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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

ÁREAS DE LAZER PARA CRIANÇAS COM DEFICIENCIA FÍSICA



Nesta área de lazer, como uma criança com deficiencia brinca?

Esse “tubo” poderia ser mais largo, por exemplo.

Ainda não tem na Norma de Acessibilidade parâmetros antopométricos para crianças com deficiência.

Essas medidas precisam ser bem definidas como padrão para que em locais de lazer (como este) a criança possa brincar, se divertir e interagir com outras crianças de sua idade.

Conviver e compartilhar idéias nesta fase é fundamental para o desenvolvimento da criança.

Toda criança quer ser bagunceira, quer brincar, cair e talvez se machucar.

O adulto nem sempre deve estar por perto em todos os momentos.

Na hora de brincar a criança precisa de autonomia.

Este é o único Item da Norma que fala de longe algo sobre este assunto:
8.5.3 Parques, praças e locais turísticos

8.5.3.1 Sempre que os parques, praças e locais turísticos admitirem pavimentação, mobiliário ou equipamentos edificados ou montados, estes devem ser acessíveis.

Isso não basta.

domingo, 9 de agosto de 2009

Cadeira de rodas anfíbia leva pessoas com deficiência ao mar do Leblon





A cadeira anfíbia pode ser usada pelos visitantes: objetivo é oferecer plena acessibilidade na praia (Foto: Divulgação/ ONG Espaço Novo Ser)

A esteira foi instalada em 2008: ambulantes com carrinhos pesados vêm danificando o caminho de bambu (Foto: Divulgação/ ONG Espaço Novo Ser)

As cadeiras anfíbias facilitam o trajeto na areia e podem ser usadas no mar (Foto: Divulgação/ ONG Espaço Novo Ser)

VEJAM MAIS SOBRE Atividades gratuitas, como surfe adaptado, são oferecidas no Posto 11.
Objetivo é facilitar acesso ao lazer de quem tem dificuldade de locomoção.
EM:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL997787-5606,00-CADEIRA+DE+RODAS+ANFIBIA+LEVA+PORTADORES+DE+DEFICIENCIA+AO+MAR+DO+LEBLON.html

A caminho do mar do Leblon, no Posto 11, a esteira de bambu instalada em abril de 2008 pela Prefeitura do Rio tem agora novos “aliados” na busca pela inclusão de portadores de deficiência no lazer preferido dos cariocas. São cadeiras de rodas anfíbias e pranchas de surfe adaptadas levadas aos domingos para aquele pedaço da praia pelas ONGs Adaptsurf e Espaço Novo Ser.

“É uma forma de todos terem acesso ao lazer na praia”, conta Nena Gonzalez, uma das coordenadoras do projeto “Praia acessível” e presidente da ONG Espaço Novo Ser.


A esteira foi instalada em 2008: ambulantes com carrinhos pesados vêm danificando o caminho de bambu (Foto: Divulgação/ ONG Espaço Novo Ser)
A idéia do projeto – que estreou no último domingo (8) – é fazer com que a areia fofa e as ondas deixem de ser barreiras para os portadores de deficiência que querem curtir um dia de sol à beira-mar. A iniciativa foi conferida e aprovada pelo blog "Mão na roda", publicado no site do "Globo" na internet.
Esteira leva a uma tenda

Aos domingos, a esteira leva agora a uma tenda, onde são oferecidas gratuitamente várias atividades de lazer.

O projeto é uma maneira também de aproveitar melhor o caminho de bambu: apesar de facilitar o trajeto até a areia, ele termina a uma boa distância da água e acaba sendo muito usado pelos ambulantes, que danificam o material transportando ali suas mercadorias. A ONG agora tem planos de melhorar esse acesso à praia.

“O problema é que eles usam carrinhos completamente lotados e o peso acaba danificando a esteira”, conta Nena.
Banho de mar orientado


A cadeira anfíbia pode ser usada pelos visitantes: objetivo é oferecer plena acessibilidade na praia (Foto: Divulgação/ ONG Espaço Novo Ser)
O projeto – que conta com estagiários e voluntários de educação física e fisioterapia - seguirá no Leblon durante todo o verão. O próximo encontro será no domingo (15), a partir das 8h, com atividades que incluem apresentações de surfe adaptado, banhos de mar orientados, músicas e jogos.

