domingo, 13 de setembro de 2009

Reportagem da TV USP SOBRE Acessibilidade Digital é premiada em Gramado


VEJAM MAIS EM : http://www4.usp.br/index.php/institucional/17209-reportagem-da-tv-usp-e-prem

Agência USP
A reportagem Acessibilidade Digital, da TV USP, foi escolhida a melhor matéria exibida por uma TV Universitária em todo o País na 17ª edição do Gramado Cine e Vídeo, o principal evento de TVs e vídeos universitários do país, que acontece paralelamente ao Festival Internacional de Cinema de Gramado. A premiação ocorreu na última sexta-feira (14).

A reportagem explorou como pessoas que não enxergam navegam na internet e como os sites podem ser mais agradáveis para quem não vê.
O Gramado Cine e Vídeo recebeu mais de 1.100 trabalhos feitos independentemente, por universitários gaúchos, universitários brasileiros e TVs universitárias. As produções vieram do Nordeste, Sul, Sudeste e Distrito Federal.

Do total, 24 foram escolhidos pelo júri ou por votação popular para ganhar o receberam o "Galgo de Ouro". Também receberam prêmios as TVs Universitárias do Mackenzie, PUC-SP, Feevale e PUC-Rio.

Mais informações: (11) 3091-4101, email anachinelli@usp.br , site www.gramadocinevideo.com.br

Miss International increasing disability awareness (TEXTO EM INGLES)


VEJAM MAIS SOBRE Disability Issues
By Karen Meyer
EM :EM: http://abclocal.go.com/wls/story?section=news/disability_issues&id=7010807

September 13, 2009 (WLS) -- Beauty pageants are not just about looks. But some like the International Pageants are based on accomplishments. This is why a profoundly deaf candidate was crowned Miss International.

Even though Jayna Altman's reign as Miss International 2008 ended several weeks ago, her commitment to increasing disability awareness will never end.

"My platform is, I can inspire confidence in your abilities now with the focus that we're all born differently, we all have different types of strengths and weaknesses, and in those weaknesses, rather than labeling it as disability, it's just a different type of ability," Altman said.

Twenty-seven-year-old Jayna Altman was Miss Missouri in the Miss International competition. She got interested in beauty contests after her mom dared her to watch the Miss America Pageant.

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"And she said that if I watched her and I guessed the winner I could have $100, and as a 12-year-old, $100 was a lot of money. So I was like, 'Okay, I'll do it,' and that was the 1995 Miss America Pageant in which Heather Whitestone won," Altman said.

Altman's deafness is a result of complications from being born premature. She was told she would never be able to develop understandable speech.

"Well, I resolved that I was going to learn how to speak, and then also by learning how to speak, I became a speech and debate champion just to prove to others that it doesn't matter what your given to in life or the cards that you dealt," said Altman.

Altman is also fluent in American Sign Language. Miss International Pageants focuses on the accomplishments of young women between the ages of 19 and 27.

"We have a number of different series of competition for Miss International. We don't have a bathing suit competition, but we have what's called a fitness funwear, not funwear, but a fitness competition that is part of the judging process," said Altman.

While competing for Miss International 2008, being deaf was never an issue for Altman.

"If anything, it taught me I need to be creative and think outside the box, whether in terms of accommodations for example last year this very stage I couldn't hear them call my name, so I was standing at the top of the stage going, 'What?' So what we did, we devised a simple head turn from the MC that it almost looked natural, because they were looking to see us go down to the stage," Altman said.

Altman said this not only has been a phenomenal experience for her, it gave her an opportunity a share her life mission.

"I served as a spokesperson for Special Olympics and Ability Beyond Disability, and those two organizations focus on empowering, providing hope and independence for individuals with different types of abilities," said Altman.

Altman is working on her doctorate in audiology. She hopes some day to be a professor focusing on the psychology behind deafness.

For more information on Jayna Altman and the International Pageants go to www.miss-international.us and www.jaynaaltman.com.

sábado, 12 de setembro de 2009

INSTITUTO RESSOAR - CONHEÇA ESTA INSTITUIÇÃO DE APOIO


http://www.ressoar.org.br/_videos.asp?idVideo=120

O Instituto Ressoar nasceu do desejo de se trabalhar efetivamente para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva, que permita a inclusão de todos. Responsabilidade Social é colocar a mão na massa e tomar atitudes que realmente façam efeito em nossa sociedade.

O Instituto Ressoar foi criado em 2005 e a Participação é seu principal eixo de atuação. Além disso, o Instituto Ressoar abre espaço para o debate sobre o Terceiro Setor incluindo aí os fatores econômicos, sociais e a aplicação e desenvolvimento de Políticas Públicas. Leia mais

Promover a igualdade social e remover as barreiras que impedem a convivência entre os diferentes. Atuar de forma efetiva na preservação da natureza, na manutenção da dignidade humana e na criação e promoção de valores éticos e morais são princípios básicos que norteiam o Ressoar.

O Ressoar cuida principalmente em incentivar a educação, elemento vital para o desenvolvimento da sociedade. O Ressoar trabalha para melhorar a qualidade da educação pública tão abandonada pelos governantes. Incentiva a educação ambiental a partir das crianças para criar cidadãos adultos conscientes de seu papel. Leia mais

Aulas mágicas

http://www.universia.com.br/docente/materia.jsp?materia=14315

É possível fazer de sua aula a número 1. Aprenda com os mestres!

Mesmo já familiarizado com a Internet no seu dia-a-dia, Marco Antônio Mendes, aluno de Comunicação Social da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), só despertou para os benefícios que as ferramentas tecnológicas poderiam trazer para sua carreira quando seu professor propôs a utilização do podcast em sala de aula. "Sabia o que era um podcast, mas nunca tinha pensado em utilizá-lo como ferramenta de trabalho. Agora, sei que com ele meu trabalho não ficará apenas na sala de aula, mas poderá ser visto por muita gente", diz.

Mendes, que hoje ajuda o professor Rafael Matos a expor o trabalho dos alunos em um site (www.rafaelmatos.tk) vê essa interação como um benefício principalmente do ponto de vista profissional, já que os trabalhos podem acabar virando portfólio. "A divulgação dos trabalhos é uma das principais vantagens que a Internet proporcionou. Sem contar que as aulas em que os professores fazem uso dessas ferramentas ficam menos maçantes, e, portanto, muito mais proveitosas."



Pergunte a dez professores o que os deixa mais frustrados em sala de aula e pelo menos nove irão garantir: não há sensação pior para o docente do que, no meio da aula, pegar um aluno cochilando enquanto metade da turma decide ignorar sua presença e bater papo sobre o último capítulo da novela das oito.

Hoje em dia, com a sala de aula composta por uma geração de "nativos digitais" e uma maior cobrança das universidades sobre o rendimento do professor, muitos vivem o dilema: como tornar as aulas mais interessantes e dinâmicas sem perder o foco nas informações?

É claro que a tradicional falta de paciência dos universitários atrapalha, dá asas para os devaneios em classe, mas é importante lembrar que eles também podem surgir quando o professor está desestimulado. E, cá entre nós, professor desestimulado é sinônimo de aula chata. Segundo especialistas, embora não haja fórmula mágica para trazer os alunos "de volta para o corpo" em sala de aula, com uma pequena mudança de postura o professor pode transformar sua disciplina em uma aula de sucesso.

Autor de diveros livros sobre ensino e aprendizagem, o especialista em educação e professor aposentado da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Celso Antunes, destaca que o bom professor não é aquele que tem um único método revolucionário para ensinar, mas aquele que, além de dominar diferentes técnicas de ensino, sabe adequá-las ao tipo de público e disciplina a qual está ministrando.

"Se você perguntar a uma pessoa qual ferramenta é mais útil, o machado ou o martelo, provavelmente a resposta dela será que depende do serviço que se quer fazer. A ferramenta essencial do professor é a aula, o importante para que ele chame a atenção dos alunos, é utilizar a ferramenta mais adequada", explica. Em síntese, cabe ao professor investigar qual método de ensino serve para transformar a informação em conhecimento. Tarefa que deve ser constante e mutável, de acordo com o perfil da turma, dos alunos e do ambiente ao qual estão inseridos.

O discurso é até repetitivo, afinal, todo docente sabe que, mais do que qualquer outra, a profissão de professor exige muito estudo, atualização e, sobretudo, dedicação para fazer do método de ensino uma ferramenta eficiente. Mas, no universo da docência, não é novidade nenhuma conhecer professores que utilizam a mesma apostila (amarelada até) para dar aula. Além, é claro, daqueles que mudam de assunto quando o tema é atualização. Fugir do tema, porém, é prolongar o problema. A ordem é buscar uma solução.

Professor high-tech

Superar este desafio foi o que motivou o professor de Comunicação Social da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina) Rafael Matos a utilizar a tecnologia para criar aulas envolventes e que agregassem, além de conhecimento, vivência prática aos alunos. Com o auxílio de ferramentas como o podcast, o you tube e o my spaces, tradicionalmente utilizadas para o entretenimento, o professor high-tech passou a incentivar os alunos não só a aprimorar seu aprendizado, como a fazer das ferramentas instrumentos de divulgação de seus trabalhos.

No entanto, quem pensa que só porque o professor estava habituado a utilizar a tecnologia ele teve facilidade com a turma está enganado. Foi preciso "suar a camisa" para fazer o método funcionar. A primeira tentativa de Matos contemplou o uso de blogs, mas a ferramenta utilizada com sucesso por alguns professores, com ele, não funcionou. "Os alunos dificilmente liam o que eu escrevia e pouco comentavam", lembra.

Já o uso do podcast em seminários e em outras atividades não só favoreceu a interação dos alunos como melhorou a qualidade dos trabalhos. "Os podcasts podem servir de alavanca profissional, dependendo do modo como são utilizados. Isso despertou a atenção dos alunos. Além disso, ele propiciou uma interação durante a elaboração do trabalho fundamental para fixar o que foi aprendido em aula", explica.

