Mostrando postagens com marcador obesidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador obesidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O “HOMO OBESUS”: SAÚDE EM RISCO

22/03/2010
homo_obesus_2
Nas últimas décadas, o nosso planeta se transformou em um ambiente “obesogênico”, que favorece o acúmulo de gordura. A abundância de alimentos – a maioria rica em calorias – e o sedentarismo em praticamente todo o mundo está favorecendo o surgimento de um novo tipo de ser humano, o “Homo obesus”.
É consenso entre os especialistas que essa “nova espécie” precisa de tratamento, pois o excesso de peso não deve ser visto apenas como uma questão simplesmente estética, mas como um fator de risco de inúmeras enfermidades, entre elas as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, diabetes do tipo 2, cálculos biliares, disfunção respiratória e algumas formas de câncer como endométrio, ovário, mama, próstata e intestino. Por isso, toda pessoa com sobrepeso deve procurar tratamento, mesmo que não tenha nenhuma doença crônica associada, visto que a longo prazo o excesso de peso pode causar inúmeros prejuízos para a saúde.
O perigo de dietas e fórmulas milagrosas.
Pesquisas mostram que um brasileiro obeso gasta em torno de R$ 5.000,00 por ano, para combater doenças oriundas do excesso de gordura, bem como com as fórmulas milagrosas. Deve ficar claro de uma vez por todas que dietas que reduzem ou privam um grupo inteiro de alimentos, sejam eles carboidratos, proteínas ou gorduras, e fórmulas milagrosas que enfatizam resultados rápidos com o mínimo esforço, falham no aspecto nutricional, proporcionam baixa saciedade e limitam a manutenção do peso a longo prazo, pois não permitem que as pessoas criem hábitos alimentares saudáveis e permanentes.
Devemos ficar atentos, pois as soluções propostas são muitas, umas muito caras, outras só estúpidas: remédios que avisam o cérebro para não comer, remédios que não avisam nada e tiram a fome, remédios que provocam esteatorréia (perda de gordura pelas fezes), dietas da lua, do sol, da fruta, dos 4 e dos 7 dias, do queijo, do abacaxi…. Todas elas podem promover a perda de alguns quilos no início, no entanto, com o passar do tempo, a pessoa volta a engordar, geralmente até mais do que antes. A cada ciclo desses, a frustração e a ansiedade vão aumentando e o problema vai ficando cada vez mais difícil de tratar, pois os hábitos alimentares não foram modificados.
Muitas pessoas desistem de um programa de emagrecimento por conta de metas pouco realistas, como achar que é preciso reduzir 40% do peso ou mais para diminuir os riscos à saúde ou querer perder em um mês todo o peso que ganhou durante anos e anos de mesa farta. É importante lembrar que a perda entre 5% e 10% do peso já melhora os fatores de risco e que o emagrecimento com bom senso, respeitando o ritmo corporal é o ideal, é o mais saudável e é o que facilitará a manutenção do peso a longo prazo. Emagrecer muito rápido leva à perda da massa magra (músculo), e quanto mais massa magra a pessoa perder, menor será sua capacidade de manter o peso, pois o músculo é a unidade metabólica que mais gasta energia.
Recomendações:
O caminho correto a seguir para quem precisa perder peso é aquele defendido pela comunidade médica e por profissionais da área da saúde do mundo todo, ou seja, a adoção de um programa adequado de exercícios físicos e a reeducação dos hábitos alimentares, aprendendo o que, como e quanto comer.
Quanto mais natural possível for esse processo, melhores serão os resultados!!!
Mas lembrem-se nem sempre perder peso é sinônimo de perda de gordura, portanto devemos ter muito cuidado, ao levarmos somente em consideração nosso peso corporal
Prof. Ms. Norberto Pereira da Silva
Pós Graduado em Fisiologia do Exercício – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM
Mestre em Ciências da Saúde – Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM

domingo, 17 de outubro de 2010

Mães subestimam habilidade de prevenir obesidade nos filhos - Filhos - iG

Mães subestimam habilidade de prevenir obesidade nos filhos - Filhos - iG: "


