso do movimento para fazer a criança e o jovem melhorarem seu desenvolvimento, seja através de exercícios em grupos, exercícios individuais ou jogos.

Disciplina acadêmica

A EFA é uma área híbrida que inclui intervenções pedagógicas e terapêuticas, mas também investigação científica.

A EFA, do ponto de vista acadêmico, é interdisciplinar ou crossdisciplinar. O termo crossdisciplinar refere-se à integração de várias disciplinas acadêmicas para a criação de um corpo de conhecimentos distintos que foca a identificação e remediação de problemas psicomotores.

No Rio, inclusão é decisão dos pais


Dois alunos e uma aluna de escola municipal regular no Rio de Janeiro
José Renan Macedo Almeida, de 11 anos, tem deficiência física em decorrência de paralisia cerebral. Até 2009, estudava em classe especial, sem divisão por série. Desde fevereiro, cursa o 4.º ano do ensino fundamental em uma turma regular da Escola Municipal Dídia Machado Fortes, na Barra da Tijuca, no Rio.

O conteúdo que aprende é o mesmo dos outros colegas. Ele participa das aulas de educação física – faz atletismo -, aprende percussão (ou “aula de tambor”, conforme explica). Dribla as dificuldades de coordenação motora fazendo os exercícios em um laptop, que o pai, porteiro, ganhou. Na sexta-feira, sua tarefa era uma redação sobre aquecimento global. Atualmente, diz que quer ser bombeiro.

O que mudou foi a política de inclusão do município. Antes, os alunos com deficiência eram avaliados e selecionados pela Secretaria de Educação. Alguns eram considerados aptos à inclusão e iam para as escolas regulares. Outros eram encaminhados para classes ou escolas especiais.

A ideia era que as classes especiais fossem temporárias, onde as crianças seriam preparadas para a inclusão. Mas, às vezes, ficavam ali tanto tempo que, crescidas, não podiam ser encaminhadas para as primeiras séries do ensino fundamental. O sistema tinha ainda brechas – por erros de avaliação, houve casos de crianças hiperativas que foram parar nas turmas para deficientes. Hoje, a secretaria não diz quem pode ou não ser incluído. A escolha cabe aos pais.

“Todas as crianças têm ganhos. Elas aprendem com as diferenças, crescem com menos preconceitos. Os alunos sem deficiência entendem que ser diferente é normal e aprendem a lidar melhor com as próprias dificuldades. A criança com deficiência cresce com pessoas que pertencem à sua geração e aprendem de acordo com suas possibilidades, sem que ninguém imponha limites”, defende Cláudia Grabois, diretora do Instituto Helena Antipoff, órgão que coordena a educação especial.

Leia a matéria inteira em:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100328/not_imp530212,0.php

Clarissa Thomé

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Publicado em segunda-feira, março 29th, 2010 - 19:58 e classificado em + NOTÍCIAS, Deficiência, Educação, INCLUSÃO. Você pode acompanhar os comentários sobre esta publicação agregando este RSS 2.0 feed.

domingo, 28 de março de 2010

Brasil firma-se como potência no atletismo paraolímpico na Nova Zelândia


O segundo dia do Aberto Paraolímpico de Atletismo na Nova Zelândia foi de mais medalhas para o Brasil.

Nossos atletas tiveram novamente um excelente aproveitamento na competição. O destaque deste sábado foi o alagoano Jonathan Santos (foto) com duas medalhas de ouro.

Teve dobradinha brasileira na prova dos 400m rasos multiclasse com Delfino em primeiro, seguido por Lucas Prado. Shirlene Coelho conquistou o ouro no arremesso de peso.

Terezinha Guilhermina venceu fácil os 400m feminino, mas foi desclassificada da prova por um erro da arbitragem.

firma-se como potência no atletismo paraolímpico na Nova Zelândia27/03/2010 09:35
O segundo dia do Aberto Paraolímpico de Atletismo na Nova Zelândia foi de mais medalhas para o Brasil. Nossos atletas tiveram novamente um excelente aproveitamento na competição.

O destaque deste sábado foi o alagoano Jonathan Santos (Loterias Caixa/UNP/ Unimed Natal) com duas medalhas de ouro. Portador de acondroplasia, popularmente conhecida como nanismo, o atleta de 19 anos vai se firmando no cenário internacional como um dos maiores nomes das provas de lançamento. Hoje, ele levou a melhor no disco e no dardo e subiu duas vezes ao lugar mais alto do pódio. No dardo, Jonathan fez a melhor marca de sua vida com 25m47. Já no disco, por pouco ele não bateu o seu próprio recorde mundial. Ele lançou a 36m47 contra 36m82 do recorde que ele mesmo bateu na Colômbia, durante o Parapan Juvenil no ano passado.

A brasiliense Shirlene Coelho (Loterias Caixa) também fez o seu melhor arremesso de todos os tempos, 9m85, e ficou com o ouro. A prova dos 400m rasos multiclasse teve dobradinha brasileira.

O amputado Antônio Delfino ficou em primeiro, seguido pelo cego Lucas Prado (Equipe ALE de Atletismo/Unimed/ Loterias Caixa), que levou a prata.

Terezinha Guilhermina (Equipe ALE de Atletismo/Unimed/ Loterias Caixa) mais uma vez não encontrou adversárias, agora na prova dos 400m. Porém, uma confusão na largada, em que a arbitragem colocou o bloco de saída na raia errada, fez com que a atleta brasileira fosse desclassificada.

domingo, 21 de março de 2010

TOP 100 2009 - BLOG DO PROFESSOR SERGIO CASTRO ESTA ENTRE OS PREMIADOS





BLOG DO PROFESSOR SERGIO CASTRO É AGRACIADO COM O TOP 100, UMA DAS MAIORES PREMIAÇÕES QUALITATIVAS DE NOSSO PAÍS.

QUALIDADE DE VIDA SEGUNDO A O M S


A Organização Mundial de Saúde (OMS)Define-se qualidade de vida como "a percepção do indivíduo de sua posição na vida no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objectivos, expectativas, padrões e preocupações" O Grupo de Qualidade de Vida da divisão de Saúde Mental da OMS

sexta-feira, 19 de março de 2010

APARELHO PERMITE A CEGO enxergar COM A LÍNGUA"

Um equipamento pioneiro, desenvolvido nos Estados Unidos, promete ajudar pessoas cegas a ler com a língua.

