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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Balbuciar de bebês pode ajudar a identificar autismo


Balbuciar de bebês pode ajudar a identificar autismo

CREDITO REVISTA VEJA


Bebê Autismo(Getty Images)
Cientistas descobriram que é possível identificar o autismo em bebês a partir dos barulhos que eles fazem. Uma pesquisa mostrou que o balbuciar das crianças que têm o transtorno não é o mesmo das consideradas normais - com base em uma tecnologia de análise de voz automática usada para identificar as diferenças com 86% de precisão. O sistema também conseguiu distinguir dificuldades no desenvolvimento da fala.
Steven Warren, especialista em transtornos do espectro autista (ASD, sigla em inglês) da Universidade do Kansas, participou do estudo e disse que “essa nova tecnologia pode ajudar pediatras a diagnosticar crianças com ASD e determinar se o paciente deve ser encaminhado a um especialista para que o tratamento seja mais eficiente”, disse ao jornal inglês Daily Mail. Autismo é identificado pela inabilidade de se comunicar ou se relacionar com os outros, falta de habilidades sociais, traços obsessivos e comportamento repetitivo.
Os cientistas americanos analisaram 1.500 gravações de dispositivos que foram colocados junto às roupas de 232 crianças entre 10 meses e 4 anos de idade. No total, mais de 3 milhões de amostras de fala de crianças foram observadas, com base em 12 parâmetros específicos de som associados ao desenvolvimento da voz. Os mais importantes foram aqueles envolvendo a silabificação - habilidade para produzir sílabas com movimentos rápidos da língua e maxilar, que ajudam a formar a base das palavras.
Distinções - Em crianças autistas com até 4 anos, houve uma diferença entre os valores de parâmetro esperados e a idade. As características vocais não são usadas para diagnosticar o autismo, mesmo que a ligação entre eles tenha sido indicada antes. “Um pequeno números de estudos sugeriram que crianças com autismo têm uma assinatura vocal diferente. Mas, até agora, não podíamos usar o conhecimento nas aplicações clínicas por causa da falta de tecnologia de medição”, disse Warren.
Os pesquisadores acreditam que o novo sistema pode fazer uma grande diferença no diagnóstico, avaliação e tratamento do autismo. “A física da fala humana é a mesma em todas as pessoas, até onde sabemos”, concluiu Warren.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Balbuciar de bebês pode ajudar a identificar autismo


Pesquisa

Balbuciar de bebês pode ajudar a identificar autismo


Bebê Autismo(Getty Images)
Cientistas descobriram que é possível identificar o autismo em bebês a partir dos barulhos que eles fazem. Uma pesquisa mostrou que o balbuciar das crianças que têm o transtorno não é o mesmo das consideradas normais - com base em uma tecnologia de análise de voz automática usada para identificar as diferenças com 86% de precisão. O sistema também conseguiu distinguir dificuldades no desenvolvimento da fala.
Steven Warren, especialista em transtornos do espectro autista (ASD, sigla em inglês) da Universidade do Kansas, participou do estudo e disse que “essa nova tecnologia pode ajudar pediatras a diagnosticar crianças com ASD e determinar se o paciente deve ser encaminhado a um especialista para que o tratamento seja mais eficiente”, disse ao jornal inglês Daily Mail. Autismo é identificado pela inabilidade de se comunicar ou se relacionar com os outros, falta de habilidades sociais, traços obsessivos e comportamento repetitivo.
Os cientistas americanos analisaram 1.500 gravações de dispositivos que foram colocados junto às roupas de 232 crianças entre 10 meses e 4 anos de idade. No total, mais de 3 milhões de amostras de fala de crianças foram observadas, com base em 12 parâmetros específicos de som associados ao desenvolvimento da voz. Os mais importantes foram aqueles envolvendo a silabificação - habilidade para produzir sílabas com movimentos rápidos da língua e maxilar, que ajudam a formar a base das palavras.
Distinções - Em crianças autistas com até 4 anos, houve uma diferença entre os valores de parâmetro esperados e a idade. As características vocais não são usadas para diagnosticar o autismo, mesmo que a ligação entre eles tenha sido indicada antes. “Um pequeno números de estudos sugeriram que crianças com autismo têm uma assinatura vocal diferente. Mas, até agora, não podíamos usar o conhecimento nas aplicações clínicas por causa da falta de tecnologia de medição”, disse Warren.
Os pesquisadores acreditam que o novo sistema pode fazer uma grande diferença no diagnóstico, avaliação e tratamento do autismo. “A física da fala humana é a mesma em todas as pessoas, até onde sabemos”, concluiu Warren.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Transtorno de Espectro Autista