Em seu caso, o professor considera que a maior dificuldade de propor o uso de um novo método em sala não foi o aprendizado dos alunos, uma vez que os jovens estão habituados à tecnologia, mas em vencer a resistência de aplicar um método diferenciado. "A dificuldade foi provar que, além do entretenimento, a tecnologia podia ajudá-los como uma forma construtiva de aprendizado e de exposição de seus trabalhos."

Ainda assim, a experiência valeu a pena, especialmente quando os estudantes despertaram para o novo mundo que o professor propôs em sala de aula. Confira, no quadro nesta página, a experiência de um dos alunos de Matos que não só passou a usar a tecnologia para seu desenvolvimento como estudante, mas como profissional, criando uma espécie de portfólio virtual.

Além da tecnologia

Engana-se quem pensa que só o uso de tecnologias permite uma revolução do aprendizado em sala de aula. A interação, a troca de informações e as dinâmicas vivenciadas fora do ambiente universitário também estimulam e promovem mudanças no aprendizado. O professor de Artes Visuais da Unesp (Universidade Estadual Paulista), Percival Tirapeli, vivenciou isso ainda na graduação e, hoje, colhe os frutos de ter passado adiante o método de ensino que o fez ter mais admiração e empenho ao exercer a arte de ensinar.

Longe da cultura "livresca", Percival incentiva seus alunos a irem a campo atrás de experiências práticas e pertinentes dentro de seu campo de estudo. Algo que ele considera fundamental para o estudante de Artes. "Incentivo meus alunos a criarem suas próprias críticas baseados no aprendizado que vivenciaram, em vez de apenas ler e reproduzir a crítica dos outros." A idéia, segundo ele, é de que os alunos possam ter acesso à arte que está muito além do que pode ser visto em sala de aula.

Para Tirapeli, não há dúvida de que aulas práticas são muito proveitosas. "Saber se portar diante de uma obra é uma coisa que na disciplina de Artes, por exemplo, conta muito para o aluno. É o tipo de exercício que não dá pra fazer dentro da sala de aula", reforça. Por esta razão é muito comum que, em dia de aula, os alunos de Tirapeli visitem museus, centros culturais, exposições, etc. (Enquanto concedia a entrevista ao Universia, o professor e sua turma visitavam a Pinacoteca de São Paulo).

Para o professor, os resultados deste trabalho têm sido bastante recompensadores, já que muitos alunos acabam utilizando o que aprenderam em suas aulas como teses de mestrado ou até mesmo nas aulas em que atuam como monitores. "O dinamismo motiva meus alunos e sei que a repercussão é positiva", comemora.

Professora cria software educativo para deficientes físicos, sensoriais e mentais

Melhorar o processo de reabilitação global de deficientes físicos, sensoriais e mentais, contribuindo para a evolução da mobilidade, comunicação e acessibilidade. Estes foram os principais objetivos da professora de Terapia Ocupacional Ana Irene de Oliveira ao criar o software Desenvolve em sua tese de doutorado em Psicologia, na Universidade Federal do Pará – UFPA.

Com licença de uso gratuita, o Desenvolve ajuda a minimizar – ou até mesmo eliminar – as limitações de crianças e adolescentes com deficiências físicas, sensoriais e mentais. O programa funciona a partir do reconhecimento de figuras no computador e a adaptação do modo de interação entre o aluno e o computador permite que a resposta seja dada por diversos tipos de movimento, como piscar de olhos, cliques com pés ou mãos e até por sopro, entre outros. “Pedimos para a criança selecionar uma bola, por exemplo, e ela tem de procurar a imagem entre várias outras figuras. Dependendo da escolha, o software produz luzes e sinais sonoros que apontam se a resposta está correta ou errada”, explica.

A professora conta que o Desenvolve é capaz de aprimorar noções de espaço, quantidade e tempo, além da percepção de objetos do cotidiano. “A criança aprende a ter mais interação com o mundo e desenvolve habilidades cognitivas que promovem a inclusão social e pedagógica”, completa. Além disso, a utilização do software contribui com a socialização, pois permite estimular o desenvolvimento de autonomia e independência nos jovens. Dessa forma, a possibilidade de inclusão escolar se torna mais viável.

Com recursos de baixo custo, o Desenvolve substitui a utilização de tecnologias importadas, caras e de difícil acesso. O primeiro projeto do Desenvolve foi criado em 2002, quando a professora elaborava sua dissertação de mestrado. Mas só em 2005, foi possível custear a criação e implementação do Desenvolve, quando o projeto venceu a categoria Inovação Social do Prêmio Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) de Inovação Tecnológica (etapa Norte). Vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a Finep garantiu a verba necessária, inclusive, para a aplicação prática do Desenvolve em 80 crianças e adolescentes, previamente selecionados.

Em 2007, representando a Associação de Assistência à Criança Deficiente da Amazônia (ACDA), Ana recebeu o Prêmio Direitos Humanos 2007, na categoria Garantia dos Direitos das Pessoas com Deficiência. Concedida pelo governo federal, desde 1995, a premiação é dirigida a pessoas e organizações que realizam ações em favor dos direitos humanos. A edição de 2007 contou com a indicação de 286 projetos, divididos em 10 categorias.

Segundo a educadora, o software já está sendo utilizado em vários centros brasileiros de apoio a crianças e adolescentes com deficiências. O Desenvolve, além de diversos sistemas e documentos dirigidos a este público, pode ser encontrado no site do Núcleo de Desenvolvimento em Tecnologia Assistiva e Acessibilidade (Nedeta).

Universia publica revista Educação Brasileira, do CRUB


Volume 29 traz como tema "Educação Superior Brasileira: Novos Olhares"
Publicado em 21/11/2008 - 15:00
VEJAM MAIS EM : http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=16948

Da redação

O Universia disponibiliza, gratuitamente, para seus leitores o volume 29 da revista Educação Brasileira, editada pelo CRUB (Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras). A edição, que tem como tema "Educação Superior Brasileira: Novos Olhares", traz artigos sobre o novo papel das universidades, a contribuição das instituições públicas paulistas e sobre o projeto OCW Universia.

Confira abaixo os artigos, clicando no título para leitura. Todos os textos estão em PDF.

- Capa e Sumário

- Editorial

- O ensino superior no Estado de São Paulo: contribuição das universidades públicas paulistas
Por Suely Vilela, reitora da USP (Unversidade de São Paulo)

- Conhecimento, inovação e o novo papel das universidades
Por Jorge Luís Nicolas Audy

- Gestão acolhedora: estabelecendo vínculos com a comunidade acadêmica
Por Dorilda Grolli, Lauraci Dondé da Silva, Tamara Polenz e Tania Scuro Mendes

- Planejamento estratégico como instrumento de gestão escolar
Por Cátia Deniana Firmino Perfeito

- Educação a distância: um modelo acadêmico
Por Pedro Ronzelli Júnior, José Augusto Pereira Brito e Solange Giardino

- OpenCourseWare Universia: oportunidade para docentes da Ibero-América
Por Alina Corrêa, diretora-geral do Universia Brasil

- Intervenções educativas em ambientes virtuais: investigando possibilidades metodológicas
Por Tania Scuro Mendes

- Terceira edição do Prêmio Construindo a Igualdade de Gênero

Para fazer o download da edição completa, clique aqui (em arquivo .zip).

Novas regras aproximam mestrado profissional do mercado


Com mudanças, número de mestres no País deve aumentar
Publicado em 10/09/2009 - 09:00

VEJAM MAIS EM : http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=16948
Exigências para mestrados profissionais


- apresentar estrutura curricular objetiva e enfatizar a articulação entre conhecimento atualizado, domínio da metodologia e aplicação orientada para o campo de atuação profissional;

- ter tempo de titulação de no mínimo um e no máximo dois anos;

- possibilitar a inclusão de atividades curriculares estruturadas das áreas das Ciências Sociais Aplicadas correlatas com o curso, tais como legislação, comunicação, administração e gestão, ciência política e ética;

- conciliar a proposta ao perfil dos candidatos e ao curso;

- ter corpo docente integrado por doutores, profissionais e técnicos com experiência em pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação;

- apresentar normas bem definidas de seleção dos docentes responsáveis pela orientação dos alunos;

- comprovar carga horária docente e condições de trabalho compatíveis com as necessidades do curso;

- prever a defesa apropriada na etapa de conclusão do curso;

- prever a exigência de apresentação de trabalho de conclusão de curso, tais como dissertação, revisão sistemática, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, etc.

Clique aqui e confira a íntegra da Portaria Normativa Nº 7, de 22 de junho de 2009.



Por Larissa Leiros Baroni

Após 11 anos da implantação dos primeiros mestrados profissionais no Brasil, a modalidade stricto sensu ganha regras de credenciamento e de avaliação próprias distintas das utilizadas atualmente para o mestrado acadêmico. O vínculo e as influências deste, até então muito fortes no processo de construção dos programas profissionalizantes, foram quebrados a partir da publicação da Portaria Normativa nº 7, no último dia 22 de junho. A medida adotada pelo MEC (Ministério de Educação) promete expandir esse tipo de mestrado, ainda inexpressivo, no País.

Segundo a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) os cursos de mestrado profissional representam apenas 9,41% das pós-graduações stricto sensu por ela recomendados. Dos 2.793 programas avaliados, 260 são voltados à formação de mestres profissionais. A maior concentração da modalidade está no Sudeste, que mantém 141 opções. Na seqüência aparecem as regiões Sul (55), Nordeste (39), Centro Oeste (18) e, por fim, a Norte (7).