O aparelho consiste em uma câmera acoplada a óculos especiais, que manda sinais de luz para uma placa de eletrodos introduzida na boca. Esta placa dá pequenos choques formando uma "imagem" sobre a língua.

Segundo os cientistas da Universidade de Pittsburgh, o equipamento funciona melhor com pessoas que já tiveram a visão normal antes. Por isso, um dos primeiros voluntários é um ex-soldado britânico que ficou cego após um ataque no Iraque.

O novo aparelho poderá custar mais de US$ 15 mil.

(da BBC Brasil - 16/03/2010)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Lançado o primeiro portal inclusivo do país

Acaba de ser lançado o primeiro portal inclusivo do país. Chamado de “Vida Mais Livre”, o site tem a proposta de contribuir para a inclusão digital e social de pessoas com deficiência.

Idealizado pela agência Espiral Interativa, com o apoio do Instituto Mara Gabrilli, o portal traz conteúdo direcionado, como reportagens especiais, dicas de lugares acessíveis, políticas públicas e entrevistas com especialistas.

Segundo o IBGE (Censo de 2000), só no Brasil são cerca de 27 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, ou seja, 14,5% da população brasileira, que enfrentam uma série de limitações para navegar e se comunicar com outras pessoas pela Internet. “Isso acontece principalmente porque a maioria dos sites não é construída utilizando as recomendações para acessibilidade do W3C - comunidade internacional que determina padrões para Web”, explica Rodrigo Leme, coordenador de Projetos da agência e líder da equipe de desenvolvimento.

O Vida Mais Livre permitirá, por exemplo, que as pessoas com deficiência visual ouçam as reportagens, com a ajuda de tecnologias assistivas como os leitores de tela, bem como os surdos leiam as transcrições dos conteúdos em áudio e vídeo.
O portal incluirá ainda recursos de zoom de tipografia, navegação por meio do teclado e contraste de cores para daltônicos e pessoas com dificuldade de leitura.

“A acessibilidade não é só fisica, mas também de informação. Com a internet cada vez mais presente em nossas vidas é importante proporcionar as mesmas ferramentas para que todos possam realizar sua própria inclusão digital. Nesta cidade em que o ir-e-vir ainda é dificil, nada mais oportuno que este novo canal de informação”, diz Mara Gabrilli.

Guia de Orientação ao Pediatra para Acompanhamento Médico de Crianças Portadoras de Síndrome de Down

As recomendações a seguir servem para orientar o pediatra que irá acompanhar a criança portadora de Síndrome de Down, que já esteve, ou está, em seguimento num serviço de Genética. Deve ser enfatizado que toda criança com Síndrome de Down deverá ser acompanhada num serviço de estimulação precoce desde os primeiros meses de vida, para melhor orientação fisioterápica e fonoaudiológica.

Lactante (0 – 1 ano)
• Avaliação cardiológica
• Avaliação otorrinolaringológica
• Dosagem de hormônios tireoidianos (T4. T4livre, TSH)
• Avaliação hematológica (hemograma)
• Avaliação oftalmológica

1ª Infância (1 – 4 anos)
• Avaliação otorrinolaringológica
• Radiografia de coluna cervical para avaliação de instabilidade atlanto-axial
• Avaliação ortodôntica – uma vez por ano
• Avaliação oftalmológica – aos 4 anos
• Dosagem de hormônios tireoidianos (T4. T4livre, TSH) – uma vez por ano
• Avaliação hematológica (hemograma) – duas vezes por ano

2ª Infância (5 – 12 anos)
• Dosagem de hormônios tireoidianos (T4. T4livre, TSH) – uma vez por ano
• Avaliação hematológica (hemograma) – duas vezes por ano
• Avaliação oftalmológica – anualmente a partir dos 10 anos
• Avaliação ortodôntica – uma vez por ano
• Radiografia de coluna cervical para avaliação de instabilidade atlanto-axial

Adolescência (13 a 20 anos)
• Avaliação hematológica (hemograma) – duas vezes por ano
• Avaliação oftalmológica – anualmente a partir dos 10 anos
• Avaliação ortodôntica – uma vez por ano
• Radiografia de coluna cervical para avaliação de instabilidade atlanto-axial
• Dosagem de hormônios tireoidianos (T4. T4livre, TSH) – uma vez por ano

quarta-feira, 17 de março de 2010

O falso forte


Enzo Perondini esculpiu o corpo à base de remédios e agora luta contra o cancer.

Disposto a ter um físico igual ao do ator e ex-mister Universo Arnold Schwarzenegger, Enzo Perondini começou a treinar musculação aos 16 anos de idade.

Era na época um sujeito magro, com 72 quilos distribuídos por 1,89 metro de altura. Hoje, com 35 anos, ele adora usar camisetas cavadas para não deixar dúvida de que atingiu seu objetivo. Exibe braços com inacreditáveis 55 centímetros de circunferência, quase o tamanho da coxa de uma pessoa normal. Quando está fazendo exercícios, suas veias saltam e os músculos inchados formam uma massa que se estende pelas costas e engole o pescoço. Num movimento de pernas, é capaz de empurrar mais de meia tonelada de peso. Graças a essa força espalhada pelo corpanzil de 120 quilos, transformou-se numa das principais estrelas dos campeonatos de fisiculturismo do país.

Conquistou uma série de títulos paulistas, brasileiros e sul-americanos. Há duas semanas, tentou ser o melhor do mundo, durante um concurso de mister Universo realizado na Turquia. Não chegou sequer às finais, apesar de ter investido uma pequena fortuna na preparação. Nada menos do que 20.000 reais, a maior parte deles gasta na compra de drogas para melhorar o desempenho. "Foi a última vez", garante Enzo. "Já experimentei todos os tipos de bolinha, mas cansei de fazer do meu corpo um laboratório para experiências químicas."

A busca dos músculos esculpidos à base de remédios não é novidade em outros países.

