segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Censo do Lesado Medular

Censo do Lesado Medular
VAMOS AJUDAR AO LEANDRO
Leandro Portella
Última Atualização: sábado, janeiro 21, 2012
Caros Lesados,
Eu sei que impossível encontrar todos os Lesados Medulares, muitos não tem acesso a internet, mas esse Censo do Ser Lesado é a minha forma de protestar, pois o Censo 2010 não incluiu as pessoas com deficiência, por esse motivo tive a ideia de fazer o Censo do Lesado Medular.
O Objetivo é Saber quantos somos e onde estamos, promover a integração de  todos para trocarmos  experiências e assim proporcionar uma melhor qualidade de vida a todos nós Lesados!
Vamos nos unir!!!
“Censo por causa da falta de senso do censo!”

Nome:
Idade:
Cidade:
Tempo de lesão:
Motivo da lesão:
Nivel da lesão:
Contato:
Responder como comentário.
Vamos mostrar onde estamos!!! Participem!!!
Quem não expor seus dados pode enviar para:
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Facebook Twitter Email 

Vídeo do dia do casamento de um cadeirante

Vídeo do dia do casamento de um cadeirante
Leandro Portella
Última Atualização: domingo, dezembro 29, 2013
Lindo vídeo de Adriana e Brano (cadeirante) no dia do casamento
Fonte: SCI

O ex-guerrilheiro medalhista nas Paraolimpíadas


O ex-guerrilheiro medalhista nas Paraolimpíadas


Por Marco Antonio L.
Da BBC Brasil
Rosario Gabino
Sebastián Rodríguez (Divulgação)
Nadador é o mais bem-sucedido atleta paraolímpico da Espanha
Quem vê o sorriso triunfante do nadador paraolímpico espanhol Sebastián "Chano" Rodríguez, de 56 anos, exibindo suas medalhas no Centro Aquático de Londres, não é capaz de imaginar seu passado turbulento.
Nascido em Cádiz, na região da Andalusia, Sul da Espanha, ele tinha 26 anos em 1985 quando foi condenado a uma pena de 84 anos de prisão por participar de vários atentados com explosivos na Espanha e pelo assassinato do empresário andaluz Rafael Padura.
Atualmente, ele é o atleta paraolímpico que mais conquistou medalhas na história espanhola - um total de 15, sendo 8 de ouro, quatro de prata e três de bronze.
Ele diz se arrepender de seus crimes, mas não gosta de falar de seu passado como integrante da organização Grapo, um grupo armado de extrema esquerda, considerado organização terrorista pela União Europeia.
Em entrevista à BBC Mundo, o serviço hispânico da BBC, Rodríguez se limitou a dizer: "Ao longo da minha vida, vi que estava equivocado. Mas tentei corrigir e sigo tentando. Não posso fazer nada sobre o que ficou para trás, mas posso fazer com que o futuro seja diferente''.
Após passar por vários presídios, Rodríguez participou, em 1990, de uma greve de fome que visava a pressionar as autoridades carcerárias para que elas unissem todos os detentos pertencentes ao grupo maoísta do qual fazia parte em um mesmo centro de detenção.
O mote de Sebastián 'Chano' Rodríguez
"Ainda que ninguém possa voltar no tempo e fazer um novo começo, qualquer um pode começar a partir de agora e fazer um novo final"
Uma greve de fome de 432 dias e diversas internações hospitalares marcaram-no para sempre. A falta de alimentação afetou alguns de seus órgãos e debilitou as suas pernas, impedindo-o de voltar a andar, quando ele ainda estava preso.
Em 1994, ele obteve liberdade condicional graças a uma lei espanhola que estipula a libertação de detentos doentes em estado grave. Em 2007, ele recebeu um perdão do governo.
Mas antes disso Rodríguez já havia se tornado um campeão olímpico. Nos Jogos de Sidney, em 2000, ele obteve cinco medalhas de ouro e rompeu quatro recordes mundiais. Mas sua glória acabou sendo ofuscada por um escândalo, quando veio à tona a notícia de que ele havia mentido às autoridades paraolímpicas ao dizer que sua deficiência se devia a um acidente de trânsito.
A despeito de protestos para que ele as medalhas fossem anuladas, o Comitê Paralímpico Internacional avaliou que ele não havia rompido nenhuma regra e poderia manter suas medalhas.
Ao ser indagado sobre o passado, Rodríguez afirma: ''Isso deixo a você, o que é preciso ressaltar é o esporte, é para isso que estamos aqui''.
Nos Jogos Paraolímpicos de Londres, ele conquistou uma medalha de prata nos 50 metros livres S5 e outra nos 200 metros livres. No sábado, ele compete ainda por sua décima-sexta medalha, nos 100 metros livres.
Conquistas olímpicas
15 medalhas
  • 8 de ouro
  • 4 de prata
  • 3 de bronze
A despeito da idade avançada, ele não fala em aposentadoria e até brinca sobre o tema, dizendo ter a ''cara de pau'' de seguir nadando, ainda que ''tenha, quase quase a idade de meus adversários somada'', diz, sorrindo.
''Todos me perguntam: Sebastián, qual o seu segredo, o que você come, como você treina? Queremos chegar assim a sua idade. Mas não tenho nada especial, se algo me favorece, é a regularidade e ter um objetivo claro.''
"Na vida, os segredos não valem, não há magia, aqui se trabalha e se você conta com um pouco de sorte, o resultado acompanha. Foi o que meu pai me ensinou desde a infância. Somos uma família muito grande, de 17 irmãos. Meu pai deu a todos os filhos de comer porque era um homem muito correto, muito justo e sobretudo muito trabalhador. Ele me ensinou a ser honrado e responsável em relação ao que pensamos.''
O modo disciplinado de agir fez com que o nadador alcançasse seu objetivo desde que participou de Pequim 2008 - onde ganhou a medalha de prata nos 100 metros peito que era chegar aos Jogos de Londres.
Para isso, relata, deixou sua casa, sua família, sua namorada, amigos e ''suas cachorrinhas'' para se recolher em um complexo esportivo em Madri onde conta ter levado uma ''vida de monge''.
Ele resume seu sucesso em duas palavras: regularidade e honestidade.
Antes de se despedir da reportagem da BBC, ele lê uma frase de um admirador anônimo da qual muito gostou. "Ainda que ninguém possa voltar no tempo e fazer um novo começo, qualquer um pode começar a partir de agora e fazer um novo final''.

