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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Universidade treina professor para identificar esquizofrenia

vejam mais em : http://www.educacaofisica.com.br/noticia_mostrar.asp?id=6712

Fonte: Folha OnlinePublicidade

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) criou um programa em que médicos e outros profissionais da saúde vão até as escolas ensinar os professores a identificar alunos com suspeita de doenças psiquiátricas graves, como a esquizofrenia. O foco são estudantes entre 11 e 18 anos de 40 escolas públicas de São Paulo.

Depois de identificados, os alunos seguem para o Proesq (projeto de esquizofrenia da Unifesp) para confirmar o diagnóstico -que envolve entrevistas com os jovens e seus familiares e exames de neuroimagem. No momento, 300 estudantes da zona sul de São Paulo passam por avaliações.

O programa foi inspirado em outras iniciativas de sucesso em países como EUA, Inglaterra e Alemanha. "A meta é a detecção precoce. Os professores podem ajudar muito na identificação de sinais sugestivos [da doença]. Às vezes, os adolescentes passam mais tempo com eles do que com seus pais", diz o psiquiatra Rodrigo Bressan, professor da Unifesp e coordenador do Proesq.

Entre os sinais investigados nos alunos estão queda no rendimento escolar, relatos de perseguição ou de ouvir vozes, agressividade e quadros depressivos e de isolamento.
Em geral, a esquizofrenia começa na adolescência ou no início da vida adulta -90% dos casos são diagnosticados entre 15 e 25 anos. Estima-se que 1,8 milhão de brasileiros (1% da população) tenham a doença.

A esquizofrenia preocupa os médicos por várias razões, entre elas, a dificuldade do diagnóstico precoce, o estigma e a não adesão à terapia.

Uma recente revisão de estudos feita pelo Instituto de Psiquiatria da USP mostrou que metade dos portadores de esquizofrenia não adere ao tratamento, o que aumenta em 88% as chances de recaída (surtos).

"Cada surto significa perda de neurônios e declínio mais rápido do paciente. Quanto mais surtos, maior o comprometimento das funções psíquicas e dos danos cerebrais", diz o psiquiatra Hélio Elkis, coordenador do projeto de esquizofrenia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de SP.

Resistência aos remédios

As recaídas também são causadas por refratariedade, quando o doente desenvolve resistência aos antipsicóticos convencionais -drogas que agem nos receptores neuronais de duas substâncias produzidas no cérebro, a dopamina e a serotonina. De 30% a 40% das pessoas com esquizofrenia podem apresentar o problema.

Nesses casos, é preciso associar à terapia outras drogas antipsicóticas. Mas também há entraves. Uma pesquisa da Unifesp mostrou que 80% dos pacientes refratários às drogas convencionais, tratados em um Centro de Atenção Psicossocial de São Paulo, não eram reconhecidos como tal e muito menos tratados adequadamente.

Segundo Bressan, os médicos tinham medo em medicá-los com a clozapina (antipsicótico usado em casos refratários e fornecido gratuitamente pelo governo do Estado). "O remédio tem como efeito colateral a granulocitose [queda dos glóbulos brancos do sangue]. Mas o risco é mínimo quando os doentes são acompanhados de forma adequada. Também falta treinamento para os profissionais da saúde."

por CLÁUDIA COLLUCCI

Governo pagará faculdade de professores de escolas públicas que não tem formação

VEJAM MAIS EM : http://www.educacaofisica.com.br/noticia_mostrar.asp?id=6682

Fonte: JC OnlinePublicidade

Professores de escolas públicas que não possuem curso superior poderão fazer faculdade custeada pelo governo federal. Quem tem licenciatura, mas ensina em área diferente da formação também terá a chance de ingressar na universidade.

O mesmo vale para docentes graduados, mas em cursos que não têm ligação com educação, como é o caso, por exemplo, de engenheiro que ensina matemática. No Brasil, serão 330 mil vagas em 90 instituições de educação superior, até 2011. Para Pernambuco, haverá 27.432 vagas nas quatro universidades públicas: UFPE, UFRPE, UPE e Univasf, mais o Instituto Federal de Pernambuco (Ifes-PE), antigo Cefet-PE. Os cursos começam no próximo semestre. A novidade faz parte do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, que será lançado hoje, em Brasília, pelo presidente Lula, no Centro de Convenções Brasil 21. O governador Eduardo Campos representará os chefes dos Executivos estaduais.

Segundo o Ministério da Educação, existem no Brasil cerca de 600 mil docentes lecionando na educação básica sem graduação ou com licenciatura, mas ensinando disciplina diferente da que estudaram. A partir desta realidade o MEC definiu o número de vagas no programa. Dos 26 Estados brasileiros, cinco não aderiram ao plano (RS, MG, SP, AC, RO), além do Distrito Federal. Para candidatar-se às vagas é preciso ser vinculado à rede pública (federal, estadual ou municipal) e estar ensinando. Os cursos são para quem ensina na educação infantil, ensinos fundamental e médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação especial.

Pernambuco tem 93,20% dos docentes das séries finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano) com formação superior. O maior índice de profissionais sem faculdade é na área de belas artes, artes plásticas e educação artística (15,07%), seguida de física (9,84%) e educação física (8,51). História detém o percentual mais alto de nível superior, 95,18%. No ensino médio, 94,69% dos professores têm diploma universitário. Física e química são as disciplinas que mais carecem de formação – 10,67% e 10,47%. História tem o maior percentual de graduados, 96,25%.