Um dos casos mais conhecidos foi o do fisiculturista alemão Andreas Münzer, que morreu aos 31 anos com os rins e fígado devorados pelas drogas.

O brasileiro Enzo também enfrenta graves problemas de saúde. Pouco antes do campeonato ele ficou assustado quando percebeu um inchaço no estômago. Em seguida, vieram dores insuportáveis, diarréias e sangramentos. Uma ultra-sonografia revelou a gravidade do problema. Nos resultados do exame, lê-se o seguinte sobre o estado de seu fígado: "presença de múltiplos nódulos sólidos dispersos por todos os segmentos hepáticos, o maior deles medindo 5,2 centímetros". O complicado linguajar médico é sinônimo de expressões bastante conhecidas. "Há duas possibilidades fortes para o caso: cirrose ou câncer. Sabendo que o paciente é um fisiculturista, aposto mais na última hipótese", diz um oncologista que prefere manter-se no anonimato. O atleta não tem dúvida. "Estou com câncer", afirma Enzo, que acha estar pagando o preço por ter abusado das drogas. "Sabia dos riscos, mas a vaidade e o ambiente das academias me incentivaram a seguir em frente", justifica.

Nos últimos quinze anos, ele exagerou nos exercícios com halteres e se entupiu de drogas. Primeiro foram os esteróides anabolizantes, nome científico para os hormônios masculinos produzidos em laboratório. Combinado com exercícios, o remédio tem o efeito potencializado e rende aos atletas suplementos de força, resistência e velocidade. Apesar de estar na lista negra de doping do Comitê Olímpico Internacional, continua sendo usado como um elixir mágico pelos fisiculturistas. Enzo tomou sua primeira dose injetada no braço numa farmácia de sua cidade natal, Serra Negra, no interior de São Paulo.

Ao final de um mês, havia acrescentado 7 quilos de músculos ao corpo. É um efeito sedutor. Apenas suando a camisa nos treinamentos, sem usar drogas, um atleta ganha no máximo 2 quilos de músculos por ano.

Animado com esse resultado, Enzo intensificou e diversificou o consumo de remédios. Passou a tomar esteróides anabolizantes em doses literalmente cavalares, comprando em lojas veterinárias formulações sob medida para animais. Depois, a um custo de 2.000 reais por mês, introduziu na sua dieta química hormônios de crescimento. Outra de suas descobertas foram as injeções de insulina, úteis para levar mais rapidamente os nutrientes do sangue para as células musculares. Em alguns momentos, preocupado em controlar o peso antes das competições, cheirou cocaína. "A droga me ajudava a esquecer a fome", conta. Um mês antes dos torneios, Enzo suspendia o coquetel para passar no exame antidoping.

A técnica só falhou uma vez. Foi em 1991, quando recebeu uma suspensão de um ano por uso de anabolizantes. "Agi como um burro, mas aprendi a lição", afirma. Recentemente, quando foi convocado para o exame de doping que o habilitaria a disputar o título mundial, levou escondida na sunga uma seringa contendo a urina de um colega. "Um atleta que não usa nada é como um Fusquinha competindo com um Fórmula 1", compara.

O fisiculturista é um dos únicos que tiveram a coragem de quebrar o pacto de silêncio que existe nas academias de ginástica. A atitude mais comum no meio é negar as evidências. "Combatemos, reprimimos e fiscalizamos o doping", jura Eugênio Francisco Koprowski, presidente da Federação Paulista de Culturismo e Musculação. Existem cerca de 4.000 atletas do esporte no Brasil e a indústria de suplementos alimentares para incrementar as atividades físicas cresce ao ritmo de 20% ao ano. Até o final de dezembro, estima-se que ela deva faturar 25 milhões de reais com a venda de aminoácidos e carboidratos. Embora comercializem produtos legalizados, e não drogas anabolizantes, essas empresas investem no patrocínio de fisiculturistas para fazer marketing da saúde. Enzo é um dos garotos-propagandas. Nas próximas semanas, ele deve submeter-se a uma nova bateria de testes para confirmar a existência do tumor no fígado. Mas não está preocupado. Convertido à religião evangélica, ele acha que Deus vai curá-lo. Como prova de gratidão, deseja agora virar pastor. "Quero contar minha experiência para servir de alerta aos jovens", comenta. "Quando ouço o slogan 'Esporte é saúde', morro de dar risada."

gaderna
28/01/2009 - 18:11
sinceramente eu nunca entendi como uma pessoa pode fazer isso com o corpo, é falta d amor próprio...
os exercà cios devem ajudar na saúde e se arriscar desse jeito só pra ficar grande ta por fora...
isso d fisioculturismo tem q acabar, ficar incentivando os outros a se estragar é foda
jahr
29/01/2009 - 20:26
fato lamentavel....
acredito que esse laboratorio que mtos fazem de seu corpo soh pode acabar da pior forma!!!
q se recupere 100% do fato....
e outros aprendam....q essa parada ta por fora....
leandro silva
29/01/2009 - 20:55
O mais impressionante de td isso é que ainda hj com todos os exemplos que tem por ai ... muita gente ainda faz uso de venenos contra sua propria saude , é lamentavel !!
Konrado Tenório
29/01/2009 - 21:24
é lamentável msm!!!
Pessoas dedicam 1 ano corretamente na musculação = Pessoas q treinam 2meses com anabólicos esteroidais!!!