Foto: Getty Images
Mães podem evitar que seus filhos sejam obesos desde a gravidez
O estudo online WomenTALK revelou que as mães exercem muito mais impacto sobre o peso dos filhos do que os pais. Oitenta e sete por cento das mulheres acreditam que a obesidade dos pais eleva os risco dos filhos se tornarem obesos, mas apenas 28% “assumem a responsabilidade disso”.
A pesquisa, que analisou 1.037 mulheres a partir dos 18 anos de idade, constatou que apenas 11% das participantes sabiam que os riscos de uma criança se tornar obesa são duas vezes maiores se a mãe estiver obesa durante os primeiros três meses da gestação. “As mães são modelos de hábitos alimentares para seus filhos, atuando também como ‘guardiãs’ da comida”, explicou Elizabeth Battaglino Cahill, diretora executiva da HealthyWomen, fonte independente de informações sobre saúde feminina, que divulgou a pesquisa.
“Desde bem pequenas, as crianças costumam comer o mesmo que os pais, principalmente que as mães, por isso a exposição a alimentos nutritivos - como frutas e verduras - não somente dá um bom exemplo, mas também posiciona seu filho no caminho da boa saúde por toda a vida”, explicou a executiva.

terça-feira, 11 de maio de 2010

GORDOREXIA - VOCE SABE O QUE É ?




Com este distúrbio alimentar, as pessoas obesas não percebem que estão acima do peso. Doença ainda não tem respaldo científico, mas especialistas afirmam que muitas pessoas podem ter os sintomas.
http://noticias.r7.com/videos/saiba-o-que-e-gordorexia/idmedia/e65f2790bd7f6f72154fa6f93fe811ca.html


Obesidade extrema atinge cada vez
mais crianças e adolescentes nos EUA
Excesso extremo de peso atinge 7,3% dos garotos e 5,5% das meninas
Do R7
Texto:

Foto por Getty Images
Dentre os mais pesados, sobressaíram-se as
adolescentes negras e os garotos hispânicos

A obesidade extrema está afetando cada vez mais crianças e adolescentes norte-americanos de diferentes etnias, segundo estudo do Kaiser Permanente Southern Califórnia, nos Estados Unidos e divulgado pelo Journal of Pediatrics.

Dentre as 710.949 crianças e adolescentes estudados, com idades entre 2 e 19 anos, 7,3% dos garotos e 5,5% das meninas foram considerados obesos extremos. Entre os quais, 12% são de adolescentes negras e 11,2% de garotos hispânicos.
Entre 2007 e 2008, os pesquisadores mediram peso e altura das pessoas estudadas, em uma média de 2,6 visitas médicas por ano.

O estudo descobriu que 7,3% dos meninos e 5,5% das meninas estavam extremamente obesos, com mais de 45 mil com obesidade considerada extrema. O pico do maior peso foi aos dez anos em meninos e aos 12 nas meninas. Dentre os mais pesados, sobressaíram-se as adolescentes negras e os garotos hispânicos. A porcentagem de obesidade extrema foi menor entre os asiáticos e crianças brancas de origem não hispânica.

Confira também : http://busca.r7.com/s?q=obesidade&exq=&sortby=&sortorder=&page=0&size=20&collections=&local=&filters=&partialfilters=

Escolas entram na luta contra obesidade infantil

Internet informa pouco e errado sobre obesidade

Obesidade acima dos 65 reduz risco de morte
Segundo a pesquisadora e cientista do Kaiser Permanente Southern California, Corinna Koebnick, crianças obesas devem continuar acima do peso na idade adulta e podem contrair doenças do coração, diabetes tipo dois, problemas nas juntas, entre outras, se não mudarem seus hábitos de vida.

- Crianças que estão extremamente obesas devem herdar todos os problemas de saúde associados à obesidade no futuro. Sem uma mudança no estilo de vida, estas crianças terão entre 10 a 20 anos a menos de vida e irão desenvolver problemas de saúde típicos dos 40 a 60 anos logo aos 20.

Para a pediatra Amy Porter, coautora da pesquisa, a preocupação com a obesidade em jovens não é pela aparência, mas por uma questão de saúde.