Na opinião do presidente da Câmara de Educação Superior do CNE/MEC (Conselho Nacional de Educação), Paulo Barone, a expansão do mestrado profissional no Brasil foi emperrada pelas fortes influências que a modalidade sofreu dos programas acadêmicos. "O curso não tinha identidade própria. Portanto, não era compreendido por algumas áreas do conhecimento, tais como o Direito e a Educação", relata ele, bastante otimista em relação às novas normas. "Os estímulos previstos tendem, no entanto, a mudar o quadro da modalidade no Brasil", acredita.

Estímulos que, segundo Barone, passam pela flexibilidade na concepção dos mestrados. "Cada comitê de área irá criar as normas de acordo não só com as necessidades científicas e acadêmicas, mas principalmente vinculadas à aproximação das demandas do mercado de trabalho. As especificidades de cada setor serão preservadas", descreve o presidente.

De acordo com o ministro da educação, Fernando Haddad, o viés acadêmico na avaliação será abolido a partir da criação de uma área específica na Capes para analisar o mercado profissional. "Por falta de parâmetros, houve a proliferação de cursos de pós-graduação lato sensu no País que poderiam ser regidos pelas normas do mestrado profissional. O procedimento atrasa a trajetória de muitos profissionais que se vêem obrigados a fazer especialização e, ao decidirem caminhar em direção ao doutorado, necessitam passar pelo mestrado acadêmico", justifica Haddad, em entrevista ao site do ministério.

Apesar da possibilidade de algumas especializações se transformarem em mestrados profissionais, a pró-reitora de pós-graduação e pesquisa da UFRJ (Universidade Federal do Rio de janeiro), Angela Uller, garante que uma modalidade não substitui a outra. Segundo ela, os cursos lato sensu são feitos para executivos que não têm interesse de seguir para o doutorado ou não têm disponibilidade para dedicação intensiva ao estudo, como exige o mestrado profissional. "São itens distintos no cardápio de formação das instituições de Ensino", compara.

Os ganhos da criação de uma área específica para avaliação dos cursos de mestrado profissional serão mútuos. De um lado, a academia poderá ampliar a interação com o mundo do trabalho. Do outro, os alunos que terão a oportunidade de consolidar a formação e, caso necessário, seguir direto para o doutorado. O Governo, segundo Barone, também terá benefícios. "A iniciativa nos ajudará a alcançar, com vantagem, as metas do plano anual da pós-graduação por meio da ampliação do número de mestres e doutores formados", pontua.

Novas regras

Dentre as principais normas prevista na portaria nº 7, destacam-se as possibilidades de trabalhos de conclusão de curso, que vão além da dissertação. "As alternativas incluem a produção de patentes, registros de propriedades intelectuais, projetos técnicos, publicações tecnológicas, desenvolvimento de aplicativos, materiais didáticos e instrucionais e a produção artística", apresenta o ministro.

Para a coordenadora do Projeto de Mestrado Profissional da ESPM (Escola de Propaganda e Marketing) de Porto Alegre, Iara Silva, a medida aproxima o programa das necessidades do mundo dos negócios. "O objetivo do curso não é produzir ciência, mas conhecimento aplicado, o que pode trazer mudanças para o mercado de trabalho", enfatiza ela que também acredita no aumento da aplicabilidade dos projetos desenvolvidos pelos novos mestres.

A composição do corpo docente é outra novidade. A mudança, de acordo com a coordenadora adjunta do mestrado profissional em Ensino de Ciência e Matemática da PUC-Minas (Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais), Agnela Giusta, representa o alinhamento da finalidade da modalidade com sua avaliação. "Não havia congruência entre esses elementos. Por que, por exemplo, exigir a publicação de artigos científicos se a produção técnica de peso seria muito mais útil para contribuir com a formação desses mestres?", questiona.

As novas regras, no entanto, permitem que o quadro de professores dos mestrados profissionais não seja composto exclusivamente por mestres e doutores, como é exigido nos programas acadêmicos. A formação docente, segundo Haddad, será mista. "Uma fração dos profissionais deverá ter reconhecida experiência profissional e a outra parcela será composta por professores portadores do título de doutor. Mesmo os titulados deverão ter formação específica na área do mestrado profissional", explica.

A medida, a princípio, poderá provocar desconfiança por partes de alguns setores, conforme diz o presidente da Câmara de Educação Superior. "Há pessoas que erroneamente associam a qualidade de um curso com a titulação dos seus docentes", aponta Barone que garante que a formação do corpo-docente dos mestrados profissionais não comprometerá o ensino do programa. "Além disso, a Capes, na função de guardiã, irá resguardar a qualidade de todos os programas stricto sensu brasileiros, inclusive os de mestrado profissional", diz.

Agnela concorda com ele e diz que o doutorado não coincide com competência. "Existem habilidades fora das titulações também. E as instituições precisam ter bom senso para explorar as duas possibilidades de expansão do aprendizado", recomenda. O mestrado profissional deve ter a visão científica dos titulados, mas também precisa dos conhecimentos práticos de um profissional com vasta experiência no mercado de trabalho. "Não quer dizer, no entanto, que esse professor sem titulação seja leigo e não tenha instrução", completa.

Com a diferenciação das regras entre mestrados acadêmicos e profissionais, muitas áreas podem ser beneficiadas. No caso da Saúde, por exemplo, qualificam-se para o oferecimento dos mestrados profissionais os programas de residência médica ou multiprofissional. "A medida irá abreviar a formação dos médicos, que geralmente precisam fazer a residência e, caso queiram optar pela carreira acadêmica, passar pelo mestrado acadêmico e só depois seguir para o doutorado", diz Barone.

O título de mestre obtido nos mestrados profissionais recomendados e avaliados pela Capes e credenciados pelo CNE terão validade nacional. E, de acordo com a portaria, os mestres terão os mesmos direitos concedidos aos portadores da titulação nos cursos de mestrado acadêmico. "A modalidade visa capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada, além de contribuir para o aumento da competitividade e produtividade de empresas, organizações públicas e privadas", explica o pró-reitor de pós-graduação da UFSCar (Universidade de São Carlos), Bernardo Arantes do Nascimento Teixeira.

Apresentação de propostas

As propostas de cursos de mestrado profissional deverão ser apresentadas à Capes mediante preenchimento do formulário APCN-MP (Aplicativo para Cursos Novos - Mestrado Profissional), disponível no site da agência. O calendário para a submissão dos projetos, referente ao ano acadêmico 2009, já está encerrado. A abertura do próximo processo de avaliação está prevista para dezembro de 2009.

De acordo com Barone, as propostas poderão ser encaminhadas pelas instituições de Ensino - públicas ou privadas -, centros de pesquisas e empresas. Os cursos de mestrado profissional já existentes devem providenciar, ao longo do triênio, as mudanças e atualizações que se mostrem necessárias para adequação ao novo regulamento.

O presidente da Câmara de Educação Superior do CNE acredita que a repercussão da portaria será maior entre os centros de pesquisas e as instituições privadas de Ensino. "A IFES (Instituições Federais de Ensino Superior) levarão um pouco mais de tempo para atender a essa demanda, principalmente por causa da tradição do mestrado profissional", supõe Barone. "Os verdadeiros reflexos, no entanto, só serão colhidos em médio prazo, assim que os primeiros cursos forem avaliados e os primeiros mestres forem formados", acrescenta.


Exigências para mestrados profissionais




- apresentar estrutura curricular objetiva e enfatizar a articulação entre conhecimento atualizado, domínio da metodologia e aplicação orientada para o campo de atuação profissional;

- ter tempo de titulação de no mínimo um e no máximo dois anos;

- possibilitar a inclusão de atividades curriculares estruturadas das áreas das Ciências Sociais Aplicadas correlatas com o curso, tais como legislação, comunicação, administração e gestão, ciência política e ética;

- conciliar a proposta ao perfil dos candidatos e ao curso;

- ter corpo docente integrado por doutores, profissionais e técnicos com experiência em pesquisa aplicada ao desenvolvimento e à inovação;

- apresentar normas bem definidas de seleção dos docentes responsáveis pela orientação dos alunos;

- comprovar carga horária docente e condições de trabalho compatíveis com as necessidades do curso;

- prever a defesa apropriada na etapa de conclusão do curso;

- prever a exigência de apresentação de trabalho de conclusão de curso, tais como dissertação, revisão sistemática, artigo, patente, registros de propriedade intelectual, projetos técnicos, etc.

Clique aqui e confira a íntegra da Portaria Normativa Nº 7, de 22 de junho de 2009.

Apesar do potencial, EAD ainda não atrai deficientes

Para alunos, modalidade não elimina obstáculos do ensino convencional
Publicado em 13/07/2009 - 13:00
VEJAM MAIS EM : http://www.universia.com.br/ead/materia.jsp?materia=17846
Por Larissa Leiros Baroni

Embora o setor de EAD (educação a distância) tenha crescido 200% nos últimos quatro anos, conforme dados do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação a Distância, ele ainda não atende aos mais de 24,5 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de deficiência - o que representa cerca de 14% da população do País. Segundo o censo da Educação Superior de 2007, dos 300 mil alunos da graduação a distância, apenas 137 são portadores de necessidades especiais.

Os maiores beneficiados são os portadores de baixa visão, que representam 38,68% do montante total. Em seguida, aparecem os classificados como deficientes físicos, aqueles com algum tipo de paralisia física (29,19%), cegos (17,51%), deficientes auditivos - casos em que a surdez é parcial (7,29%), surdos (3,64%), deficientes mentais (2,18%), os alunos com múltipla deficiência (0,72%) e aqueles com transtornos globais de desenvolvimento (0,72%). A inserção dos chamados estudantes especiais é maior na região Sudeste do Brasil. Em seguida aparece a região Sul, Nordeste e Centro-Oeste. No Norte, de acordo com o censo 2007, não há nenhum aluno portador de deficiência em cursos superiores a distância.

