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Blog do Prof de Ed. Física MSc SERGIO CASTRO,da Pós Graduação em Educação Especial e Tecnologia Assistiva da Universidade Cândido Mendes(AVM) ;Ex-professor da Universidade Estácio de Sá e Ex-Coordenador de Esportes para Pessoas com Deficiências (PcD) do Projeto RIO 2016 da SEEL RJ ,destinado a fornecer informações sobre pessoas com deficiência(PcD) e com Necessidades Educativas Especiais(PNEE), bem como a pessoas interessadas nesta área ( estudantes, pais, parentes, amigos e pesquisadores)
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domingo, 3 de outubro de 2010
ARTIGOS (62) SOBRE AUTISMO, TDAH, DEFICIENCIA INTELECTIVA, HIPERATIVIDADE, DISLEXIA
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Hiperatividade X Superdotado
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HIPERATIVIDADE X SUPERDOTADO
A hiperatividade pode mascarar superdotados. Segundo Julián de Zubiría, diretor do Instituto Alberto Merani da Colômbia, "pais e professores devem estar atentos a crianças com vocabulário muito rico, construções gramaticais brilhantes e capacidade para a música", tudo isso revela muitas vezes uma superdotação intelectual.
O especialista espanhol Juan A. Alonso afirma que em muitas ocasiões crianças sofrem fortes crises de adaptação e experimentam fracassos escolares porque ninguém foi capaz de perceber que essas dificuldades eram causadas por seu talento e capacidade acima da média, por isso ele afirma que há uma necessidade de testes habituais que possam detectar alunos superdotados. E mais, se o aluno com capacidades especiais não é detectado a tempo, essas características podem se anular.
Embora os testes de quociente intelectual criem inconvenientes, até o momento é a ferramenta mais válida para descobrir crianças superdotadas. Cerca de 85% das crianças e adolescentes superdotados apresentam um quociente entre 130 e 145, são estes os que têm mais dificuldades para se integrar em um ambiente que os discrimina. Acima de 145 pontos, os alunos costumam ter uma maior maturidade emocional, de modo que não apresentam problemas de sociabilidade.
Porém, para todos os jovens superdotados o principal problema é encontrar "amigos iguais" para desenvolver suas capacidades emocionais, razão pela qual muitos são favoráveis à formação de grupos especiais integrados por essas crianças.
Especialistas afirmam que a situação das crianças superdotadas é complicada quando chegam à adolescência, porque nessa fase da vida em que há uma necessidade de ser aceito em um grupo, muitos deles sacrificam seus dotes e igualam seu comportamento para poderem se misturar.
Sendo assim, de acordo com nossas pesquisas, concluímos que seja possível uma pessoa com altas habilidades também ser hiperativa, ou vice-versa, mas isso não quer dizer que a falta de estímulos para o desenvolvimento de uma habilidade possa gerar a hiperatividade.
| Fonte: agência EFE |
HIPERATIVIDADE
SITE INTERESSANTÍSSIMO SOBRE HIPERATIVIDADE: : http://www.hiperatividade.com.br/search.php?query=&topic=39&author=
Histórico da Hiperatividade
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HISTÓRICO DA HIPERATIVIDADE
No início do século XX, esse distúrbio foi chamado de disfunção cerebral mínima, passando posteriormente a ser chamado dehipercinesia, ou hipercinese, logo a seguir, hiperatividade, nome que ficou mais conhecido e perdurou por mais tempo. em 1987, passou a ser chamado de distúrbio de déficit de atenção , ou ainda distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade , sendo que muitas vezes utiliza-se somente a sigla DDA (em portugues) ou ADD (em ingles " Attencion Deficit Disorder " ). É também eventualmente chamado de Sindrome de Deficit de Atenção, ou ainda Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade.
Texto de James E. Gilliam:
De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria (1994), "A característica fundamental do DDAH é um padrão persistente de desatenção, impulsividade e/ou hiperatividade-impulsividade que é mais freqüente e severa que o tipicamente observado em indivíduos em um nível comparável de desenvolvimento" (p.78).
