Blog do Prof de Ed. Física MSc SERGIO CASTRO,da Pós Graduação em Educação Especial e Tecnologia Assistiva da Universidade Cândido Mendes(AVM) ;Ex-professor da Universidade Estácio de Sá e Ex-Coordenador de Esportes para Pessoas com Deficiências (PcD) do Projeto RIO 2016 da SEEL RJ ,destinado a fornecer informações sobre pessoas com deficiência(PcD) e com Necessidades Educativas Especiais(PNEE), bem como a pessoas interessadas nesta área ( estudantes, pais, parentes, amigos e pesquisadores)
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Atleta com síndrome de Down Conquista o 10º Posto na Regional Metropolitana de Equitação Fundamental. | Bengala Legal Blog
sábado, 16 de outubro de 2010
ATIVIDADE FíSICA E A SíNDROME DE DOWN - CDOF.com.br
ATIVIDADE FíSICA E A SÌNDROME DE DOWN - CDOF.com.br
Uma novela de grande audiência explorou há algum tempo o problema social da Síndrome de Down. De certa forma
melhor informou às pessoas que as crianças portadoras da Síndrome podem, se estimuladas desde o nascimento, ter uma
qualidade de vida muito melhor que no passado. Podem fazer inclusive atividade física desde que orientadas por profissionais
especializados e/ou bem informados sobre as limitações e possibilidades de progresso.
O nome deve-se ao médico inglês Langdon Down que descreveu pela
primeira vez em 1866 as características de uma criança portadora dessa
síndrome.
Voltando lá para o nosso segundo grau, as crianças portadoras da síndrome
apresentam 47 cromossomos no núcleo de cada célula ao invés dos normais
46 herdados do pai e da mãe sendo 23 de cada um. Os cromossomos
contêm a herança genética e o extra localiza-se no par 21.
A identificação da criança com a síndrome é feita imediatamente após
o nascimento, confirmando as probabilidades já sabidas durante a
gestação através de exames feitos entre a 8ª e 11ª ou 14ª e 16ª
semanas de gravidez respectivamente amostra vilocorial e amniocentese. A ultra-sonografia e alfafetoproteína materna feitos durante a gestação também ajudam no diagnóstico.
Para os profissionais que vão trabalhar com essas crianças é preciso conhecer muito bem as características
físicas para melhor executar o seu trabalho, são elas: Olhos – pálpebras estreitas levemente oblíquas com prega
de pele no canto interno chamadas de prega epicântica. Íris – pequenas manchas brancas chamadas de manchas
de Brushfield. Cabeça – geralmente menor e a parte posterior levemente achatada. Boca – pequena e muitas
vezes se mantém aberta com a língua projetando-se para fora. Mãos – curtas e largas. Musculatura – de modo
geral mais flácida. Orelhas - pequenas e conduto auditivo estreito. Dedos dos pés – geralmente curtos com espaço
maior entre o dedão e o segundo dedo. Algumas crianças têm pés chatos.
ATIVIDADE FÍSICA E A SÍNDROME DE DOWN
melhor informou às pessoas que as crianças portadoras da Síndrome podem, se estimuladas desde o nascimento, ter uma
qualidade de vida muito melhor que no passado. Podem fazer inclusive atividade física desde que orientadas por profissionais
especializados e/ou bem informados sobre as limitações e possibilidades de progresso.
O nome deve-se ao médico inglês Langdon Down que descreveu pela
primeira vez em 1866 as características de uma criança portadora dessa
síndrome.
Voltando lá para o nosso segundo grau, as crianças portadoras da síndrome
apresentam 47 cromossomos no núcleo de cada célula ao invés dos normais
46 herdados do pai e da mãe sendo 23 de cada um. Os cromossomos
contêm a herança genética e o extra localiza-se no par 21.
A identificação da criança com a síndrome é feita imediatamente após
o nascimento, confirmando as probabilidades já sabidas durante a
gestação através de exames feitos entre a 8ª e 11ª ou 14ª e 16ª
semanas de gravidez respectivamente amostra vilocorial e amniocentese. A ultra-sonografia e alfafetoproteína materna feitos durante a gestação também ajudam no diagnóstico.
Para os profissionais que vão trabalhar com essas crianças é preciso conhecer muito bem as características
físicas para melhor executar o seu trabalho, são elas: Olhos – pálpebras estreitas levemente oblíquas com prega
de pele no canto interno chamadas de prega epicântica. Íris – pequenas manchas brancas chamadas de manchas
de Brushfield. Cabeça – geralmente menor e a parte posterior levemente achatada. Boca – pequena e muitas
vezes se mantém aberta com a língua projetando-se para fora. Mãos – curtas e largas. Musculatura – de modo
geral mais flácida. Orelhas - pequenas e conduto auditivo estreito. Dedos dos pés – geralmente curtos com espaço
maior entre o dedão e o segundo dedo. Algumas crianças têm pés chatos.
