Pesquisa revelou que comunidade escolar discrimina. Para especialistas, é justamente nesse espaço que a diversidade deve ser trabalhada
Combater o preconceito dentro da sala de aula é um dos maiores desafios para os professores atualmente.
Além de mediar situações de conflito entre os estudantes, o docente tem de desconstruir suas próprias pré-noções.
Uma pesquisa divulgada em junho deste ano pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelou que todas as pessoas envolvidas com a escola, desde os pais até os docentes, praticam algum tipo de discriminação.
99,3% dos alunos, pais e funcionários têm algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial.
O estudo ouviu 18,5 mil pessoas em 501 escolas públicas de todo o país. O grupo mais atingido pela discriminação foi o de portadores de necessidades especiais. Em seguida estão os negros.
Pela equiparação salarial
Hoje os professores da rede pública de ensino fazem uma manifestação reivindicando a equiparação salarial dos educadores com os demais servidores públicos que também têm como exigência para ingresso no Estado o ensino superior. A meta é um aumento de 25,97%. O protesto começa às 9 horas em frente ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico.
“É uma data de luta, de reivindicação. Precisamos valorizar a profissão e isso está diretamente ligado com a melhoria da educação pública”, diz Luis Carlos Paixão da Rocha, secretário de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP Sindicato). No período da tarde os docentes se reúnem em uma audiência pública para discutir a saúde pública. (PC)
Para especialistas, a escola reflete o que ocorre na sociedade. Apesar disso, é justamente esse espaço que pode trazer mudanças reais. Como o professor é um dos formadores de opinião de crianças e adolescentes, deve estimular o debate em sala de aula sobre essas questões e apresentar a diversidade das visões de mundo. O grande problema é que muitas vezes o próprio docente não está preparado e nem recebe apoio para isso. O caminho apontado para solucionar o impasse é investir na formação.
A professora da Universidade Federal do Paraná e doutora em psicologia social Tânia Baibich-Faria diz que é dentro da sala de aula que se pode combater a discriminação com mais eficiência, mesmo com o professor também tendo pré-noções.
“O mais importante é reconhecer em si o preconceito e desenvolver competência de estar sempre alerta para lidar com isso.
” Ela explica que a discriminação ocorre em todas as sociedades, porque está relacionada com a construção da própria identidade.
Por isso, não se pode exigir que os professores sejam diferentes.
Mas eles podem e devem desconstruir esses conceitos.
“O papel do professor é fundamental. Ele tem de construir a pedagogia do antipreconceito.
Ele não pode negar a realidade e ao mesmo tempo que percebê-la deve ter uma atitude combativa.”
Estudos comprovam que a discriminação deixa marcas por toda a vida e é a escola que pode mudar essa realidade. “O docente deve agir nas mentes, vísceras e coração”, diz Tânia. “Quem luta por justiça social precisa estar sempre em alerta e combativo. É pensar a educação para além da sala de aula.” Na UFPR há disciplinas específicas na graduação e pós-graduação para abordar a questão com os futuros professores.
No ensino público, somente na última década foram criadas políticas específicas de combate à discriminação na sala de aula. Com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) em 1996, o assunto passou a entrar em pauta. Hoje o Ministério da Educação tem uma secretaria para tratar o tema. Há projetos de formação de docentes para o reconhecimento da diversidade sexual e equidade de gênero e o programa Escola que Protege, direcionado ao combate da violência.
Na Secretaria de Estado da Educação (Seed), foi criado em 2007 um departamento para abordar a diversidade. Há atividades direcionadas à formação em áreas como indígenas, negros, mulheres e orientação sexual.
“A escola pública tem de ser universal. E o professor precisa estar preparado”, afirma Wagner Roberto do Amaral, chefe do departamento. Para apoiar os docentes, a Seed desenvolve palestras, cursos e grupos de discussão. Na secretaria de educação de Curitiba também há uma formação específica para a questão. “É preciso desmitificar todos os tipos de discriminação.
E por trás dessas ações há a importância da formação”, diz a diretora do departamento de ensino fundamental, Nara Salamunes.
Para a orientadora educacional do Colégio Dom Bosco, Francisca Maria de Fauw, o docente tem de introduzir a temática do preconceito no cotidiano da sala de aula.
“O professor é um facilitador.