O que sao http://www.autismsupportnetwork.com/news/transtorno-de-espectro-autistaDPs e TEAs?

vejam mais em : http://www.autismsupportnetwork.com/news/transtorno-de-espectro-autista

O termo TDP, ou Transtorno de Desenvolvimento Pervasivo, é utilizado para descrever certos problemas de desenvolvimento.

Os TDPs são chamados de transtornos de “espectro” pois cada criança apresenta sintomas que diferem em intensidade, variando de leve a bastante grave. Porém, todas as crianças com TDP possuem algum grau de dificuldade nas seguintes áreas:

Habilidades sociais: compartilhar emoções, entender como as pessoas estão se sentindo, expressar empatia ou manter conversações; Comunicação: Tanto verbal quanto não verbal, tais como apontar, gesticular e fazer contato visual (olhar nos olhos); Comportamentos ou interesses: tais como repetir palavras ou ações, brincar com coisas de uma forma incomum (girar objetos, enfileirar brinquedos) ou insistir em seguir rotinas ou cronogramas rígidos.

Existem cinco TDPs: Transtorno Autista, Transtorno de Desenvolvimento Pervasivo — Não Especificado (TDP-NES), Síndrome de Asperger e outros distúrbios com menor freqüência: Síndrome de Rett e Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI).


Transtorno de Espectro Autista

Como você pode ver pelo diagrama, o Transtorno Autista, a Síndrome de Asperger e o TDP-NES (algumas vezes chamado de autismo atípico) estão incluídos na categoria de Transtornos de Espectro Autista (TEAs).

Transtorno Austista ou Autismo é caracterizado por dificuldades em todas as três áreas (comunicação, habilidades sociais e comportamento — vide acima). Síndrome de Asperger é caracterizada por habilidades de linguagem relativamente boas e dificuldades em interações sociais e manter conversações. Uma criança com Síndrome de Asperger pode também ter interesses intensos ou restritos e/ou comportamentos problemáticos. TDP-NES descreve uma pessoa que se enquadra em alguns, mas não todos os critérios de autismo ou possui sintomas mais leves em uma ou mais áreas.

Os especialistas de seu filho podem usar termos levemente diferentes para descrevêlo. Mas mesmo quando os profissionais não utilizam esses termos da mesma forma, geralmente concordam que uma criança se encaixa em um diagnóstico mais amplo de TEA.

Transtornos de Desenvolvimento Pervasivo menos freqüentes

Síndrome de Rett é um transtorno de desenvolvimento que começa com desenvolvimento inicial normal e é seguido por perda de habilidades motoras, uso especial das mãos, e movimentos distintos das mãos, tais como torcer as mãos, regressão em habilidades e crescimento retardado. Transtorno Desintegrativo da Infância começa com um desenvolvimento normal até a idade de 3 ou 4 e é seguido por perda grave de comunicação, habilidades sociais, motoras e de brincar.

Como é tratado o Autismo?

Os tratamentos mais recomendados para crianças com Transtornos de Espectro Autista (TEAs) começam o mais cedo possível apos o diagnóstico e incluem muitas horas de trabalho individual com a criança. O médico de seu filho e outros especialistas recomendarão um plano específico para as necessidades de seu filho.

