Blog do Prof de Ed. Física MSc SERGIO CASTRO,da Pós Graduação em Educação Especial e Tecnologia Assistiva da Universidade Cândido Mendes(AVM) ;Ex-professor da Universidade Estácio de Sá e Ex-Coordenador de Esportes para Pessoas com Deficiências (PcD) do Projeto RIO 2016 da SEEL RJ ,destinado a fornecer informações sobre pessoas com deficiência(PcD) e com Necessidades Educativas Especiais(PNEE), bem como a pessoas interessadas nesta área ( estudantes, pais, parentes, amigos e pesquisadores)
Mostrando postagens com marcador paraolimpiadas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador paraolimpiadas. Mostrar todas as postagens
sábado, 24 de setembro de 2011
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
PARAOLÍMPIADAS: Novo Centro de Treinamento Esportivo será construí...
PARAOLÍMPIADAS: Novo Centro de Treinamento Esportivo será construí...:
"Um novo Centro de Treinamento Esportivo (CTE) será construído no espaço ao lado do Complexo Mineirão-Mineirinho, integrado ao Centro ..."
Projeto
O projeto do complexo esportivo, desenvolvido pelo corpo técnico da UFMG, já está pronto e divide o CTE em blocos 01, 02 e 03, três pavilhões e pista de atletismo. Além disso, será construído um estacionamento com capacidade para 304 veículos, incluídas 20 vagas com acessibilidade universal e seis para ônibus.
"Um novo Centro de Treinamento Esportivo (CTE) será construído no espaço ao lado do Complexo Mineirão-Mineirinho, integrado ao Centro ..."
Projeto
O projeto do complexo esportivo, desenvolvido pelo corpo técnico da UFMG, já está pronto e divide o CTE em blocos 01, 02 e 03, três pavilhões e pista de atletismo. Além disso, será construído um estacionamento com capacidade para 304 veículos, incluídas 20 vagas com acessibilidade universal e seis para ônibus.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
JOGOS PARAOLIMPICOS OU PARAOLIMPIADAS - VOCE SABE COMO FUNCIONA?
1. Introdução a Como funcionam os Jogos Paraolímpicos
2. A história dos Jogos Paraolímpicos
3. O esporte paraolímpico no Brasil
4. As modalidades paraolímpicas
5. Os Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008
6. Mais informações
7. Veja todos os artigos sobre Esportes coletivos
O esporte paraolímpico no Brasil
A história do esporte paraolímpico no Brasil teve início em 1958 com a fundação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. A iniciativa partiu dos atletas paraplégicos, Robson de Almeida Sampaio e Sérgio Delgrande.
Nesse mesmo ano surgia, em São Paulo, o Clube dos Paraplégicos. Já no ano seguinte, 1959, foi realizada a primeira competição de atletas portadores de deficiência no Brasil – um jogo de basquete em cadeira de rodas que reuniu equipes do Rio e de São Paulo.
O basquete em cadeira de rodas foi o primeiro esporte paraolímpico disputado por aqui. Com o passar do tempo, porém, outras modalidades paraolímpicas começaram a ser praticadas, surgindo a necessidade da criação de uma entidade que passasse a organizar o esporte paraolímpico. Foi assim que, em 1975, foi fundada a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE). Antes mesmo da criação da ANDE, atletas brasileiros disputaram pela primeira vez os Jogos Paraolímpicos. A estréia aconteceu nos Jogos de Heidelberg, em 1972, porém, sem grandes resultados.
No ano seguinte à fundação da ANDE, 1976, os brasileiros já viajaram de maneira mais organizada rumo ao Canadá, onde disputaram os Jogos de Toronto e conquistaram as primeiras medalhas. Robson Sampaio de Almeida e Luís Carlos Curtinho conquistaram a prata na bocha, colocando o Brasil na 31ª colocação geral no quadro de medalhas.
Em 1980, os atletas brasileiros disputaram os Jogos Paraolímpicos de Arnhem, na Holanda. Fomos representados apenas pela seleção masculina de basquete e um nadador, e acabamos voltando sem medalhas.
