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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

OUVIDO BIONICO DEVOLVE AUDIÇÃO


23/11/2009 - 11h25
Ouvido biônico devolve audição
VEJAM MAIS SOBRE IMPLANTE COCLEAR EM : http://www.implantecoclear.com.br/

São Paulo - Diana Ladeira, de 50 anos, voltou a ouvir um som no fim do ano passado, depois de 34 anos em silêncio total. Caroline Pupo Palomares se espantou ao ouvir o barulho de um caminhão aos 15 anos. E Lara Migliane escapou do vácuo auditivo aos 5 anos. As três receberam o implante coclear, um aparelho que devolve a audição a pessoas que se tornaram surdas há muito tempo ou nasceram com o problema.

No começo do mês, o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) comemorou o implante de número 500. Desde que o procedimento passou a ser feito pelo Sistema Único da Saúde (SUS), em 1999, cerca de 3 mil pessoas voltaram a ouvir.

O implante coclear, ou o ouvido biônico, é um equipamento computadorizado que é implantado dentro da cóclea. Ele capta os sons de fora e os transforma em sinal elétrico, que é interpretado no cérebro como estímulo sonoro. O som não é o mesmo ouvido por uma pessoa normal. "Os pacientes dizem que ouvem uma voz meio robotizada", diz o chefe da Divisão de Otorrinolaringologia do Hospital das Clínicas (HC), Ricardo Bento. "Mas é questão de adaptação." Que não é algo simples. Nos dois casos - pacientes que recuperam a audição após anos e pessoas que nunca ouviram - é necessário adquirir ou recuperar a memória auditiva.

Adaptação

"O implante abre as "portas" para os sons entrarem, mas quem "aproveita" é o cérebro", diz Valéria Goffi, coordenadora de Fonoaudiologia do Hospital das Clínicas. Ela explica que, nos surdos, a parte do cérebro responsável pela audição para de funcionar e precisa ser ativada. "É preciso viver experiências auditivas. Ouve o latido do cão e pergunta o que é. Depois de três vezes, a informação é assimilada", afirma Valéria. Por isso que o implante é mais indicado para crianças de até 2 anos de idade, que ainda estão em formação. "Não é mágica. É um processo", diz ela. As informações são do Jornal da Tarde.

AE

do UOL Ciência

sábado, 10 de outubro de 2009

Os sentidos fazem sentido...


Bengala Mágic@ - blog de Bengala Mágica
Os sentidos fazem sentido...
Submetido em Quarta, 23/09/2009 - 00:46 por Bengala Mágica
http://www.lerparaver.com/node/8926
http://www.brasilescola.com/oscincosentidos/
VEJAM O VIDEO DO SENTIDOS HUMANOS EM :
http://www.youtube.com/watch?v=Y7Ie2AhC-Pc

Aprendemos na escola os cinco sentidos, visão, audição, olfato, paladar e tato, acho que acertei! Pois então! seguimos a nossa vida usando esses sentidos normalmente sem muita importância, sem verdadeiramente apreciar a capacidade de cada um, até que um dia voce é ferido em um deles.

Os sentidos: audição, olfato, paladar, tato e visão.

Nós, seres humanos, temos cinco sentidos fundamentais, são eles: audição, olfato, paladar, tato e visão. São eles que propiciam o nosso relacionamento com o ambiente. Com esses sentidos, o nosso corpo percebe o que está ao nosso redor, e isso nos ajuda a sobreviver e integrar com o ambiente em que vivemos.
Existem receptores especializados, que são capazes de adquirir diversos estímulos. Os três receptores são: Exteroceptores, Proprioceptores, Interoceptores.

Com isso:

• Pelo tato – pegamos algo, sentimos os objetos, sentimos o calor ou frio.
• Pela audição – captamos e ouvimos sons.
• Pela visão – vemos as pessoas, observamos contornos, as formas, cores e muitos outros.
• Pelo olfato – identificamos os cheiros ou os odores.
• Pelo paladar – sentimos os sabores.

Audição
Sentido responsável pela captação e interpretação das ondas sonoras.

Olfato
Características do olfato e algumas disfunções que afetam os órgãos olfativos.

Paladar
A percepção do sabor das substâncias.