Alunos portadores de necessidades especiais matriculados em graduações a distância
Brasil
Nordeste
Norte
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Total
137
19
0
56
51
11
Surdocegueira
0
0
0
0
0
0
Surdez
5
1
0
0
4
0
Deficiência Auditiva
10
0
0
3
6
1
Cegueira
24
1
0
12
6
5
Baixa Visão
53
1
0
22
30
0
Deficiência Física
40
15
0
16
5
4
Deficiência Múltipla
1
0
0
1
0
0
Deficiência Mental (Intelectual)
3
1
0
2
0
0
Altas Habilidades / Superdotação
0
0
0
0
0
0
Transtornos Globais de Desenvolvimento
1
0
0
0
0
1
Fonte: Censo de 2007 - Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do Ministério de Educação)Fonte: Censo de 2007 - Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira do Ministério de Educação)
"Os números ainda são inexpressivos se comparado ao potencial da modalidade", garante o presidente da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), Fredric Litto. Para a gestora da CVA-Ricesu (Comunidade Virtual de Aprendizagem - Rede de Instituições Católicas de Ensino Superior), Rose Mary Almas de Carvalho, a facilidade do acesso às aulas, a ausência de locomoção contínua e as novas tecnologias transformaram a EAD em alternativa para os deficientes brasileiros. "A educação a distância pode aproximar ainda mais esses alunos da formação", acredita ela.

No entanto, ainda são poucos os estudantes que recorrem à EAD. Nos cursos a distância da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e da UCG (Universidade Católica de Goiás), por exemplo, não há nenhum aluno portador de deficiência matriculado. De acordo com Sérgio Roberto Franco e Rose Mary, responsáveis pelos departamentos de EAD das respectivas instituições, a ausência desses alunos não está relacionada a normas institucionais.

Mesmo acreditando na força da modalidade para a inclusão dos alunos especiais na graduação, Franco - que também é presidente da Unirede (Universidade Virtual do Brasil - consórcio de 80 instituições públicas de Ensino Superior) - afirma faltar consciência à sociedade brasileira. "São poucos os estudantes que reconhecem a EAD como modalidade de primeira categoria. Principalmente porque, infelizmente, a grande expansão do setor nos últimos anos está associada a baixa qualidade", lamenta ele.

Assim como Franco, Masako Masuda, presidente do Cederj (Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro), que atende 26.093 universitários - apenas dez deles portadores de necessidades especiais - também acredita na relação entre baixa procura e falta de reconhecimento. Ela acrescenta, porém, a ausência de estratégias institucionais direcionadas a essa população como fator complementar. "Não há políticas que aproximem estudantes com deficiências da EAD. As instituições, em geral, não estão preparadas para dar atendimento integral a eles", afirma ela.

Masako reconhece deficiências no próprio Cederj. "A fundação está se preparando para atender a esses alunos. Oferecemos plataformas que fazem a tradução sonora direta dos materiais escritos. Além disso, oferecemos a Libras (Língua Brasileira de Sinais) nas aulas presenciais e profissionais de apoio para atender os estudantes com necessidades especiais", diz ela. Masako garante, no entanto, que ainda há muito a ser feito para efetivar a inclusão. "Atendemos da melhor forma possível quem nos procura, mas para que a iniciativa se torne estratégica é preciso avançar muito", admite ela.

As dificuldades são vivenciadas na prática pelo estudante de Pedagogia da Cederj, Silvan Lemos da Costa, 25 anos, que optou casualmente pelo curso a distância. "Como não fui aprovado no sistema presencial, segui esse caminho", conta. Segundo ele, não são poucas as barreiras enfrentadas, mas ele especula que talvez sejam as mesmas do ensino presencial. "Todos os conteúdos são adaptados em áudio, o que dificulta o aprendizado, pois tenho que guardar informações de seis matérias exclusivamente na cabeça", declara ele.

Costa sente falta de materiais em braile para dar suporte aos estudos. "O pólo, por exemplo, não têm impressora especial para braile. Também não há instrutores de informática para auxiliar na utilização dos softwares. Sem contar que o conversor de áudio tem voz aguda e difícil de entender", afirma o estudante. Apesar das dificuldades, o rapaz diz contar com o apoio tanto de tutores como dos colegas de classe.

Previsto em lei

Ainda que o MEC (Ministério da Educação) não mantenha campanhas de inserção de alunos especiais na modalidade a distância, a coordenadora geral de articulação das políticas de inclusão no sistema de ensino da SEESP (Secretaria de Educação Especial), Sinara Pollom Zardo, garante que uma série de medidas resguardam o acesso desses estudantes à modalidade. "A legislação brasileira trabalha nessa direção e obriga as instituições de ensino a dinamizar plataformas, flexibilizar a didática e respeitar as especificidades dos alunos para garantir educação efetiva a todos", declara ela.

Os direitos são assegurados desde 1999, quando foi criada a Portaria nº 1.679. Enquanto para inclusão de deficientes auditivos são necessários intérpretes e dos deficientes visuais, no mínimo, sala de apoio equipada com máquina de datilografia ou computador com impressora braile, no caso dos deficientes físicos é exigida acessibilidade aos pólos presenciais. A obrigatoriedade, segundo Franco, está relacionada ao reconhecimento dos centros de ensino espalhados pelo Brasil. "Rampas de acesso ou elevadores, banheiros adaptáveis e outros fatores que garantem o acesso de portadores de deficiências físicas fazem parte dos pré-requisitos para a autorização do funcionamento dos pólos", diz ele.

Para Litto as melhores universidades brasileiras estão adequadas aos fatores de inclusão social. "Mas ainda há instituições que aprendem a ter atitudes inclusivas", reconhece ele. A grande dificuldade, de acordo com Rose Mary, está na formação de professores e tutores, que não estão preparados para lidar com alunos portadores de necessidades especiais. "Esse problema não é exclusividade da EAD e também está presente no ensino tradicional", relata a gestora da CVA-Ricesu. "A mudança de cenário depende da formação dos novos professores e da especialização dos profissionais que já estão na academia", sugere ela.

O processo, segundo Sinara, é natural e gradativo, já que demanda transformações culturais tanto das instituições como dos professores. "Transformações que iniciaram com o aumento da procura de deficientes por ensino especializado, o que já é realidade na educação presencial e que naturalmente se transportará também para a EAD", aposta.

Na opinião do presidente da Abed, enquanto a legislação impulsiona a inclusão social no Ensino Superior tradicional, emperra a procura de portadores de necessidades especiais pela modalidade a distância. "A lei brasileira ainda é muito atrasada e exige aulas presenciais também na EAD", critica Litto. Para ele, a obrigatoriedade da locomoção diminui as possibilidades para deficientes.

Sinara não acredita, no entanto, que a obrigatoriedade de aulas presenciais tenha tanta influência no baixo índice de estudantes especiais na EAD. De acordo com ela, a falha está mais associada à questão de acessibilidade tanto da modalidade presencial como no modelo a distância. "Muitos alunos especiais deixam as aulas ao perceber que as instituições não estão preparadas para lhes dar o apoio necessário", revela ela. "Não são as aulas presenciais, mas as condições de acesso ao pólo (que contribuiriam para a evasão de alunos deficientes)", acrescenta.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

ESQUIZOFRENIA -



VEJAM MAIS SOBRE A PESQUISA DA FAPESP EM ESQUIZOFRENIA EM:
http://www.revistapesquisa.fapesp.br/index.php?art=3938&bd=1&pg=1&lg=

Ciência | Psiquiatria
Um quebra-cabeça em construção
Proteínas aprofundam noção da esquizofrenia como doença biológica
Maria Guimarães
Edição Impressa 163 - Setembro 2009
Pesquisa FAPESP -
© Reprodução

Who am I? (Detalhe) - Duane Michals, 1955
A esquizofrenia não é novidade para quem assiste à novela Caminho das Índias, exibida pela TV Globo entre janeiro e setembro de 2009. Tarso, representado por Bruno Gagliasso, ouve vozes, acredita que lhe implantaram um chip debaixo da pele para roubar seus pensamentos, imagina que vai se dissolver e se descontrola em crises violentas. Os sinais que apresenta formam um quadro completo típico dessa doença que atinge uma em cada 100 pessoas – estima-se que sejam cerca de 1,8 milhão no Brasil. O biólogo Daniel Martins-de-Souza, agora pesquisador de pós-doutorado no Instituto Max Planck para Psiquiatria, na Alemanha, identificou uma série de proteínas envolvidas nos mecanismos bioquímicos da esquizofrenia que vêm ajudando a entender os detalhes de como ela causa todos esses sintomas.

Durante o doutorado no Departamento de Bioquímica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Souza examinou as proteínas produzidas no cérebro de sete pessoas saudáveis e de nove com esquizofrenia. “Cada região cerebral expressa milhares de proteínas diferentes”, conta. “Nós conseguimos reduzir para poucas dezenas as relacionadas à doença.” São proteínas que aparecem em quantidade alterada nos cérebros dos pacientes e podem dar pistas importantes sobre como a esquizofrenia surge e se manifesta. O trabalho foi orientado pelo biólogo Emmanuel Dias Neto, do Laboratório de Neurociências do Instituto de Psiquiatria (IPq), parte do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), e teve apoio financeiro da FAPESP e da Associação Beneficente Alzira Denise Hertzog da Silva (Abadhs).

Em busca dos estragos que a esquizofrenia causa no cérebro, Souza selecionou regiões que já se sabia relacionadas à doen ça: o córtex pré-frontal, responsável por certos tipos de memória, diferenciação de pensamentos contraditórios, determinação dos conceitos de certo e errado, comportamento social e expressão da personalidade; a área de Wernicke, uma porção do córtex ligada à fala, à linguagem e à comunicação; e o lobo temporal, que participa de processos cognitivos e afetivos. Essa distribuição de zonas afetadas dá uma dimensão da complexidade da esquizofrenia, palavra que significa cisão da mente.