Nas terapias “ABA” e “Floortime,” duas das abordagens educacionais mais comumente utilizadas para crianças com TEA, os provedores trabalham passo a passo com a criança para desenvolver habilidades de linguagem, sociais e de brincar. A maioria dos professores e terapeutas treinados utilizam uma combinação da abordagem bastante estruturada da ABA e dos métodos interativos, de brincar, e altamente afetivos Floortime. Fornecemos a seguir uma descrição geral de cada abordagem:

Análise Comportamental Aplicada (ABA) desenvolve novas habilidades e elimina comportamentos difíceis ao dividir as tarefas em pequenos passos. Essa abordagem é especialmente eficaz para chamar a atenção de crianças difíceis de se alcançar.

DIR/Floortime (Abordagem com base em relacionamento, diferença individual e desenvolvimento) inclui rotinas altamente motivadoras relacionadas aos interesses da criança e desenvolve habilidades sociais, de comunicação e de brincadeira através de interações lúdicas cada vez mais complexas. Abordagens semelhantes incluem Suporte Transacional, Regulamentação Emocional, Comunicação Social (SCERTS), Tratamento e Educação de Crianças Autistas e com problemas de comunicação relacionados (TEACCH) e Intervenção para Desenvolvimento Relacional (RDI).

Além dessas abordagens, a maioria dos programas para crianças com TEA utiliza ferramentas especificas, tais como:

Terapia de fala-linguagem, que ajuda a criança aprender a entender e expressar-se através da linguagem. Intervenções totais de comunicação, que envolvem o uso da linguagem, vocalizações, imagens e gestos, assim como linguagem de sinais e o Sistema de Comunicação de Troca de Imagem (PECS) – qualquer meio que uma criança possa utilizar para se comunicar. Terapia ocupacional, fisioterapia e terapia de integração sensorial, que se concentra nas habilidades motoras finas (mãos e dedos) e grossas (musculares), e necessidades sensoriais. Apoios comportamentais positivos, os quais minimizam comportamentos difíceis através da recompensa para comportamentos apropriados, reações e conclusão de tarefa.

Profissionais da área médica podem também implementar as seguintes terapias:

Medicação. Não existe uma medicação especial para TEA. Alguns medicamentos podem ajudar com sintomas como hiperatividade, ansiedade, comportamentos compulsivos, atenção ou agressão. Peça conselho de seu médico sobre qual ou quais medicamentos podem ser adequados para seu filho e se os benefícios são maiores que qualquer risco ou efeito colateral associado ao medicamento.

Terapias biológicas, que incluem dietas especializadas ou restritas, suplementos nutricionais e vitaminas. Consulte seu médico para determinar se tais abordagens são comprovadamente seguras e eficazes.



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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ATENÇÃO & DESATENÇÃO


Você está prestando atenção?

Segundo William James, a atenção é “uma tomada de posse da mente, em uma forma clara e vívida, de um dos diversos objetos ou séries de pensamentos que parecem simultaneamente possíveis.

Implica o abandono de algumas coisas a fim de ocupar-se efetivamente de outras”.

O estabelecimento do foco de atenção possui um valor adaptativo na medida em que discriminamos os estímulos que são relevantes dos irrelevantes e os direcionamos seletivamente aos recursos limitados de processamento das informações de nosso encéfalo (Bear e colaboradores, 2002).

Ao ler um texto, como essa postagem, a atenção é essencial para que se compreenda o conteúdo. Nesse caso, outros estímulos que provêem do ambiente ou de outros processos mentais (como a memória evocativa) podem desviar a nossa atenção e conseqüentemente atrapalhar a compreensão do texto.
Disso voltamos à pergunta inicial: Você está prestando atenção? Se sua resposta for positiva, será que você consegue lembrar razoavelmente bem a definição de James ou o complemento de Bear sobre a atenção? Se sua resposta for negativa, o que terá desviado a sua atenção do texto? Essas perguntas são importantes para compreendermos como as pessoas relacionam-se com um ambiente repleto de estímulos em que cada estímulo parece importante.