A Fisioterapia e a síndrome de Down
A Fisioterapia e a síndrome de Down
A avaliação inicial da criança com Síndrome de Down deve ser holística, sendo importante estar alerta aos problemas associados à síndrome, tais como hipotonia, redução da força muscular, hipermobilidade articular, pés planos, escoliose, alterações respiratórias, instabilidade atlânto-axial, doença cardíaca congênita, deficiências visual e auditiva, presença de doenças convulsivas.
Com esses dados, o fisioterapeuta é capaz de analisar as necessidades de cada criança e de sua família, planejando orientações e intervenções apropriadas para cada situação.
Com esses dados, o fisioterapeuta é capaz de analisar as necessidades de cada criança e de sua família, planejando orientações e intervenções apropriadas para cada situação.
O principal objetivo da fisioterapia é criar condições para explorar o potencial motor da criança, direcionando-a nas sucessivas etapas do desenvolvimento motor e auxiliá-la na aquisição de padrões essenciais e fundamentais do desenvolvimento, preparando-a para uma atividade motora subseqüente mais complexa.
Os objetivos específicos são determinados de acordo com a faixa etária ou fase do desenvolvimento. Para alcançar esses objetivos são utilizados métodos que propiciarão maior independência, autoconfiança e ampliação da relação com o meio ambiente.
Os objetivos específicos são determinados de acordo com a faixa etária ou fase do desenvolvimento. Para alcançar esses objetivos são utilizados métodos que propiciarão maior independência, autoconfiança e ampliação da relação com o meio ambiente.
O objetivo da fisioterapia não é tentar igualar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança com síndrome de Down ao de uma criança comum nem exigir da criança além do que ela é capaz, mas auxiliá-la a alcançar as etapas desse desenvolvimento da forma mais adequada possível, buscando a funcionalidade na realização das atividades diárias e na resolução de problemas.
A estimulação bem estruturada pode promover o desenvolvimento da criança, minimizando suas dificuldades e evidenciando a possibilidade de melhores respostas à experiência e adaptação a condições mutantes e a estímulos repetidos. A estimulação adequada torna consciente pra a criança os gestos da vida diária.
Os primeiros meses de vida são fundamentais para a estruturação de nossas potencialidades: as primeiras expressões do bebê são essencialmente motoras grande variedade de pequenos movimentos que fazem parte de um sistema complexo e organizado que irá influenciar no seu bem-estar, presente e futuro. Os primeiros movimentos são reflexos, porém, durante o seu desenvolvimento, a criança os refinará e os tornará mais precisos, reunindo todas as sensações motoras para chegar a gestos globais, tais como erguer a cabeça, sentar-se e ficar em pé.
A criança necessita de pré-requisitos para conseguir passar adequadamente para etapa seguinte do desenvolvimento neuropsicomotor, não se deve tentar pular fases para adiantar o processo, até mesmo porque a criança terá apenas prejuízos. De que adianta andar precocemente se ela é incapaz de se equilibrar ou manipular objetos de forma ordenada? A criança necessita de segurança e controle motor para avançar em seu desenvolvimento.
É importante ressaltar que cada criança tem seu próprio ritmo de desenvolvimento, que deve ser percebido e respeitado. A deficiência não determina como será o desenvolvimento de ninguém. Cada síndrome tem suas próprias características e cada criança as apresentará de forma diferente.O que importa é respeitar a individualidade da criança e determinar a linha de tratamento a partir disso.
O Conceito Neuroevolutivo Bobath é um dos mais adequados ao tratamento das crianças com Síndrome de Down por estar de acordo com os objetivos do trabalho realizado com bebês.
O trabalho de correção postural é realizado com crianças e adolescentes através de métodos ortopédicos e de reeducação postural global, como Iso-stretching e RPG.
O trabalho de correção postural é realizado com crianças e adolescentes através de métodos ortopédicos e de reeducação postural global, como Iso-stretching e RPG.