Vários grupos de pesquisa no mundo todo têm se concentrado em analisar alterações genéticas associadas à doença, mas Souza defende o foco nas proteínas, o produto desses genes alterados. “Elas são os jogadores reais que agem no organismo”, justifica, já que um gene mais ativo não necessariamente se traduz numa concentração maior da proteína cuja produção ele comanda. “Confirmamos achados prévios e acrescentamos proteínas que ainda não tinham sido consideradas.” Este ano, os resultados já renderam quatro artigos científicos. Ele agora se concentra em algumas dessas moléculas alteradas para ver como elas participam do desenvolvimento da doença.

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© Reprodução

Who am I? (Detalhe) - Duane Michals, 1955
Comparar as zo nas do cérebro alteradas na doença mental é tarefa complexa. “A maioria das proteínas aparece em quantidades distintas nas diferentes regiões cerebrais”, diz Souza. O que ele pretende não é caracterizar o funcionamento de cada parte do cérebro, mas ver o que há de comum entre elas e que pode servir como um marcador da doença, que diferencie pacientes de pessoas saudáveis. “É isso que pode nos ajudar a compreender a esquizofrenia”, aposta. Ele começou então a caça por proteínas – algo como procurar estrelas específicas num céu estrelado – no laboratório de proteômica da Unicamp, liderado por José Camillo Novello e Sérgio Marangoni.

Com resultados promissores em mãos, o pesquisador partiu para o Instituto Max Planck de Psiquiatria na Alemanha em busca de um método mais sensível, que permitisse detectar até mesmo concentrações muito pequenas de proteínas: a análise de proteoma por shotgun, ainda não usada no Brasil. Com esse método mais refinado, foi possível usar até mesmo proteínas muito pouco abundantes para distinguir amostras de cérebros saudáveis daqueles com esquizofrenia.

Exame detalhado - Metade das alterações detectadas pelo grupo do IPq diz respeito à produção de energia nas células. Uma série de proteínas envolvidas na degradação de glicose e na produção de adenosina trifosfato (ATP), a molécula que fornece energia para as células, aparece em quantidade menor nos cérebros dos esquizofrênicos. Já existiam pistas de que o metabolismo da glicose fica prejudicado nessa doença, mas não se sabia se isso seria uma causa dela ou uma consequência do tratamento. Para Souza, os achados favorecem a primeira opção. “As proteínas que identificamos comprovam que a degradação da glicose está alterada devido à ação de certas enzimas.” Mas a questão está longe de ser definida. Wagner Gattaz, diretor do IPq e orientador clínico do trabalho, explica que todos os pacientes tomavam medicamentos que afetam a atividade cerebral. “A possibilidade de esses medicamentos influenciarem parte de nossos resultados não pode ser descartada”, afirma.

Souza detectou altos teores de proteí nas que combatem o estresse oxidativo, indicando que, além de reduzir o aproveitamento da glicose, as alterações no metabolismo celular geram mais radicais livres, causando danos às células do cérebro. Ele explica que o próprio processo de gerar energia, dentro das usinas celulares que são as mitocôndrias, produz as moléculas oxidativas. Quando a concentração dessas moléculas – os radicais livres – chega a determinado nível, o estresse é tal que as mitocôndrias se rompem e os radicais livres se espalham pela célula.

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© Matheus Oliveira/UFPE

Cabeça em fatias: exames de imagem revelam o acúmulo de cálcio no cérebro típico da doença de Fahr, cujos sintomas podem ser confundidos com a esquizofrenia
O método detalhado permitiu enxergar também uma queda na quantidade de proteínas produzidas nos oligodendrócitos. São células importantes porque produzem a mielina, substância que reveste as projeções dos neurônios – as células nervosas responsáveis pela transmissão de informações. Sem mielina os nervos são como fios desencapados que deixam vazar a eletricidade pelo caminho. “Nossos achados sugerem uma alteração em dois marcadores ligados aos oligodendrócitos”, comenta Souza. Três dessas proteínas, a proteína básica de mielina, a transferrina e a glicoproteína da mielina do oligodendrócito, já tinham sido associadas a outra enfermidade sediada no cérebro: a esclerose múltipla. A descoberta sugere que, assim como a esclerose múltipla, alguns sintomas da esquizofrenia podem vir da degeneração do sistema nervoso.

A capacidade dos nervos de transmitirem informação também é afetada pelo cálcio. Souza detectou, por meio de alterações na produção de diversas proteínas, que as células do cérebro dos esquizofrênicos absorvem mais cálcio. Esse importante sinalizador de diversas funções celulares também regula a ação de enzimas que degradam a mielina, por isso um desequilíbrio em sua concentração pode significar perdas importantes nas funções nervosas. O cálcio controla ainda o funcionamento dos receptores de dopamina, um neurotransmissor cuja produção é excessiva na esquizofrenia. Os achados de Souza ajudam a determinar a cadeia que leva à atividade excessiva da dopamina, combatida por psiquiatras com medicamentos que bloqueiam os receptores ativados por ela.

As proteínas apontam ainda outros aspectos da esquizofrenia que merecem investigação mais detalhada, como as relações da doença com o sistema imunológico (estudos epidemiológicos mostram que pessoas cujas mães contraíram gripe durante a gestação têm um risco maior de desenvolver esquizofrenia) e com a estrutura das células. Um quarto das proteínas produzida em maior ou menor quantidade participa na formação do citoesqueleto, cuja modificação afeta a forma das células e também a capacidade dos neurônios transmitirem informações. As alterações têm até endereço certo: algumas das moléculas destacadas são exclusivas dos astrócitos, um dos tipos de célula nervosa que formam o arcabouço do cérebro e mantêm a estrutura onde se encaixam os neurônios. Embora o efeito na estrutura de algumas células seja flagrante na esquizofrenia e ajude a elucidar sua biologia, Souza não investirá nisso como marcador para diagnóstico. “Qualquer doença dá alterações no citoesqueleto”, afirma.

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De volta à Alemanha para o pós-doutorado, Souza agora procura quantidades alteradas dessas mesmas proteínas no sangue e no líquor, o fluido que envolve o cérebro e a medula espinhal. Só assim – já que tirar amostras do cérebro de uma pessoa viva está longe de ser um exame trivial – será possível desenvolver um teste diagnóstico que poderia completar o exame clínico em casos nos quais a doença ainda não se manifestou por completo.

Multidimensional - Mesmo com resultados promissores, a análise das proteínas deve ser vista com cautela. “Nenhum exame bioquímico sozinho pode detectar a esquizofrenia”, frisa o psiquiatra Helio Elkis, do Departamento de Psiquiatria da USP e coordenador do Programa de Esquizofrenia (Projesq) do IPq. Para ele, a única forma segura de diagnóstico é a avaliação clínica com critérios internacionais bem definidos, que incluem sintomas psicóticos, como delírios e alucinações; negativos, que envolvem diminuição da afetividade, dificuldade de tomar decisões e falta de interesse; de desorganização do pensamento que torna difícil entender o que o paciente diz; de ansiedade e depressão, e distúrbios cognitivos.

Para ele, a credibilidade do trabalho de Souza é reforçada pelo diagnóstico dos pacientes cujos cérebros foram examinados, que seguiu critérios internacionais e incluiu um longo acompanhamento clínico. Mas ele ressalta que muito tem que acontecer antes que uma medição de proteínas possa ajudar no diagnóstico de um quadro psiquiá trico. “Uma vez identificados os marcadores, serão precisos testes com uma grande população para comparar os resultados moleculares aos clínicos.”

Diante de uma enfermidade com tantas dimensões, quanto mais ferramentas melhor para se elucidar seu funcionamento biológico e, quem sabe, combatê-la. Essas ferramentas podem ter origens inesperadas, como outra doença que provoque efeitos semelhantes aos da esquizofrenia. “O estudo de outras doenças que têm sintomas psicóticos pode ajudar a entender a esquizofrenia”, defende o neuropsiquiatra João Ricardo Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ele estudou genes ligados à esquizofrenia há cerca de 10 anos, quando ainda cursava a graduação em medicina. Agora é especialista na doença de Fahr, na qual o acúmulo de cálcio em vários pontos do cérebro causa uma combinação variável de sintomas como parkinsonismo, tremores, dificuldades cognitivas, psicose e alterações de humor. “Quando começa com psicose, a doença de Fahr muitas vezes é tratada como esquizofrenia”, conta. Nesses casos a medicação não tem efeito e o engano só é descoberto quando a calcificação no cérebro aparece em tomografias.

Seu grupo agora estuda a genética e os padrões de calcificação da doença de Fahr e recentemente mostrou, com um par de gêmeos idênticos, o peso da genética na doença: o acúmulo de cálcio começou a surgir ao mesmo tempo e evoluiu de maneira muito semelhante, atingindo as mesmas regiões no cérebro dos dois irmãos, segundo artigo deste ano na Parkinsonism and Related Disorders. Para Oliveira, que tem amostras de cerca de 15 famílias, analisar como a composição genética e os padrões de deposição de cálcio dão origem a diferentes sintomas pode ajudar a entender a esquizofrenia e várias outras doenças.
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A tarefa exige abordagens múltiplas. Enquanto comemoram resultados palpáveis, os pesquisadores veem estender-se adiante o percurso que ainda resta seguir. Para confirmar o significado das alterações observadas pelo grupo do IPq, será preciso mostrar que elas são específicas para esquizofrenia e detectar se alguma delas decorre do tratamento, e não da doença. “A especificidade dos achados só pode ser elucidada se, numpróximo estudo, compararmos cérebros de esquizofrênicos e controles sadios com um terceiro grupo, os controles psiquiátricos (por exemplo, pacientes com transtorno bipolar)”, explica Gattaz. Emmanuel Dias Neto completa: “Por anos tentamos simplificar demais. Agora é hora de olhar a coisa com a sua complexidade real, examinando vias metabólicas, e não marcadores isolados – se estes existissem de fato, provavelmente já teriam sido identificados”.