Deve estimular o debate.
A escola deve investir na qualificação e o profissional tem de assumir sua função social.
Somos o espaço de resgate da autoestima e da autonomia.”
Blog do Prof de Ed. Física MSc SERGIO CASTRO,da Pós Graduação em Educação Especial e Tecnologia Assistiva da Universidade Cândido Mendes(AVM) ;Ex-professor da Universidade Estácio de Sá e Ex-Coordenador de Esportes para Pessoas com Deficiências (PcD) do Projeto RIO 2016 da SEEL RJ ,destinado a fornecer informações sobre pessoas com deficiência(PcD) e com Necessidades Educativas Especiais(PNEE), bem como a pessoas interessadas nesta área ( estudantes, pais, parentes, amigos e pesquisadores)
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sábado, 17 de outubro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
VII Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência - Setembro 2009 - RJ - TEMA : PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO

VII Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência
O Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Comdef-Rio, convida para o VII Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência, cujo tema é “Preconceito e Discriminação”.
Data: 30 de setembro de 2009
Horário: 8h30m às 14h30m
Local: CIAD Mestre Candeia (Av. Presidente Vargas, 1.997, auditório 311 - Cidade Nova, Rio de Janeiro/RJ)
Programação:
8h30m às 9h30m - Credenciamento e Café da Manhã
9h30m às 10h - Solenidade de Abertura
10h às 10h30m - Mesa de Abertura
10h30m às 11h30m - Mesa 1: Preconceito e Discriminação
11h30m às 12h - Debate
12h às 14h - Mesa 2: Relações Institucionais
14h às 14h30m - Debate e Encerramento
Mais informações:
(21) 2242-7700 (ramal 244) ou comdef@pcrj.rj.gov.br
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Debatendo o preconceito



VEJAM MAIS SOBRE Debatendo o preconceito EM : http://agenciainclusive.wordpress.com/2009/06/19/pesquisa-sobre-preconceito-e-discriminacao-no-ambiente-escolar/
Foram revelados ao Brasil nesta semana dados de uma pesquisa realizada pela FIPE para o INEP – Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixieira, intitulada “Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar” e que foi extensamente divulgada em toda a mídia brasileira acerca do preconceito e suas manifestações no ambiente escolar.
Queremos acreditar que esse preconceito reflete em muito um sentimento público e que, neste momento, qualquer reflexão que venha a provocar o debate acerca da temática do preconceito e também da questão dicotômica diferença/igualdade é bem vinda, diante do arsenal interminável de pautas repetitivas sobre escândalos e violências
(e violências e escândalos) que assolam sem trégua a sociedade brasileira, quando suas mazelas são entrevistas e essa exposição sacode o espírito de uma sociedade que se acredita aberta, plural e democrática.
Por isso, selecionamos algumas leituras já publicadas na Inclusive sobre o assunto e convidamos todos a refletir e multiplicar esse debate que desabou em solo brasileiro com muita força nessa semana.
Calorias e preconceitos, de Marta Almeida Gil.
Onde você guarda o seu preconceito?, de Flavio Herculano, no Overmundo.
Preconceito: a mídia reverte tudo, de Marlen Lincoln da Silva, aluna do 3° 02 T, Colégio Ari de Sá – Aldeota.
A importância da diversidade, de Alexsander Lemos de Almeida
Gebara.
Como incluir? O debate sobre o preconceito e o estigma, por Flavia Schilling e Sandra Galdino Miyashiro.
Inclusão é o privilégio de conviver com as diferenças, de Maria Teresa Eglér Mantoan.
Inclusão escolar, caminhos e descaminhos – desafios e perspectivas, de Maria Teresa Eglér Mantoan.
O Mito do Bebê Johnson, de Andrei Bastos.
Em compensação, de Fabio Adiron.
Da parainclusão a uma sociedade para todos, de Lucio Carvalho, Patricia Almeida e Cassuça Benevides.
Ter ou ser? Jovens de baixa renda investem na aparência para se sentirem incluídos.
Lição de convivência, reportagem de Letícia Duarte para a série ”O X da Educação”, da RBS.