A prática esportiva em pessoas com síndrome de Down Atlantoaxial intability and ligamentous hyperlaxity in down syndrome
Acta Ortopédica Brasileira - Atlantoaxial intability and ligamentous hyperlaxity in down syndrome

A prática esportiva em pessoas com síndrome de Down tem se consolidado como importante método de terapia, integração e sociabilização(1). Entretanto, a presença de instabilidade atlantoaxial (IAA) nestas crianças merece consideração especial porque expõe os seus portadores a sérios riscos de lesão medular aguda com morte súbita, caso ocorra, durante a atividade esportiva, uma flexão cervical forçada, luxando ou subluxando as vértebras e comprimindo a medula espinhal(1).
Spitzer et al.(2) publicaram o primeiro relato de instabilidade atlanto-axial em portadores de Síndrome de Down. A partir de então, vários autores têm relatado esta associação numa taxa que varia entre 9% a 40 % , com apenas 10% a 15% destes indivíduos sendo sintomáticos(1,3,4,5,6).
Por este motivo, a identificação de IAA e fatores de risco nestas crianças é muito importante antes da indicação da prática esportiva. A hipoplasia do odontóide e as alterações degenerativas da coluna cervical já foram relatadas como fatores predisponentes; entretanto, a hiperfrouxidão ligamentar generalizada, que também é encontrada em altos índices nestes indivíduos, tem sido considerada por alguns autores a principal entidade relacionada com a IAA.
Sabe-se que a instabilidade atlantoaxial (IAA) é uma afecção caracterizada pelo aumento da mobilidade da articulação formada pela primeira e segunda vértebras cervicais (articulação atlanto-axial) devido a frouxidão do ligamento alar a este nível(7). Porém a associação entre frouxidão ligamentar alar e hiperfrouxidão ligamentar generalizada, bem como seu verdadeiro significado, ainda permanecem mal definidos na literatura.
Baseado nesta controvérsia, realizou-se estudo de corte transversal que busca verificar a freqüência de IAA em portadores de síndrome de Down e sua possível associação com hiperfrouxidão ligamentar generalizada.
domingo, 26 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
ORIENTAÇÕES PARA MÉDICOS QUE ATENDEM PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN


ORIENTAÇÕES PARA MÉDICOS QUE ATENDEM PESSOAS COM SÍNDROME DE DOWN
Dra. Nanci Palmieri de Oliveira (Pediatra do Ambulatório da SD do HC/UFPR)
A Síndrome de Down é a alteração genética mais freqüente, ocorre numa incidência de um para cada oitocentos nascidos vivos, na proporção de 1,3 meninos para cada 1,0 meninas; é mais freqüente nas gestações de mulheres acima de 35 anos e paternidade de homens acima de 55 anos; tem a expectativa de vida em torno de 68 anos.
A Síndrome de Down ocorre por uma alteração cromossômica numérica, com a presença de um cromossomo 21 extra, por isso chamada de trissomia do cromossomo 21. Este excesso de material genético é responsável pelas características da Síndrome, tanto físicas com cognitivas.
A Síndrome de Down tem um fenótipo e pode ter 3 genótipos diferentes:
trissomia simples - ocorre em 95% dos casos, tem um cromossomo 21 extra.
translocação - ocorre em 3 a 4% dos casos, sendo que o cromossomo 21 extra está agregado ao cromossomo 14, 21 ou 22.
mosaicismo - ocorre em 1 a 2% dos casos, algumas células têm a trissomia do 21 e outras não, porque a trissomia ocorre após a primeira divisão celular do óvulo fertilizado.
Independente do genótipo encontrado, o fenótipo tem características muito semelhantes, tanto do ponto de vista clínico como cognitivo.
A Síndrome de Down pode cursar com alterações clínicas decorrentes de todos os aparelhos, com uma incidência maior que a população em geral.
Estas alterações não estão presentes necessariamente no período neonatal, mas podem surgir a qualquer momento, em diferentes fases da vida.
Assim sendo, as consultas devem ser realizadas como se fosse sempre a primeira consulta, sendo muito criteriosa, pois a cada momento podem surgir fatos novos.
CUIDADOS GERAIS:
Aleitamento materno:
Deve ser estimulado ao máximo para estabelecer e ampliar o vínculo mãe-filho. As características do leite materno contribuem para a prevenção de doenças infecciosas e a sucção trabalha toda musculatura orofacial durante as mamadas, levando a uma melhor postura da boca e da língua, melhora da fala e na coordenação da ingestão de outros alimentos.
Puericultura:
O lactente com Síndrome de Down deve receber os mesmos cuidados que a população em geral, salvo a indicação de chupeta ortodôntica, para melhorar a postura da língua e o tônus da musculatura orofacial. A vacinação deve ter o esquema regular adicionado das vacinas especiais (Pneumococo, Varicela, Meningococo tipo C, Gripe, Hepatite A). Orientações para alimentação devem ser feitas por fonoaudióloga, adequadas para a idade, quanto à postura, deglutição e mastigação, desde o nascimento.