Herói paralímpico tem que se arrastar para ir ao banheiro na própria casa


Herói paralímpico tem que se arrastar para ir ao banheiro na própria casa



David Weir vive em uma moradia social na Inglaterra que não está adaptada às suas necessidades Foto: Getty Images
David Weir vive em uma moradia social na Inglaterra que não está adaptada às suas necessidades
Foto: Getty Images

Dono de seis medalhas de ouro em Jogos Paralímpicos, o britânico David Weir não conseguiu o direito de ter uma casa social minimamente adaptada às suas necessidades especiais. Nesta terça-feira, a família do atleta desabafou contra a prefeitura da cidade inglesa Rondshaw, que se recusa a instalar um banheiro no andar térreo da residência, forçando que o multicampeão tenha que se arrastar por uma escadaria para conseguir ir ao banheiro.
Weir, 34 anos, nasceu com uma deficiência na coluna vertebral e não possui o movimento das pernas. O atleta compete em provas de velocidade para cadeirantes e, na carreira, conquistou dez medalhas em Jogos Paralímpicos entre Atenas 2004 e Londres 2012 – seis delas de ouro.
“Ele é um herói nacional, mas não consegue encontrar uma casa decente. Ninguém está ajudando”, disparou Jacqueline, mãe de Weir, em entrevista ao jornal The Sun. A noiva do atleta, Emily Thorne, endossou as críticas. “Não estamos pedindo uma mansão. Só queremos uma casa com três quartos e um banheiro no piso térreo”, declarou.
A preocupação da família é que, com o envelhecimento, Weir sofra com algum problema mais grave nos ombros por causa do esforço que o atleta precisa fazer para se deslocar dentro de casa. A prefeitura de Rondshaw se recusou a comentar o caso.