- O conselho mais importante que damos aos pais é que a obesidade extrema das crianças deve se tornar um assunto de família. É importante que todos da família invistam em um estilo de vida mais saudável.

Aprenda mais sobre a obesidade em : http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://desconstruindo.com.br/wp-content/uploads/2008/09/gordo-300x266.jpg&imgrefurl=http://infobeso.blogspot.com/2008/10/gordo-eu.html&usg=__zqOb0L4lDcj6RCzF8c7IfPfoA14=&h=266&w=300&sz=24&hl=pt-BR&start=36&itbs=1&tbnid=FlyxepeOYW9QxM:&tbnh=103&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dgordo%26start%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1

DIA NACIONAL DO COMBATE A OBESIDADE : vejam mais em : http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://desconstruindo.com.br/wp-content/uploads/2008/09/gordo-300x266.jpg&imgrefurl=http://infobeso.blogspot.com/2008/10/gordo-eu.html&usg=__zqOb0L4lDcj6RCzF8c7IfPfoA14=&h=266&w=300&sz=24&hl=pt-BR&start=36&itbs=1&tbnid=FlyxepeOYW9QxM:&tbnh=103&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3Dgordo%26start%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26tbs%3Disch:1


Brasileiro está mais alto e mais gordo

O estudo Saúde Brasil 2008, do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, dá novas informações sobre o tipo físico brasileiro atual. Segundo os dados, agora a população nacional está mais alta e mais gorda. Oficialmente, 43,3% das pessoas maiores de 18 anos e que vivem nas capitais estão com sobrepeso. Segundo o diretor do grupo de Obesidade e Doenças Metabólicas do Hospital das Clínicas de São Paulo, Marcio Mancini, as principais causas para este fenômeno são a mudança para hábitos alimentares menos saudáveis e a menor prática de atividades físicas. O grande problema, na verdade, está restrito aos homens. Segundo o estudo, os meninos de 10 a 19 anos tiveram aumento de 82,2% do IMC (Índice de Massa Corpórea que dá a razão entre o peso e a altura) em 29 anos. As meninas, na mesma faixa etária, obtiveram aumento de 70,3%. Quanto menor a instrução da pessoa, pior a sua alimentação e, consequentemente, maior o seu peso, informa Mancini.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

APRENDA MAIS SOBRE A OBESIDADE



Matéria da Dra. Jocelem Mastrodi Salgado** – Aprenda mais sobre a obesidade. Leia na íntegra e entenda mais sobre essa doença que atinge milhões de pessoas em todo o planeta. Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva do dia Nacional de Combate à Obesidade, participe postando qualquer texto sobre a obesidade e suas complicações.



11 de Outubro de 2008 - Dia Nacional de Combate à Obesidade



O que é Obesidade?
A obesidade é o acúmulo excessivo de
gordura corporal relacionado à massa magra, de forma generalizada ou afetando
partes específicas do corpo, que leva a um aumento na freqüência de algumas
doenças e conseqüentemente na mortalidade destas pessoas.

Quais são suas causas?
O ganho de peso está relacionado à vários fatores como hereditariedade, hormônios, sedentarismo, entre outros. Contudo o fator ambiental é o principal deles. Muitas vezes as pessoas engordam pois o consumo de energia (calorias provenientes dos alimentos) é maior que o gasto.

Quais os tipos de Obesidade?

•Existem dois grandes modos de classificação para o acúmulo de gordura: Andróide, ou em forma de maçã, e Ginóide, ou em forma de pêra.

•No tipo Andróide, a gordura se concentra na barriga e está mais comumente associado ao desenvolvimento de várias doenças, como as doenças cardíacas, diabetes e hipertensão arterial. É mais comum nos homens. No tipo Ginóide, a gordura se concentra nos quadris e coxas. Nele, aumentam as chances de problemas articulares, varizes e celulite. É mais comum nas mulheres.