Desenvolvimento Psicomotor:
Pode chegar próximo da população em geral quando a criança é amada no contexto social e familiar, a estimulação é iniciada o mais precoce possível, já no período neonatal, e o diagnóstico de patologias associadas é precoce e com intervenção adequada. Quando o Desenvolvimento Psicomotor não está correspondendo ao esperado para idade e para a Síndrome, devemos estar atentos para a possibilidade de rejeição, frustração ou de patologias associadas.
Dermatologia:
Existe uma tendência ao ressecamento da pele e o aparecimento de foliculites, furúnculos, intertrigo, etc. É freqüente também dermatite seborreica, dermatite atópica e lesões por fungos (unhas, pés e couro cabeludo). A alopecia areata e o vitiligo têm uma incidência maior na S.D. e tem relação com o estado emocional. A pele na S. de Down possui algumas características especiais que vão se estabelecendo já desde a infância. Ao nascer a pele é fina e suave tornando-se mais grossa e áspera principalmente nas regiões palmo-plantares.O envelhecimento precoce da pele e fotoenvelhecimento é freqüente sendo necessária foto proteção e hidratação desde a infância.
A dermatite atópica e estigmas atópicos (ceratose pilar) ocorrem com freqüência necessitando tratamento especializado. Devido ás alterações de imunidade celular e humoral da síndrome, estes pacientes apresentam com maior freqüência infecções fúngicas (monilíase oral e de pele, tinea da cabeça, onicomicose, tinea do corpo) e bacterianas (foliculite, piodermite) na pele.A alopécia areata e o vitiligo são frequentes e muitas vezes associados á outras doenças auto-imunes como hiper ou hipotireoidismo e doença celíaca, sendo necessária investigação endocrinológica e tratamento especializado. Muitas destas doenças auto-imunes podem piorar com o estresse emocional necessitando apoio integral do paciente e da família.A psoriase pode apresentar-se com quadros clínicos graves especialmente nestes pacientes, necessitando tratamento especializado.
Cardiologia:
A cardiopatia congênita ocorre em 45 - 50% das crianças e destas 45 - 50% vão para cirurgia cardíaca. A investigação deve ser no berçário e/ou o mais precoce possível, independente da presença de sopro cardíaco. A cardiopatia deve, sempre que possível, ser acompanhada periodicamente por cardiologista.
Endocrinologia:
A triagem neonatal para hipotirioidismo já detecta o quadro que ocorre em 1% dos RN com S.D. e o tratamento deve ser precoce para que não interfira no Desenvolvimento Psicomotor, que já é comprometido. As alterações endócrinas correm em 15 a 25% dos casos de S.D., sendo o hipotireoidismo e a obesidade os mais freqüentes. O controle da função tireoideana, através do T4 livre e TSH, deve ser realizado periodicamente, durante toda vida, pois pode interferir no desenvolvimento cognitivo e favorecer a obesidade. A tireoidite de Hashimoto e a diabetes também são mais freqüentes na S.D.
Gastroenterologia:
As patologias do aparelho digestivo acorrem em 12% dos casos e alguns já são diagnosticados intra-útero ou no período neonatal como: estenose hipertrófica de piloro, atresia de esôfago, megacolo congênito, membrana duodenal, etc. O RGE também é mais freqüente e mais prolongado. A pesquisa de anticorpos antiendomisio deve fazer parte dos exames de rotina, pois a doença celíaca é 10% mais freqüente que na população em geral.
Oftalmologia:
Alterações oftalmológicas ocorrem em 50% dos casos. No período neonatal deve ser feito a primeira avaliação pela incidência de catarata congênita em 3% dos casos e/ou a presença de nistagmo. Anualmente deve ser reavaliado pelo aparecimento dos distúrbios de refração (hipermetropia, miopia, astigmatismo) que aparecem em 45 - 50% dos pacientes.
Otorrinolaringológicas
Alterações otorrinolaringológicas ocorrem em 80% dos casos, devendo ser dada uma atenção especial para esta condição. Existe uma hipoplasia do terço médio da face o que leva a rinite, sinusites, otites de repetição, que devem ser tratados precocemente e por tempo prolongado. A redução de espaço, as infecções de repetição e a hipertrofia de amídalas e adenóide devem estar em constante avaliação, juntamente com a apnéia do sono que levam à indicação cirúrgica, para que não interfiram na audição e no desenvolvimento cognitivo. A avaliação auditiva deve ser precoce e periódica, iniciando no período neonatal e sendo repetida de acordo com o melhor método para cada idade, mesmo quando for inicialmente normal. A perda auditiva pode ser neurosensorial, condutiva ou ambas.