_____________________________________
Nos links a seguir disponibilizamos um resumo do que foi publicado na imprensa sobre o assunto:
Metrô News – 18 de junho de 2009
- Preconceito chega a 99,3% no ambiente escolar
- Bullying é uma forma de “afirmação”, diz psicóloga
http://www.metronews.com.br/
Jornal O Estado de S. Paulo – 18 de junho de 2009
Escola é dominada por preconceitos, revela pesquisa
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090618/not_imp389064,0.php
Jornal da Cidade (Bauru) – por Agência Brasil – 18 de junho de 2009
Preconceito invade escolas públicas
http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_geral.php?codigo=159146
Jornal Folha de S. Paulo – 18 de junho de 2009
Preconceito piora desempenho de alunos, diz pesquisa (só para assinantes)
https://acesso.uol.com.br/login.html?dest=CONTENT&url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1806200920.htm&COD_PRODUTO=7
Portal Curso Certo
Não ao pensamento pequeno!!!
http://www.cursocerto.com.br/index.php?area=noticias&sub=ler&idNoticia=410
TV Canal 13 – 17 de junho de 2009
Na escola, alunos religiosos são os mais preconceituosos em relação aos gays
http://www.tvcanal13.com.br/noticias/na-escolaalunos-religiosos-sao-os-mais-preconceituosos-em-relacao-aos-gays-65479.asp
JC Online – 17 de junho de 2009
Estudantes negros são as maiores vítimas de agressões nas escolas públicas, diz pesquisa
http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/06/17/estudantes-negros-sao-as-maiores-vitimas-de-agressoes-nas-escolas-publicas-diz-pesquisa-190928.php
Portal G1 – Globo.com – 17 de junho de 2009
Na escola, alunos religiosos são os mais preconceituosos em relação aos gays
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1198079-5604,00-NA+ESCOLA+ALUNOS+RELIGIOSOS+SAO+OS+MAIS+PRECONCEITUOSOS+EM+RELACAO+AOS+GAYS.html
Jornal o Globo (online) – 17 de junho de 2009
Pesquisa inédita aponta que preconceito no ambiente escolar é maior com relação a portadores de necessidades especiais
http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2009/06/17/pesquisa-inedita-aponta-que-preconceito-no-ambiente-escolar-maior-com-relacao-portadores-de-necessidades-especiais-756383617.asp
Portal + Comunidade (por Agência Brasil)- 17 de junho de 2009
Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito no ambiente escolar
http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasil/10809/PESQUISA-INDICA-QUE-HA-993-DE-PRECONCEITO-NO-AMBIENTE-ESCOLAR.pnhtml
Portal G1 – Globo.com – 17 de junho de 2009
Bullying na escola tem impacto no desempenho dos alunos
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL1198017-5604,00-BULLYING+NA+ESCOLA+TEM+IMPACTO+NO+DESEMPENHO+DOS+ALUNOS.html
Jornal do Brasil – 17 de junho de 2009
Pesquisa da Fipe mostra preconceito no ambiente escolar
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/06/17/e170617076.asp
Fórum Nacional de Entidades de Direitos Humanos – 18 de junho de 2009
Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito no ambiente escolar
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5211&Itemid=1
Fonte: Agência Inclusive
Categorias: Notícias
4 respostas Até agora ↓
agenciainclusive // Junho 19, 2009 às 3:08 pm
Eu sabia que o número era alto, mas nao estava preparada para a unanimidade. Estou muito abalada e envergonhada em descobrir quem somos.
Patricia Almeida
solange // Junho 19, 2009 às 3:16 pm
O preconceito ainda existe e muito…as pessoas dizem q não o tem, mas em certas horas é o primeiro a aparecer…Triste afirmação, triste verdade
Solane Carvalho // Junho 19, 2009 às 3:42 pm
Dados vergonhosos. O resultado dessa pesquisa precisa ser revertido urgentemente em permanentes e contínuas políticas públicas de enfrentamento e combate a esse quadro excludente e, portanto, perverso.
Obs.: estou divulgando amplamente tal pesquisa. Não podemos nos calar.
EM DESTAQUE
Mobilização nacional pela educação inclusiva. Informe-se e inclua-se!
Pessoas com deficiência incluídas no sistema regular de ensino.
A quem interessa a exclusão? - acompanhe e participe deste debate neste link.
Educação especial na berlinda?
O discurso do pavor (a quem interessa a falência da escola pública?)
Educação inclusiva: o CNE atende a um pleito fundamental.