Os sintomas de hiperatividade, impulsividade, ou desatenção devem estar presentes antes dos sete anos. Pessoas com DDAH geralmente apresentam os três tipos de problemas, porém com diferentes graus de intensidade. Esses problemas devem estar presentes em pelo menos dois ambientes diferentes (por exemplo: em casa, na escola, ou no trabalho), e deve haver uma clara evidência de interferência com o adequado desenvolvimento da funcionalidade social, acadêmica ou ocupacional.
Apenas recentemente DDAH foi reconhecido como um distúrbio distinto (Nussbaum & Bigler, 1990), porém pais, educadores e clínicos estão se tornando mais atentos e esclarecidos sobre ele. De acordo com Shaywitz e Shaywitz (1992)DDAH é um dos distúrbios neuro-comportamentais mais freqüentemente diagnosticados na infância, afetando crianças desde a primeira infância, passando pelo período escolar e chegando à vida adulta. Ingersoll e Goldstein (1993) relatam que estimativas conservadoras sugerem a ocorrência em 3% a 5% de todas as crianças em idade escolar. Safer e Krager (1988) afirmam que o distúrbio está sendo diagnosticado mais frequentemente hoje em dia que há uma década atrás.
Historicamente o diagnóstico de DDAH tem sido dificultado devido às discordâncias sobre sua natureza: um distúrbio cerebral biológico ou uma resposta comportamental a certos ambientes, tais como a escola ou outras situações onde foram colocadas demandas sobre a criança.
A falta de concordância sobre a definição do DDAH também contribuiu para a controvérsia. Termos tais como lesão cerebral mínima e disfunção cerebral mínima são apenas alguns dos termos que foram utilizados para categorizar crianças que manifestaram o distúrbio. A maioria dos primeiros termos associados aos diagnósticos tinham alguma conexão com problemas neurológicos. Isto deveu-se em parte ao fato de que crianças e adultos que tinham sofrido algum tipo de lesão no cérebro mostravam-se frequentemente impulsivas, hiperativas e facilmente distraíveis (Nussbaum e Bigler, 1990). Entretanto, nenhuma deficiência neurológica tem sido demonstrada para a maioria das crianças com DDAH, nem existe qualquer doença óbvia (Bain, 1991).
Ao longo do tempo o foco de atenção mudou para o problema apresentado por essas crianças: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Estes sintomas principais foram considerados como a base do distúrbio de déficit de atenção, e em 1980, o distúrbio de déficit de atenção foi incluído com um distúrbio no DSM-III (Associação Americana de Psiquiatria, 1980). A terminologia foi modificada desde então, e a nomenclatura de diagnóstico atualmente em uso é "Distúrbio de Déficit de Atenção com Hiperatividade" (Associação Americana de Psiquiatria, 1994).
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Associação Paulista Organiza Encontros Sobre Hiperatividade
Associação Paulista Organiza Encontros Sobre Hiperatividade
http://salvemasnossascriancas.blogspot.com/2010/07/associacao-paulista-organiza-encontros.html
Postado por Fátima às 20:51:00
A Associação Paulista de Medicina abriu inscrições para o grupo de apoio aos familiares de portadores do transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. Estão previstos sete encontros a partir do dia 20 de agosto, em São Paulo.
Durante as reuniões, especialistas vão discutir casos reais e informar os participantes sobre sintomas e tratamentos da doença.
Os palestrantes também vão dar orientações sobre como a família pode melhorar a relação com o hiperativo e ajudá-lo no convívio social.
Estimativas sugerem que o distúrbio atinja de 3% a 5% das crianças em idade escolar.
Inscrições pelo e-mail cientifico@apm.org.br e pelo telefone 0XX/11/3188-4243, das 16h às 21h.
Fonte:
Folha Online
índice: Doença, Encontro, Hiperatividade, Informações, Inscrição, Sintomas, Site, Telefone, Tratamento
http://salvemasnossascriancas.blogspot.com/2010/07/associacao-paulista-organiza-encontros.html
Postado por Fátima às 20:51:00
A Associação Paulista de Medicina abriu inscrições para o grupo de apoio aos familiares de portadores do transtorno de deficit de atenção e hiperatividade. Estão previstos sete encontros a partir do dia 20 de agosto, em São Paulo.
Durante as reuniões, especialistas vão discutir casos reais e informar os participantes sobre sintomas e tratamentos da doença.
Os palestrantes também vão dar orientações sobre como a família pode melhorar a relação com o hiperativo e ajudá-lo no convívio social.