Relatório de Monitoramento da Convenção


Relatório de Monitoramento da Convenção

1. Ao ratificar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, o Brasil e demais Estados Partes comprometem-se a apresentar ao Secretário-Geral das Nações Unidas, de acordo com o parágrafo 1º do artigo 35, um relatório sobre as medidas tomadas para cumprir as suas obrigações com a Convenção para exame pelo Comitê dos Direitos das Pessoas com Deficiência:
  • a) dois anos após a entrada em vigor da Convenção no Estado em causa; e
  • b) posteriormente pelo menos a cada quatro anos e sempre que for solicitado, uma vez que o parágrafo 1º do artigo 36 estabelece que o Comitê poderá solicitar informações complementares aos Estados Partes.
2. O Secretariado da ONU definiu diretrizes para orientar os Estados Partes sobre a forma e o conteúdo dos relatórios, facilitar sua preparação e garantir sua abrangência e consistência na apresentação. A conformidade com as diretrizes reduz a necessidade do Comitê solicitar informações adicionais nos termos do artigo 36 da Convenção e do parágrafo 3º do artigo 36 º das suas regras.
3. O processo de elaboração de relatórios não é apenas uma maneira de cumprir as obrigações internacionais do Brasil perante a Convenção, mas também uma oportunidade para fazer um balanço da proteção dos direitos humanos no país, favorecendo um planejamento mais eficaz das políticas públicas adotadas e a efetiva implementação da Convenção. O processo de elaboração do relatório nacional oferece uma oportunidade ao Governo Federal para que cada órgão governamental:
  • a) realize uma revisão exaustiva das medidas tomadas para harmonizar as legislações e políticas nacionais com as disposições da Convenção após sua incorporação na normativa nacional com “status” de emenda constitucional;
  • b) verifique os progressos realizados no acesso ao usufruto dos direitos estabelecidos na Convenção, no âmbito da promoção dos direitos humanos em geral;
  • c) identifique problemas e deficiências existentes no enfoque adotado para a implementação da Convenção;
  • d) planeje e desenvolva as políticas adequadas para atingir esses objetivos.
4. Além disso, a Convenção demanda ao Estado brasileiro que incentive e facilite a participação das organizações não-governamentais (ONGs), incluindo organizações de pessoas com deficiência na elaboração de seus relatórios. A participação construtiva dessas organizações irá melhorar a qualidade da informação e promover a fruição por todos dos direitos protegidos pela Convenção. Os relatórios devem conter uma explicação do processo de consulta à sociedade civil e em particular com as organizações representativas das pessoas com deficiência e as medidas tomadas para tornar o processo totalmente acessível.
5. A Convenção demanda que cada governo reconheça e respeite a diversidade das pessoas com deficiência e garanta que seu relatório não seja geral, mas voltado especificamente para os diferentes tipos de deficiência, quando a situação assim o exigir.
6. As diretrizes para a elaboração do presente relatório foram estabelecidas de modo que suas normas sejam atualizadas no futuro, a fim de incorporar a evolução da prática em relação à implementação da Convenção.
Arquivos para baixar
AssuntoExtensãoTamanhoDownload
Relatório de Monitoramento da Convenção – ONU | Pessoa com Deficiência | portugues.pdf765.62 KBBaixar
Relatório de Monitoramento da Convenção – ONU | Pessoa com Deficiência | inglês.pdf878.07 KBBaixar
Relatório de Monitoramento da Convenção – ONU | Pessoa com Deficiência | portugues.doc408 KBBaixar
Relatório de Monitoramento da Convenção – ONU | Pessoa com Deficiência | inglês.doc417.5 KBBaixar
Relatório de Monitoramento da Convenção – ONU | Pessoa com Deficiência | portugues.txt265.6 KBBaixar
Relatório de Monitoramento da Convenção – ONU | Pessoa com Deficiência | inglês.txt278.36 KBBaixar

Aumento de crianças com necessidades especiais na rede pública expõe carências e preconceitos