Hematológicas:
Hemograma com contagem de plaquetas deve fazer parte dos exames de rotina anual pela incidência de leucemia em 3% da população Down, podendo aparecer em qualquer idade. Policitemia, anemias, mielodisplasias transitórias também são mais freqüentes.
Imunológicas:
Na maioria das vezes a dosagem de imunoglobulinas é normal, mas a função das mesmas pode estar diminuída, favorecendo a quadros infecciosos. A ocorrência de doenças auto imunes é maior que na população em geral.
Aparelho respiratório:
As infecções do aparelho respiratório são muito freqüentes pela diminuição do movimento ciliar do trato respiratório, pela associação das cardiopatias, pela hipertensão pulmonar primária e pela diminuição da resposta imunológica O tratamento deve ser precoce e prolongado.
Ortopédicas:
Ocorrem em 15% dos casos. A frouxidão ligamentar e a hipotonia muscular contribuem para o aparecimento de problemas ortopédicos. A instabilidade atlanto-axial ocorre em 12% dos casos, pode ser sintomática ou não, devendo ser avaliada de rotina entre 2 e 3 anos de idade e posteriormente sempre que for iniciar atividades físicas ou procedimentos cirúrgicos que possam comprometer esta articulação. A instabilidade patelar, de ombro, alterações de quadril e dos pés devem também sempre ser avaliadas.
Neurológicas:
As alterações neurológicas ocorrem em 8% dos casos. Os transtornos convulsivos, o autismo e a Doença de Alzheimer são as mais freqüentes. O déficit de atenção e hiperatividade têm a mesma incidência que a população em geral.
Terapias:
A estimulação essencial, a fonoterapia e a fisioterapia devem iniciar o mais precocemente possível, preferencialmente já no período neonatal. As demais terapias devem ser adequadas a cada idade e a cada paciente individualmente.
PSICOMOTRICIDADE AQUÁTICA E A SÍNDROME DE DOWN


A presente reflexão, baseada no estudo psicomotor do indivíduo Síndrome de Down (SD) e na psicomotricidade aquática, objetiva abranger a importância dessa inter-relação em seu processo de desenvolvimento integral.
Entende-se aqui por Psicomotricidade Aquática a "estimulação das potencialidades do indivíduo, utilizando a água como meio de ação mais global, através do movimento, e da relação desses indivíduos com o espaço, com o outro, com o objeto e consigo mesmo".
A proposta aquática baseada na psicomotricidade deve dirigir-se a utilização da água e do movimento nesse meio, para estimular o indivíduo de forma que lhe permita se conhecer e aceitar-se, ajustando sua conduta às exigências do meio social de forma lúdica e prazerosa, numa proposta onde a execução do movimento não impeça o indivíduo de expressar seu sujeito criativo, seu movimento livre, com sua bagagem de significações e sentido.
Especificando as características aquáticas, com a psicomotricidade, relacionadas a SD, comenta-se sobre a atuação em seus efeitos tônico-cervical-assimétricos, palmar, reflexo de endireitamento cefálico, etc. O apoio de braços, a sustentação cefálica e escapular são também abordadas.
Nos aspectos motores, aborda-se a qualidade postural e muscular, o controle de movimentos simétricos, assimétricos de dissociação dos movimentos naturais de rastejar, engatinhar, saltar, correr, a estimulação plantar e a hipotonia muscular entre outros.
Nos aspectos cognitivos, cita-se a facilidade do estímulo-resposta, a assimilação dos símbolos associativos ao movimento, a aprendizagem, a memória, a retenção desta aprendizagem, a facilitação de seu raciocínio em situações problema, a associação cognitiva integrada e muito mais.
Nos aspectos sócio-emocionais, a atitude envolve a autoconfiança, a prática em grupo, os aspectos do desenvolvimento como espelhamento, desenvolvimento da personalidade, a afetividade, a comunicação, a espontaniedade, a criatividade, e os aspectos de relação como limite, defesa de seu espaço, etc.
Nos aspectos psicomotores, envolve-se a estruturação do esquema e imagens corporais, coordenação de dinâmica global, a estruturação espacial, o controle respiratório, o ritmo, o equilíbrio, a organização temporal, entre outros.
