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Pernambucanos Glebe e Luciano, da seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas, se preparam para encarar o México, em Petrópolis, pelo Desafio Internacional
Por Marcelo SampaioRio de Janeiro
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Eles transformaram a deficiência em combustível para a superação. Glebe Candido e Luciano Felipe da Silva nasceram em Pernambuco e são fãs do ex-jogador de basquete Michael Jordan. Por causas diferentes, tiveram histórias de vida parecidas. Glebe foi vítima de paralisia infantil, gerada por uma poliomielite, aos nove meses de idade, que o deixou com a perna direita atrofiada. Luciano teve que amputar parte de sua perna direita devido a um câncer no tornozelo, quando tinha 20 anos.
Hoje, Glebe e Luciano são jogadores da seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas. Com as mãos, construíram uma vitoriosa trajetória no esporte. E na vida. Neste sábado, eles voltam a vestir o verde e amarelo. O compromisso é contra a seleção do México, no Desafio Internacional, às 11h, no ginásio da Universidade Católica de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, em duelo que terá transmissão do SporTV.

(Foto: Reprodução Facebook)
As câmeras, aliás, não serão uma novidade para Glebe, que já fez uma participação na novela “Malhação”, da TV Globo, em que intepretava um personagem que ajudava o protagonista a lidar com a deficiência.

(Foto: Reprodução / Facebook )
- Eu fazia um atleta que não se sentia inferior às pessoas que podem andar – contou Glebe.
Aos 35 anos, ele defende o clube paulista Magic Hands. No dia a dia, a maior dificuldade é a locomoção pela cidade de São Paulo, onde mora.
- Há poucos ônibus adaptados, e as calçadas não têm rampas.
O armador da seleção é cadeirante por opção, já que consegue andar com muletas.
- Quando cheguei a São Paulo, fui fazer um teste físico e decidi ir de muletas. Peguei o metrô no horário de pico e foi uma experiência ruim. Não tinha espaço no chão para apoiar a muleta, de tão cheio que estava. Desde então, decidi passar a usar a cadeira. As pessoas respeitam mais. Para mim, é mais prático andar com a cadeira pela cidade – contou Glebe.
Já para Luciano, que usa uma prótese, o principal problema após a cirurgia foi outro.
- No início, foi difícil porque tive que lutar contra meu próprio preconceito. Não sabia como as pessoas reagiriam, mas eu tenho cabeça boa e estou superando isso – disse o jogador, de 34 anos.
O pai de João Felipe, de seis anos, sonha participar das Paralimpíadas, no Rio de Janeiro, em 2016. Para ele, porém, a medalha de ouro já foi alcançada.
- A maior conquista é estar no esporte, o que mudou para melhor o modo de enxergar a vida – disse o pivô, que atua no Águias, de São Paulo, clube pelo qual tem quatro títulos nacionais.
REENCONTRO

(Foto: Divulgação)
Na Copa América deste ano, em Bogotá, na Colômbia, o Brasil bateu o México no jogo de estreia, por 79 a 76. O oponente, no entanto, acabou levando a melhor e terminou a competição em terceiro lugar, garantindo a vaga para o Mundial da Turquia, em 2014. Já o Brasil ficou em quinto e aguarda um convite da Federação Internacional para disputar a competição do ano que vem. Apenas os quatro primeiros garantiram a vaga.
Glebe está empolgado para a partida deste sábado.
- Estou animado para esse jogo, porque o México é uma seleção que tem nos incomodado. Apesar de termos vencido em Bogotá, perdemos para eles na mesma competição há dois anos. E agora eles também se classificaram para o Mundial de 2014.
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