O número de atletas com deficiência cresceu vertiginosamente na década de 80, exigindo a criação de novas entidades para melhor organizá-lo. Dessa maneira, em 1984 foi fundada a Associação Brasileira de Desporto para Cegos (ABDC) e a Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). Nesse mesmo ano os atletas brasileiros disputaram os Jogos de Nova Iorque, no qual conquistaram seis medalhas. A corredora deficiente visual, Márcia Malsar, conquistou a medalha de ouro nos 200 m rasos. Os Jogos de 84 foram realizados em duas sedes. Em Nova Iorque foram disputadas as provas para deficientes visuais, amputados e paralisados cerebrais. Já em Stoke Mandeville, na Inglaterra, foram disputadas as provas para cadeirantes. O Brasil também obteve uma boa colocação e conquistou 21 medalhas.
Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro
Associações nacionais
Além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, o esporte paraolímpico nacional é organizado por seis associações, que representam seus atletas baseadas em suas deficiências e não em um esporte específico.
- Associação Brasileira de Desporte para Cegos (ABDC)
- Confederação de Desporto de Surdos (CBDS)
- Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA)
- Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR)
- Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)
- Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM)
Em 1988, os brasileiros disputaram os Jogos de Seul, batendo todos os recordes ao conquistar 27 medalhas, sendo quatro de ouro, 10 de prata e 13 de bronze. Destaque para Luís Claudio Pereira que conquistou três medalhas de ouro nas provas de arremesso de disco, dardo e peso, além de estabelecer três recordes mundiais. O Brasil terminou os Jogos em 25º lugar.
Os anos foram passando e o número de atletas com necessidades especiais não parava de crescer. Para organizar, classificar e promover eventos, novas entidades foram criadas. Em 1990 surgiu a Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA). Em 92, disputamos os Jogos Paraolímpicos de Barcelona. Não fomos tão bem quanto em Seul, mas terminamos em 30º lugar, entre 82 participantes. Esses Jogos, porém, revelaram ao Brasil e ao mundo a velocista Ádria Santos, que conquistou a sua primeira medalha de ouro.
Em 1995 foi criada a Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM) e, nesse mesmo ano, as cinco entidades paradesportivas brasileiras (ANDE, ABDC, ABRADECAR, ABDA e ABDEM) unem-se e criam o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CBP), órgão que, desde então, é o grande responsável pela organização de eventos no Brasil além de enviar equipes para disputar eventos organizados pelo Comitê Olímpico Internacional.
Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro
No ano seguinte, em 1996, os atletas brasileiros foram à Atlanta e conquistaram 21 medalhas. Também em 96 foi realizada a primeira edição dos Jogos Brasileiros Paradesportivos, reunindo cerca de 700 atletas, em Goiânia. No ano 2000 os atletas brasileiros disputaram os Jogos de Sidney, conquistando 22 medalhas e a 24ª colocação no quadro geral de medalhas. Em Atenas, novo recorde. Os brasileiros conquistaram 33 medalhas, sendo 14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze, terminando os Jogos na 12ª colocação.
2008 - Pequim
Ao todo conquistamos 47 medalhas, 14 a mais do que na última edição dos Jogos. Dessas 47 medalhas, 16 foram de ouro (contra 14 de Atenas). Só a natação brasileira ganhou nada menos do que 19 medalhas.Terminamos os Jogos na honrosa 9ª colocação.
O nadador brasileiro Daniel Dias tornou-se o atleta paraolímpico que mais conquistou medalhas nesses Jogos - nove ao todo, sendo quatro de ouro. O velocista Lucas Prado igualou o seu desempenho ao polêmico Oscar Pistorius, que entrou na competição como o grande nome do atletismo. Ambos conquistaram três medalhas de ouro.
Destaque também para o ouro no futebol de cinco e no tênis de mesa por equipe.
