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sábado, 6 de novembro de 2010

REVISTA DA FENEIS - ASSINE





Dê uma força para a comunidade  surda. Fique atualizado com  as reportagens e notícias nesta revista de  grande qualidade e que mostra a realidade atual do estágio com as pessoas surdas.
Professor MSc Sergio Castro
Universidade Estácio de Sá

Filmes sobre Surdez e distúrbios da Fala

Filmes sobre Surdez e distúrbios da Fala


Dobermann


Dobermann


Título: Dobermann


Gênero: Policial


Lançamento: França/1997


Personagem Destaque: Cigana Surda











Descrição: Dobermann é um carismático criminoso, que conseguiu sua primeira arma
quando foi batizado, lidera uma gangue de ladrões brutais com sua namorada, a bela
cigana surda Nat. Depois de um assalto a banco complexo e brutal, eles estão sendo
caçados pela polícia de Paris. A caça é liderada pelo sádico policial Christini, que só
tem um objetivo: capturar Dobermann. A qualquer custo.



sábado, 15 de maio de 2010

Centro de Apoio para Atendimento às Pessoas com Surdez
















Centro de Apoio para Atendimento às Pessoas com Surdez
VEJAM MAIS NO SITE : http://search.babylon.com/imageres.php?iu=http://mecsrv04.mec.gov.br/encontro/img/naahs.jpg&ir=http://mecsrv04.mec.gov.br/encontro/includes/especial.html&ig=http://images.google.com/images?q=tbn:EJh5Cu445kdg7M::mecsrv04.mec.gov.br/encontro/img/naahs.jpg&h=349&w=250&q=ALTAS HABILIDADES E SUPERDOTAÇÃO&babsrc=conduit


O Centro de Apoio para Atendimento às Pessoas com Surdez - CAS consiste em uma ação estabelecida por meio de parceria entre a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação - SEESP/MEC e as Secretarias Estaduais de Educação, e tem como objetivos promover:

■a formação continuada de professores e de instrutores de Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS.
■a formação continuada de professores para o ensino de Língua Portuguesa como segunda língua para surdos.
■a inclusão da Libras nas escolas brasileiras como componente curricular para alunos surdos e ouvintes.
■a formação continuada de tradutor e intérprete de Libras para atuação nas escolas de educação básica.
■a oferta de atendimento educacional especializado dos alunos com surdez ou com deficiência auditiva.
■a produção de material didático na perspectiva bilíngüe.
■a convivência entre pessoas com surdez e pessoas ouvintes.

sábado, 8 de maio de 2010

Breve historico da Educação dos Surdos



Breve historico da Ed. dos Surdos



Os primeiros educadores de Surdos surgiram na Europa, no século XVI, criando diferentes metodologias de ensino, as quais se utilizavam da língua auditiva-oral nativa, Língua de sinais, datilologia (representação manual do alfabeto) e outros códigos visuais, podendo ou não associar estes diferentes meios de comunicação.

A partir do século XVIII, a Língua de Sinais passou a ser bastante difundida, na Europa, atingindo grande êxito do ponto de vista qualitativo e quantitativo, e permitindo que os Surdos conquistassem sua cidadania.

Porém, devido aos avanços tecnológicos que facilitavam o aprendizado da fala pelo Surdo, o Oralismo começou a ganhar força, a partir da segunda metade do século XIX, em detrimento da Língua de Sinais, que acabou sendo proibida, primeiramente na Europa, depois nos países da América.

A filosofia oralista baseia-se na crença de que a modalidade oral da língua é a única forma desejável de comunicação para o Surdo e que qualquer forma de gesticulação deve ser evitada.

No Brasil, na década de 60, a Língua de Sinais tornou a ressurgir associada à forma oral, com o aparecimento de novas correntes, como a Comunicação Total e mais recentemente, o Bilingüismo.