> Artigos científicos

1. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Proteomic analysis of dorsolateral prefrontal cortex indicates the involvement of cytoskeleton, oligodendrocyte, energy metabolism and new potential markers in schizophrenia. Journal of Psychiatric Research. v. 43, n. 11, p. 978-986. jul. 2009.
2. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Proteome analysis of schizophrenia patients Wernicke’s area reveals na energy metabolism dysregulation. BMC Psychiatry. v. 9, n. 17. abr. 2009.
3. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Prefrontal cortex shotgun proteome analysis reveals altered calcium homeostasis and immune system imbalance in schizofrenia. European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience. v. 259, n. 3, p. 151-163. abr. 2009.
4. MARTINS-DE-SOUZA, D. et al. Alterations in oligodendrocyte proteins, calcium homeostasis and new potential markers in schizophrenia anterior temporal lobe are revealed by shotgun proteome analysis. Journal of Neural Transmission. v. 116, n. 3, p. 275-289. mar. 2009.

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

AUTISMO E MUSICOTERAPIA ( EM INGLES)



Melissa St. John, Board Certified Music therapist, plays music while Cade Thai 5, who Williams Syndrome and Autism pushes his "Ocean Drum" toward his dad Jeff Wiggins left of San Gabriel, at Pasadena Child Development Associates in Pasadena Thursday August 13, 2009. (SGVN/Staff Photo by Walt Mancini)

VEJAM MAIS SOBRE AUTISMO E MUSICOTERAPIA ( EM INGLES) EM : DO SITE abc da musicoterapia.blogspot.com : http://abcdamusicoterapia.blogspot.com/2009/08/pasadena-during-his-recent-one-hour.html

By Caroline An, Staff Writer
Posted: 08/16/2009 07:05:57 AM PDT


Melissa St. John, Board Certified Music therapist, plays music while Cade Thai 5, who Williams Syndrome and Autism pushes his "Ocean Drum" toward his dad Jeff Wiggins left of San Gabriel, at Pasadena Child Development Associates in Pasadena Thursday August 13, 2009. (SGVN/Staff Photo by Walt Mancini)PASADENA - During his recent one-hour music therapy session, 5-year-old Cade Thai strummed a guitar, ran his small fingers over piano keys, and tried to sing along to "Twinkle, Twinkle Little Star."

It's remarkable progress in the eyes of Cade's father, Jeff Wiggins, who said when his son first walked through the doors of a the Pasadena Child Development Associates two years ago, he was a shy and speechless child.

"He's able to now repeat certain words, recognize words and is more verbal," said Wiggins, whose son is autistic and also has Williams syndrome, a genetic condition that slows his development.

He attributes that progress to the organization's music therapy program, which uses music as an educational tool. Parents and children work in private sessions with on-site music therapists like Melissa St. John, who has worked with Cade since May 2008.

Since then, she's noticed he now "imitates the rhythm, smiles more and is more engaged."

"There is so much more interaction," St. John said.

But now the program is in jeopardy, a victim of state budget cuts, said Diane Anand, executive director of the Frank D. Lanterman Regional Center, which refers families to the Pasadena program.

The Department of Developmental Services, which funds the Pasadena Child Development Associates, received a $334-million cut in its funding, and the ripple is being felt across many programs that serve disabled children, officials said.

AbilityFirst, a local nonprofit that sends disabled children to its annual summer camp in the San Bernardino Mountains, recently announced it has suspended the camp for next year because of funding cuts by the state, said spokeswoman Carolyn Aguayo.

The Pasadena Child Development Associates gets about $13,000 a month from the state to provide the music therapy program to about 60 children and their parents, Executive Director Diane Cullinane said, adding that the cuts will force the organization to seek out private donations and grants to keep the program going.

The program needs at least $20,000, which would provide weekly music therapy sessions for 40 children for six months, she said. Even so, parents would still need to pay a small fee of $30 for what formerly had been a free program.

"It is so discouraging," Cullinane said. "I think it is so sad, because we see the children and their families benefit from the music therapy."
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PHOTO GALLERY


Pasadena Child Development Associates

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Families in the program are being notified of the changes. Cullinane said her staff is working to raise private funding so that the program can be offered in October. A fund-raiser is scheduled for November.

"We have nothing now, but if we get $3,000, we'll start the program and keep it going," Cullinane said.

Wiggens said he'll pay for the program out of his own pocket, because it has benefitted his son so noticeably. But he likely will cut down Cade's sessions to once a week, he said.

Cade loves music, Wiggins said, a characteristic common among people with Williams syndrome. When Cade gets cranky at home or at bedtime, jazz and classical music and lullabies help soothe him, he said. The family also has purchased several instruments Cade plays at home to duplicate his music sessions at the Pasadena Child Development Associates.

"We want to have the least disruptive impact on Cade," said Wiggins. "Luckily, we can pay for (the services), and coming here is the most convenient for us."

caroline.an@sgvn.com

(626) 578-6300, Ext. 4494

População brasileira supera 190 milhões de habitantes



A população brasileira chegou a 191,5 milhões de pessoas em julho deste ano, das quais 18% – aproximadamente um entre cinco – vivem nos dez municípios mais populosos. O total superou o de 2008 em 1,9 milhão. Os dados estão publicados no Diário Oficial da União e foram divulgados na manhã de hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo as estimativas populacionais para os municípios em 2009, São Paulo continua sendo a cidade mais populosa do Brasil, com 11, 04 milhões de habitantes, seguida pelo Rio de Janeiro, com 6,19 milhões, Salvador, com 3 milhões, Brasília, com 2,61 milhões, e Fortaleza, com 2,51 milhões.

Na lista dos dez municípios mais populosos, há apenas uma novidade, em relação a 2008: a capital paraense, Belém, com 1,44 milhões de habitantes, ocupou a décima posição, deixada por Porto Alegre.

A relação das dez cidades mais populosas excluindo as capitais permanece inalterada, com Guarulhos, na Grande São Paulo, no topo da lista, com 1,3 milhão de habitantes, seguida por Campinas (SP), com 1,06 milhão, São Gonçalo (RJ), com 991 mil, Duque de Caxias, com 872 mil, e Nova Iguaçu, com 865 mil.

Já entre as cidades com menor número de habitantes, destaca-se a paulista Borá, que, com 837 habitantes, continua sendo o município menos populoso do país. Outros destaques entre as menores cidades estão a mineira Serra da Saudade, com 890 pessoas, a goiana Anhanguera, com 1.018, a mato-grossense Araguainha, com 1.115, e a paulista Nova Castilho, com 1.112.”

(Agência Brasil)

O dinheiro do esporte III - Paraolímpicos





Vejam no excelente blog do Jose Cruz, a distribuição de dinheiro para o Comitê Paraolimpico Brasileiro, em : http://blogdocruz.blog.uol.com.br/arch2009-08-23_2009-08-29.html

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://e.i.uol.com.br/outros/nuzman2.jpg&imgrefurl=http://esporte.uol.com.br/ultimas/2009/03/05/ult58u1423.jhtm&usg=__6Wd6zf5Gt1ra2S_BWOCbr6IOdB8=&h=146&w=208&sz=8&hl=pt-BR&start=16&um=1&tbnid=hQe7KQeOp5OfMM:&tbnh=74&tbnw=105&prev=/images%3Fq%3DDINHEIRO%2BDO%2BESPORTE%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26um%3D1


O dinheiro do esporte III - Paraolímpicos

O Comitê Paraolímpico Brasileiro é duplamente atendido pelas loterias da Caixa Econômica: é patrocinado pelo banco, desde 2004, e recebe valores da Lei das Loterias.



Patrocínio
2004 R$ 1.000,00

2005 R$ 3.418.800,00

2006 R$ 3.800.000,00

2007 R$ 4.886.000,00

2008 R$ 6.394.800,00

2009 R$ 6.800.000,00 (até julho)



Lei das Loterias (n.10.264/2001)
2001 R$ 3.161.460,31

2002 R$ 8.619.582,90

2003 R$10.159.765,61

2004 R$12.083.145,61

2005 R$12.511.266,77

2006 R$12.144.098,69

2007 R$14.632.747,26

2008 R$16.839.116,35

2009 R$11.376.176,19 (até julho)



Curso

Para evitar ser surpreendido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por possíveis irregularidades no uso de verbas públicas, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) promove, de hoje até terça-feira, um curso sobre prestação de contas, convênios e licitações.

O evento, em Brasília, ministrado por especialistas em contas públicas, inclusive do TCU, conta com a presença de 37 representantes de todas as associações e confederações ligadas ao movimento paraolímpico, e que são beneficiadas com recursos públicos.


O dinheiro do esporte II
Pergunta do leitor Jarbas Pereira pergunta:

“O Ministério do Esporte poderia coordenar as ações para que o dinheiro total (orçamento, loterias, etc) seja aplicado com mais eficiência ou isso é inconstitucional?”

A resposta será detalhada, para facilitar o entendimento.

O dinheiro do esporte tem as seguintes origens:

1. Orçamento governamental (via Ministério do Esporte)

2. Estatais: BB, Caixa, Infraero, Correios, Petrobras e Eletrobrás;

3. Lei 10.264/2001

a) 2% das arrecadações das loterias vão para o COB e CPB

4. Lei de Incentivo ao Esporte (n. 11.438/2006)

a) cerca de R$ 300 milhões anuais, via isenção fiscal;

5. Timemania (Lei n. 11.345006)

a) 20% para abatimento da dívida fiscal dos clubes de futebol

b) 3% para o Ministério do Esporte distribuir:

1) 1/3 para clubes sociais

2) 2/3 para secretarias de Esporte dos estados e DF;

c) 2% para o COB e CPB.

Gestão

Apesar das várias fontes de recursos, o Ministério do Esporte não é o gestor, de forma integrada, a fim de evitar o duplo acesso ao dinheiro pela mesma entidade esportiva.

