Por Rafael Cabral
São Paulo, 02 (AE) - A fusão entre cérebro e máquina pode, antes do que se imaginava, trazer o seu primeiro grande resultado - e o principal responsável por isso é um cientista brasileiro. Miguel Nicolelis, paulistano, 48 anos, formado pela USP, chefia um dos mais avançados laboratórios de neurociência do mundo, o de Duke, na Carolina do Norte.
Eleito um dos 20 cientistas mais importantes do mundo pela revista "Scientific American", Nicolelis é considerado o número 1 em sua especialidade, a neurobiologia. Seu maior projeto? Conectar mente e robótica para fazer que quadriplégicos voltem a andar.
Já faz quase 10 anos que uma equipe liderada por ele conseguiu conectar o cérebro de um macaco a um computador, fazendo que o primeiro controlasse o segundo por meio de pensamentos. Em 2008, isso aconteceu novamente - mas, dessa vez, com o bichinho nos Estados Unidos e as pernas mecânicas no Japão. O resultado é que, mesmo nessa situação, a resposta robotizada é tão rápida quanto a do corpo biológico.
O pano de fundo desse experimento é a ideia de que, se fizermos que um chip - ou uma 'neuroprótese' - capte os sinais da mente e transmita-os para um membro artificial em 200 milissegundos (que é o tempo em que um braço biológico responde aos impulsos), o cérebro entenderá aquela prótese mecanizada como uma parte do corpo.
A experiência pioneira de 2000 hoje começa a tomar formas mais práticas e logo deve fazer parte do cotidiano. "Já publicamos um trabalho mostrando a devolução do sinal de um computador diretamente para o cérebro humano", afirma Nicolelis em entrevista à reportagem.
O brasileiro é um dos principais nomes de um projeto global chamado "Walk Again", que une pesquisadores para construir uma espécie de exoesqueleto para humanos, nos moldes daquele dos besouros.
Ligando a mente diretamente a um "terno" robótico (já em desenvolvimento), seria possível trazer movimentos de volta às pernas e aos braços de pessoas paralisadas, que controlariam a estrutura com pensamentos.
"É como um tenista com uma raquete. Como ele a usa sempre, aquela ferramenta é assimilada como uma extensão do corpo. Com a interface cérebro-máquina, isso já está ocorrendo, pois alguns experimentos dizem que o corpo pode se acostumar de forma mais rápida do que nesse exemplo que eu dou, pois há uma ligação direta entre os estímulos neurais e o robô", explica o médico, que hoje busca adaptar seus projetos para o uso clínico.
CIÊNCIA HÍBRIDA
Um dos principais expoentes dos estudos da cérebro, que devem estar no centro das discussões científicas dos próximos anos, Nicolelis acredita que a ligação entre a tecnologia e a mente é indispensável para a solução de problemas em ambas as áreas.
"Estamos investigando o sistema nervoso como uma forma distribuída e, com isso, estamos aprendendo o que acontece quando colocamos milhões ou bilhões de elementos trabalhando juntos. É uma ciência completamente nova e os computadores, muito inferiores na capacidade de analisar e entender contextos, só têm a aprender com a mente", diz o fundador do Instituto de Neurociência que funciona desde 2005 em Natal, no Rio Grande do Norte, e que repatriou diversos pesquisadores brasileiros.
As máquinas, ao simular situações pelas quais o cérebro passa, também são parte fundamental da nova neurociência que, apesar de já mostrar resultados, ainda dá os seus primeiros passos na compreensão total da mente.
Por isso, em 2010, o chamado "Campus do Cérebro" idealizado por Nicolelis receberá um supercomputador Blue Gene/L, capaz de fazer 42 trilhões de operações por segundo - uma doação da Universidade de Lausanne, na Suíça. "Acho que, com essa união entre computação e cérebro, só temos a evoluir", finaliza.