E convincente o uso dessas práticas em academia...tanto q a cada ano aumenta essa %...
mas acredito q uma declaração dessa é mto mais convincente q qualquer resultado!!!

saude é incopararável a vaidade!
AlexSniper
29/01/2009 - 23:54
É uma pena a história do cara, mas não posso dizer que sou contrário aos anabolizantes.
Acho que usa quem quer. A única coisa que não admito é o cara dizer que usou sem saber dos efeitos. Com a quantidade de informação e a facilidade de acesso, o cara dizer que não sabia é palhaçada.
Fora isso, se tomou, assumiu o risco e tem que encarar uma provável doença como o cara está enfrentando.
Já li alguns estudos falando sobre a parte positiva do uso dos anabolizantes, tanto que são vendidos como medicamentos. A diferença entre o medicamento e o veneno, é a dose.
Não acho que acabando com o fisiculturismo, vá acabar esse tipo de usuário. Lembro que estamos num fórum de artes marciais onde discutimos muito sobre MMA, esporte que muitas pessoas entendem como violência pura, até sádica. O que difere é a informação e a resposabilidade dos riscos. Ainda mais quando os riscos são individuais, como no caso dos anabolizantes. Quem terá prejuà zo, é só o cara.
Ah.. eu NÃO uso nada disso viu moçada...hehe..
FOGFISIO
30/01/2009 - 10:04
Infelizmente essa é a realidade de muitos que usam anabolizantes para ter o corpo perfeito...Todos que exageram cabam pagando um preço.
guile
30/01/2009 - 13:06
meu aigo, o camarada maro q começa na musculação tem de tomar muito cuidado, pois todos os iniciantes querem crescer do dia pra noite, se nao tiver uam cbç boa toma msm, tenho varios amigos q tomam, e nunk mais param. vira viciu msm.
Vinaum Mixed Martial Arts
30/01/2009 - 14:41
QUOTE
Recentemente, quando foi convocado para o exame de doping que o habilitaria a disputar o tà tulo mundial, levou escondida na sunga uma seringa contendo a urina de um colega. "Um atleta que não usa nada é como um Fusquinha competindo com um Fórmula 1", compara.

Ele falou uma grande verdade, isso acontece muito em diversos esportes..
Lembra da Rebeca Gusmão tomou uma punição pesada por isso.. Infelizmente essas coisas nunca vão acabar, sempre vão dar um jeito para burla o antidoping.

Eu sou contra apenas em casos de atletas que utilizam as drogas, é quase uma covardia um cara puro contra um cara dopado..
É como o exemplo que ele mesmo citou é como tivesse um fusca competindo com uma carro de formula 1.

É aquilo a maioria das pessoas que tomam anabolizante não tem a mà nima noção do que estão colocando para dentro de seus organismos.
Isso precisa de muito estudos, muito dinheiro para manter as drogas e a alimentação tem que ter uma boa alimentação, um bom descanso e muita força de vontade..
Se não meu amigo você estará jogando seu dinheiro fora porque vai estar perdendo mais da metade dos benefà cios que o anabolizantes oferecem e provavelmente estará sujeito a ter muitos efeitos colaterais..


Ai tem uma pequena historia muito interessante que tinha visto em um site a um tempo a trais e salvei.

Conheci um fisiculturista, que administrava via oral ou injetável, todas as drogas nas quais conseguia colocar a mão. Não pensava em dar um intervalo, na meia vida dos produtos ou sequer na sua origem. Na verdade não ligava para a saúde sendo que a maior parte do dinheiro que ganhava era voltado para a aquisição de drogas e que se danem outras necessidades e as pessoas que viviam ao seu lado.

Durante algum perà odo, o nosso herói às avessas conseguiu ganhar bastante peso e admiração de algumas pessoas, passando a sentir-se mais confiante e mais "macho". Porém, depois de alguns meses, acabou o seu dinheiro e com isso o seu mega ciclo. Em poucas semanas o nosso "herói" perdeu todo o peso conquistado como um balão que se murcha. Deprimido pela rápida perda entrou em depressão, o que passou a catabolizá-lo mais ainda, ficando menor do que era antes do ciclo.

Passou a ser và tima de comentários pejorativos vindo das mesmas pessoas que o havia anteriormente elogiado. Para sair do paradoxo, guardou todo dinheiro que podia até conseguir comprar mais drogas. Ganhou peso novamente e resolveu continuar no ciclo indefinidamente, como uma espécie de deletéria "vingança pessoal". Mas após alguns meses de constante administração, se salientaram os efeitos colaterais, tais como armazenamento óbvio de gordura sexual feminina e ginecomastia que podia ser observado por debaixo da roupa. Nos primeiros meses, o "fisiculturista" exibia orgulhoso o seu fà sico.

Mas com os efeitos colaterais, as camisetinhas sem manga usadas pelo "atleta" tornaram-se camisas com manga e os shorts se tornaram calças para esconder as anomalias. Para sua sorte, acreditem, o dinheiro se tornou escasso novamente. Então, o nosso "atleta" se deparou com uma armadilha e uma importante questão em sua mente altamente perturbada: Como parar agora com as drogas e "continuar a ser homem"? Obviamente, sem a devida resposta e dinheiro, teve o nosso atleta que parar com as drogas e com o seu fisiculturismo.