Aumento de crianças com necessidades especiais na rede pública expõe carências e preconceitos
2
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – De 2003 para 2011, o número de alunos com deficiência ou doenças crônicas, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação cresceu 164%. Segundo o Ministério da Educação, em 2003, 28% dos alunos que precisavam da educação especial estudavam em classes comuns e o restante, em classes especiais. Em 2007, o percentual desses alunos incluídos nas classes regulares passou para 54% e, no ano passado, para 74%, com 752 mil estudantes inscritos.
O número de escolas de educação básica com matrículas de estudantes que precisavam da educação especial cresceu 615%. Para pedagogos e especialistas, o aumento reflete a maior inclusão de grande parte desse grupo no ambiente escolar. Antes, esses estudantes viviam confinados em casa ou em escolas especiais. A chegada desses alunos na rede pública também revela as carências e preconceitos de quem lida com esse público.
A pedagoga Glória Fonseca Pinto trabalha com crianças e adolescentes com doenças crônicas e deficientes há mais de dez anos no Rio de Janeiro. Segundo ela, para incluir esse grupo na escola não basta apenas a matrícula. “O sistema precisa se preparar melhor para acolher essas crianças com mais qualidade. As escolas precisam entender que precisam se adaptar a essas crianças e não o contrário. Existem muitos exemplos [bem-sucedidos] de crianças com comprometimentos que conseguem se formar e ganhar muita independência”.
Ela lamentou o fato de diversas escolas ainda recusarem esse estudantes. “A criança especial pode e deve frequentar uma escola regular, mas infelizmente não é toda a escola que a aceita por não ter currículo, [não dispor de] rampa e de material humano. Mas não existe receita de bolo e as escolas precisam se predispor a aceitar essas crianças”.
No Rio de Janeiro, em um ano, esse grupo de estudantes aumentou 15% na rede estadual, de acordo com a Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com 3 mil alunos da educação especial no universo de 1 milhão de inscritos na rede estadual.
Para a professora Márcia Madureira, da equipe da Coordenação de Inclusão Educacional da Seeduc, o incremento na entrada dessas crianças e adolescente reflete um movimento de inclusão por parte da rede de ensino, mas traz enormes desafios. “O aumento do fluxo é um bom sinal e são muitos os desafios, mas estamos tentando ampliar os serviços para atender a essa demanda, como transformar todas as escolas acessíveis para cadeirantes”.
Segundo a Secretaria Estadual de Educação, 3.564 alunos com deficiência ou doenças crônicas foram inscritos na rede estadual de ensino no 1º semestre de 2012. São aproximadamente 200 Salas de Recursos que oferecem Atendimento Educacional Especializado (AEE) aos alunos com necessidades especiais e cerca de 150 profissionais atuam nestas salas.
Para a coordenadora do Núcleo de Apoio a Projetos Educacionais e Culturais, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), Magdalena Oliveira, as escolas do país não estão estruturadas para receber as crianças e adolescentes com deficiência. “Com cerca de 40 alunos, é óbvio que a professora não terá estrutura para atender essa criança com deficiência. Uma escola capaz de receber uma criança com deficiências deveria ter uma fisioterapeuta motora, uma fisioterapeuta respiratória, uma fonoaudióloga, uma psicomotricista, uma terapeuta ocupacional, além de um psicólogo para poder dar apoio ao corpo docente e às crianças”.
Magdalena ressaltou que a exclusão dessas crianças e adolescentes do ambiente escolar prejudica seu desenvolvimento, pois ficam isoladas do convívio social. “A escola é o único lugar onde a gente começa a vida tendo que dar conta de ter que conviver com os amigos, aguentar a pressão dos professores e dos amigos. Isso dá para a criança uma independência e uma maturidade emocional que a gente enquanto mãe não consegue dar”. A pedagoga lembrou que a convivência das outras crianças com esse grupo também é frutífera, pois fortalece o respeito às diferenças.
Edição: Tereza Barbosa
Fonte: Agência Brasil

INFRAÇÃO GRAVE AGORA É LEI

Posted: 13 Nov 2013 05:50 PM PST

Uma questão de cidadania

Com tramitação há seis anos, o Senado aprovou, no último dia 18 de setembro, o Projeto de Lei 99/2007 que torna grave a multa para quem estacionar em vagas reservadas para idosos e pessoas com deficiência. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro considera estacionar nessas vagas como infração leve. Com a mudança, a infração se tornará grave com aumento do valor da multa, da pontuação e apreensão do veículo.