Blog do Prof de Ed. Física MSc SERGIO CASTRO,da Pós Graduação em Educação Especial e Tecnologia Assistiva da Universidade Cândido Mendes(AVM) ;Ex-professor da Universidade Estácio de Sá e Ex-Coordenador de Esportes para Pessoas com Deficiências (PcD) do Projeto RIO 2016 da SEEL RJ ,destinado a fornecer informações sobre pessoas com deficiência(PcD) e com Necessidades Educativas Especiais(PNEE), bem como a pessoas interessadas nesta área ( estudantes, pais, parentes, amigos e pesquisadores)
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sábado, 26 de dezembro de 2009
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Robô pode auxiliar tratamento de autismo
http://www.geek.com.br/blogs/832697632/posts/9433-rob-pode-auxiliar-tratamento-de-autismo
Postado por Das Übergeek - ubergeek@geek.com.br em 02/03/2009 10:42
Blog: Notícias
Karmômetro (?)
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Pesquisadores americanos acreditam que atração de crianças por robôs
pode ter impacto em tratamento.
Por Rodrigo Martin de Macedo
Cientistas americanos criaram um método diferente de tratar crianças com autismo, explorando a atração infantil por robôs.
“Foi comprovado que crianças são atraídas por robôs, aumentando a promessa de que se apropriadamente desenhados os robôs poderiam desempenhar um papel importante em seu tratamento”, declarou o engenheiro Nilanjan Sarkar, da Vanderbilt University, Tennessee.
Sarkar afirma, porém, que os esforços até hoje foram limitados porque não havia meios de monitorar o estado emocional das crianças. A solução teria vindo de uma conversa com a pediatra especialista em autismo, Wendy Stone, noticiou o site The Register.
Com sensores que analisavam batimentos cardíacos, temperatura e resposta muscular, os especialistas observaram um grupo de seis adolescentes autistas enquanto jogavam pong e basquete com o robô.
Com os dados coletados, um modelo de afetividade para cada indivíduo pôde ser criado e alguns estados emocionais, como afeição e ansiedade, são possíveis de serem previstos com taxa de acerto de 80%. Os dados coletados podem ser utilizados para alterar a resposta do robô em tempo real, aumentando a eficácia do tratamento.
Ao mesmo tempo, um circuito fechado de televisão permite aos terapeutas e pais acompanharem o desenvolvimento do tratamento.
Robôs como esse podem reduzir o custo de um dos aspectos mais caros do tratamento de autismo, cujo custo médio estimado hoje pode chegar a US$ 3,2 milhões durante uma vida, noticiou o site TechRadar.
www.geek.com.br
Tags: saúde ciência robótica robô gadget
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Pesquisadores americanos acreditam que atração de crianças por robôs
pode ter impacto em tratamento.
Por Rodrigo Martin de Macedo
Cientistas americanos criaram um método diferente de tratar crianças com autismo, explorando a atração infantil por robôs.
“Foi comprovado que crianças são atraídas por robôs, aumentando a promessa de que se apropriadamente desenhados os robôs poderiam desempenhar um papel importante em seu tratamento”, declarou o engenheiro Nilanjan Sarkar, da Vanderbilt University, Tennessee.
Sarkar afirma, porém, que os esforços até hoje foram limitados porque não havia meios de monitorar o estado emocional das crianças. A solução teria vindo de uma conversa com a pediatra especialista em autismo, Wendy Stone, noticiou o site The Register.
Com sensores que analisavam batimentos cardíacos, temperatura e resposta muscular, os especialistas observaram um grupo de seis adolescentes autistas enquanto jogavam pong e basquete com o robô.
Com os dados coletados, um modelo de afetividade para cada indivíduo pôde ser criado e alguns estados emocionais, como afeição e ansiedade, são possíveis de serem previstos com taxa de acerto de 80%. Os dados coletados podem ser utilizados para alterar a resposta do robô em tempo real, aumentando a eficácia do tratamento.
Ao mesmo tempo, um circuito fechado de televisão permite aos terapeutas e pais acompanharem o desenvolvimento do tratamento.
Robôs como esse podem reduzir o custo de um dos aspectos mais caros do tratamento de autismo, cujo custo médio estimado hoje pode chegar a US$ 3,2 milhões durante uma vida, noticiou o site TechRadar.
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