Pretende-se com essa exposição enfatizar como é rica a educação e reabilitação através da água e da psicomotricidade, podendo as duas funcionar como instrumentos de integração real deste indivíduo com SD na sociedade.
Jocian Machado Bueno
Psicomotricista
domingo, 4 de outubro de 2009
A musicalização como meio de intervenção no desenvolvimento global de crianças com síndrome de down – um estudo de caso
VEJAM MAIS SOBRE A musicalização como meio de intervenção no desenvolvimento global de crianças com síndrome de down – um estudo de caso EM:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_GD7fdKxXymc/SLHj3yt3gEI/AAAAAAAABQA/lBNyH_puU5A/s320/101_0012.JPG&imgrefurl=http://ciepre.blogspot.com/2008/08/sesso-psicomotricidade-2082008-banbinos.html&usg=__-cmIZjBF22KH3CZO2uzTpcjGEOE=&h=240&w=320&sz=16&hl=pt-BR&start=197&tbnid=xfH7LL5FzjJPqM:&tbnh=89&tbnw=118&prev=/images%3Fq%3Dpsicomotricidade%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D180
A música é um poderoso meio de intervenção em diversas áreas do desenvolvimento infantil: físico, sensorial, mental, emocional, psicomotor e social. Possibilita novas maneiras de se perceber o meio em que vivemos. É também um agente de inclusão social, pois todo ser humano é sensível a ela, independente da reação que a música possa causar no indivíduo. Até mesmo uma pessoa com deficiência auditiva é capaz de sentir a música, através de suas vibrações. Pensando na inclusão social e no bem estar de pessoas com deficiência, minha pesquisa tem como foco a Síndrome de Down, que dentre as anomalias genéticas, é a que tem maior incidência em nascidos vivos. As pessoas nascidas com essa síndrome apresentam diversos problemas de saúde ao decorrer da vida, além da deficiência mental. Hoje sabemos que, quanto mais cedo receberem tratamento e estiverem expostas a atividades que as estimulem, melhor será seu desenvolvimento e mais eficazes serão os resultados obtidos. Sabendo dos benefícios que a música oferece ao ser humano, o objetivo principal dessa pesquisa é investigar e estudar a influência da música no desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down.
A pesquisa:Sou aluna do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP),Brasil, e atualmente curso o 5º ano da faculdade de música, com habilitação em composição e regência.
Meu primeiro contato com pessoas com síndrome de Down foi em 2007, quando comecei a dar aula de musicalização para um garoto com síndrome de Down, de 16 anos, em uma escola de música. A partir de então procurei saber mais sobre essa síndrome, em livros, artigos, revistas focadas no assunto, etc. Foi daí que surgiu o interesse na pesquisa de iniciação científica. Já tinha conhecimento do Instituto Gabi, pois morei no bairro onde é situado. Mandei um e-mail ao instituto falando sobre meu interesse e perguntando se havia algum profissional que trabalhasse com música, pois eu gostaria de ver como outras pessoas trabalhavam com música e crianças com deficiência intelectual. Na época não havia ninguém que fizesse esse trabalho lá, mas eles estariam contratando pessoas para trabalhar na área de artes, pois haviam recebido uma verba do FUMCAD (Fundo Municipal dos direitos da Criança e do Adolescente). E foi assim que comecei meu trabalho no Instituto Gabi. Mesmo dizendo à coordenadora que minha experiência com deficiência intelectual tinha sido somente com o garoto da escola de música, ela me fez o convite e eu aceitei. Foi uma experiência totalmente diferente, pois, até então, eu trabalhava com apenas um aluno, e de repente, me deparei com várias turmas, cada uma com no mínimo cinco crianças, com diferentes tipos de deficiência.
No final de 2007 surgiu a oportunidade para a continuação de uma pesquisa em andamento, com bolsa pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O tema era envelhecimento e educação musical. Resolvi aceitar, pois já seria um passo para, posteriormente, seguir na área que eu desejava. Terminada essa pesquisa, conversei com minha orientadora sobre meu interesse em fazer uma pesquisa sobre música e crianças com síndrome de Down. Ela me ajudou a fazer o projeto para a nova pesquisa, e em agosto de 2008 iniciei a parte teórica da atual pesquisa.
O primeiro passo foi pesquisar bibliografia, tanto sobre educação musical quanto de educação especial, além de livros específicos sobre síndrome de Down. Foi difícil achar material específico sobre música E educação especial. Há algumas dissertações de mestrado e até alguns livros publicados, mas ainda é muito pouco.