Participação brasileira em Jogos Olímpicos
Participação brasileira em Jogos Olímpicos
Ano Local Ouro Prata Bronze Total
1972 Heidelberg, Alemanha 0 0 0 0
1976 Toronto, Canadá 0 2 0 2
1980 Arnhem, Holanda 0 0 0 0
1984 Nova Iorque, EUA 1 3 2 6
1984 Stoke Mandeville, Inglaterra 7 11 3 21
1988 Seul, Coréia do Sul 4 10 13 27
1992 Barcelona, Espanha 3 0 4 7
1996 Atlanta, EUA 2 6 13 21
2000 Sidney, Austrália 6 10 6 22
2004 Atenas, Grécia 13 11 7 31
2008 Pequim, China 16 14 17 47
Veja abaixo um vídeo cedido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, com alguns dos melhores momentos do esporte no Brasil.
2. A história dos Jogos Paraolímpicos
3. O esporte paraolímpico no Brasil
4. As modalidades paraolímpicas
5. Os Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008
6. Mais informações
7. Veja todos os artigos sobre Esportes coletivos
O esporte paraolímpico no Brasil
A história do esporte paraolímpico no Brasil teve início em 1958 com a fundação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro. A iniciativa partiu dos atletas paraplégicos, Robson de Almeida Sampaio e Sérgio Delgrande.
Nesse mesmo ano surgia, em São Paulo, o Clube dos Paraplégicos. Já no ano seguinte, 1959, foi realizada a primeira competição de atletas portadores de deficiência no Brasil – um jogo de basquete em cadeira de rodas que reuniu equipes do Rio e de São Paulo.
O basquete em cadeira de rodas foi o primeiro esporte paraolímpico disputado por aqui. Com o passar do tempo, porém, outras modalidades paraolímpicas começaram a ser praticadas, surgindo a necessidade da criação de uma entidade que passasse a organizar o esporte paraolímpico. Foi assim que, em 1975, foi fundada a Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE). Antes mesmo da criação da ANDE, atletas brasileiros disputaram pela primeira vez os Jogos Paraolímpicos. A estréia aconteceu nos Jogos de Heidelberg, em 1972, porém, sem grandes resultados.
No ano seguinte à fundação da ANDE, 1976, os brasileiros já viajaram de maneira mais organizada rumo ao Canadá, onde disputaram os Jogos de Toronto e conquistaram as primeiras medalhas. Robson Sampaio de Almeida e Luís Carlos Curtinho conquistaram a prata na bocha, colocando o Brasil na 31ª colocação geral no quadro de medalhas.
Em 1980, os atletas brasileiros disputaram os Jogos Paraolímpicos de Arnhem, na Holanda. Fomos representados apenas pela seleção masculina de basquete e um nadador, e acabamos voltando sem medalhas.
O número de atletas com deficiência cresceu vertiginosamente na década de 80, exigindo a criação de novas entidades para melhor organizá-lo. Dessa maneira, em 1984 foi fundada a Associação Brasileira de Desporto para Cegos (ABDC) e a Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR). Nesse mesmo ano os atletas brasileiros disputaram os Jogos de Nova Iorque, no qual conquistaram seis medalhas. A corredora deficiente visual, Márcia Malsar, conquistou a medalha de ouro nos 200 m rasos. Os Jogos de 84 foram realizados em duas sedes. Em Nova Iorque foram disputadas as provas para deficientes visuais, amputados e paralisados cerebrais. Já em Stoke Mandeville, na Inglaterra, foram disputadas as provas para cadeirantes. O Brasil também obteve uma boa colocação e conquistou 21 medalhas.
Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro
Associações nacionais
Além do Comitê Paraolímpico Brasileiro, o esporte paraolímpico nacional é organizado por seis associações, que representam seus atletas baseadas em suas deficiências e não em um esporte específico.
- Associação Brasileira de Desporte para Cegos (ABDC)
- Confederação de Desporto de Surdos (CBDS)
- Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA)
- Associação Brasileira de Desporto em Cadeira de Rodas (ABRADECAR)
- Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE)
- Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM)
Em 1988, os brasileiros disputaram os Jogos de Seul, batendo todos os recordes ao conquistar 27 medalhas, sendo quatro de ouro, 10 de prata e 13 de bronze. Destaque para Luís Claudio Pereira que conquistou três medalhas de ouro nas provas de arremesso de disco, dardo e peso, além de estabelecer três recordes mundiais. O Brasil terminou os Jogos em 25º lugar.