Isso ocorre porque o Ministério tornou-se um ente político, quando deveria ser, prioritariamente, técnico.

Diálogo

Além disso, não há diálogo com os demais ministérios, como os da Educação e da Saúde, para que fosse elaborado uma proposta de governo para o setor.

Assim, temos uma temos é uma política de partido.

Observem, também, o Conselho Nacional de Esporte. Não há, nele, representantes das estatais. E são justamente elas que mais colocam dinheiro no setor.

Enquanto isso...

É por esses motivos que os clubes se uniram e decidiram brigar para entrar no rateio das loterias (dinheiro que vai para o COB e CPB);

Em decorrência dessa desordem institucional, o dinheiro não chega na base, para garantir renovação, com equipes competitivas;

Assim, por falta de diálogo e decisões governamentais que não se definiu, nem no governo FHC nem no atual (quase 16 anos ou quatro ciclos olímpicos), como oferecer a elementar prática da educação física às crianças em idade escolar.

Fica claro, pois, que esporte não é prioridade de governo, apesar do discurso oficial.

O dinheiro do esporte

Para que não ficar apenas nas citações, vamos aos números.

Além do orçamento do Ministério do Esporte, da Lei de Incentivo e dos repasses as loterias federais para os comitês Olímpico e Paraolímpico, há as parcerias das estatais, que patrocinam 16 modalidades.

Na medida em que recebermos as informações solicitadas, vamos colocando os valores no blog.

Caixa Econômica Federal
Em 2009, a Caixa investirá R$ 47 milhões em projetos esportivos, incluídos os do Comitê Paraolímpico Brasileiro e Circuito de Corridas de Rua (valores não revelados).

Investimentos na Confederação de Atletismo (em R$)
2009 13.500.000,00



Correios
Apoia a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos desde 1991. Diante dos resultados de visibilidade da imagem, a empresa adotou mais duas modalidades em 2008, o futsal e o tênis.

Os valores das parcerias para este ano são os seguintes:
Confederação de Desportos Aquáticos R$ 10.000.000,00

Confederação de Futebol de Salão R$ 8.000.000,00

Confederação de Tênis R$ 3.840.000,00



Infraero
Patrocina o esporte desde 2007.

Investimentos em 2009

Confederação Brasileira de Judô R$ 1.500.000,00

Projeto “Avança judô” R$ 250.000,00



Banco do Brasil

Começou a apoiar o esporte em 1987, com a Seleção Brasileira de Basquete. Em 1991 migrou para o vôlei.

O BB têm por política não divulgar os valores individuais de seus investimentos.

Para 2009 anuncia que aplicará o total de R$ 60 milhões nas seleções e vôlei, circuito de vôlei de praia, futsal e iatismo.

Nessa última modalidade, o BB decidiu patrocinar, desde 2005, a dupla Robert Scheidt e Bruno Prada, oito vezes campeões mundiais de vela, classe laser..

Além disso, mantém o projeto “Embaixadores do Esporte”, que trabalha com ex-campeões do vôlei – Maurício, Carlão, Marcelo Negrão e Paulão –, divulgando a modalidade. Recentemente, o ex-tenista Gustavo Kuerten entrou no seleto grupo dos embaixadores.
Novos números

Em próximas edições informarei sobre os valores aplicados pela Petrobras e Eletrobrás, as duas últimas estatais que ainda não repassaram os valores oficiais.

Da mesma forma, comentarei sobre a execução financeira do Ministério do Esporte, Bolsa Atleta, Lei de Incentivo ao Esporte e repasses de verba pública, via loterias federais, para a Confederação Brasileira de Clubes e comitês Olímpico e Paraolímpico.


Impasse olímpico
A Caixa Econômica Federal é contrária ao aumento dos repasses das loterias para os esportes olímpicos e paraolímpicos, segundo o vice-presidente de Loterias, Moreira Franco (ex-governador do Rio de Janeiro), em entrevista ao blog.

A medida implicaria na redução dos prêmios das loterias administradas pela Caixa.

Com isso, segue o impasse entre o Confao (Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos) e os comitês Olímpico e Paraolímpico.

Os dirigentes do Confao querem entrar no rateio da Lei 10.264/2001, que repassa 2% das loterias para os olímpicos e paraolípicos. Pedem 30% do dinheiro disponível anualmente.

De 2008 até julho deste ano, o COB recebeu R$ 168,2 milhões, e o Comitê Paraolímpico, R$ 28,1 milhões.

O dinheiro, porém, limita-se às confederações, não chegando à base, à iniciação, o que provocou a indignação dos presidentes dos clubes formadores. Há outras alternativas em jogo, motivos dos próximos comentários.

Entrevista
José Cruz – O Senhor já sabe sobre o interesse do Comitê Olímpico Brasileiro e dos clubes sociais de aumentarem de 2% para 2,5% o repasses das loterias federais (Lei n.10.264/2001) para os esportes olímpicos e paraolímpicos?

Moreira Franco – Sim, tomei conhecimento por meio do Projeto de Lei 359/2005, que trata da matéria. (1)

José Cruz – A Caixa já está conversando sobre o assunto, com vistas a alterar a Lei n. 10.264/2001 (Lei Agnelo Piva)?

Moreira Franco – A Caixa já se manifestou contrária ao referido Projeto de Lei, pois, como a Lei Agnelo Piva (n. 10.264/2001) define que a parcela dos recursos destinados ao COB e CBP deve ser deduzida da premiação, o aumento em questão significaria reduzir o valor dos prêmios distribuídos pelas Loterias Federais em 0,5%.

José Cruz – Seria uma medida inoportuna?
Moreira Franco – Trata-se de medida extremamente prejudicial para as loterias, para os seus beneficiários legais e, em última instância, para a sociedade, pois com a diminuição da atratividade dos prêmios, poderá haver também redução na arrecadação e no volume de recursos repassados a esses beneficiários (Esporte, Cultura, Seguridade Social, Educação, Segurança Pública e Saúde).

José Cruz – Mas além do projeto no Senado, há outro, na Câmara dos Deputados, com o mesmo objetivo, aumento dos repasses de 2% para 2,5%. Qual a sua avaliação?

Moreira Franco – Tenho a convicção que o melhor caminho para o incremento do volume de recursos gerados pelas loterias federais para o esporte, como também para os demais beneficiários legais, é aumentar o percentual da arrecadação que é destinada aos prêmios, haja vista o ciclo virtuoso que se aplica aos jogos lotéricos no mundo todo. O Brasil ocupa apenas a 43ª posição no ranking de vendas (de loterias) per capita por ano, o que comprova que ainda temos muito o que crescer.

A tese de Moreira Franco é resumida na seguinte equação:
Maior percentual destinado a prêmios = produto mais atrativo = aumento da arrecadação = aumento dos repasses aos beneficiários legais
José Cruz – Está nos planos da Caixa a criação de uma loteria específica, para fortalecer a preparação dos atletas, caso o Rio de Janeiro ganhe a sede olímpica de 2016?

Moreira Franco – Esta ação não está nos planos da Caixa por se tratar de medida que depende de autorização legislativa específica, a qual deve ser conduzida pelo Ministério do Esporte, caso seja do seu interesse.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

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BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS - ARTIGO SOBRE Análise espirométrica em atletas de basquetebol em cadeira de rodas



VEJAM MAIS SOBRE BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS - ARTIGO SOBRE Análise espirométrica em atletas de basquetebol em cadeira de rodas EM :

http://www.efdeportes.com/efd108/analise-espirometrica-em-atletas-de-basquetebol-em-cadeira-de-rodas.htm


EXCELENTE ARTIGO PUBLICADO NA REVISTA ELETRONICA EF DEPORTES.

1 / 1

Introdução

A deficiência física refere-se ao comprometimento do aparelho locomotor que compreende o sistema ósteo-articular, o sistema muscular e o sistema nervoso. As doenças ou lesões afetam quaisquer desses sistemas, isoladamente ou em conjunto e podem produzir quadros de limitações físicas de grau e gravidade variáveis (FRONTERA, W.R.; DASON, D.M. e SLOVIK D.M., 2001).

A preocupação com a qualidade de vida das pessoas em condição de deficiência tem aumentado muito nos últimos anos. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE (2000) existe um número maior de portadores de deficiência física que o esperado, cerca de 14,5% da população brasileira.

Essa pesquisa mostra ainda o bom resultado, índices e medalhas conquistadas nas Paraolimpíadas pelo Brasil. Em cada edição das Paraolimpíadas novos testes e formas de adaptações destes são realizados, aumentando e motivando cada vez mais o esporte adaptado.

Com isso, vem acontecendo um aumento do número de estudos sobre pessoas em condição de deficiência e, sendo assim é facilitado o trabalho de especialistas em Atividade Física Adaptada no momento de efetuar avaliação e elaborar programas, com isso o processo de treinamento destes sujeitos passa por evolução, uma vez que novos conhecimentos são constantemente divulgados.

O objetivo deste estudo foi analisar a função respiratória em portadores de deficiência física praticantes do basquetebol em cadeira de rodas.

Os primeiros estudos espirométricos foram realizados por Lavoisier em 1790. O termo espirometria vem do latim (spiro = respirar e metrum = medida), e consiste em medir a entrada e saída de ar nos pulmões. O termo foi derivado da escola germânica e introduzido por KNIPPING (1929). Mas foi somente a partir de 1950 que a instrumentação alcançou níveis científicos mais elevados, possibilitando uma maior aplicação da técnica.

Segundo Barros Neto (2001), o teste espirométrico é um exame de grande aplicação, tanto para atletas como também para praticantes de atividade física não competitiva.

Este teste possibilita determinar variáveis respiratórias, metabólicas e cardiovasculares pela medida das trocas gasosas pulmonares durante o exercício e a expressão dos índices de avaliação funcional.