Segundo a UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (1977), pode-se dividir a história da humanidade, de acordo com o modo como os deficientes foram tratados e considerados, em cinco fases:

1. Fase filantrópica – em que as pessoas com deficiência eram consideradas doentes e portadoras de incapacidades permanentes inerentes à sua natureza. Portanto, precisavam ficar isoladas para tratamento e cuidados de saúde;

2. Fase da “assistência pública” – em que o mesmo estatuto de “doentes” e “inválidos” implicava a institucionalização da ajuda e da assistência social;

3. Fase dos direitos fundamentais iguais para todas as pessoas, quaisquer que sejam as suas limitações ou incapacidades. É a época dos direitos e liberdades individuais e universais de que ninguém pode ser privado, como é o caso do direito à educação;

4. Fase da igualdade de oportunidades – época em que o desenvolvimento econômico e cultural acarreta a massificação da escola, e ao mesmo tempo, faz surgir o grande contingente de crianças e jovens que, não tendo um rendimento escolar adequado aos objetivos da instituição escolar, passam a engrossar o grupo das crianças e jovens deficientes mentais ou com dificuldades de aprendizagem;

5. Fase do direito à integração – se na fase anterior se “promovia” o aumento das “deficiências”, uma vez que a ignorância das diferenças, o não respeito pelas diferenças individuais mascarado como defesa dos direitos de “igualdade” agravavam essas diferenças, agora é o conceito de “norma” que passa a ser posto em questão.

Segundo Levy & Simonetti (1999), num passado não muito remoto, a sociedade freqüentemente colocava obstáculos à integração das pessoas deficientes. Receios, medos, superstições, frustrações, exclusões, separações estão, lamentavelmente, presentes desde os tempos da antiga Grécia, em Esparta, onde essas pessoas eram jogadas do alto das montanhas, ou em Atenas, onde elas eram abandonadas nas florestas. A Idade Média foi um período em que, pessoas com alguma deficiência, eram freqüentemente apedrejadas ou levadas à morte nas fogueiras da inquisição, pois eram consideradas como possuídas pelo demônio.

Araújo, Pracownik & Soares (1997) destacam que no séc. XIX e princípios do século XX, a esterilização foi usada como método para evitar a reprodução desses “seres imperfeitos”, ao mesmo tempo em que o nazismo promoveu a aniquilação pura e simples das pessoas com deficiência, porque não correspondiam à “pureza” da raça ariana. Paralelamente a estas atitudes extremas de aniquilamento, outras atitudes eram adotadas, como o isolamento destas pessoas em grandes asilos (como na Inglaterra), além de comportamentos marcados por rejeição, vergonha e medo.

Segundo Moura (2000), durante longo tempo, os Surdos estiveram incluídos na categoria de doidos, abobados, doentes mentais, entre outras denominações, sendo excluídos da sociedade e muitas vezes até encarcerados.

Considerados inaptos para a educação na Antigüidade chinesa, os Surdos eram lançados ao mar.


Os gauleses os sacrificavam aos deuses Teutates por ocasião da Festa do Agário.

Em Esparta, os Surdos eram jogados do alto dos rochedos, e em Atenas, eram rejeitados e abandonados nas praças públicas ou nos campos.

Os gregos, como também os romanos, consideravam os Surdos privados de todas possibilidades de desenvolvimento intelectual e moral.

Porém, a partir da Revolução Francesa, com suas bandeiras de liberdade, igualdade e fraternidade, foi que estas pessoas passaram a ser objeto de assistência, mas ainda não de educação, e entregues aos cuidados de organizações caritativas e religiosas.

Segundo Levy & Simonetti (1999), até o final do século XV, educar Surdos era considerada uma missão impossível.

Graças ao empenho de pessoas que não se enfraquecem frente aos obstáculos, esta missão transformou-se numa tarefa conquistada.

Pedro Ponce de León (1520-1584) iniciou a educação de Surdos na Espanha através da Língua de Sinais e Alfabeto Manual.

A educação do Surdo somente inicia-se na Idade Moderna, na Espanha, com Pedro Ponce de León (1520-1584), que consegue ensinar os Surdos, filhos de nobres, a falar, ler, escrever e alguns até aprender filosofia.

Nesta época, só quem sabia falar tinha direito à herança, com isto ele demonstrou que o Surdo poderia aprender, contrariando o que se pensava na época. (LEVY & SIMONETTI, 1999, p.11)

Segundo Moura, Lodi & Harrison (1997), Juan Pablo Bonet (1579-1629), retomando o trabalho de Ponce de León, publicou o primeiro livro de educação de Surdos em 1620, onde registrou o alfabeto manual. O trabalho de Bonet “serviu de modelo para três pilares da educação oral: Pereire, nos países de língua latina; Amman, nos de língua alemã; e Wallis nas ilhas Britânicas”.