Sobre identidade e diferenças nas escolas.
Obama assina Convenção e diz que toda criança com deficiência tem que estudar na escola perto de sua casa.
Debatendo o preconceito.
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E-mail/MSN:
agencia.inclusive@gmail.com
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Convenção
Em 9 de julho de 2008 o Congresso Nacional ratificou com quórum qualificado a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Desde seu início, a Inclusive tem atuado ativamente no processo de ratificação e, a partir daí, na divulgação de informações sobre a Convenção, seus principios e aplicabilidade.
Acesse aqui tudo o que já foi publicado sobre a Convenção na Inclusive.
Saiba como foi o processo de ratificação da Convenção no Brasil - A Carta de Alforria das Pessoas com Deficiência.
Clique aqui para ver quais países já ratificaram a Convenção.
Veja no mapa como está acontendo no mundo o processo de ratificação.
Blogosfera
A inclusão é um tema que está cada vez mais presente em estudos, publicações e também em artigos e notícias publicadas na web através dos blogs pessoais e institucionais. Acesse através do link abaixo reflexões e noticias sobre inclusão publicadas na "blogosfera".
Se você conhece algum blog que traz informações interessantes sobre inclusão e direitos humanos, envie-nos um e-mail para agencia.inclusive@gmail.com
Cultura e inclusão
Inclusão é cultura? Decida acompanhando as informações divulgadas na Inclusive através do link a seguir.
Leituras & Publicações
Acompanhe pelo link abaixo lançamentos editoriais, publicações impressas e eletrônicas sobre inclusão e temas afins.
Novidades do dia
Acesse aqui todas as edições já publicadas na Inclusive do boletim Novidades do Dia que, além de notícias de interesse em português, espanhol e inglês, traz informações sobre eventos e textos acadêmicos.
VOCÊ REPÓRTER
A Inclusive é uma agência que foi criada com o objetivo de promover a inclusão através da difusão da informação.
É formada por profissionais da área de comunicação e outros interessados em inclusão, que trabalham voluntariamente produzindo, compilando, traduzindo e distribuindo notícias e textos sobre educação inclusiva, acessibilidade, acesso ao mercado de trabalho, direitos das pessoas com deficiência e outros temas relacionados à educação em direitos humanos, do Brasil e exterior.
Praticamos o chamado jornalismo cidadão. Se você tem interesse em colaborar com essa proposta, atuando na área jornalística, de tradução ou de outras formas, entre em contato conosco através do e-mail agencia.inclusive@gmail.com
Conheça no link abaixo a produção de quem já atuou voluntariamente com a Inclusive em coberturas e traduções:
Minuto da inclusão
Idealizado e realizado pelo Instituto MID, o Minuto da Inclusão vem sendo divulgado desde 2007 em rádios brasileiras. Tratam-se de pequenos spots de divulgação sobre assuntos ligados à inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. Clique no link a seguir para acessar todos os spots disponíveis no website do Instituto MID.
De igual para igual
Sintonize no link abaixo o quadro De Igual Para Igual, apresentado pela Ana Paula Crosara e que vai ao ar dentro do Programa Trocando Em Miúdos, da Rádio Universitária FM, da Universidade Federal de Uberlândia, MG. O programa vai ao ar todas as terças-feiras, entre 11 e 12 hs.
Campanhas
A Inclusive apóia e divulga informações sobre campanhas de promoção e defesa dos direitos humanos, sejam do governo ou da sociedade civil. Clique no link abaixo para saber que campanhas são estas.
AGENDE-SE
Fique por dentro dos cursos e eventos sobre inclusão que estão acontecendo e dos que estão sendo programados conferindo o link abaixo.
pesquisa no blog
Inclusive - Agência para Promoção da Inclusão by Inclusive is licensed under a Creative Commons 2.5 Brasil License.
Todas as outras notícias são indicadas com a fonte de orígem e procuram respeitar a política adotada por seus autores/publicadores.