Os anos foram passando e o número de atletas com necessidades especiais não parava de crescer. Para organizar, classificar e promover eventos, novas entidades foram criadas. Em 1990 surgiu a Associação Brasileira de Desporto para Amputados (ABDA). Em 92, disputamos os Jogos Paraolímpicos de Barcelona. Não fomos tão bem quanto em Seul, mas terminamos em 30º lugar, entre 82 participantes. Esses Jogos, porém, revelaram ao Brasil e ao mundo a velocista Ádria Santos, que conquistou a sua primeira medalha de ouro.
Em 1995 foi criada a Associação Brasileira de Desporto para Deficientes Mentais (ABDEM) e, nesse mesmo ano, as cinco entidades paradesportivas brasileiras (ANDE, ABDC, ABRADECAR, ABDA e ABDEM) unem-se e criam o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CBP), órgão que, desde então, é o grande responsável pela organização de eventos no Brasil além de enviar equipes para disputar eventos organizados pelo Comitê Olímpico Internacional.
Imagem cedida pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro
No ano seguinte, em 1996, os atletas brasileiros foram à Atlanta e conquistaram 21 medalhas. Também em 96 foi realizada a primeira edição dos Jogos Brasileiros Paradesportivos, reunindo cerca de 700 atletas, em Goiânia. No ano 2000 os atletas brasileiros disputaram os Jogos de Sidney, conquistando 22 medalhas e a 24ª colocação no quadro geral de medalhas. Em Atenas, novo recorde. Os brasileiros conquistaram 33 medalhas, sendo 14 de ouro, 12 de prata e 7 de bronze, terminando os Jogos na 12ª colocação.
2008 - Pequim
Ao todo conquistamos 47 medalhas, 14 a mais do que na última edição dos Jogos. Dessas 47 medalhas, 16 foram de ouro (contra 14 de Atenas). Só a natação brasileira ganhou nada menos do que 19 medalhas.Terminamos os Jogos na honrosa 9ª colocação.
O nadador brasileiro Daniel Dias tornou-se o atleta paraolímpico que mais conquistou medalhas nesses Jogos - nove ao todo, sendo quatro de ouro. O velocista Lucas Prado igualou o seu desempenho ao polêmico Oscar Pistorius, que entrou na competição como o grande nome do atletismo. Ambos conquistaram três medalhas de ouro.
Destaque também para o ouro no futebol de cinco e no tênis de mesa por equipe.
Participação brasileira em Jogos Olímpicos
Participação brasileira em Jogos Olímpicos
Ano Local Ouro Prata Bronze Total
1972 Heidelberg, Alemanha 0 0 0 0
1976 Toronto, Canadá 0 2 0 2
1980 Arnhem, Holanda 0 0 0 0
1984 Nova Iorque, EUA 1 3 2 6
1984 Stoke Mandeville, Inglaterra 7 11 3 21
1988 Seul, Coréia do Sul 4 10 13 27
1992 Barcelona, Espanha 3 0 4 7
1996 Atlanta, EUA 2 6 13 21
2000 Sidney, Austrália 6 10 6 22
2004 Atenas, Grécia 13 11 7 31
2008 Pequim, China 16 14 17 47
Veja abaixo um vídeo cedido pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro, com alguns dos melhores momentos do esporte no Brasil.
sábado, 21 de novembro de 2009
COMITE PARAOLIMPICO INTERNACIONAL (IPC) DECIDE AUTORIZAR PARTICIPAÇÃO DE ATLETAS COM DEFICIENCIA MENTAL(INTELECTUAL) INCLUINDO OS JOGOS PARAOLIMPICOS


IPC Decides on Participation of Athletes with Intellectual Disability
21 de novembro de 2009 06:51
Finalmente o Comitê Paraolimpico Internacional (IPC) durante a realização da Assembla Geral realizada na cidade de Kuala Lampur, Malasya, decidiram em favor da re-inclusão de atletas com deficiência Intelectual ( ATLETAS DI) nas competições, incluindo os Jogos Paraolimpicos ( Paraolimpiadas. Já em 2012,nas Paraolimpíadas que serão realizadas em LONDRES, as pessoas com deficiencia intelectiva poderão estar competindo, conforme era realizado até a paraolimpíada de Sydney, na Australia, a partir da qual foram impedidos de participar motivo a fraudes cometicas no sistema de Classificação Funcional.