O projeto também trata de outros temas relacionados à legislação de trânsito, mas a atenção atribuída às vagas reservadas é, por um lado, honorável e, por outro, uma ferramenta mais rígida para lembrar as pessoas a praticar cidadania.

Ser cidadão é exercer um conjunto de direitos, mas estando sujeito a deveres que lhe são atribuídos. Parar em uma vaga reservada é impactar o acesso de quem já sofre com a falta de mobilidade em muitos outros equipamentos urbanos. 

Com as alterações feitas pelo Senado, o projeto de lei agora retorna à Câmara para ser apreciado novamente. É um prazo consideravelmente extenso para se resolver uma situação que demandaria apenas bom senso das pessoas em respeitarem aqueles que têm direito às vagas demarcadas. Vale ressaltar que, do total de vagas disponíveis, a legislação federal estabelece a reserva de apenas 2%.

Paralelamente às legislações punitivas, a Prefeitura, há anos, vem distribuindo aos munícipes a “multa moral”. Trata-se de um impresso semelhante ao utilizado pelos agentes de trânsito que serve para alertar os cidadãos que desrespeitam as vagas reservadas. Qualquer pessoa pode, inclusive, imprimi-lo do site da secretaria (prefeitura.sp.gov.br/pessoacomdeficiencia ) e criar o hábito de usá-lo. Esperamos que, muito em breve, não precisemos mais de campanhas instrutivas nem de instrumentos legais para conscientizar as pessoas a fazer o que já é de seu dever.

Marianne Pinotti é secretária municipal da Pessoa com Deficiência


 

Pais de crianças autistas divergem sobre educação especial

Pais de crianças autistas divergem sobre educação especial

PUBLICIDADE

JAIRO MARQUES
DE SÃO PAULO

Ouvir o texto
Familiares de pessoas com autismo estão organizando, para daqui a duas semanas, um grande ato, em Brasília, para pressionar o governo pelo direito de educarem seus filhos em casa ou em instituições específicas.
O movimento encontra resistência dentro do próprio universo de pais com filhos autistas. Há associações que defendem que o caminho para a maior socialização é por meio da educação regular.
A divisão veio à tona após a presidente Dilma vetar, na lei que iguala direitos de autistas aos de demais pessoas com deficiência, trecho que deixava aberta a possibilidade de a educação do grupo ser realizada de acordo com necessidades específicas.
"O autismo se manifesta em diferentes graus, o que vai gerar demandas diferentes. Não é possível tratar tudo na mesma normativa", diz Berenice Piana, mãe de um jovem com autismo e uma das principais responsáveis pela aprovação da lei.
Entre as alegações dos que apoiam a educação segmentada estão a exposição dos filhos ao bullying, a falta de estrutura e capacitação de professores nas escolas regulares e a imprevisibilidade das ações das crianças, que podem inclusive ser violentas, dentro da sala de aula.
Apaes em todo o país dão fôlego ao pleito de quem defende a educação especial. A instituição é a mais tradicional do país no trato com pessoas com deficiência intelectual tanto em aspectos educacionais como em terapias.
RECURSOS
Pelo Plano Nacional de Educação, em avaliação no Congresso, instituição nenhuma poderá, a partir de 2016, receber recursos públicos para fornecer ensino exclusivo a grupos com deficiência como autistas, downs ou paralisados cerebrais, como no caso das Apaes.
"O mundo moderno exige toda criança na escola e o governo investiu em leis e procedimentos que levassem o país a esse patamar. Se a criança não puder ir à escola por motivos médicos sérios, a escola deve ir à criança", afirma o psicólogo Manuel Vazquez Gil.
Ele tem um filho com autismo em grau severo e que estuda no ensino regular.
O MEC (Ministério da Educação) defende que é inconstitucional a manutenção das escolas especiais, uma vez que o Brasil é signatário de convenção internacional que determina a educação inclusiva, fornecendo os governos as condições para isso.
"Os pais precisam ter o direito de escolha de onde querem educar seus filhos. Eles são os melhores especialistas, vivem o problema no dia a dia", declara Piana.
Na política de educação inclusiva do MEC estão previstas ações "intersetoriais" para atender os casos mais graves de pessoas com deficiência na escola, que envolvem auxílio de acompanhantes, atenção à saúde e ensino complementar.
Os contrários à obrigatoriedade do ensino regular afirmam que, na vida prática, a educação inclusiva não tem efeito para pessoas com autismo em grau severo, que não aprendem à contento e na escola ficam longe de cuidados da família ou de profissionais habilitados.
A secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Linamara Battistella, avalia que o debate em torno da educação de autistas não pode ser generalizado e precisa de mais espaço.
"O conceito da educação inclusiva é para o que trabalhamos, mas é preciso particularizar o que exige um cuidado diferenciado. Em caso de autistas com grave dependência, talvez a escola convencional não seja o melhor lugar."
Já a secretária municipal da mesma pasta, Marianne Pinotti, defende que a escola regular crie condições, com a ajuda dos pais e de especialistas, para o atendimento de qualquer criança, de acordo com suas necessidades.