O próximo passo foi a parte prática. As aulas de musicalização são semanais, com duração de quarenta minutos. Em cada aula atendo duas crianças. Durante as aulas utilizo músicas do repertório infantil, folclore brasileiro, músicas de outros países e atém mesmo erudita. Realizo atividades rítmicas, jogos de memória auditiva e até confecção de instrumentos, feitos com sucata. Também utilizo instrumentos de percussão, como tambores, chocalhos, pandeiros, além de brinquedos e fantoches. Como cada criança apresenta uma dificuldade particular, procuro escolher atividades que ajudem a amenizar essa dificuldade. É um trabalho onde é preciso ter muita paciência, pois muitas vezes, os resultados demoram a aparecer. Já tenho notado alguns resultados positivos em crianças introvertidas e agressivas. Muitas das atividades de musicalização têm como principal objetivo a socialização. Isso faz com que a criança sinta-se como parte de um grupo, vendo outras crianças como companheiras, e não como ameaça. O importante é lembrar que crianças com síndrome de Down são como qualquer criança: cada uma tem sua personalidade e agem de maneiras diferentes.
Após o término de cada aula, cada atividade realizada é detalhada, junto com seus respectivos objetivos, os resultados obtidos e a reação das crianças, antes, durante e após as a aula. Os dados obtidos em relatórios, fotos, gravações (áudio e vídeo) e possíveis materiais confeccionados durantes as aulas, tais como instrumentos musicais, brinquedos, desenhos, etc., servirão de material para análise e contribuirão para que se chegue ao objetivo proposto e às conclusões inerentes ao trabalho. Foram entregues questionários aos pais das crianças e aos profissionais que as atendem no Instituto Gabi, abordando questões a respeito da vivência musical dessas crianças, a fim de investigar se as aulas de musicalização estão surtindo efeito no desenvolvimento delas.
Através dos dados obtidos pelos questionários respondidos pelos funcionários do Instituto Gabi, posso concluir que atividades de musicalização são, acima de tudo, um poderoso meio de intervenção nas diversas áreas do desenvolvimento infantil. Todos os funcionários entrevistados utilizam atividades relacionadas à música, diretamente ligadas a fatores musicais ou não. Acreditam também que a música prende a atenção das crianças, fator muito importante, já que o tempo de concentração dessas crianças é limitado. Outro fator muito relatado é a socialização. Através de atividades musicais é possível incluir o indivíduo em um grupo, de forma prazerosa e natural. Desse modo, a própria criança consegue se enxergar como um indivíduo, dentro de um grupo, incluída socialmente.
Ana Célia de Lima Viana - Brasil
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_GD7fdKxXymc/SLHj3yt3gEI/AAAAAAAABQA/lBNyH_puU5A/s320/101_0012.JPG&imgrefurl=http://ciepre.blogspot.com/2008/08/sesso-psicomotricidade-2082008-banbinos.html&usg=__-cmIZjBF22KH3CZO2uzTpcjGEOE=&h=240&w=320&sz=16&hl=pt-BR&start=197&tbnid=xfH7LL5FzjJPqM:&tbnh=89&tbnw=118&prev=/images%3Fq%3Dpsicomotricidade%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D180
A música é um poderoso meio de intervenção em diversas áreas do desenvolvimento infantil: físico, sensorial, mental, emocional, psicomotor e social. Possibilita novas maneiras de se perceber o meio em que vivemos. É também um agente de inclusão social, pois todo ser humano é sensível a ela, independente da reação que a música possa causar no indivíduo. Até mesmo uma pessoa com deficiência auditiva é capaz de sentir a música, através de suas vibrações. Pensando na inclusão social e no bem estar de pessoas com deficiência, minha pesquisa tem como foco a Síndrome de Down, que dentre as anomalias genéticas, é a que tem maior incidência em nascidos vivos. As pessoas nascidas com essa síndrome apresentam diversos problemas de saúde ao decorrer da vida, além da deficiência mental. Hoje sabemos que, quanto mais cedo receberem tratamento e estiverem expostas a atividades que as estimulem, melhor será seu desenvolvimento e mais eficazes serão os resultados obtidos. Sabendo dos benefícios que a música oferece ao ser humano, o objetivo principal dessa pesquisa é investigar e estudar a influência da música no desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down.
A pesquisa:Sou aluna do Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (UNESP),Brasil, e atualmente curso o 5º ano da faculdade de música, com habilitação em composição e regência.