Alguns anos depois o cidadão reapareceu, já casado. Muito abatido me disse que sofria de oligospermia e não podia engravidar a mulher, queria que eu indicasse algum médico que pudesse tratá-lo. Mesmo atletas mais informados que permanecem por muito tempo em ciclo de esteróides e tomam o devido cuidado para retomar a produção natural de testosterona durante o próprio ciclo com aplicações de HCG ou drogas, como Clomid e demais medidas para evitar efeitos colaterais, se deparam com uma armadilha ao final de um ciclo prolongado, pois sabem que ao parar perderão boa parte da massa muscular conquistada.
guirpm
30/01/2009 - 15:27
GALERA, as drogas estão presentes em TODOS os esportes! Em TODOS os atletas de alto rendimento!
Alto rendimento não é a pessoa que compete aqui e ali, ganha um torneio estadual e bla blabla!
E o cara que vive do esporte!
Alguem aqui realmente acha que o uso dessas substancias só acontece no Fisiculturismo???
É ilusão achar que todos esses eventos que acompanhamos de MMA os atletas são "limpos".
O esporte de rendimento, onde esta envolvido muito dinheiro e fama, esta atrelado as drogas!
Deram o exemplo acima da Rebeca, mas acham que as outras atletas vivem a base de Whey e aminoacidos???
Acreditam que o teste anti-doping elimina o uso das drogas? NÃO!
Acreditam que no UFC os lutadores são "naturais" ou aquilo tudo é genética?
Não sou totalmente contra mas tb não faço apologia, somente estou dizendo que o uso consciente pode auxiliar os atletas.
Ah, e não se enganem que essas drogas são apenas anabolizantes. Vai desde o calmante, diuretico, cafeina, efedrina, EPO, analgésicos e cocaà na.
Pergunte a algum atleta de alto nivel, ou melhor ex-atleta, que ele te dira como funciona!
minotauro55
30/01/2009 - 20:14
Mesmo com os avisos as pessoas nao estao nem ai para o proprio corpo e acabam com doenças serias como o brasileiro da reportagem e o mais triste é que ele nao foi o primeiro e tambem nao sera o ultimo a tomar remedios para parecer mais forte do que realmente é.
igorfred
30/01/2009 - 21:03
QUOTE(minotauro55 @ 30/01/2009 - 20:14)
Mesmo com os avisos as pessoas nao estao nem ai para o proprio corpo e acabam com doenças serias como o brasileiro da reportagem e o mais triste é que ele nao foi o primeiro e tambem nao sera o ultimo a tomar remedios para parecer mais forte do que realmente é.
isso sempre foi assim, e agora com mais façilidade nas mãos dos adolescentes
cofre
31/01/2009 - 17:04
muito triste essa parada de esteróides , mas é aquela coisa o cara mesmo sabendo do grau de nocividade dos anabolizantes
e ainda continua tomando essa porcarias . que esta historia do Enzo sirva de alerta pra todos que pretendem fazer uso de anabolizantes.
RoCkMaRcIaNo
7/02/2009 - 17:25
é lamentavel uma coisa assim...
mas esse é o mundo em que vivemos onde as pessoas buscam resultados rapidos sem se importar com o que vem depois ''/ (os efeitos)
PQDT
18/04/2009 - 16:02
O QUE DIZER GALERA!!!!!!!
POR ISSO É DITO QUE VAIDADE É PECADO E O PREÇO DO PECADO É A MORTE. EU ACREDITO QUE CADA UM TEM O QUE MERECE!!!!!!!!!!
MMA future
18/04/2009 - 16:14
Lamentavel !!!!!!

O q leva uma pessoa a fazer issu?????talvez a falta de informação não sei.

quer massa muscular???? vai treinar fika na academia umas 5 horas por dia e pronto !!
edapso
19/04/2009 - 00:52
aq na minha cidade 1 dono de academia foi preso por estar injetando drogas nos alunos , esse cara era enorme!!já se passou oito meses que ele tá preso, e quando eu o vi parecia um velho de tanta pelanca!!na cadeia num tem esteróide!!kkk

Atenção nos indicadores de desenvolvimento emocional


Atenção nos indicadores de desenvolvimento emocional

Se uma criança não aprende a ler, escrever ou fazer cálculos matemáticos em um período de tempo considerado normal, não quer dizer que esteja atrasada.

Antes de chegar à conclusão de que uma criança tem algum tipo de transtorno, os pais devem ficar atentos a indicadores do desenvolvimento emocional prévio e da pré-linguagem, que estão contidas nos protocolos da Associação Internacional de Pediatria.

De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, referência para profissionais da área, a taxa de evasão escolar de crianças ou adolescentes com transtornos de aprendizagem é, em nível global, de cerca de 40%.

Os transtornos de aprendizagem devem ser diagnosticados e tratados principalmente porque podem estar associados à baixa autoestima e déficit em habilidades sociais.

Fonte: Zero Hora (RS)

ESTUDOS BRASILEIROS SOBRE O ESPORTE - LIVRO DO PROF MANOEL TUBINO


VEJA NESTA HOME PAGE, TODAS AS 165 PAGINAS DO LIVRO DO PROFESSOR DOUTOR MANOEL TUBINO DENOMINADO : ESTUDOS BRASILEIROS DO ESPORTE - ÊNFASE NO esporte-educação em : http://www.confef.org.br/arquivos/Livro_Esporte.pdf

HeadMouse - Tecnologia permite pessoas com tetraplegia acessarem o computador


Uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Universidade de Lleida, na Espanha, permite que pessoas tetraplégicas possam acessar o computador somente com movimentos faciais: olhos, cabeça, lábios...
Isso é possível graças à um sistema de captura de imagem através de uma câmera (webcam) sendo que qualquer modelo pode ser utilizado. A câmera faz o reconhecimento da imagem através de um sistema de calibração. Para que a imagem seja reconhecida, basta que o usuário faça alguns movimentos com a cabeça, olhos e sobrancelhas...Uma imagem que mostra o ritmo certo do piscar dos olhos ajuda na calibração.

Capturada a imagem, esta aparece no canto inferior direito da tela, limitada por um quadrado que centraliza o rosto da pessoa com um sinal em forma de cruz. A cor verde significa que já é possível navegar, através de movimentos leves da cabeça e dos olhos que direcionam o mouse.

A opção do clique pode ser feita através das configurações (clicando sobre a imagem do usuário) onde podem ser selecionadas as opções de piscar os olhos ou pelo movimento de abrir e fechar dos lábios. É possível definir ainda, a velocidade com que o mouse irá se mover, escolher uma opção para os cliques e arrastar os conteúdos selecionados pelo mouse.
Para que o reconhecimento da imagem seja facilitado é importante que a câmera esteja devidamente centralizada e que, ao fundo haja uma imagem estática (uma parede, por exemplo).

A digitação de textos também é possível de ser realizada, bastando que para isso o usuário localize nas opções de acessibilidade do seu sistema operacional o teclado virtual que, aparecendo na tela do computador, procede-se clicando sobre as letras normalmente.

Com um pouco de treino e controle motor, em pouco tempo o usuário estará interagindo com a máquina de forma autônoma e habilitado a efetuar comandos como executar programas, digitar e navegar pelas páginas.