As pessoas que não estavam prestando atenção à leitura provavelmente focaram-na em outro estímulo e relegaram à leitura uma importância secundária. Essa desatenção ocorre quando processamos estímulos variados ao mesmo tempo e acabamos focando nossa atenção em apenas um, ou no máximo dividimos a atenção entre dois estímulos.
Muitas vezes a desatenção é atribuída erroneamente ao déficit de atenção/hiperatividade (TDA/H). Este déficit pode ser somente de atenção (TDA), somente hiperatividade e as duas características ao mesmo tempo (TDAH).

Esse transtorno é mais comumente verificado em crianças (em sua maioria meninos, na proporção de 10 para 1 contra as meninas) representando de 3 a 5 % da população infantil. Porém, recentemente tem se avaliado a existência dele também em adolescentes e adultos. Muitas crianças acometidas pelo transtorno têm pais como o mesmo problema, pois se trata de uma condição genética em 80% dos casos.

As características do TDA/H incluem um padrão de funcionamento cerebral deficitário em alguns locais como o lobo parietal (relaciona-se ao processamento da sensibilidade cinestésica-movimento), o córtex pré-frontal (responsável pela concentração e atenção seletiva) e o córtex cingulado anterior (está ligado ao armazenamento da memória de longo prazo). Em crianças afetadas é comum o relato de que: se movimentam constantemente, falam demais, possuem dificuldades de brincar ou permanecer em silêncio quando lhes são exigidos tais comportamentos, têm pouca coordenação motora e dificuldades em permanecer em uma única tarefa por tempo prolongado. Isso pode gerar grandes déficits de aprendizagem e dificuldades de comunicação.

Na maioria dos casos, o transtorno persiste na adolescência e vida adulta (60% a 70% deles). Porém, geralmente perdem-se as características da hiperatividade, ficando potencializada a falta de atenção e concentração na realização das tarefas diárias.

O tratamento medicamentoso mais comum se dá com o remédio Ritalina (Metilfenidato). Esse medicamento é uma anfetamina psicoestimulante que age inibindo a recaptação de dopamina e noradrenalina (neurotransmissores que atuam no encéfalo). Desta forma, o remédio faz com que esses receptores potencializem as sinapses neuronais (principalmente a nível de córtex pré-frontal) aumentando a capacidade de concentração e coordenação motora (fatores pelos quais a Ritalina foi e ainda é utilizada para atletas, competidores e pessoas outras que não possuem o transtorno).

O tratamento medicamentoso deve ser reforçado com a psicoterapia e o acompanhamento familiar. O diagnóstico para o TDAH tem que ser diferencial, baseado não apenas nas características da desatenção ou no excesso de “euforia” do paciente. É preciso um estudo cuidadoso do histórico familiar, da constituição da família e da criação dada ao paciente.

Postado por: Guilherme da Costa Alves e Júlia Rodrigues Lobo
Fonte: PsiqWeb- Portal de Psiquiatria : http://virtualpsy.locaweb.com.br/?art=318&sec=35

Lima, Ricardo F. de (2005). Compreendendo os mecanismos atencionais. Ciências & Cognição; Ano 02, Vol.06, nov/2005. Disponível em http://www.cienciasecognicao.org/

ANDRADE, Ênio Roberto de e SCHEUER, Claudia. Análise da eficácia do metilfenidato usando a versão abreviada do questionário de conners em transtorno de déficit de atenção/hiperatividade.
Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 2004, vol. 62, no. 1 [citado 2008-05-27], pp. 81-85.

ROTHENBERG, Aribert e BANASCHEWKI, Tobias. Mentes Inquietas. Revista Viver Mente & Cérebro. 2008, nº 144. Editora Duetto. São Paulo –SP.