•Para saber se seu acúmulo de gordura abdominal está dentro dos limites aceitáveis, utilize o Índice Abdome/Quadril: com uma fita métrica, meça a cintura (passando pelo umbigo) e o quadril. Para calculá-lo basta dividir a circunferência de abdome pela circunferência do quadril. Os índices considerados críticos são valores acima de 0.80 para mulheres e0.95 para homens.
Obesidade: uma questão de saúde e não de estética

•Atualmente sabe-se que a obesidade não é somente um problema estético e sim uma doença que a médio-longo prazo pode levar ao aparecimento de outras doenças sérias como o aumento dos níveis de gordura no sangue, hipertensão, problemas ortopédicos e musculares, diabetes e doenças cardiovasculares.
Obesidade X Metabolismo

•Boa parte das pessoas que luta contra os ponteiros da balança já culpou, ao menos uma vez, o metabolismo “lento demais” pela dificuldade de emagrecer. De fato, algumas pessoas queimam calorias em um ritmo mais rápido do que outras. Saiba porque isso acontece e aprenda como é possível acelerar o metabolismo, eliminando mais calorias e mantendo a boa forma.
O que é Metabolismo?

•Metabolismo é o conjunto de transformações que os nutrientes e outras substâncias químicas sofrem no interior do nosso corpo. Isso produz energia suficiente para mantê-lo funcionando. Para que as pessoas mais leigas possam entender esse conceito, podemos dizer numa linguagem mais clara e objetiva que metabolismo é a taxa com que o corpo queima calorias para se manter vivo. O metabolismo divide-se em anabolismo (conjunto de reações que produzem compostos e substâncias a partir de componentes menores) e catabolismo (conjunto de reações que degradam as substâncias em componentes menores).
•Do total de energia gasto por uma pessoa em um dia, entre 60% e 70% são usados apenas nas funções vitais, como respirar, bater o coração, manter a temperatura corporal, etc. É o chamado metabolismo basal. Cerca de 10% a 12% do consumo de energia total são utilizados no gasto termogênico dos alimentos, ou seja, a cota que o corpo precisa para processar o que se come, da mastigação até a absorção pelo organismo.
O metabolismo é influenciado por inúmeros fatores, tais como genética, idade, peso, altura, sexo, temperatura ambiente, dieta e prática de exercícios. Dessa forma, existem pessoas que dependendo desses fatores, gastarão mais ou menos energia do que outras. É por isso que existem pessoas magras, que comem de tudo e não engordam de jeito nenhum, enquanto outros lutam para perder alguns quilos a mais.
Fatores que afetam o metabolismo
Cerca de 80% da taxa metabólica é determinada geneticamente, enquanto os outros 20% dependem de outros fatores que listamos a seguir. Você não pode mudar a genética, mas pode acelerar o seu metabolismo, observando esses fatores:

1.Tecido muscular = Quanto mais músculos você tem, maior e mais veloz é o gasto calórico, independente do seu nível de atividade, da sua idade, etc. Os músculos são tecido vivo e estão lá para trabalhar para você, queimando calorias 24hs por dia.
2.Frequência das refeições = O tempo entre uma refeição e outra é muito importante. Quanto maior o tempo, mais lento é o seu metabolismo, pois ele diminui para poupar energia. Quando pulamos refeições, ficando muito tempo sem comer, o corpo procura obter a energia que precisa consumindo o seu próprio tecido muscular (catabolismo).
3.Atividade física = Praticar atividade física, combinando exercício aeróbico e ginástica localizada ou musculação acelera o metabolismo. Além disso, o exercício regular ajuda a transformar glicose e gordura em energia, sem a necessidade de produzir o hormônio insulina, que ajuda a engordar. É importante que a atividade física seja regular, para que haja uma ação metabólica contínua, e que a alimentação seja adequada ao gasto calórico.
4.Alimentação = O excesso de açúcar, especialmente após a refeição, deve ser evitado, uma vez que a digestão de proteínas e gorduras fica prejudicada. O açúcar é digerido mais rapidamente, retardando a digestão de outros alimentos e enganando o cérebro, que sinaliza com mais fome em pouco tempo. Isso também vale para as farinhas de trigo brancas (refinadas) utilizadas no preparo de pães, bolos e massas. Por último, alimentos gordurosos devem ser controlados, mas é importante não reduzi-los em demasia, uma vez que a deficiência desse nutriente diminui a produção hormonal levando à diminuição do metabolismo. Utilize gorduras que fazem bem para a saúde provenientes de nozes, castanhas e azeite de oliva.
5.Água = A maioria das funções do corpo acontecem na presença de água. O líquido é fundamental para transportar hormônios, vitaminas e minerais, além de facilitar o trânsito intestinal e a eliminação de toxinas. A falta de água desacelera o metabolismo. Por isso, beba pelo menos 8-10 copos por dia.
6.Sexo = O metabolismo masculino é mais acelerado do que o feminino, pois os homens apresentam proporção maior de massa muscular e menor de gordura do que as mulheres. Por isso é importante que as mulheres não deixem de praticar uma atividade física, que ajude no desenvolvimento de massa muscular.
7.Idade = A partir dos 30 anos o metabolismo começa a ficar mais lento, contudo pesquisas indicam que isso ocorre pelo fato das pessoas tornarem-se mais sedentárias, o que acarreta uma perda gradual de massa muscular. Por isso, é importante que haja um controle alimentar e prática regular de atividade física.
8.Temperatura ambiente = Em dias mais frios, o corpo consome mais energia para se manter aquecido.
Acelere o seu metabolismo