Johann Conrad Amman publicou, em 1704, um livro que foi a semente para a construção do modelo alemão para a educação institucionalizada do Surdo. Quase todos os países de Língua Alemã seguiram direta ou indiretamente o seu método.

John Wallis (1616-1703), na Inglaterra, defendeu o treinamento da fala independente do Alfabeto Manual; iniciou a educação através de gestos naturais e depois língua escrita.

Segundo Lodi, et. al (2002), Charles Michel de L´Epée (1712-1789), grande colaborador da causa surda, juntamente com dois Surdos franceses, Sicard e Clerc, fundou, no ano de 1755, na França, a primeira escola para Surdos, com base na Língua de Sinais, onde gestos naturais e o alfabeto manual eram utilizados somente para nomes próprios ou termos abstratos.

Até o ano de sua morte, em 1789, os Surdos contavam com mais de 21 escolas, distribuídas nos centros europeus. Defendeu a Língua de Sinais como sendo a língua natural / materna dos Surdos.

Concluiu que a Língua de Sinais acontece através da linguagem gestual / visual e é um verdadeiro meio de comunicação e desenvolvimento do pensamento.



Samuel Heinicke ( 1723-1790), professor alemão, começou a desenvolver o trabalho de oralização da pessoa com surdez, baseando-se prioritariamente na leitura labial.

Em 1750 fundou a primeira escola pública oral, onde passa a atender cerca de 75 alunos Surdos.

Thomas Hopkins Gallaudet (1787-1851), norte-americano, em 1816 foi para Europa estudar o trabalho realizado pela família Braidwood na Inglaterra, unicamente oralista, e com o Abade L´Epée, na Instituição de Surdos em Paris, que utilizavam o método manual, onde realizou um estágio.

Juntamente com Laurent Clerc (jovem professor Surdo, fluente na Língua de Sinais) fundou a primeira Escola para Surdos, em 1817, em Hartford, EUA, introduzindo o alfabeto manual na escola. Edward Miner Gallaudet, filho de Thomas Gallaudet, fundou, em Washington, no ano de 1864, a primeira e até hoje, única Universidade para Surdos em todo Mundo.

Segundo Moura, Lodi & Harrison (1997), o ano de 1880 marcou a história e aumentou as controvérsias entre as abordagens educacionais para Surdos com o 2º Congresso de Milão, quando o método oral é introduzido oficialmente na França e fica proibida qualquer outra abordagem.

A partir deste fato, a história da educação do Surdo passa a ser a história do método oral, principalmente a abordagem multissensorial, que enfatiza o uso das várias vias sensoriais para o desenvolvimento da fala: audição, visão e tato, proibindo o uso de alfabeto manual e de gestos, e o ensino baseado em sinais. O Congresso de Milão adota, intencionalmente, o Oralismo, e exclui a Língua de Sinais da educação de Surdos. As ciências humanas e pedagógicas, daquela época, aprovaram o Oralismo porque respeitava a concepção filosófica aristotélica em que o mundo de idéias, de abstrações e da razão é representado pela palavra, enquanto o mundo do concreto e do material, é pelos sinais.

De acordo com Skliar (1998), foi a força do clero, que num primeiro momento rejeitou o Oralismo como representante do poderio alemão, mas que depois percebeu-o como uma força importante para motivações espirituais e confessionais e de controle.

Após a 2ª Guerra Mundial, os direitos humanos começaram a ser valorizados; surgem os conceitos de igualdade de oportunidades, direito à diferença, justiça social e solidariedade nas novas concepções jurídico-políticas, filosóficas e sociais de organizações como a ONU – Organização das Nações Unidas, a UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a OMS – Organização Mundial da Saúde, a OIT – Organização Internacional do Trabalho e outras.

