domingo, 3 de junho de 2012

Colegas, de Marcelo Galvão, é protagonizado por atores com síndrome de Down | Deficiente Ciente

Colegas, de Marcelo Galvão, é protagonizado por atores com síndrome de Down | Deficiente Ciente

O preconceito acaba quando temos contato com aquilo que nos é desconhecido; espero que o filme ajude nesse processo.”
Breno Viola gostaria de ser o mocinho, mas interpreta o papel de bandido. Ariel Goldenberg faz Stallone e sonha ver o mar, enquanto a personagem de Rita de Cássia Niessporkk só pensa em se casar. O que estes três atores têm em comum? Eles protagonizam Colegas, de Marcelo Galvão, que está sendo rodado em Paulínia desde o dia 24 de julho, e têm síndrome de Down.
Mas não espere um documentário falando sobre esse tipo de portadores de deficiência nem mesmo algo para se lamentar ou para fazer algum tipo de reflexão a respeito de preconceito. Ou melhor, falar sobre preconceito será quase natural, mas o que interessa ao diretor e também roteirista é um filme de ficção centrado na comédia. Assista o primeiro clipping do filme…

Basta ver a sinopse: os três vivem numa instituição, mas, certo dia, resolvem roubar um carro e partir para uma viagem — cada um com seu sonho. Saem de Paulínia (no filme será uma cidade fictícia) e viajam pelo Sul (Torres, no Rio Grande do Sul, e Florianópolis) e chegam a Buenos Aires. No meio do caminho, praticam pequenos assaltos, como balas, bichos de pelúcia e revistas de sacanagem usando armas de plástico.
Alguma semelhança com Thelma e Louise? Todas. O roteiro indica que os três adoram cinema, descobrem o filme de Ridley Scott e resolvem fazer algo parecido. Mas Marcelo Galvão avisa que tudo será mostrado como uma grande brincadeira, a não ser pelo fato de que uma jornalista (Juliana Didone) resolve fazer um estardalhaço na imprensa e a trupe passa a ser caçada pela polícia quando atravessa a fronteira com a Argentina. (Veja a reportagem de uma mãe com síndrome de down).
Serão oito semanas de filmagens em Paulínia e região. Ontem, pela manhã, foram feitas locações na Escola de Cadetes. A maior parte das filmagens será em locação; nos estúdios do Pólo Cinematográfico, apenas 20%.

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