Estimativas sugerem que o distúrbio atinja de 3% a 5% das crianças em idade escolar.
Inscrições pelo e-mail cientifico@apm.org.br e pelo telefone 0XX/11/3188-4243, das 16h às 21h.
Fonte:
Folha Online
índice: Doença, Encontro, Hiperatividade, Informações, Inscrição, Sintomas, Site, Telefone, Tratamento
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segunda-feira, julho 05, 2010
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sexta-feira, 9 de abril de 2010
sábado, 21 de novembro de 2009
TDAH e HIPERATIVIDADE

Um dos componentes mais conhecidos do TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção é a hiperatividade.
Ela pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos.
A hiperatividade pode ocorrer em diferentes graus de intensidade, com sintomas variando entre leves a graves.
A depender da gravidade destes sintomas, a hiperatividade pode comprometer o desenvolvimento e a expressão linguística, a memória e habilidades motoras.
A criança hiperativa mostra um grau de atividade maior que outras crianças da mesma faixa etária.
Ou seja, há um grau usual de atividade motora que é padrão em crianças - que não é hiperatividade patológica.
A diferença é que a criança hiperativa mostra um excesso de comportamentos, em relação às outras crianças, mostrando também dificuldade em manter a atenção concentrada, impulsividade e impulsividade.
A criança hiperativa é um desafio para seus pais, familiares e professores.
É importante que as causas da hiperatividade sejam identidicadas de forma correta. A falta de um bom diagnóstico diferencial pode levar a tratamentos inadequados.
Nem todas as formas de hiperatividade tem relação com déficit de atenção. Outras causas possíveis são alterações metabólicas e hormonais, intoxicação por chumbo, complicações no parto, abuso de substâncias durante a gestação, entre outras.
Problemas situacionais, como crises familiares (luto, separação dos pais e outras mudanças) podem ser traumáticas para crianças e levarem a um quadro de hiperatividade reativa.
Todas estas possíveis causas devem ser investigadas antes de iniciar o tratamento da hiperatividade.
Um especialista em comportamento infantil pode ajudar a distinguir entre a criança normalmente ativa e enérgica e a criança realmente hiperativa.
As crianças até mesmo as menores podem correr, brincar e agitar-se felizes durante horas sem cochilar, dormir ou demonstrar qualquer cansaço.
Para garantir que a criança realmente hiperativa seja tratada adequadamente - e evitar tratar erroneamente uma criança normal - é importante que seu filho receba um diagnóstico preciso.
Fonte: Instituto Paulista de Déficit de Atenção
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Hiperatividade
Fonte: Correio Popular - Colunas/ SPPublicidade
TADEU FERNANDES
tffernandes@globo.com
Começou! Todo ano é a mesma coisa. Final do terceiro bimestre, quase início do último, lá vêm as cartinhas da escola: "Doutor, por gentileza, avalie o Pedro Henrique. Ele esta muito desatento, hiperativo, agressivo, irritado, não se concentra nos estudos, não esta conseguindo acompanhar o grupo nas tarefas escolares, provavelmente ficará retido neste ano escolar se providências urgentes não forem tomadas..."
Isso tirou a vovó Nana do sério. Veio à consulta e nem trouxe o tradicional tupperware com um pedaço daquele bolo de cenoura que somente ela sabe fazer. Sem perda de tempo, foi direto ao assunto:
- Doutor, na minha época não tinha essa história de hiperatividade, as professoras tinham mais paciência, criança é assim mesmo, tem muita energia para gastar! Olha essa cartinha, onde já se viu? O Pedrinho é uma criança normal, muito levado, mas normal!
Enquanto conversávamos, o Pedrinho já tinha aberto minha gaveta de amostra grátis, subiu e pulou várias vezes na balança eletrônica e agora acaba de derrubar todos os enfeites que deixo na mesa de apoio. Má educação? Excesso de mimo? Ou hiperatividade?
Sabemos que 5% das crianças em idade escolar lutam com problemas de falta de atenção, impulsividade e hiperatividade. Destas, 50% vão continuar a ter dificuldades na idade adulta.
Confundida muitas vezes com má educação, o Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade (TDAH) é uma doença que causa danos ao aprendizado escolar, à relação social e ao convívio familiar. Entre as principais características, observamos crianças inquietas, tagarelas, trocam palavras ao falar ou escrever, agressividade, tendência à depressão e à ansiedade.