O download do programa pode ser feito aqui

http://www.baixaki.com.br/download/headmouse.htm

terça-feira, 16 de março de 2010

PROJETO DANÇARTE PARA CADEIRANTES



VEJA O VIDEO DESTE MARAVILHOSO PROJETO ELABORADO E EXECUTADO PELA ASSOCIAÇÃO NITEROIENSE DE DEFICIENTES FÍSICOS(ANDEF), SITUADO EM RIO DO OURO ( NITEROI), UMA DAS DUAS MELHORES ASSOCIAÇÕES PARA PESSOAS COM DEFICIENCIA DA AMERICA DO SUL, SOMENTE SUPERADA PELO CENARD ( CENTRO DE ENTRENAMIENTO DE ALTO RENDIMIENTO), SITUADO EM BUENO AIRES( ARGENTINA).
Sua linda filha Camila é tambem uma das responsaveis por este sucesso.
veja o video em : http://www.youtube.com/watch?v=AUJlaXE_fZY e AINDA NO SITE DA ANDEF : http://www.andef.org.br/home/index.php

A doutora ( médica) TANIA RODRIGUES e seu dinâmico Marido JOÃO BATISTA são dois personagens responsaveis por esse projeto. Os dois podem ser considerados como os principais alavancadores do esporte adaptado no Brasil a exemplo de José Gomes Blanco, Aldo Miccolis, Aldo Potrich( falecido), sergio del Grande, Robson Sampaio e outros. e outros

A cultura como forma de inclusão e reabilitação


A Andef sempre foi uma instituição preocupada com o desenvolvimento cultural tanto de pessoas com deficiência como da comunidade de um modo geral. A prova disso é a união de pessoas com e sem deficiência misturadas em todas as atividades que são desenvolvidas por nossa instituição. O resultado final desta equação são os aplausos de pessoas por todos os lugares que nosso grupos culturais se apresentam.
Uma das referências da ANDEF é o grupo de dança sobre rodas "Corpo em Movimento", que é formado por dançarinos com e sem deficiência. Eles se apresentam por diversos estados do Brasil e outros países de todo o mundo mostrando a plasticidade nos movimentos e a capacidade das pessoas com deficiência.

A Andef também conta com a Oficina Teatral de Inclusão Social Luis Fernando Guimarães. As aulas de teatro no início foram apenas uma brincadeira, mas ganhou grandes proporcões. Em 2005, o ator Luis Fernando Guimarães aceitou o convite para ser o padrinho da oficina, que apresenta espetáculos com assuntos ligados à juventude, drogas e pessoas com deficiência.

A ANDEF também oferece à comunidade atividades como o grupo folclórico, além das turmas de danças, lutas e artes.

EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA E EDUCAÇÃO ESPECIAL - BLOG DO PROFESSOR SERGIO CASTRO: CALENDÁRIO ESPORTIVO NACIONAL 2010 e 2011

EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA E EDUCAÇÃO ESPECIAL - BLOG DO PROFESSOR SERGIO CASTRO: CALENDÁRIO ESPORTIVO NACIONAL 2010 e 2011

CALENDÁRIO ESPORTIVO NACIONAL 2010 e 2011



VEJAM O CALENDARIO PARAESPORTIVO NACIONAL 2010 e 2011 em : http://www.cpb.org.br/area-tecnica/noticias/calendario-esportivo-2010

VOLEIBOL SENTADO - TOQUE DE MIDAS



Amauri Ribeiro escreve sua história no voleibol sentado brasileiro

Por: Julia Censi
Fotos: JJ Clemente
VEJAM MAIS EM : http://www.efdeportes.com/efd125/o-voleibol-sentado-um-reflexao-bibliografica-e-historica.htm



Por 22 anos, ele esteve dentro da quadra. Defendeu a seleção brasileira de vôlei em quatro olimpíadas: Moscou, em 1980, Los Angeles, em 1984, Seul, em 1998, e Barcelona, em 1992; e ajudou a conquistar a primeira medalha olímpica brasileira de ouro. Foi, e ainda é, considerado um dos melhores jogadores de meio de rede do Brasil. A vida de atleta começou cedo para Amauri Ribeiro. Ainda adolescente, ele descobriu a paixão pelo vôlei e a combinação treino, dedicação e talento fez do jogador referência no esporte.

Hoje a história se repete. Amauri Ribeiro volta às quadras, agora como técnico, e ajuda novamente o Brasil a garantir a vaga para os Jogos de Pequim. Desta vez, no comando da seleção brasileira de voleibol sentado. “Com a minha experiência
de jogador tento passar para eles o que é ser atleta. A maioria virou atleta depois de adulto, após ter sofrido um trauma. Não começaram a jogar quando crianças, não tinham essa relação com o esporte. Minha maior preocupação é transformá-los em atletas. Passar pra eles como deve ser a conduta de um atleta. A diferença está mais na parte psicológica. Trabalhar a ansiedade. Eles precisam saber do que são capazes”, conta.

E para quem sempre respirou voleibol é difícil deixar as raízes de lado. Desde que parou de jogar, em 1993, aos 34 anos, Ribeiro escolheu o banco como posição e acabou se tornando técnico da equipe juvenil do Banespa. Há dois anos, seguiu o mesmo caminho em direção ao voleibol sentado, modalidade que ainda engatinhava no Brasil. Aos poucos, sua história começa a se confundir com o amadurecimento do voleibol sentado no país.

“Eu conheci o voleibol sentado em um evento, o dia olímpico, no Centro Olímpico de São Paulo e me convidaram para treinar. Veio a Paraolimpíada de Atenas e sugeri que filmássemos as equipes estrangeiras para vermos em que nível eles estavam. Acabei indo pra Atenas, conheci as melhores seleções lá e quando voltei comecei a trabalhar. Recebi um convite pra ser técnico da seleção brasileira e aceitei”, relembra o técnico que hoje, além da seleção brasileira, treina a equipe de voleibol sentado do Centro Assistencial Cruz e Malta e dá aulas na Prefeitura de São Paulo e na cidade paulista de Pirapora do Bom Jesus.

Nos Jogos Parapan-americanos, na cidade do Rio de Janeiro, 12 jogadores entraram desconhecidos nas instalações do Riocentro, onde aconteceram todos os jogos de vôlei da competição. Entraram com um sonho em que poucas pessoas acreditavam. Saíram medalhistas de ouro. Saíram com a inédita vaga para a Paraolimpíada de Pequim. “Desde o começo eu sabia que a gente podia ganhar dos Estados Unidos. Não ia ser fácil, mas o nosso time era bom, tinha treinado e podia vencê-los. Faltava apenas esse empurrão. Encorajá-los”, diz Ribeiro.