As pessoas com deficiências passaram a ser consideradas como possuidoras dos mesmos direitos e deveres dos outros cidadãos, e entre eles, o direito à participação na vida social e à sua conseqüente integração escolar e profissional. Durante quase 100 anos reinou o “império oralista” como ficou conhecido pela comunidade Surda, mas, em 1971, no Congresso Mundial de Surdos em Paris, a Língua de Sinais passou a ser novamente valorizada.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Novo aparelho de surdez é invisível


CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Os aparelhos de surdez visíveis podem estar com os dias contados.

Um novo sistema totalmente implantável está sendo testado no Hospital das Clínicas de São Paulo.

Sete pacientes já passaram pela cirurgia, ainda experimental no Brasil.

O equipamento só é indicado para pessoas com perda auditiva moderada ou severa.

É colocado através de um corte atrás da orelha e fica totalmente imperceptível. O aparelho promete mais qualidade sonora.

Segundo o otorrinolaringologista Ricardo Ferreira Bento, professor da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelas primeiras cirurgias no país, ele permite uma distinção mais eficiente dos diversos ruídos que ocorrem ao mesmo tempo.

"O som é muito mais natural do que no aparelho eletrônico comum. E a pessoa fica 24 horas com o aparelho ligado. Não precisa tirá-lo para dormir, para tomar banho ou para fazer esporte, como acontece com o aparelho comum", afirma.

Outra vantagem é que a bateria do implante dura de sete a dez anos (é trocada com uma nova cirurgia, mais simples). A dos aparelhos eletrônicos atuais dura, no máximo, 15 dias.

"Esse é o primeiro passo para o futuro.

Em 20 anos, ninguém mais vai andar com aparelho pendurado no ouvido."

O implante pode ser ajustado por controle remoto. A pessoa pode aumentar ou diminuir o volume, ligar e desligar. Também tem programas que se ajustam automaticamente em locais ruidosos ou silenciosos.

Por enquanto, o implante é vendido a US$ 18 mil apenas na Europa. Nos EUA, a FDA (agência americana que regula fármacos e equipamentos) ainda não o aprovou. Espera mais testes de segurança, especialmente se houver a necessidade de reverter a cirurgia.

Segundo a médica Mariana Hausen, representante da Câmara Técnica de Implantes da AMB (Associação Médica Brasileira) na área de otorrinolaringologia, durante a cirurgia é feito um corte em um dos ossículos do ouvido, a bigorna.

"A FDA quer saber, por exemplo, se esse osso pode ser reconstituído se houver uma falha e o aparelho tiver que ser retirado", explica.

Das 300 cirurgias feitas até agora, apenas três foram revertidas, com a reconstrução da bigorna-todas com sucesso, segundo Hausen. "A FDA ainda considera esse número pequeno. Mas acontece que a reconstrução só pode ser feita se houver falha. E o índice de falhas foi pequeno. Não se pode quebrar a bigorna de alguém que escuta e reconstrui-la só para teste."

No Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deve avaliá-lo a partir de fevereiro de 2010, quando termina o estudo clínico realizado USP. O trabalho é financiado pela empresa Envoy Medical, fabricante do implante.

Na opinião de Hausen, dificilmente o SUS ou os convênios médicos brasileiros irão custear o aparelho em razão do alto custo e do fato de existirem alternativas mais baratas.

"Ele é uma nova opção, mas não é o único tratamento. Oferece mais qualidade de som e resolve a questão estética. Muitas pessoas, especialmente as mais jovens, relatam preferir não escutar direito a ter que usar os aparelhos externos."

A Insound Medical está lançando um aparelho auditivo que é algo entre os aparelhos normais "intra-canal" e os implantes.

O "Lyric hearing aid" como vem sendo chamado se trata de um pequeno aparelho que é posicionado à apenas alguns milímetros de distância do tímpano.

Isso, segundo a empresa, não só proporciona um "ouvir" mais natural, pois os sons não precisam ser tão amplificados como no caso dos aparelhos convencionais, mas permite que a pessoa possa usá-lo 24h por dia.

É claro que o tamanho reduzido, e o lugar onde ele fica também têm seus problemas, mas a empresa parece ter pensado em tudo.