“Vamos investir R$ 1 bilhão por ano em formação de professores, dinheiro já no orçamento. As vagas do plano de formação são para os próximos quatro semestres e exclusivas para docentes em exercício da profissão. Mapeamos com os secretários estaduais de Educação, Undime e as universidades, as vagas que serão oferecidas”, destaca o ministro da Educação, Fernando Haddad. O secretário de Educação de Pernambuco, Danilo Cabral, elogiou a iniciativa. “O plano se soma aos investimentos que o Estado tem feito na formação do professor. Nos últimos dois anos realizamos cerca de 50 mil capacitações e custeamos, desde o ano passado, pós-graduação para quase 3 mil docentes”, observa.

Também há oferta de cursos a distância, facilitando a vida dos professores de municípios distantes da capital. Para o segundo semestre deste ano serão cerca de 4 mil vagas no Estado. A UPE é a instituição com mais vagas (11.034), até 2011. Nos cursos presenciais, professores poderão estudar no Recife, em Nazaré da Mata, Garanhuns e Petrolina. A distância, haverá polos em Floresta, Salgueiro e Ouricuri. A Rural tem 9.338 vagas, a maioria para ensino a distância. Em seguida vêm Univasf (4.170), UFPE (1.990) e Ifes-PE (900). “As graduações presenciais serão para professores que já têm licenciatura e farão a segunda formação. Cada curso terá um ano ou ano e meio de duração”, explica a pró-reitora acadêmica da UFPE, Ana Cabral.

Cada universidade vai definir como preencher as vagas. Caso a procura seja maior que a demanda, poderá haver sorteio eletrônico. Amanhã, no site do MEC (www.mec.gov.br) estarão disponíveis vagas e cursos por universidade. As inscrições serão feitas pelas secretarias estaduais e municipais de Educação. O MEC fará cadastro online, que começa no próximo mês.

por Margarida Azevedo

sábado, 4 de julho de 2009

Como deixar sua universidade acessível

http://www.livroacessivel.org/como-deixar-sua-universidade-acessivel.php

Uma Instituição de ensino acessível deve primar pelo conceito da acessibilidade. E quando falamos acessibilidade não estamos falando especificamente de pessoas com deficiência, mas também delas. Um campus acessível deve respeitar os princípios do desenho universal, o desenho para todos, sem maiores necessidades de adaptações, mesmo assim, o próprio conceito de desenho universal aponta que um bem, um produto ou um serviço em desenho universal deve atender ao maior número de pessoas possível, não significando que sejam obrigatoriamente todas as pessoas. No entanto, para que ele possa atender a todas, algumas adaptações podem ser necessárias e isso é plenamente compreensível e aceitável.

Se uma Universidade se preocupa em fornecer melhores condições de acessibilidade aos seus alunos e frequentadores com alguma deficiência significativa, (motora, sensorial, intelectual), certamente que as condições para todas as outras pessoas sem essas deficiências serão muitíssimo melhores.

Com o objetivo de contribuir com os administradores responsáveis por instituições de ensino como os reitores, diretores, gestores, coordenadores, professores, entre outros, sejam de qualquer nível, básico, médio ou superior, vamos trazer a participação de colegas com alguma deficiência significativa e que já passaram por problemas de falta de acessibilidade ou não nas instituições por onde passaram. Certamente a experiência adquirida por eles e compartilhada conosco será extremamente válida no sentido de fornecerem caminhos interessantes e criativos para outros que desejam ou precisam trilhá-los.

Assim sendo, observem o seleto menu abaixo e naveguem à vontade pelos relatos e informações valiosíssimas dos nossos consultores que fizeram questão de participar do site e estão superinteressados em poder ajudar na construção de instituições de ensino inclusivas em um número cada vez maior, até que possamos alcançar enfim uma sociedade realmente diversa e com igualdade de oportunidades para todos.

Relatos e informações de nossos consultores.
•Universidade e pessoas com deficiência física - Paralisia cerebral - Sueli Harumi Satow
•Universidade e pessoas com deficiência física - Paraplegia - Regina Cohen
•Universidade e pessoas com deficiência múltipla - Surdocegueira - Alex Garcia
•Universidade e pessoas com deficiência visual - Baixa Visão - Norman Percival Joseph Davis Júnior
•Universidade e pessoas com deficiência visual - Baixa visão - Paulo Tadeu
•Universidade e pessoas com deficiência visual - Cegueira - Cristiana Cerchiari
•Universidade e pessoas com deficiência visual - Cegueira - Liliane Vieira Moraes

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

ALUNOS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA VIBRAM COM AULAS PRÁTICAS DE ESPORTES ADAPTADOS, PRINCIPALMENTE O BASQUETEBOL EM CADEIRA DE RODAS, VOLEIBOL SENTADO

Alunos da Universidade Estácio de Sá tem na prática do Esporte Adaptado para pessoas com deficiência (PCD) um motivo de satisfação pessoal e profissional quando do aprendizado na prática de atividades como o Basquetebol em Cadeira de Rodas, Voleibol Sentado, Futebol para Cegos, Golbol, Natação Adaptada e Hóquei sobre Piso ( para DM).