Além da medalha, o ex-jogador comemora outra grande vitória desse time. Pela primeira vez, eles puderam treinar como as grandes seleções internacionais. “Fizemos um trabalho muito bom de preparação para o Parapan. Coisa que os atletas não conheciam. Por ser um esporte novo no Brasil, não tivemos como aprimorar a parte tática. Nosso grande receio no Parapan era fazer o pessoal jogar o que treinava porque na hora do jogo é diferente”, explica.

A recompensa? Uma equipe entrosada que mostrou maturidade e calma para vencer a forte equipe dos Estados Unidos, na final dos Jogos Parapan-americanos Rio 2007. “A gente perdeu para os Estados Unidos na hora em que podia perder. Na final, jogamos com outra cabeça. E essa vitória muda a história do voleibol sentado no Brasil. Temos uma vaga para Pequim. A partir de agora é trabalhar cada dia mais”, diz Amauri.

Com a mesma calma e seriedade com que brilhava ao lado de Bernard, Bernardinho e Renan na geração de prata do vôlei brasileiro, Amauri Ribeiro começa a escrever sua história no vôlei paraolímpico brasileiro. Começa a transformar em ouro o talento de Diogo, Rodriguinho, Guilherme e tantos outros. Começa a brilhar ao lado de outros “meninos de ouro” do Brasil.


Por dentro do vôlei sentado

As regras são semelhantes às do vôlei convencional e as diferenças estão no tamanho da quadra, que é menor, 10m x 6m contra 18 x 9m, e a altura da rede que mede 1.15m do solo no masculino e 1.05m para o feminino Os atletas jogam sentados na quadra e podem bloquear o saque adversário. Competem atletas amputados, principalmente de membros inferiores, e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora. A modalidade começou a ser praticada em 1956 na Holanda e tem crescido bastante nos países europeus. Atualmente, o Brasil é campeão parapanamericano e a Bósnia-Herzegovina campeã mundial.

Ações do documento

Tecnologia também é saúde







Conheça cinco aparelhos eletrônicos que ajudam a melhorar a qualidade de vida

André Cardozo

vejam mais em : http://tecnologia.ig.com.br/noticia/2010/03/15/tecnologia+tambem+e+saude+9426494.html

Para muita gente, tecnologia e saúde não andam juntas. A imagem de nerds viciados em produtos eletrônicos não combina muito com o cotidiano de academias de ginástica e parques. Mas alguns aparelhos são úteis tanto para geeks que querem melhorar a forma quanto para atletas amadores que desejam controlar melhor suas atividades físicas.

A seguir você confere cinco produtos que fazem isso. Eles não são distribuídos oficialmente no Brasil, mas podem ser encontrados em sites a Amazon e também em lojas especializadas em equipamentos esportivos.

Zeo Personal Sleep Coach

Problemas de sono? O Zeo Personal Sleep Coach pode ajudar a resolvê-los. O aparelho monitora o sono e fornece informações que podem ajudá-lo a dormir melhor. Para começar a usar o Zeo é necessário colocar uma espécie de “bandana eletrônica” ao dormir. Preso à cabeça do usuário esse aparelho é o responsável por monitorar a atividade elétrica do cérebro durante o sono.




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Zeo: sono sob controle

O segundo componente do Zeo é um receptor chamado de Bedside Display. Similar a um rádio relógio, ele grava as informações enviadas pela bandana e as exibe para o usuário em uma tela LCD.

As informações gravadas pelo Zeo podem ser enviadas para a internet. O Bedside Display usa cartões do padrão SD para guardar os dados. Esses cartões podem ser conectados ao PC e, a partir dele, as informações do sono podem ser enviadas para o site do Zeo. No site, elas são comparadas com informações de noites anteriores e podem revelar padrões de sono que não haviam sido percebidos pelo usuário.
Preço: US$ 250
Site: www.myzeo.com

Fitbit
O Fitbit é uma espécie de tudo-em-um dos aparelhos de monitoramento corporal. Ele verifica informações como quantidade de passos, calorias gastas e qualidade do sono. O aparelho possui um sensor de movimento similar ao usado no controle do Wii e, com seu formato de clipe, pode ser usado na cintura, no pulso, ou colocado em um bolso.



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FitBit: variedade de funções


Um recurso interessante é a transferência dos dados para a internet. O Fitbit faz isso de modo automático, assim que o usuário passa perto da base sem fio que acompanha o clipe. As informações são enviadas para o site Fitbit.com e podem ser consultadas fornecendo login e senha.
Preço: US$ 99
Site: www.fitbit.com

Withings

Balanças costumam causar medo em muita gente, principalmente naqueles que estão acima do peso. Neste aspecto a Withings é igual a todas as outras.


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Withings: balança conectada


O diferencial dessa balança está na conectividade. Ela traz conexão sem fio no padrão Wi-Fi e envia informações diretamente para um website, que pode ser acessado apenas pelo dono da balança, por meio de uma senha. A Withings mede peso e Índice de Massa Corporal (IMC). O site fornece gráficos que facilitam o acompanhamento das informações monitoradas.
Preço: US$ 160
Site: www.withings.com

Nike+ SportBand

Quem gosta de se exercitar pode usar esse produto da Nike para monitorar suas corridas e caminhadas. O SportBand é composto de um sensor, encaixado no tênis, e uma pulseira, que recebe os dados. A pulseira guarda informações como número de passos, tempo de caminhada e calorias gastas.




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SportBand: monitoramento de corrida


Depois de fazer o exercício, o usuário pode transferir as informações para o site da Nike. Para fazer isso, basta retirar o pen drive embutido na pulseira e encaixá-lo no PC. O site da Nike permite acompanhar desempenho nos exercícios e definir objetivos de treinamentos.

A Nike recomenda usar o SportBand com tênis da linha Nike+, que vêm com um pequeno bolso para abrigar o sensor. Mas é possível usar o produto com qualquer tênis, desde que se consiga prender o sensor ao calçado.
Preço: 60 dólares
Site: nikerunning.nike.com

Nike+ iPod

Esse kit funciona de modo similar ao Nike+ SportBand. A diferença é que, no lugar da pulseira, ele traz um adaptador para iPod nano. Esse adaptador recebe as informações enviadas pelo sensor embutido no tênis.