Tato

Visão


Aí sim: começamos a perceber que esses sentidos, fazem tanto sentido. Eles se invertem, expandem, ficam tão amigos, um ensina o outro. A visão ensina a audição, o paladar,o olfato, o tato. O ouvido ensina os olhos a ver, o tato a ouvir, o tato ensima a ver,ouvir,sentir e assim seguem em uma verdadeira escola, passando os ensinamentos a todos um troca troca maravilhoso. Hehehe voces devem estar pensando que fiquei lelé? quem sabe: talvez por isso que consegui perceber toda essa cinesia que somos capazes. Nesta postagem falarei dos olhos, lógico, depois postarei um a um, porque meu cérebro está numa verdadeira cinesia. Continuando, quando meu olhos foram feridos mesmo na angustia de morrerem, logo começaram a ensinar seus amigos a verem, primeiro foi o ouvido, como meus ouvidos vêem, quantas vezes faço uso dele para ver se posso passar uma rua, se alguém está se aproximando, ouço muito longe. Claro que se paga um preço por isso, os efeitos colaterais são, os barulhos meu Deus como o barulho maltrata meus ouvidos, a cada som alto, ou quem sabe sou eu que os ouço assim, é como uma bomba, doem. Quantas vezes gostaria de ter comigo um tampão para não sofrer muito. E os meus olhos, também se prontificaram a ensinar o tato para ver. Este hoje em dia acha as coisas próximas mais rapidamente que os olhos. É interessantes, quantas vezes me pego querendo ver, para achar algo, ficando difícil as mãos entra em ação rapidamente. Efeito colateral, as vezes tenho nojo do que pego, lavo as mãos mais assiduamente, também senti que elas estão mais sensíveis ao toque, a se machucar, ao calor. O olfato: esse ve sentindo o cheiro, percebo o cheiro onde pessoas normais não estão sentindo. Odor bom é agradável, mas também na mesma proporção do agradável, sinto o desagradável, posso identificar as pessoas pelo seu cheiro, seu perfume ou vice versa hehe. O paladar como ver com ele uma vez em um restaurante meus olhos viram algo na cor laranja, lindo demais, pensei oba! tem manga(minha fruta preferida)vou come-la com o almoço, na hora do paladar que descepção! era abobora, só que gosto de abóbora também ficou tudo certo, mas a experiencia e a observação ficou gravado em meu cérebro.Nesse exemplo foi o olho que se enganou, mas podemos comer algo sem ver o que é, e logo decifrarmos o que estamos comendo, isso é ver com o paladar.
Por hoje fico por aqui, desafiando voces a começarem e prestarem atenção nos seus sentidos, em todos os sentidos, porque nosso corpo é uma máquina, não!!! é um ser maravilhoso, que fala, que divide, que soma em função de ajudar seus amigos, todos os órgão que compõem essa máquina divina e finalmente o nosso espírito que vive dentro dele agradece pela amizade verdadeira entre eles, que mesmo um em dificuldade para cumprir com seus compromissos, todos se unem em uma só ação, para continuarem em sintonia perfeita.
E nós pessoas a pessoas porque não aproveitamos isso, para nos tornamos pessoas melhores, agindo no coletivos para todos seguirem, sem discriminações a todos e principalmente aos "ditos" diferentes.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O que é Audição


http://www.dislexiadeleitura.com.br/artigos.php?codigo=41





Para conseguirmos ouvir necessitamos da integridade de todas as estruturas do no sistema auditivo. As estruturas envolvidas no processo da audição são didaticamente divididas em três grupos, o ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.

1- O ouvido externo é composto pelo pavilhão auricular e o canal auditivo.
2- O ouvido médio é formado pela membrana timpânica e, a cadeia ossicular ( martelo, bigorna e estribo).
3- O ouvido interno é composto pela cóclea e os canais semicirculares.

Como ouvimos os sons?
O pavilhão auricular é responsável por captar os sons provenientes do ambiente, que são conduzidos pelo canal auditivo até chegar a membrana timpânica. O tímpano recebe então esta vibração vinda das ondas sonoras e, a transmite aos ossículos, movendo o martelo que faz vibrar a bigorna e por sua vez vibra o estribo. O estribo está anatomicamente ligado à cóclea pela janela oval (pequeno orifício), que lhe transmite o sinal elétrico. A cóclea está conectada ao nervo vestíbulo-coclear, VIII par craniano, que envia a este o impulso nervoso. O impulso nervoso é conduzido ao centro de audição do córtex cerebral, que é responsável por interpretar estes sinais nervosos.


O que é Processamento Auditivo Central (PAC)?
“Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.”

