Mostrando postagens com marcador volta por cima. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador volta por cima. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de novembro de 2009

Em tempo de Superação - Cadeirantes que deram a volta por cima





VEJAM MAIS SOBRE Em tempo de Superação - Cadeirantes que deram a volta por cima EM : http://deficienteciente.blogspot.com/search/label/Defici%C3%AAncias


Marcelo Yuka, 43 anos, músico e paraplégico.

O acidente
"Eu ia a um show no Rio de Janeiro. Perto de casa, havia um carro atravessado na ponta de uma rua, tentando parar a tiros os carros que passavam. Freei e dei ré. Mas não sabia que havia outro carro, atrás do meu, assaltando uma menina. Os caras desse carro começaram a disparar. Recebi nove tiros e passei por 12 cirurgias."

A recuperação
"Fiquei muitos anos em depressão, entre seis e sete. Quis desistir de viver várias vezes. A mudança no seu corpo é mais rápida do que na sua cabeça. Dia após dia, você vai descobrindo o que perdeu. Há uns dois anos, descobri a meditação e as coisas foram clareando. Fazer terapia também me ajudou."

A volta por cima



"Assim que melhorei da depressão, tentei resgatar um pouco do homem que eu era. Faço trabalhos sociais e estou gravando um disco, que deve sair depois do Carnaval. Nunca tive problema de relacionamento [pela minha condição física]."

Mara Gabrilli, 42 anos, vereadora de São Paulo, tetraplégica

O acidente
"Sofri um acidente de carro em 1994, aos 26 anos. Numa curva da serra de Taubaté, o meu então namorado perdeu o controle do carro, que rolou 15 metros barranco abaixo. Quebrei o pescoço - uma dor inesquecível. Eu não conseguia respirar direito e não mexia os braços. Fraturei a quarta e a quinta vértebras cervicais."

A recuperação
"É claro que tive momentos de tristeza. Lembro de cenas fortes: eu, nos EUA, onde fiz minha reabilitação, olhando para o nada e pensando: 'E agora, como é que vai ser?'. Mas em nenhum momento pensei em morrer. Percebi que não dava para ficar contabilizando o que havia perdido. Me concentrei no que tinha de ganhar para melhorar."

A volta por cima
"Quando vi a facilidade emocional e financeira que tinha diante do problema, percebi que era privilegiada. Resolvi fundar uma organização para melhorar a qualidade de vida das pessoas com deficiência. Criei a ONG Projeto Próximo Passo (PPP), focada em esportes. Tenho também o Instituto Mara Gabrilli na luta pela causa dos deficientes."

Fernando Fernandes, 28 anos, modelo e ex-Big Brother Brasil, paraplégico.

O acidente
"Dormi no volante e, quando acordei, estava na cama errada. Tinha um monte de gente de branco em volta de mim. Eu pensei: 'Pronto, acordei no céu'. Colocaram oito pinos de titânio nas minhas costas. Fiquei bastante tempo grogue pelos remédios, e só depois percebi que não sentia as pernas. O apoio dos amigos, no hospital, foi fundamental."


A recuperação
"No momento, estou sem movimento nas pernas. Os médicos não sabem quando e se ele volta. Então, a palavra 'reabilitação' tem sentido aberto. É óbvio que eu quero voltar a andar, mas tenho que ser realista e inteligente o bastante para saber que há a possibilidade de isso não acontecer. Graças a Deus, tenho lidado naturalmente com isso.."

A volta por cima
O plano A, é lógico, é voltar a andar e a trabalhar como modelo. Mas a gente tem de lidar com a realidade. Meu plano B seria voltar a praticar um esporte competitivo e disputar uma Paraolimpíada. O remo me interessa muito. O atletismo, também."

Fonte: Revista Veja (04/11/09)

Veja também nesse blog:
Fernando Fernandes ex-BBB fala sobre acidente que o deixou paraplégico
Uma mulher tetraplégica muito especial
Postado por Deficiente Ciente às 07:25 2 comentários
Marcadores: Deficiências, Exemplos de Superação