A não detecção da doença pode causar sérios problemas à criança, como repetência, mudança constante de escola e, na adolescência, envolvimento com drogas.
Apesar de todo esse risco, o TDAH continua sendo ignorado por grande parte dos profissionais da saúde e da educação. Há muita desinformação sobre esse problema. Diferenciar o normal do hiperativo ainda é um desafio, além polêmico.
É difícil para os pais aceitarem que seu filho tem uma doença que foge da simples questão comportamental. Eles acreditam piamente que agitação, bagunça e desobediência é coisa de criança, sinal de muita saúde e vivacidade.
Para nós pediatras a tarefa é mais árdua, o TDAH é uma realidade que não podemos ignorar, mas hoje em dia as crianças também sofrem com a falta de atenção, pouca conversa e quase nenhuma brincadeira: faltam pais presentes e atuantes.
A televisão, o computador e o vídeo game substituíram as historinhas e brincadeiras com papai e mamãe. Será que a indisciplina, desmotivação e agressividade não é conseqüência da falta de amor e atenção?
Outro fato, novo e relevante, veio a tona semana passada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton foi publicada na revista científica Lancet, concluindo que corantes e conservantes encontrados em balas, doces, salgadinhos e refrigerantes podem estar relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração nas crianças.
No estudo, três tipos diferentes de refrigerantes foram oferecidos a um grupo de 300 crianças de 3, 8 e 9 anos. Um continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha uma quantidade média e a última nenhuma mistura, os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois das crianças beberem os líquidos aleatoriamente. O grupo que ingeriu o refrigerante com altos teores teve "efeitos adversos" significativos quando comparados ao grupo que bebeu menores ou nenhum aditivo.
Veja quanta coisa esta envolvida com hiperatividade: genética, ambiente, criação e agora alimentação. Fica o alerta a pais e educadores, cuidado e muita atenção!
Tadeu Fernando Fernandes é presidente da Sociedade de Pediatria de Campinas
TADEU FERNANDES
tffernandes@globo.com
Começou! Todo ano é a mesma coisa. Final do terceiro bimestre, quase início do último, lá vêm as cartinhas da escola: "Doutor, por gentileza, avalie o Pedro Henrique. Ele esta muito desatento, hiperativo, agressivo, irritado, não se concentra nos estudos, não esta conseguindo acompanhar o grupo nas tarefas escolares, provavelmente ficará retido neste ano escolar se providências urgentes não forem tomadas..."
Isso tirou a vovó Nana do sério. Veio à consulta e nem trouxe o tradicional tupperware com um pedaço daquele bolo de cenoura que somente ela sabe fazer. Sem perda de tempo, foi direto ao assunto:
- Doutor, na minha época não tinha essa história de hiperatividade, as professoras tinham mais paciência, criança é assim mesmo, tem muita energia para gastar! Olha essa cartinha, onde já se viu? O Pedrinho é uma criança normal, muito levado, mas normal!
Enquanto conversávamos, o Pedrinho já tinha aberto minha gaveta de amostra grátis, subiu e pulou várias vezes na balança eletrônica e agora acaba de derrubar todos os enfeites que deixo na mesa de apoio. Má educação? Excesso de mimo? Ou hiperatividade?
Sabemos que 5% das crianças em idade escolar lutam com problemas de falta de atenção, impulsividade e hiperatividade. Destas, 50% vão continuar a ter dificuldades na idade adulta.
Confundida muitas vezes com má educação, o Transtorno do Déficit de Atenção por Hiperatividade (TDAH) é uma doença que causa danos ao aprendizado escolar, à relação social e ao convívio familiar. Entre as principais características, observamos crianças inquietas, tagarelas, trocam palavras ao falar ou escrever, agressividade, tendência à depressão e à ansiedade.
A não detecção da doença pode causar sérios problemas à criança, como repetência, mudança constante de escola e, na adolescência, envolvimento com drogas.
Apesar de todo esse risco, o TDAH continua sendo ignorado por grande parte dos profissionais da saúde e da educação. Há muita desinformação sobre esse problema. Diferenciar o normal do hiperativo ainda é um desafio, além polêmico.