Para o mesmo autor (BARROS NETO, 2001), esse teste espirométrico traz na realidade, informações a respeito da integridade de todos os sistemas envolvidos com o transporte de gases, não envolvendo assim, somente os ajustes cardiovasculares e respiratórios.

Consiste em um exame não invasivo que mede trocas gasosas pulmonares, que registra o eletrocardiograma durante o exercício e serve para a analisar tanto a capacidade funcional como o desempenho físico.

É útil no diagnóstico diferencial entre falta de ar pulmonar e cardíaca e estabelece com precisão a intensidade de treinamento que deve ser prescrita a cardiopatas ou indivíduos sadios. Tal determinação é parcialmente útil na elaboração para treinamento de atletas e, doravante, para-atletas.

Volta Redonda realiza entre os dias 18 e 21 de setembro a Olimpede, o maior evento do país em participação voltado para portadores de deficiência.



vejam mais sobre a OLIMPEDE de VOLTA REDONDA em : http://www.portalvr.com/olimped/mod/home/

HISTORICO DA OLIMPEDE:

O município de Volta Redonda possui hoje diversas Entidades e Escolas Especializadas que desenvolvem sistematicamente através da Prefeitura Municipal de Volta Redonda, o atendimento as pessoas com deficiencias, garantindo a integração social, o desenvolvimento das possibilidades físicas, além de elevar a auto-estima da clientela assistida.

A OLIMPEDE (Olimpíada da Pessoa Deficiente) realizada no Município desde 1987, inicialmente a cada 02 (dois) anos, é hoje um evento constante do Calendário anual da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL), onde a cada ano vem ampliando de forma significativa o número de participantes, reunimos neste ano de 2008, 100 entidades representativas de 34 municípios do Estado do Rio de Janeiro , 01 município do estado do Espírito Santo, 04 município do estado de Minas Gerais e 01 município do estado de São Paulo, buscando mais uma vez o crescimento deste importante evento oferecido aos portadores de necessidades especiais.

Este evento tem se constituído num importante momento do esporte adaptado em nosso Município, e traduz com brilhantismo todo esforço das escolas, entidades, profissionais e atletas em mostrar toda a sua garra, habilidades, capacidade de vencer obstáculos, além da troca de experiência saudável onde a superação dos atletas é capaz de derrubar preconceitos que ainda existem e deixa evidente que todos somos capazes, quando se tem coragem e otimismo.

As entidades participantes se preparam ao longo de todo o primeiro semestre para treinamento das provas da OLIMPEDE, colocando no calendário como prioridade a participação neste evento. A movimentação nas escolas, entidades e associações possibilitam que novos sonhos se realizam, como a disseminação deste evento.

Dessa forma houve um aumento do número de dias de competição, do numero de provas disputadas e tornou-se necessário a melhoria da estrutura de atendimento como hospedagem, transporte, alimentação, show de abertura e uma equipe de 250 (duzentos e cinqüenta) profissionais de varias áreas disponíveis para atender ao evento que acontecia, sempre, em três dias do mês de setembro e neste ano de 2008 em quatro dias.

Na abertura de 2008,contamos em nossa abertura, com a presença de nosso Atleta Olímpico o Sr Thiago Pereira e com o ex-jogador de Futebol Arthur Coimbra o "Zico" e da presença durante o evento do nosso grande amigo o Sr Lars Grael.

Em face ao exposto, visamos estimular e oportunizar a todos os participantes, maior integração e possibilidade de troca de experiência saudável, pois temos a certeza que através deste evento estaremos derrubando preconceitos que ainda existem.


PROGRAMA OLIMPEDE 2009

OLIMPEDE 2009
DIA 18/09/09 (SEXTA FEIRA)
08:30 horas
Natação DV, DF, DA e DM Masculino e Feminino (Parque Aquático Municipal)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Concentração das Delegações para a Abertura (Ginásio Ilha São João)
15:00 horas
Abertura (Ginásio Ilha São João)
Desfile das Delegações
Hino Nacional
Entrada da Tocha Olímpica
Juramento do Atleta
Abertura Oficial
DIA 19/09/09(SÁBADO)
08:00 horas
Atletismo DM Provas de Pista (Área em frente ao Mini Estádio)
Caminhada de 25 Metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 50 metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 100 metros (Masculino e Feminino)
Revezamento 4 x 100 metros (Masculino e Feminino)
Tênis de Mesa DF (Pavilhão)
Xadrez DA (Pavilhão)
Jogos de Salão DV Dominó (Pavilhão)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Atletismo DM Provas de Campo (Área em frente ao Mini estádio)
Salto em distância com e sem corrida (Masculino e Feminino)
Arremesso de Peso (Masculino e Feminino)
Lançamento de Pelota (Masculino e Feminino)
Futsal DA (Ginásio São Geraldo Cat. A2 e Ginásio Sto Agostinho Cat. B) Masc. e Fem
Jogos de Salão DF Dama, Xadrez e Dominó (Pavilhão)
Cabo de Guerra DV (Quadra de Areia)
Cabo de Guerra DA (Quadra de Areia)
DIA 20/09/09 (DOMINGO)
08:00 horas
Atletismo DV Provas de Campo e Pista (Área em frente ao Mini estádio)
Caminhada de 25 Metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 50 metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 100 metros (Masculino e Feminino)
Salto em distância (Masculino e Feminino)
Arremesso de Peso (Masculino e Feminino)
Lançamento de Pelota (Masculino e Feminino)
Atletismo DF Prova de Pista (Área em frente ao Mini estádio)
Corrida de 25 Metros em Cadeira de Rodas (Masculino e Feminino)
Provas de Habilidades DM (Pavilhão)
Tênis de Mesa DM (Pavilhão)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Futsal DM (Ginásio São Geraldo (Chave A) e Ginásio Sto Agostinho (Chave B)
Atletismo DA Provas de Campo e Pista (Área em frente ao Mini estádio)
Corrida de 50 metros (Masculino e Feminino)
Corrida de 100 metros (Masculino e Feminino)
Revezamento 4X100 metros (Masculino e Feminino)
Salto em distância (Masculino e Feminino)
Arremesso de Peso (Masculino e Feminino)
Lançamento de Pelota (Masculino e Feminino)
Arremesso a cesta DF (Pavilhão)
Futsal DV (Quadras Smel)
Cabo de Guerra DM (Quadra de Areia)
DIA 21/09/09 (SEGUNDA-FEIRA)
08:00 horas
Voleibol Especial DM (Quadras Externas SMEL)
Futebol Society DM (Mini estádio)
Provas de Habilidades DA (Pavilhão)
Boliche DF (Pavilhão)
Jogos de Salão DV Xadrez (Pavilhão)
12:00 horas
Almoço (Ilha São João)
14:00 horas
Se necessário, continuação do Futebol Society DM
Eventos Esportivos da OLIMPEDE 2009
2° Campeonato Brasileiro de Judô para Surdos
Local: Ginásio Ilha São João
Dias 18, 19 e 20 de Setembro.
1ª Etapa Campeonato Estadual de Basquetebol em Cadeira de Rodas
Local: Ginásio Retiro
Dias 18, 19 e 20 de Setembro.
1° Torneio OLIMPEDE de Futebol para Paralisados Cerebrais
Local: Mini Estádio Ilha São João
Dias 18, 19 e 20 de Setembro.


Eventos OLIMPEDE

Informamos que a OLIMPEDE 2009 estará promovendo nos dias deste evento a 1ª etapa do Campeonato Estadual de Basquetebol em Cadeira de Rodas, o 2o Brasileiro de Judô de Surdos com a participação dos estados de SP, RJ, MG, GO, DF, MA e PE e confirmando as equipes de RS, Argentina e Venezuela, o 1° Torneio OLIMPEDE de Futebol para Paralisados Cerebrais com o apoio do IBDD(Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência) com presença de quatro equipes, três do estado do Rio de Janeiro e uma de São Paulo.
Prestigie também estes eventos.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clodoaldo Silva recebe homenagem e convida Cafu para lançar projeto em Natal


O recordista brasileiro em paraolimpíadas, o potiguar Clodoaldo Silva, recebeu título de “Empreendedor Sócio-Cultural" do Centro de Integração Cultural e Empresarial de São Paulo (CICESP), nesta terça-feira (1), no Teatro Coletivo, localizado à avenida Consolação,capital paulista. Ele foi o centro das atenções ao receber a comenda Soberana Ordem do Mérito das Artes da Cultura, noite que teve entre os condecorados a Fundação Cafu, representado por Cafu, capitão do Brasil no Pentacampeonato 2002, o repórter esportivo Luciano Faccioli, da Rede Record, e da apresentadora Mara Bastos.

O mérito ao atleta natalense foi entregue pelo comendador Regino Barros. “Fico muito feliz pela homenagem da CICESP, que valoriza o esporte paraolímpico, num evento tão seleto. Que ações como este permaneçam”, disse.

Após receber o convite para integrar equipe do secretário da Juventude, do Esporte e do Lazer de Natal, Tertuliano Pinheiro, Clodoaldo Silva irá tomar posse como Coordenador de Assistência ao Paratletas. Sobre o assunto, o Tubarão fez um convite ao capitão do Penta pelo Brasil, Cafu, para lançar em Natal o projeto de futebol para cegos, iniciando um novo esporte no município direcionado para o paradesporto.

”Já fiz boas parcerias com Cafu. Ele me garantiu que faz questão de vir a Natal para o evento. Estamos formatando outros projetos que Cafu, através da Fundação Cafu, estará conosco nesse início de trabalho na Sejel”, finaliza Clodoaldo, acrescentando que visitou empresas de marketing esportivo em São Paulo para captar eventos paradesportos para cidade.

Antes do término das homenagens, os presentes assistiram a pré-estréia do Espetáculo “Lisbela e o Prisioneiro”, da Cia. Loucos do Tarô, exclusiva apenas para Membros do CICESP, Apoiadores do Espetáculo, convidados, imprensa como a Revista Caras.