Ergonomia para roupas das pessoas com nanismo




Ergonomia das roupas para pessoas com nanismo



Não é novidade que nós, pessoas com nanismo, temos dificuldades em comprar itens do nosso vestuário. De camisas a calças dos mais diversos tipos, o fato é que o mundo da moda não está preparado para esses clientes que tem características bem específicas. Todo portador de nanismo tem que ter uma fiel costureira, para sempre dar um jeitinho nas roupas que acabaram de ser compradas.

C
Corta daqui, costura dali, tira um botão, coloca outro, folga, aperta, experimenta, tira de novo…Aahhhhh! Não sei para as mulheres com nanismo, mas pra nós homens é uma verdadeira chatice! Ou vai me dizer que você não fica profundamente aliviado quando experimenta uma roupa que sirva perfeitamente em você de primeira?! Podemos dizer que essa dificuldade para encontrar roupas para pessoas com nanismo acabou virando rotina, pois já estamos acostumados a lhe dar com esses problemas relacionados a ergonomia para pessoas com nanismo.
Diante desse cenário, algumas pessoas se preocupam realmente com essa necessidade e procuram alguma forma de melhorar a situação do vestuário para pessoas com nanismo. Recentemente a estudante de moda Ana Paula Hoffling, entrou em contato conosco levantando a questão da ergonomia das roupas consumidas por pessoas com nanismo, tema de seu trabalho de conclusão de curso. Como o tema é bastante interessante e do interesse de todos nós, estamos colocando o questionário de seu TCC aqui no Nanismo em Foco e esperamos a participação de todos os nossos leitores.

Como participar da pesquisa?

Pra participar é muito fácil! Basta baixar os dois questionários que disponibilizamos nos links abaixo:
Você deverá responder os dois questionários e encaminhar para o Nanismo em Foco através do e-mail contato@nanismoemfoco.com, ou diretamente para a Ana Paula através doannahoffling@gmail.com. Caso tenham alguma dificuldade quanto a nomenclatura das medidas, a Ana escaneou as páginas de um livro que explicam com mais detalhes cada uma delas. Para fazer o download dessas páginas clique aqui. Se tiver qualquer outra dificuldade, entre contato conosco ou através da página do Nanismo em Foco no Facebook.

2 Comentários para “Ergonomia das roupas para pessoas com nanismo”
  1. Gisele Rocha
    Tenho uma filha de um ano com nanismo e é quase impossível encontrar roupas feitas especialmentes pra anões e bebês anões então é impossível. Será que o NEF pode ajudar com sites de grifes ou pessoas que fazem roupas para pequenos bem pequenininhos?
    Querido João sou Jornalista e estou a disposição! Bjs
    • João Lucas
      Olá Gisele, bom dia. O único site especializado que eu conheço é o A Moda está em Baixa. Na página tem e-mail e contato da responsável pelas roupas.