•Para acelerar o metabolismo é importante fracionar as refeições 5-6 vezes ao dia (o organismo terá de trabalhar mais vezes para processar um maior número de refeições), comer devagar, mastigando bem os alimentos e reduzir o consumo de alimentos gordurosos e ricos em açúcar e farinhas refinadas. Alimentos ricos em fibras (grãos integrais, legumes, frutas e verduras) levam mais tempo para serem digeridos e por isso aceleram o metabolismo. A prática de exercícios físicos, principalmente os aeróbicos (caminhada, natação, ciclismo, esteira, bicicleta, ajuda muito. A taxa metabólica aumenta 25% durante 12 a 15 horas após os exercícios aeróbicos intensos.

•Não pular refeições e evitar dietas rígidas também ajuda a acelerar o metabolismo. Quando se faz uma dieta para emagrecer, o metabolismo basal fica com um gasto calórico menor como uma forma de defesa (reserva), e quanto menor a ingestão calórica diária, menor será o metabolismo, pois o organismo vai interpretar essa situação como uma ameaça.

•A depressão do metabolismo basal com dietas sem orientação e/ou acompanhadas com inibidores de apetite leva o organismo a reagir com mecanismos de preservação de calorias e a conseqüência é a dificuldade de se perder gordura corporal, além do risco de desenvolvimento de cálculos na vesícula.


•Por isso, a dieta deve ser equilibrada do ponto de vista nutricional e as calorias oferecidas devem ser compatíveis com a necessidade individual de cada pessoa, caso contrário o programa de emagrecimento será um verdadeiro fracasso. O ideal é fazer de cinco a seis pequenas refeições diárias e reduzir a ingestão calórica, calculando uma perda de peso de até 500g por semana, de forma segura e com bons resultados a longo prazo.
Fonte:
Dra. Jocelem Mastrodi Salgado** - É Professora Titular de Nutrição do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ/USP/Piracicaba onde orienta trabalhos de pesquisa à nível de Pós-Doutorado, Doutorado, Mestrado e Iniciação Científica para alunos do Brasil e do Exterior. É autora dos livros: "Previna Doenças. Faça do Alimento o seu Medicamento"; "Pharmácia de Alimentos. Recomendações para Prevenir e Controlar Doenças", "A Alimentação que Previne Doenças - Do Pré Natal ao 2º Ano de Vida do Bebê" e "A Alimentação que Previne Doenças - Do Pré escolar Adolescência".
Acesse o site da Dra. Jocelem e no site da SBAF - Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais, do qual a doutora é presidente, clicando nestes links → http://www.blogger.com/www.jocelemsalgado.com.br → http://www.sbaf.org.br/