O revestimento do aparelho é de um material esponjoso, que permite que umidade passe, evitando infecções. Para remover o pequeno aparelho, a empresa usa um imã.
Infelizmente, mesmo pequeno, o aparelho é ainda grande demais para os ouvidos de aproximadamente 50% dos potenciais usuários, mas a Insound Medical garante estar trabalhando em um modelo que atenderá a 85% dos casos.



Uma coisa interessante, é que a empresa não vende os aparelhos, eles custam entre 2900 e 3600 dólares de aluguél por ano (pros dois ouvidos), incluindo troca de aparelhos quando a bateria (que não é removível) acaba.
Via Engadget

sábado, 26 de dezembro de 2009

Como lidar com a pessoa com Deficiência Auditiva


Para não cometermos nenhuma gafe com as pessoas portadoras de deficiência auditiva, abaixo estão algumas dicas da Revista Sentidos.

Iniciar a comunicação com surdos pode parecer mais fácil do que com outros tipos de pessoas com deficiência, mas a chance de se parecer mal-educado é bem grande.

Seja expressivo ao falar: como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão excelentes indicações do que você quer dizer.

Quando falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado.

Evite ficar contra a luz(de uma janela, por exemplo), pois isso dificulta ver o seu rosto.

Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la.

Se a pessoa surda tiver dificuldades em entender, avisará.

De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas.

Fonte: Revista Sentidos

VEJAM MAIS SOBRE DEFICIENTES AUDITIVOS NO SITE : http://deficienteciente.blogspot.com/search/label/Relacionamento%20e%20Comportamento

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O implante coclear pela ótica da cultura surda




Por Ricarda Canozo 16h22

VEJA O VÍDEO DA REDE GLOBO COM A APRESENTADORA ANA MARIA BRAGA , EM:
http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1035159-7822-IMPLANTE+COCLEAR,00.html

“Eu comecei a enxergar o mundo de uma forma mais animada, antes era como aqueles filmes do Charles Chaplin, preto, branco e mudo, com a diferença que esses filmes são legais. Tenho achado muito bons os momentos em que descubro um som novo, é de uma felicidade indescritível”. Este é o relato do estudante Rodrigo Andrade Rabelo de 23 anos, sobre sua visão de mundo após a cirurgia do IC (implante coclear), realizada há seis anos.O implante coclear é um dispositivo eletrônico que estimula as fibras nervosas remanescentes e permite a transmissão do sinal elétrico para o nervo auditivo. O sinal é decodificado pelo córtex cerebral.

A opinião sobre o IC não é unânime, divide a comunidade dos surdos em dois grupos: arte, como o Rodrigo, é favorável, vêem-no como ferramenta para uma comunicação mais eficaz. Outros, por verem a surdez como uma diferença e não como deficiência, são contra e alegam que, como o implantado não vai se expressar perfeitamente como o ouvinte, não terá identidade cultural nem com os surdos, nem com os ouvintes.

O antropólogo Duarcides Ferreira Mariosa explica que “o desejo de inclusão para poder se inserir impõe-se como necessidade, de se sentir amparado profissionalmente, por exemplo”. Para ele, as principais características da cultura surda são construir um mundo sem som, de movimentos, sinais, toques e visual. Esta é a referência deles e esta maneira de ver o mundo que lhes dá identidade. “Quando isto muda, perde-se esta identidade,” frisa.

Todos os sábados, uma igreja do bairro Cambuí, em Campinas, realiza reuniões com surdos. Rodrigo, mesmo depois de fazer o implante, resolveu participar desses encontros, mas revela que “a experiência não foi muito prazeroza”. Segundo ele, existe um distanciamento entre quem faz uso apenas da Libras (linguagem brasileira de sinais) com aqueles que realizaram o implante coclear. “Fica difícil a interação”, desabafa.

A perda da audição pode ser ocasionada por doenças pré-natais, infecções em vida, ou pode ser genética. Rodrigo era ouvinte até os nove anos, quando sofreu um acidente e, ao acordar no hospital, perguntou por que sua mãe e tia estavam sussurrando. Ele teve perda total de audição nos dois ouvidos, mas frisa que isso “não foi muito impactante”. Para ele, “ouvir era como respirar, não era um sentido que eu prestava muita atenção.”