Meu primeiro contato com pessoas com síndrome de Down foi em 2007, quando comecei a dar aula de musicalização para um garoto com síndrome de Down, de 16 anos, em uma escola de música. A partir de então procurei saber mais sobre essa síndrome, em livros, artigos, revistas focadas no assunto, etc. Foi daí que surgiu o interesse na pesquisa de iniciação científica. Já tinha conhecimento do Instituto Gabi, pois morei no bairro onde é situado. Mandei um e-mail ao instituto falando sobre meu interesse e perguntando se havia algum profissional que trabalhasse com música, pois eu gostaria de ver como outras pessoas trabalhavam com música e crianças com deficiência intelectual. Na época não havia ninguém que fizesse esse trabalho lá, mas eles estariam contratando pessoas para trabalhar na área de artes, pois haviam recebido uma verba do FUMCAD (Fundo Municipal dos direitos da Criança e do Adolescente). E foi assim que comecei meu trabalho no Instituto Gabi. Mesmo dizendo à coordenadora que minha experiência com deficiência intelectual tinha sido somente com o garoto da escola de música, ela me fez o convite e eu aceitei. Foi uma experiência totalmente diferente, pois, até então, eu trabalhava com apenas um aluno, e de repente, me deparei com várias turmas, cada uma com no mínimo cinco crianças, com diferentes tipos de deficiência.
No final de 2007 surgiu a oportunidade para a continuação de uma pesquisa em andamento, com bolsa pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O tema era envelhecimento e educação musical. Resolvi aceitar, pois já seria um passo para, posteriormente, seguir na área que eu desejava. Terminada essa pesquisa, conversei com minha orientadora sobre meu interesse em fazer uma pesquisa sobre música e crianças com síndrome de Down. Ela me ajudou a fazer o projeto para a nova pesquisa, e em agosto de 2008 iniciei a parte teórica da atual pesquisa.
O primeiro passo foi pesquisar bibliografia, tanto sobre educação musical quanto de educação especial, além de livros específicos sobre síndrome de Down. Foi difícil achar material específico sobre música E educação especial. Há algumas dissertações de mestrado e até alguns livros publicados, mas ainda é muito pouco.
O próximo passo foi a parte prática. As aulas de musicalização são semanais, com duração de quarenta minutos. Em cada aula atendo duas crianças. Durante as aulas utilizo músicas do repertório infantil, folclore brasileiro, músicas de outros países e atém mesmo erudita. Realizo atividades rítmicas, jogos de memória auditiva e até confecção de instrumentos, feitos com sucata. Também utilizo instrumentos de percussão, como tambores, chocalhos, pandeiros, além de brinquedos e fantoches. Como cada criança apresenta uma dificuldade particular, procuro escolher atividades que ajudem a amenizar essa dificuldade. É um trabalho onde é preciso ter muita paciência, pois muitas vezes, os resultados demoram a aparecer. Já tenho notado alguns resultados positivos em crianças introvertidas e agressivas. Muitas das atividades de musicalização têm como principal objetivo a socialização. Isso faz com que a criança sinta-se como parte de um grupo, vendo outras crianças como companheiras, e não como ameaça. O importante é lembrar que crianças com síndrome de Down são como qualquer criança: cada uma tem sua personalidade e agem de maneiras diferentes.
Após o término de cada aula, cada atividade realizada é detalhada, junto com seus respectivos objetivos, os resultados obtidos e a reação das crianças, antes, durante e após as a aula. Os dados obtidos em relatórios, fotos, gravações (áudio e vídeo) e possíveis materiais confeccionados durantes as aulas, tais como instrumentos musicais, brinquedos, desenhos, etc., servirão de material para análise e contribuirão para que se chegue ao objetivo proposto e às conclusões inerentes ao trabalho. Foram entregues questionários aos pais das crianças e aos profissionais que as atendem no Instituto Gabi, abordando questões a respeito da vivência musical dessas crianças, a fim de investigar se as aulas de musicalização estão surtindo efeito no desenvolvimento delas.
Através dos dados obtidos pelos questionários respondidos pelos funcionários do Instituto Gabi, posso concluir que atividades de musicalização são, acima de tudo, um poderoso meio de intervenção nas diversas áreas do desenvolvimento infantil. Todos os funcionários entrevistados utilizam atividades relacionadas à música, diretamente ligadas a fatores musicais ou não. Acreditam também que a música prende a atenção das crianças, fator muito importante, já que o tempo de concentração dessas crianças é limitado. Outro fator muito relatado é a socialização. Através de atividades musicais é possível incluir o indivíduo em um grupo, de forma prazerosa e natural. Desse modo, a própria criança consegue se enxergar como um indivíduo, dentro de um grupo, incluída socialmente.
Ana Célia de Lima Viana - Brasil
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