O Presidente do IPC Senhor Philip Craven declarou "O dia de hoje é uma realização e consequencia de uma única e excelente cooperação entre os dirigentes paraesportivos e a Comunidade Científica".
Eu gostaria de agradecer a todas as partes envolvidas, em especial aos cientistas, por sua contribuição e compromisso sobre os ultimos dois anos.
Kuala Lumpur, Malaysia - During the International Paralympic Committee (IPC) General Assembly in Kuala Lumpur, Malaysia, the IPC membership today decided in favour of the re-inclusion of athletes with intellectual disability (ID athletes) in competitions, including the Paralympic Games.
Said IPC President Sir Philip Craven: "Today's achievement is the outcome of a unique and excellent co-operation between sports governance and the scientific community.
I want to thank all parties involved, especially the scientists, for their contribution and commitment over the last two years".
"I wish all ID athletes the best of success in their attempt to set world class performances at future competitions," he continued.
This decision opens the participation of ID athletes in Paralympic Sport in a two-step process.
At first, the procedure of classification will require the submission of the appropriate medical files to the INAS-FID International Eligibility Committee for review.
Once an application is approved by this Committee, INAS-FID will issue a letter to the athlete stating the athlete is found 'eligible' and is allowed to proceed to the next step of the classification process.
The athlete then will proceed to on-site testing by a classification panel, appointed by the International Federation which governs that sport.
The on-site testing will focus on 'sports intelligence', and will include tests relevant to that particular sport.
Test scores will be evaluated against sport-specific minimal disability scores and the athlete will be allocated the sport class that applies to ID athletes in a particular sport.
As of this autumn, no sport-specific minimal disability scores are available yet.
This requires the full analysis of all data collected from the 2009 INAS-FID Global Games and other competitions, and it is expected that criteria will be made available mid 2010.
It is guaranteed that the ID Athlete Classification System is developed in accordance with the IPC Classification Code, has an evidence-based methodology, and thus strengthens the decisions on the right for ID athletes to be included in a particular sport.
As a consequence, ID athletes will from now on be eligible to compete at the discretion of the International Federation being operationally ready with the classification system.
Paralympic sports that target the inclusion of ID athletes in future competitions, should extend their classification system on the basis of the above mentioned model.
The President of INAS-FID, Bob Price, said: "Naturally, I am delighted with the outcome of the vote.
Even though they themselves did nothing wrong, for nine years since Sydney 2000, ID athletes have been excluded from the Paralympic Games and other IPC sanctioned competitions".
"This resolution brings this unfortunate episode to an end and re-introduces ID athletes to their proper place within the Paralympic Family.
I am hugely grateful to the Joint Working Group and its associated research teams and I look forward to seeing ID athletes competing on the world's stage in London in 2012," Mr. Price commented.
The decision on the events to be included in a competition will be made in accordance with the set forth provisions.
This is for the determination of that competition's medal events and the respective qualification criteria, which is no different than any other event for any athlete.
The inclusion of ID athletes will not reduce the number of athletes from other classes in events at the London 2012 Paralympic Games.
______________________
Notes to the Editor:
The International Paralympic Committee (IPC) is the global governing body of the Paralympic Movement.
The IPC organizes the Summer and Winter Paralympic Games, and serves as the International Federation for nine sports, for which it supervises and co-ordinates the World Championships and other competitions.
The IPC is committed to enabling Paralympic athletes to achieve sporting excellence and to developing sport opportunities for all persons with a disability from the beginner to elite level.
In addition, the IPC aims to promote the Paralympic values, which include courage, determination, inspiration and equality.
Founded on 22 September 1989, the IPC is an international non-profit organization formed and run by 162 National Paralympic Committees (NPCs) from five regions and four disability specific international sports federations (IOSDs).
The IPC Headquarters and its management team are located in Bonn, Germany.