É difícil para os pais aceitarem que seu filho tem uma doença que foge da simples questão comportamental. Eles acreditam piamente que agitação, bagunça e desobediência é coisa de criança, sinal de muita saúde e vivacidade.
Para nós pediatras a tarefa é mais árdua, o TDAH é uma realidade que não podemos ignorar, mas hoje em dia as crianças também sofrem com a falta de atenção, pouca conversa e quase nenhuma brincadeira: faltam pais presentes e atuantes.
A televisão, o computador e o vídeo game substituíram as historinhas e brincadeiras com papai e mamãe. Será que a indisciplina, desmotivação e agressividade não é conseqüência da falta de amor e atenção?
Outro fato, novo e relevante, veio a tona semana passada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Southampton foi publicada na revista científica Lancet, concluindo que corantes e conservantes encontrados em balas, doces, salgadinhos e refrigerantes podem estar relacionados a hiperatividade e distúrbios de concentração nas crianças.
No estudo, três tipos diferentes de refrigerantes foram oferecidos a um grupo de 300 crianças de 3, 8 e 9 anos. Um continha uma forte mistura de corantes e conservantes, outra tinha uma quantidade média e a última nenhuma mistura, os níveis de hiperatividade foram medidos antes e depois das crianças beberem os líquidos aleatoriamente. O grupo que ingeriu o refrigerante com altos teores teve "efeitos adversos" significativos quando comparados ao grupo que bebeu menores ou nenhum aditivo.
Veja quanta coisa esta envolvida com hiperatividade: genética, ambiente, criação e agora alimentação. Fica o alerta a pais e educadores, cuidado e muita atenção!
Tadeu Fernando Fernandes é presidente da Sociedade de Pediatria de Campinas
Como identificar o transtorno do déficit de atenção e Hiperatividade na criança
Psicóloga Maria Cristina Capobianco
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica como os pais e as escolas devem lidar com uma criança que tem déficit de atenção e chama à atenção dos pais para avaliar se realmente a criança possui a patologia ou se a distração e a hiperatividade na escola se deve a outros fatores psicossociais e ambientais.
O transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neuropsiquiátrica que acomete 3-5% das crianças e que, frequentemente, persiste até a idade adulta, podendo ser considerado um dos mais comuns transtornos neuropsiquiátricos. Os principais sintomas são a dificuldade em manter a atenção, o comportamento hiperativo e de impulsividade.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica que a problemática levantada pelo Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade tem sido fonte de discussão ampla nas últimas décadas. O interesse pela aprendizagem e a aquisição de conhecimentos têm sido pesquisadas por muitas áreas do saber e encontram nos estudos sobre a infância sua principal abordagem.
De modo geral, pode-se afirmar que os modos subjetivos de apropriação do saber e desenvolvimento de habilidades para a utilização deste saber resistem a toda tentativa de categorização, ressaltando que o singular ainda encontra um lugar privilegiado nesta discussão. A amplitude das causas envolvidas na aprendizagem, seus impasses e dificuldades têm sido relegada pela crescente patologização do fracasso escolar e à consequente medicalização do seu manejo.
A conceitualização deste transtorno constitui uma tentativa de explicar o fracasso escolar em crianças e adolescentes que apresentam os comportamentos que se enquadram no mesmo.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) é caracterizado por padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade, que é mais frequente e grave do que é tipicamente observado em indivíduos no nível comparável de desenvolvimento.
Em geral, observa-se em crianças que tiveram um início precoce da sua educação formal, que elas apresentam falta de perseverança nas atividades que exigem um envolvimento cognitivo e uma tendência a passar de uma atividade a outra sem acabar nenhuma, associadas a uma atividade global desorganizada, incoordenada e excessiva.
Os transtornos podem ser acompanhados de outras anomalias. O DSM F90 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) alerta que as crianças hipercinéticas são frequentemente imprudentes e impulsivas, sujeitas a acidentes e incorrem em problemas disciplinares mais por infrações não premeditadas de regras que pelo desafio deliberado. Suas relações com os adultos são marcadas por uma ausência de inibição social, com falta de cautela e reserva normais.
Os pais devem ficar atentos nas atitudes dos filhos.
A terapeuta afirma que muitas vezes essas crianças acabam sendo impopulares com as outras crianças e podem se tornar isoladas socialmente, isso é um dos diagnósticos da patologia. Esta desordem é frequentemente acompanhada de um Déficit Cognitivo e de um retardo específico do desenvolvimento da motricidade e da linguagem.