É o processo de decodificação das ondas sonoras desde a orelha externa até o córtex cerebral, ou seja, a capacidade de analisar, associar e interpretar as informações sonoras que nos chegam pelo sentido da audição.


Quais são as habilidades auditivas centrais testadas?
Como ainda não conseguimos identificar com detalhes como o sistema auditivo realiza o processamento auditivo, identificamos algumas habilidades que devem ser testadas:

Atenção seletiva: é a capacidade de selecionar estímulos, é avaliado através de estímulos verbais de escrita dicótica.

Detecção do som: é a capacidade de perceber, identificar a presença de um som , é avaliado através de audiometria , discriminação vocal , timpanometria e pesquisa de reflexo.

Sensação sonora: é quando um estímulo é recebido pelo sentido da audição , é quando o indivíduo tem a sensação se o som é alto ou baixo , forte ou fraco ,longo ou curto.

Discriminação: é o processo de detectar diferenças entre os estímulos sonoros.

Localização: é saber local da origem do som, é avaliado através da localização sonora em cinco direções.

Reconhecimento: requer aprendizado, é avaliado através de logoaudiometria pediátrica, para o reconhecimento de frases na presença de mensagem.

Compreensão: dar significado ao som escutado.

Memória: arquivar informações e recuperá-las quando houver necessidade , é avaliado através de memória seqüencial para sons verbais (pa ,ta, ca) e não verbais (guizo, coco, sino, agogô).


O que é um distúrbio do processamento Auditivo Central (DPAC)?
“É uma falha no desenvolvimento das habilidades perceptivas auditivas”; mesmo com audição normal, é totalmente diferente de perda auditiva. Em geral encontra-se associado a dificuldades de aprendizagem.

Crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem tem dificuldades em vários aspectos do processamento auditivo lingüístico e apresentam falhas cognitivas .É possível que comprometimentos lingüísticos ou cognitivos possam ser resultantes de problemas perceptuais.

Sintomas do Distúrbio do processamento Central Auditivo (DPAC):

- Apresenta dificuldade em manter atenção aos sons;
- Dificuldade em escutar em ambientes ruidosos;
- Dificuldade na aprendizagem da leitura e escrita;
- Dificuldade em compreender o que lê;
- Necessidade de ser chamado várias vezes ("parece" não escutar);
- Não entende o que foi dito;
- Solicita com freqüência a repetição das informações: Ah? O quê? Pode repetir?
- Dificuldade em entender expressões com duplo sentido ou piadas ou idéias abstratas;
- Dificuldade ao dar um recado ou contar uma história;
- Problemas de memória para nomes, datas, números e etc;
- Dificuldade em acompanhar uma conversa, aula ou palestra com outras pessoas falando ao mesmo tempo;
- Problemas de fala (troca /L/R/S/E/CH/), principalmente os sons /R/ e /L/;
- Alterações de pronúncia;
- Dificuldade em localizar a origem dos sons.
- Dificuldades com o significado das palavras;
- Inversões de letras;
-Dificuldade em associar letras do alfabeto com seus respectivos sons;
- Rendimento escolar Inferior em leitura, gramática, ortografia, matemática;
- Dificuldade em aprender uma língua estrangeira.


O que pode causar o DPAC?
- Genética, um grande número de casos é hereditário, pais e filhos apresentam características semelhantes;
- Otites freqüentes durante os 3 (três) primeiros anos de vida (Processos alérgicos respiratórios, tais como sinusites, rinites e até mesmo refluxo gastro-faríngeo estão comumente associados);
- Permanência em UTI-Neonatal por mais de 48 horas;
- Experiências auditivas insuficientes durante a 1ª infância.

Os sintomas comportamentais de crianças encaminhadas para a avaliação do PAC:

Crianças com alteração de comportamento, de atenção e dificuldades auditivas não orgânicas.
Crianças com suspeita de distúrbio de aprendizagem, cuja queixa é apresentada pelos pais ou professores.
Crianças encaminhadas por apresentarem distúrbio de comportamento social.





Laura Niquini de Faria Fonoaudióloga do Hospital de Olhos -CRFa. 6143/MG

Referências Bibliográficas:
1 CIASCA, S. M. (org.) Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003, 220p.
2 MÖOJEN, S. M. P. Caracterizando os Transtornos de Aprendizagem. In: BASSOLS, A. M. S. e col. Saúde mental na escola: uma abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003.
3 AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª edição. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.
4 http://www.nimh.nih.gov/publicat/learndis.htm