O médico Paulo Porto, que realizou o implante em Rodrigo Rabelo, deixou claro que o IC não representa um milagre, pela necessidade de se treinar a audição e que os resultados variam em cada paciente. Esclareceu também que, em alguns casos, mesmo com o aparelho, pode haver bloqueio do som até a cóclea e prejudicar o implante em um determinado lado da cirurgia. Outro risco é a possibilidade de ocorrer uma infecção na região em contato com o aparelho externo.

Rodrigo optou por fazer o implante porque sentiu-se seguro com as explicações médicas mesmo sabendo dos problemas que poderia enfrentar. “Existem alguns mitos sobre o implante, como não poder praticar esportes, mas eu continuei fazendo equitação”, exemplifica. Sua cirurgia foi feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele passou por um processo de seleção, que envolve acompanhamento psicológico e a avaliação da equipe de IC, que analisa se a pessoa está apta a fazer a cirurgia ou se vai negligenciar o tratamento. “É preciso muito treino, acompanhamento psicológico e fonoaudiólogo”, lembra Rodrigo que até hoje faz o acompanhamento clínico.

O IC é contra-indicado para casos de pequena perda auditiva, quando os médicos recomendam o uso do aparelho de amplificação sonora individual (AASI). Até 2004 o implante não era indicado para menores de 12 anos para que a opinião do paciente fosse levada em conta. Hoje, a ciência aponta que, quanto mais cedo o implante for realizado, aumentam-se as chances de ganho auditivo. No caso de Rodrigo, que foi operado aos 17 anos, o ganho auditivo foi de 90%, ou seja, a cada 100 sons que ele percebe, consegue identificar 90. “Estou mais integrado ao mundo dos sons. Melhorou bastante a minha socialização, comunicação e segurança pessoal, como no trânsito”, revela. Mesmo com o aparelho desligado, ele se sente feliz. “Às vezes, é legal poder desligar o aparelho e se perder nos pensamentos em ambientes muito barulhentos,” finaliza Rodrigo.

Identidade - No Brasil há mais de 5 milhões de surdos. A cultura dessas pessoas é retratada no documentário Identidade Surda que transmite informações sobre a surdez e sobre como relacionar-se com deficientes auditivos. O objetivo deste filme foi o de quebrar preconceitos sobre a dificuldade de se relacionar com uma pessoa surda.

Som e Fúria - O implante coclear já foi realizado em mais de 60 mil pessoas em todo o mundo e o documentário Som e Fúria (Sound and Fury, 2001, USA), de Josh Aronson e Roger Weisberg, focaliza a polêmica sobre essa cirurgia entre os surdos. Som e Fúria recebeu o Oscar de Melhor Curta-metragem de Ação Real em 2002.

Linguagem - O livro "O vôo da gaivota", da autora surda Emmanuelle Laborit (1996), relata as formas de linguagem utilizadas pelos surdos e, segundo ela, qual seria a mais adequada. Uma delas é a linguagem de sinais , que no Brasil esteve proibida durante a ditadura militar. Ainda hoje recebe olhares diferentes das pessoas que utilizam apenas a linguagem oral, apesar de haver uma movimentação para que a libras seja reconhecida nas áreas da educação e da comunicação.

A autora defende a idéia de que nada deve ser recusado aos surdos e que todas as linguagens podem ser utilizadas, a fim de se ter acesso à vida. Entre essas formas de comunicação há o bilingüismo, linguagem dos sinais acompanhada da fala, o oralismo e a leitura labial.

Passo a passo - veja como funciona o implante coclear nas imagens do site http://www.pbs.org/wnet/soundandfury/cochlear/cochlear_flash.html.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Equipe composta por atletas surdos é 3º lugar no Meeting por Equipes 2008 Sênior Branca/Verde no masculino da LIJUERJ.


Veja mais em :





Programas para pessoas com deficiência vão receber R$ 2,4 bilhões Fonte: http://www.brasil.gov.br/O governo federal vai investir, nos próximos três anos, R$ 2,4 bilhões em programas destinados para pessoas com deficiência. Com a expectativa de atender cerca de 24,6 milhões de brasileiros nesta condição - 14,5% da população do País -, serão ampliados programas em educação, saúde, habitação e acessibilidade no transporte.