Alguns destes sintomas podem estar presentes antes dos sete anos, embora a maioria seja diagnosticada após a manifestação destes por alguns anos, podendo observá-los em diversas situações como na casa, na escola ou no trabalho.
Nos Estados Unidos, hoje em dia, cresce o número de crianças diagnosticadas com TDA/H; neste sentido é visto como uma doença orgânica a ser tratada com medicamentos. As crianças com TDA/H são tratadas com psicoestimulantes, o principal é conhecido como Ritalina e é prescrito para milhares de crianças com menos de 18 anos nos Estados Unidos.
A psicóloga alerta “Embora tenha sido demonstrada que Ritalina pode ajudar nos casos graves, pode não ser benéfica em casos leves já que seus efeitos colaterais podem ser piores do que os sintomas de TDA/H”. A Ritalina pode interferir no crescimento das crianças e desconhece-se os efeitos neurológicos a longo prazo deste fármaco.
Outro possível problema em tratar as crianças com Ritalina é o potencial para abuso e dependência. Ritalina é um estimulante e é classificado como uma anfetamina. As anfetaminas apresentam um provável risco de dependência. Um estudo constatou que crianças que tomaram Ritalina por mais de 3 anos, apresentaram maior risco de cometer crimes e abusos de substâncias. Outros efeitos colaterais do medicamento incluem dores de cabeça e estômago, redução do apetite, depressão, irritabilidade, ansiedade, aumento da pressão arterial, dificuldades para dormir e nervosismo.
Nesta perspectiva, na qual os transtornos de atenção e hipercinéticos são compreendidos meramente como uma deficiência orgânica, desaparecem muitas outras questões que podem determinar os fracassos escolares, tais como: os avatares envolvidos na relação professor-aluno, as dimensões socioculturais de cada lugar, as políticas educacionais, os métodos de ensino e a formação dos professores, entre outros.
Tem ocorrido um exagero neste tipo de diagnóstico e os critérios de inclusão diagnosticados são pouco específicos. Consequentemente, acabam catalogando os comportamentos em entidades nosológicas estéreis, pois não levam em consideração os fatores psicossociais e ambientais, esclarece Cristina. O fracasso escolar precisa ser analisado de uma ampla gama de perspectivas, porém, as que mais predominam são aquelas que atribuem uma patologia às crianças que não aprendem ou não respondem às expectativas da escola.
A equipe de profissionais do grupo Educational Forensics (educationalforensics@terra.com.br) sugere que para as crianças que fracassam na sua aprendizagem, seja feita uma avaliação e acompanhamento multidisciplinar, de neurologista, psicopedagoga, psicológica, mantendo um vínculo estreito de troca de informações com a escola também. Na sua experiência, os resultados obtidos através do uso da Ritalina em crianças diagnosticadas com TDA/H não diferem dos resultados obtidos com acompanhamento multidisciplinar.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica como os pais e as escolas devem lidar com uma criança que tem déficit de atenção e chama à atenção dos pais para avaliar se realmente a criança possui a patologia ou se a distração e a hiperatividade na escola se deve a outros fatores psicossociais e ambientais.
O transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neuropsiquiátrica que acomete 3-5% das crianças e que, frequentemente, persiste até a idade adulta, podendo ser considerado um dos mais comuns transtornos neuropsiquiátricos. Os principais sintomas são a dificuldade em manter a atenção, o comportamento hiperativo e de impulsividade.
A psicóloga Maria Cristina Capobianco explica que a problemática levantada pelo Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade tem sido fonte de discussão ampla nas últimas décadas. O interesse pela aprendizagem e a aquisição de conhecimentos têm sido pesquisadas por muitas áreas do saber e encontram nos estudos sobre a infância sua principal abordagem.
De modo geral, pode-se afirmar que os modos subjetivos de apropriação do saber e desenvolvimento de habilidades para a utilização deste saber resistem a toda tentativa de categorização, ressaltando que o singular ainda encontra um lugar privilegiado nesta discussão. A amplitude das causas envolvidas na aprendizagem, seus impasses e dificuldades têm sido relegada pela crescente patologização do fracasso escolar e à consequente medicalização do seu manejo.