For further information, please contact Steffi Klein, IPC Media and Communication Senior Manager, on tel: +49-170-3899982, e-mail: steffi.klein@paralympic.org or go to www.paralympic.org.
sábado, 10 de outubro de 2009
Voluntários que ajudam atletas com deficiências na prática de esportes ganham lições de vida e experiência

Fabiana Caso
Eles formam uma parceria especial. No esporte paraolímpico, algumas modalidades exigem que o atleta seja acompanhado por um guia, ou que tenha auxílio no treino. Isso ocorre, por exemplo, na corrida de deficientes visuais, que necessitam de guias tão rápidos quanto eles próprios, ou até mais, para não prejudicarem os resultados. Em muitos casos, esses guias são voluntários que optam por se dedicar aos treinos, com a mesma intensidade dos esportistas. Mas a relação é de mão dupla: tanto o atleta se beneficia como o voluntário, que geralmente aprende importantes lições de vida.
O atleta Emerson Germano de Oliveira, de 35 anos, deficiente visual que corre as provas de 400 e 800 metros, treina há três anos em Santo André com o guia voluntário Felipe Alexandre Correia Cabral, de 24 anos. Felipe era atleta e corria em provas de atletismo. Hoje, faz faculdade de Educação Física. Quando ficou sabendo que precisavam de gente para treinar com os esportistas na pista de atletismo do Serviço Social da Indústria (SESI) de Santo André, entusiasmou-se. “Tomei gosto. Com o Emerson, eu aprendo a ter mais força de vontade, me inspiro muito nele.”
Treinam de manhã, duas horas e meia por dia, religiosamente, de segunda a sábado. E os resultados da parceria são ótimos: ganharam medalhas em diversas competições, muitas delas fora de São Paulo. No último Mundial de Atletismo, na Holanda, conquistaram o terceiro lugar na prova de revezamento de 400 metros. “Consegui resultados melhores com o Felipe. Ele me ajuda com as correções de braço, direciona e dá ritmo”, diz Emerson. “Quando algum de nós está desanimado, o outro dá força.”
No ano passado, ingressaram na Seleção Brasileira Paraolímpica, mas uma lesão do atleta acabou impedindo sua participação nos Jogos Parapanamericanos. Agora os dois estão treinando intensamente para conquistar uma vaga nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008. “Para mim, o Emerson é como um pai. Tudo o que tenho hoje é graças a ele, pude viajar e ter experiências”, emociona-se Felipe, que pretende especializar-se em esporte adaptado. “Passei a ser uma pessoa melhor depois que comecei esse trabalho. Hoje, quando vejo alguém na rua precisando de ajuda, logo me prontifico.”
Já na prova de arremesso, o deficiente visual precisa de outro tipo de ajuda. O voluntário e estudante de Educação Física Hugo Lima Martins, de 21 anos, auxilia há seis meses o treino do arremessador Mario Braz Gonçalves, de 33 anos, que já é o segundo no ranking brasileiro em sua categoria. Hugo pega as bolas arremessadas, orienta sobre a postura correta, coloca-o na posição certa, antes da linha, e bate palmas, como sinal sonoro para que ele saiba a direção para lançar a bola. “O esforço que ele faz é enorme. Vem de bicicleta, percorrendo um trajeto longo, com sol ou chuva”, elogia o atleta. “Formamos um time, o entrosamento é perfeito. Ele tem boa vontade e interesse.”
Quando pequeno, Mario jogava capoeira. Depois que começou a perder a visão, procurou o Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos (Cesec) e lá foi incentivado a praticar atletismo. Pensou que teria de se afastar do esporte, mas acabou descobrindo seu potencial em outra modalidade. E, até hoje, joga capoeira. “Com qualquer um”, garante.
Há menos tempo, Hugo também está ajudando nos treinos da atleta Paula Cristina Pereira, de 25 anos, que corre as modalidades de 400 e 1.500 metros. Ela descobriu o esporte há um ano e já colhe bons frutos. Vai treinar de trem, sozinha, quase diariamente. “Adoro esporte, é maravilhoso. É super importante para a saúde e bem-estar”, fala. Tem dificuldade de se desenvolver mais porque não tem um guia fixo. “Meu treino melhoraria se tivesse um auxiliar permanente. O Hugo está me ajudando bastante, é companheiro e me incentiva.”