Outra diferença está no modo de transferência das informações para a internet. O Nike+ iPod usa o iTunes, programa de gerenciamento de fotos, vídeo e áudio da Apple, para mandar as informações para o site da Nike.


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Nike+ iPod: parceria com a Apple


O Nike+ iPod também pode ser usado com o iPhone 3GS. Nesse caso não há necessidade de adaptador. O smartphone já vem preparado para guardar as informações enviadas pelo sensor.
Preço: 30 dólares
Site: apple.com/ipod/nike

domingo, 14 de março de 2010

Lazer e Desporto Adaptado nas Praias Cariocas




vejam o site do NOVO SER em :
http://www.novoser.org.br/evento29.htm

Como já era esperado, a partir de janeiro de 2010, as praias cariocas, em destaque para Copacabana, Arpoador, Barra da Tijuca, Piscinão de Ramos, entre outras também ganharam status de “Praia Para Todos”, uma alternativa concreta e inovadora, onde as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida vão poder desfrutar de nossas praias sem as rotineiras barreiras arquitetônicas que inviabilizam o lazer mais democrático da Cidade Maravilhosa.

A relevante iniciativa é do ESPAÇO NOVO SER - ENS – cuja missão é promover a acessibilidade plena e a inclusão social das pessoas com deficiência e de seus respectivos familiares – tendo com patrocinadora a MICHELIN e como apoiadores o surfista Rico de Souza, o grupo Adapt e ReaTeam, ONG RIO inclui e a Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. O projeto tem como objetivo oferecer, além de banho de mar orientado, inúmeras atividades de recreação e lazer, bem como a iniciação ao esporte adaptado, com intuito de potencializar valores e atitudes pessoais e sociais, através de prazerosos momentos de descontração e lazer em pleno ar livre.

Utilizando uma infra¬estrutura básica composta por vagas de estacionamento reservadas nas vias de acesso à praia, rampas de acesso a areia, esteira para passagem de cadeira de rodas, piso tátil para pessoas com deficiência visual, banheiros adaptados, cadeira de banho, cadeiras anfíbias e tendas o Projeto Praia Para Todos – Lazer e Desporto Adaptado nas Praias Cariocas têm caráter itinerante e acontece aos domingos das 09:00 às 14:00 horas durante todo verão, contemplando diferentes cenários litorâneos e diferentes comunidades cariocas.

As atividades programadas e administradas por profissionais especializados se diversificam de acordo com a demanda dos usuários, com destaque para o surf adaptado oferecido pelo surfista consagrado Rico de Souza e o voleibol sentado de praia, a mais nova modalidade paraolímpica, em parceria com Débora Morand, bem como o tradicional futebol e frescobol e a consagrada peteca. E claro, como de praxe a piscina infantil, os jogos recreativos e os brinquedos cantados, que a gurizada adora. Assim como os jogos de tabuleiro e de mesa, entre outras atividades, congregando, o que há de mais sagrado dentro do contexto social, o direito de ir (estar) e vir, inclusive na praia, em sua plenitude.

Venha, participe e celebre a cultura do lazer !!!

ESPAÇO NOVO SER – Acessibilidade Plena e Inclusão Social

www.novoser.org.br
www.espaconovoser.blogspot.com
www.twitter.com/NOVOSER

Contatos: (21) 3904-2614 ou (21) 8591-6858

NOVA MODALIDADE PARAOLIMPICA : P E T R A


Nova Modalidade
Circuito Loterias Caixa


Crédito: Beto Monteiro

Durante o Circuito Loterias Caixa, que ocorre em Belém, uma nova modalidade esportiva foi apresentada ao público. Criada em 1989 na Dinamarca, a Petra é praticada desde o ano passado no Brasil. Uma parceria entre a ANDE, CPB e AETERJ fez com que o esporte viesse a ser exercido no país.

Um equipe de profissionais da AETERJ foi a pioneira. Eles estão em Belém apresentando o novo esporte.

“É uma modalidade dinâmica, veloz. Tem cara de esporte. É uma opção a mais para os atletas com paralisia cerebral”, explica Ana Cecília Frazão, classificadora de atletas PC e fisioterapeuta que trabalha com a equipe de Petra.

“Muito interessante! O esporte é ótimo, muito boa a iniciativa para atletas com paralisia”, disse, empolgado com a novidade, João Carlos Ferreira, atleta do lançamento de dardo, enquanto assistia a demonstração.

O Race Running, como é chamado no exterior, é uma modalidade do atletismo onde os atletas correm com os seus próprios pés apoiando-se a uma armação com três rodas anexadas a um suporte para o seu corpo. O corredor tem o apoio de um assento e de um suporte para tronco e o guidão é utilizado para direcionar.

Os atletas da Petra são classificados entre três diferentes classes: CP1, CP2 e CP3, sendo três a o grau de menor gravidade.

A CPISRA é a entidade que organiza o esporte em âmbito internacional e realizou um campenato mundial em 2009, na Dinamarca. O Brasil e mais seis países estiveram presentes. Os atletas nacionais conseguiram um incrível desempenho, conquiistando sete medalhas de ouro.

Os idealizadores do projeto foram o Professor Doutor Ivaldo Brandão e a Fisioterapeuta Doutora Tânia Frazão. Edinaldo Silva, educador físico, foi o responsável pela execução do projeto.

“A primeira tricicleta foi feita à base de vídeos da internet. Não sabíamos como fazer! Após a viagem a Dinamarca, conhecemos melhor o projeto e, com dicas dos dinamarqueses, evoluímos nosso equipamento”, disse Edinaldo, durante a palestra de apresentação do esporte.

Entre os dias 4 e 11 de julho, ocorrerá o primeiro Campeonato Aberto Europeu de Petra, em Copenhagen, Dinamarca.

Para outras informações sobre a Petra:
Ana Cecília Frazão - anaceciliafrazao@gmail.com
Edinaldo Gomes da Silva - edi_naldogomes@hotmail.com

CURIOSIDADE: Em homenagem a mascote das paraolimpíadas de Barcelona/1992, que se chamava Petra, que ao experimentar essa nova modalidade demonstrou uma incrível performance



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