O objetivo é atrair pessoas com dificuldades de locomoção – incluindo idosos – que passam por uma avaliação e são cadastradas.

“A nossa idéia é levar o projeto para outras praias, como Barra e Copacabana”, conta Nena.
Para conferir

Quando: Aos domingos, das 8h às 14h. O próximo encontro será no dia 15.
Onde: No Leblon, na altura do Posto 11.
Na internet: www.novoser.org.br e www.adaptsurf.org.br.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O processo lento da inclusão

VEJAM MAIS SOBRE O processo lento da inclusão EM : http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/agosto-2009/o-processo-lento-da-inclusao

JB online - 01 de agosto de 2009

Luciana Abade

Jornal do Brasil

BRASÍLIA - Em todo o Brasil, aproximadamente 350 mil pessoas portadoras de necessidades especiais estão inseridas no mercado de trabalho. O número expressivo é resultado, principalmente, da Lei 8.213, que obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a terem em seus quadros um percentual mínimo de trabalhadores com deficiência ou reabilitados pela Previdência Social. A lei, que acaba de completar 18 anos, trouxe mudanças expressivas no que diz respeito à inclusão, mas está longe de ser cumprida em sua plenitude: menos de metade das empresas (44,5%) cumpre a norma. Dados do Ministério do Trablaho e Emprego mostram que 870 mil vagas deveriam ser preenchidas pelos cotistas. Essa realidade já levou o Ministério Público do Trabalho a abrir, nos últimos dois anos, 3.363 processos em apenas 10 estados e no Distrito Federal. Destes, 1003 resultaram em Termos de Ajustamento de Conduta (TAC).

De acordo com a regra, empresas com até 500 funcionários devem ter uma cota de 3% para deficientes. Acima de mil a cota sobre para 5%. No caso de descumprimento, a multa pode variar de R$ 1.195,13 a R$ 119.512,33. No período compreendido entre 2003 e 2008, a Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do MPT, aplicou 2.440 autuações.

Descaso

Presidente da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), Eduardo Barbosa afirma que a lei de cotas foi um fato extremamente positivo para a inserção dos deficientes físicos no mercado de trabalho, principalmente porque força as escolas a se remodelarem para preparar os alunos deficientes para o mercado de trabalho. Barbosa, no entanto, acusa os empresários de fazerem um forte lobby para mudar a lei de cotas, com o argumento de que falta a qualificação necessária.

Outro problema grave que o presidente aponta é a generalidade da lei, que não faz um recorte nas deficiências, o que permite aos patrões cumprirem a cota da forma como acharem mais conveniente, dificultando assim a inserção de alguns deficientes, principalmente os intelectuais.

É um absurdo afirma o presidente. Enquanto a gente não reverter essa situação, não podemos pensar em nada no sentido de alterar a lei. Deveríamos é aperfeiçoá-la. Na Espanha, por exemplo, já existe dentro das cotas uma cota mínima para os deficientes intelectuais.

Segundo o MTE, os deficientes mentais representam apenas 2,41% dos 350 mil deficientes inseridos no mercado de trabalho. Enquanto os deficientes físicos correspondem a 50,28% (28,16% são auditivos, 2,95% são visuais e 1,67% apresentam deficiência múltipla).

Barbosa afirma ainda que as empresas, de maneira geral, não estão adaptadas para receber os funcionários deficientes. As críticas não param por aí. O presidente acusa o Sistema S, conjunto de organizações criadas pelas empresas para qualificar funcionários, de não oferecer vagas suficientes para os deficientes.

A presença de um deficiente físico na equipe gera uma clima de cooperação e solidariedade que compensa, muitas vezes, a dificuldade que ele tem para se adequar ao trabalho lamenta o presidente.

Em órgãos públicos, a falta de vagas para deficientes muitas vezes vira caso de Justiça. A Fundação Municipal de Educação de Niterói e a Fundação Euclides da Cunha de Apoio Institucional à Universidade Federal Fluminense pagarão R$ 20 mil de indenização a dois homens que foram impedidos de participar de um concurso público por serem portadores de deficiência física. A decisão, da semana passada, é do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.