A conceitualização deste transtorno constitui uma tentativa de explicar o fracasso escolar em crianças e adolescentes que apresentam os comportamentos que se enquadram no mesmo.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) é caracterizado por padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade, que é mais frequente e grave do que é tipicamente observado em indivíduos no nível comparável de desenvolvimento.
Em geral, observa-se em crianças que tiveram um início precoce da sua educação formal, que elas apresentam falta de perseverança nas atividades que exigem um envolvimento cognitivo e uma tendência a passar de uma atividade a outra sem acabar nenhuma, associadas a uma atividade global desorganizada, incoordenada e excessiva.
Os transtornos podem ser acompanhados de outras anomalias. O DSM F90 (Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) alerta que as crianças hipercinéticas são frequentemente imprudentes e impulsivas, sujeitas a acidentes e incorrem em problemas disciplinares mais por infrações não premeditadas de regras que pelo desafio deliberado. Suas relações com os adultos são marcadas por uma ausência de inibição social, com falta de cautela e reserva normais.
Os pais devem ficar atentos nas atitudes dos filhos.
A terapeuta afirma que muitas vezes essas crianças acabam sendo impopulares com as outras crianças e podem se tornar isoladas socialmente, isso é um dos diagnósticos da patologia. Esta desordem é frequentemente acompanhada de um Déficit Cognitivo e de um retardo específico do desenvolvimento da motricidade e da linguagem.
Alguns destes sintomas podem estar presentes antes dos sete anos, embora a maioria seja diagnosticada após a manifestação destes por alguns anos, podendo observá-los em diversas situações como na casa, na escola ou no trabalho.
Nos Estados Unidos, hoje em dia, cresce o número de crianças diagnosticadas com TDA/H; neste sentido é visto como uma doença orgânica a ser tratada com medicamentos. As crianças com TDA/H são tratadas com psicoestimulantes, o principal é conhecido como Ritalina e é prescrito para milhares de crianças com menos de 18 anos nos Estados Unidos.
A psicóloga alerta “Embora tenha sido demonstrada que Ritalina pode ajudar nos casos graves, pode não ser benéfica em casos leves já que seus efeitos colaterais podem ser piores do que os sintomas de TDA/H”. A Ritalina pode interferir no crescimento das crianças e desconhece-se os efeitos neurológicos a longo prazo deste fármaco.
Outro possível problema em tratar as crianças com Ritalina é o potencial para abuso e dependência. Ritalina é um estimulante e é classificado como uma anfetamina. As anfetaminas apresentam um provável risco de dependência. Um estudo constatou que crianças que tomaram Ritalina por mais de 3 anos, apresentaram maior risco de cometer crimes e abusos de substâncias. Outros efeitos colaterais do medicamento incluem dores de cabeça e estômago, redução do apetite, depressão, irritabilidade, ansiedade, aumento da pressão arterial, dificuldades para dormir e nervosismo.
Nesta perspectiva, na qual os transtornos de atenção e hipercinéticos são compreendidos meramente como uma deficiência orgânica, desaparecem muitas outras questões que podem determinar os fracassos escolares, tais como: os avatares envolvidos na relação professor-aluno, as dimensões socioculturais de cada lugar, as políticas educacionais, os métodos de ensino e a formação dos professores, entre outros.
Tem ocorrido um exagero neste tipo de diagnóstico e os critérios de inclusão diagnosticados são pouco específicos. Consequentemente, acabam catalogando os comportamentos em entidades nosológicas estéreis, pois não levam em consideração os fatores psicossociais e ambientais, esclarece Cristina. O fracasso escolar precisa ser analisado de uma ampla gama de perspectivas, porém, as que mais predominam são aquelas que atribuem uma patologia às crianças que não aprendem ou não respondem às expectativas da escola.
A equipe de profissionais do grupo Educational Forensics (educationalforensics@terra.com.br) sugere que para as crianças que fracassam na sua aprendizagem, seja feita uma avaliação e acompanhamento multidisciplinar, de neurologista, psicopedagoga, psicológica, mantendo um vínculo estreito de troca de informações com a escola também. Na sua experiência, os resultados obtidos através do uso da Ritalina em crianças diagnosticadas com TDA/H não diferem dos resultados obtidos com acompanhamento multidisciplinar.
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