Caso discorde de qualquer ponto expresso, solicitamos entrar em contato através do e-mail agencia.inclusive@gmail.com e informar na linha de assunto o termo "copyrights".Blog Stats
Descrição do cabeçalho
Como não é possível atribuir a tag "alt" à imagem de cabeçalho no Wordpress, descrevemos aqui a imagem utilizada. Da esquerda para a direta, lê-se o logotipo da Inclusive, que é a palavra inclusive escrita à mão, em verde, entre parênteses laranja, com os pingos dos “is” laranja. Abaixo do logotipo, lê-se "Apoio: Instituto MetaSocial - www.metasocial.org.br". Em direção à direita aparecem várias figuras, a primeira é um jovem com síndrome de Down em um ambiente de trabalho, a segunda é um ambiente de ensino/aprendizagem onde a professora utiliza linguagem de sinais, a terceira mostra um cadeirante competindo em prova esportiva, a quarta mostra um grupo de crianças, todas negras, realizando atividade de leitura em conjunto, sentadas no chão e a última mostra um homem idoso participando de prova de atletismo. Abaixo da sequência de imagens, bem no canto à direita, lê-se "Ano 2".
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Preconceito no Ambiente Escolar
VEJAM MAIS SOBRE Preconceito no Ambiente Escolar EM : http://www.mid.org.br/index.php/noticias/35-home/46-destaque-03
Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito no ambiente escolar
Flávia Albuquerque Agencia Brasil
Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. O estudo, divulgado hoje (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.
Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a pesquisa conclui que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado entre todos os atores. ?Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante?, disse.
Com relação à intensidade do preconceito, o estudo avaliou que 38,2% têm mais preconceito com relação ao gênero e que isso parte do homem com relação à mulher. Com relação à geração (idade), 37,9% têm preconceito principalmente com relação aos idosos. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais e fica em 26,1% com relação à orientação sexual, 25,1% quando se trata de diferença socioeconômica, 22,9% étnico-racial e 20,65% territorial.
O estudo indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social, seguido pelos homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
De acordo com o diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Daniel Chimenez, o resultado desse estudo será analisado detalhadamente uma vez que o MEC já demonstrou preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade
Pesquisa indica que há 99,3% de preconceito no ambiente escolar
Flávia Albuquerque Agencia Brasil
Pesquisa realizada em 501 escolas públicas de todo o país, baseada em entrevistas com mais de 18,5 mil alunos, pais e mães, diretores, professores e funcionários, revelou que 99,3% dessas pessoas demonstram algum tipo de preconceito étnico-racial, socioeconômico, com relação a portadores de necessidades especiais, gênero, geração, orientação sexual ou territorial. O estudo, divulgado hoje (17), em São Paulo, e pioneiro no Brasil, foi realizado com o objetivo de dar subsídios para a criação de ações que transformem a escola em um ambiente de promoção da diversidade e do respeito às diferenças.
De acordo com a pesquisa Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 96,5% dos entrevistados têm preconceito com relação a portadores de necessidades especiais, 94,2% têm preconceito étnico-racial, 93,5% de gênero, 91% de geração, 87,5% socioeconômico, 87,3% com relação à orientação sexual e 75,95% têm preconceito territorial.
Segundo o coordenador do trabalho, José Afonso Mazzon, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a pesquisa conclui que as escolas são ambientes onde o preconceito é bastante disseminado entre todos os atores. ?Não existe alguém que tenha preconceito em relação a uma área e não tenha em relação a outra. A maior parte das pessoas tem de três a cinco áreas de preconceito. O fato de todo indivíduo ser preconceituoso é generalizada e preocupante?, disse.
Com relação à intensidade do preconceito, o estudo avaliou que 38,2% têm mais preconceito com relação ao gênero e que isso parte do homem com relação à mulher. Com relação à geração (idade), 37,9% têm preconceito principalmente com relação aos idosos. A intensidade da atitude preconceituosa chega a 32,4% quando se trata de portadores de necessidades especiais e fica em 26,1% com relação à orientação sexual, 25,1% quando se trata de diferença socioeconômica, 22,9% étnico-racial e 20,65% territorial.
O estudo indica ainda que 99,9% dos entrevistados desejam manter distância de algum grupo social. Os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito com 98,9% das pessoas com algum nível de distância social, seguido pelos homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
De acordo com o diretor de Estudos e Acompanhamentos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação (MEC), Daniel Chimenez, o resultado desse estudo será analisado detalhadamente uma vez que o MEC já demonstrou preocupação com o tema e com a necessidade de melhorar o ambiente escolar e de ampliar ações de respeito à diversidade
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