Por enquanto, apesar de também dar aulas de dança e trabalhar na arbitragem de campeonatos, Hugo está ajudando voluntariamente os dois atletas. “Sempre tive vontade de ser voluntário”, diz. “Sinto a maior satisfação com esse trabalho. Vejo a força de vontade que eles têm: apesar de todas as dificuldades, vêm treinar. Falo para a Paulinha que ela será a minha fonte de inspiração para eu voltar a correr.” Mas nem tudo são flores: o esporte paraolímpico tem pouco incentivo. Hugo e Mario estão procurando o apoio de uma academia, onde o atleta possa treinar nos aparelhos, aumentando sua resistência e condicionamento físico.
Compromisso
O professor de educação física e técnico de atletismo Edelson Moreira da Silva, de 52 anos, é um voluntário honorário. Neste ano, foi eleito pelo Conselho Regional de Educação Física de São Paulo (CREF-SP) profissional do ano na educação física especial, na região do ABC. Ele criou um projeto específico para deficientes físicos na Secretaria de Esportes de São Bernardo do Campo, que inclui modalidades como basquete com cadeira de rodas e futebol para cegos.
Tudo começou quando passou a trabalhar como treinador de atletismo no SESI de Santo André. Além dos atletas que orientava, começaram a aparecer pessoas com deficiências que também queriam praticar esporte. Edelson ofereceu ajuda e passou a buscar academias onde os atletas pudessem usar os aparelhos. Hoje, um dos que ele treina voluntariamente é Alex Cavalcante Mendonça, de 26 anos, medalhista dos 5 mil e 10 mil metros nos últimos Jogos Parapanamericanos - prata na primeira e bronze na segunda modalidade. “Para mim, eles são super atletas. Vêm treinar com todo vigor e estão sempre prontos. São inspiradores”, comenta. “Mostram que, mesmo com deficiências, são super capazes.”
A história de Alex, o atleta que Edelson treina, é curiosa. Hoje ele tem 25% de visão. Antes, apesar de saber que enxergava mal, não tinha idéia da gravidade do problema. Há sete anos, era guia voluntário de outro corredor cego. Só que foi perdendo a visão no meio tempo. “Ficou difícil guiá-lo. Houve vezes em que quase saímos da pista porque eu já não conseguia enxergar bem”, lembra. Foi aí que fez exames e descobriu que estava enquadrado na categoria B2 do esporte paraolímpico: é o nível de visão intermediária. Então decidiu virar atleta. Nessa categoria, não precisa de guia, mas tem o apoio do treinador Edelson nos treinos diários de três a quatro horas. Os resultados são ótimos: além das medalhas no Rio, ficou em quarto lugar no Mundial de Atletismo de Cegos. Agora, como os colegas, visa às Paraolimpíadas de Pequim em 2008.
Uma das associações que mais contribui para a prática de esportes entre deficientes visuais é a ONG Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos (Cesec). Com 20 anos, tem 350 associados. Além da corrida, também incentivam a prática de futebol e judô, entre outras modalidades. “O esporte ajuda na locomoção e equilíbrio deles. Superam limites, quebram barreiras e convivem com pessoas sem deficiência, integrando-se socialmente”, fala o presidente da ONG, Hélder Maciel Araújo. Ele ressalta que o esporte paraolímpico vem ganhando repercussão e destaque do Brasil. “O trabalho dos voluntários é essencial nos resultados.”
Helder fala por experiência própria: também é deficiente visual e se beneficiou muito com a prática do judô, contando sempre com a ajuda de voluntários nas academias por onde passou. “Depois de muita revolta, foi com o judô que percebi que podia continuar levando uma vida normal”, lembra ele, que saiu do interior de Goiás e veio morar na capital paulista, sozinho. Segundo opina, o maior empecilho para a prática de esportes são as famílias dos deficientes. “Geralmente têm medo que o deficiente se machuque. A superproteção acaba atrapalhando.”
Fonte: http://txt.estado.com.br/suplementos/fem/2007/11/18/fem-1.93.23.20071118...
Assinar:
Postagens (Atom)