Poderá também gostar de: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://desconstruindo.com.br/wp-content/uploads/2008/09/gordo-300x266.jpg&imgrefurl=http://infobeso.blogspot.com/2008/10/gordo-eu.html&usg=__zqOb0L4lDcj6RCzF8c7IfPfoA14=&h=266&w=300&sz=24&hl=pt-BR&start=545&um=1&itbs=1&tbnid=FlyxepeOYW9QxM:&tbnh=103&tbnw=116&prev=/images%3Fq%3DATIVIDADE%2BFISICA%2BADAPTADA%26gbv%3D2%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D540%26um%3D1

ALIMENTAÇÃO EXCESSIVA CONTRIBUI MAIS PARA A OBESIDADE QUE O SEDENTARISMO


O que tem contribuído mais para a epidemia de obesidade: a ingestão excessiva de alimentos ou o sedentarismo? A questão vem sendo discutida há tempos, mas, segundo um estudo que acaba de ser divulgado, a culpa é principalmente do primeiro item.




A pesquisa foi apresentada na sexta-feira (8/5) no Congresso Europeu de Obesidade. Segundo o trabalho, feito por um grupo internacional, o aumento na obesidade nos Estados Unidos desde a década de 1970 se deve quase que completamente ao aumento na ingestão de calorias.
De acordo com a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade, o estudo inova ao examinar a questão das contribuições proporcionais à epidemia de obesidade ao combinar relações metabólicas e dados epidemiológicos e agrícolas, entre outros.




Comida demais ou exercício de menos
"Há muitas sugestões de que tanto a redução da atividade física como o aumento na ingestão de calorias têm sido os principais vetores da obesidade. Mas, até agora, ninguém havia proposto como quantificar as contribuições relativas desses dois pontos", disse Boyd Swinburn, diretor do Centro de Prevenção da Obesidade da Universidade Deakin, na Austrália, órgão que atua junto à Organização Mundial de Saúde.




"O novo estudo demonstra que o ganho de peso na população norte-americana parece ser explicado totalmente pela ingestão de mais calorias. Aparentemente, as mudanças nas frequências de atividades físicas têm um papel mínimo", afirmou.




O estudo
Os pesquisadores examinaram inicialmente 1.399 adultos e 963 crianças para determinar quantas calorias seus corpos queimam no total em circunstâncias normais.
Após obterem as taxas de queima de calorias de cada um dos voluntários, Swinburn e colegas calcularam quanto os adultos precisam comer de modo a que mantenham um peso estável e quanto as crianças necessitam para que estejam em uma curva de crescimento normal.




Em seguida, foi feita a análise de quanto os norte-americanos comem, por meio de dados nacionais da disponibilidade de alimentos (a quantidade de alimento produzida e importada menos o total exportado, desperdiçado e usado em animais ou em outras situações), desde a década de 1970.




A ideia era estimar qual seria o peso aproximado 30 anos depois levando em conta apenas a ingestão de alimentos. Para isso, também usaram dados de outro estudo nacional sobre o peso médio dos habitantes dos Estados Unidos.




"Se o aumento de peso real se mostrasse o mesmo que a estimativa havia apontado, isso implicaria que a ingestão de alimentos era a responsável. Se isso não ocorresse, significaria que mudanças na atividade física também tiveram papel importante", disse Swinburn.




Quantas calorias a menos se deve comer?
Os resultados mostraram que, em crianças, o peso estimado e o real eram exatamente o mesmo, indicando que o consumo calórico sozinho poderia explicar o aumento de peso médio observado no período.




"Para os adultos, estimamos que eles estariam em média 10,8 quilos mais pesados, mas o aumento ficou em 8,6 quilos. Isso sugere que o excesso na ingestão de alimentos ainda explica o ganho de peso, mas que houve melhorias na atividade física nesses 30 anos que evitaram um crescimento ainda maior", afirmou.




Segundo Swinburn, para que o peso médio retorne aos valores da década de 1970, seria preciso diminuir a ingestão calórica em cerca de 350 calorias por dia para crianças e em 500 calorias (um sanduíche grande) para adultos.




Ou quanto exercício a mais a se fazer?




"Uma alternativa para atingir resultados semelhantes seria aumentar a atividade física em 150 minutos por dia para crianças e 110 para adultos. Realisticamente, embora a combinação dos dois fatores seja o ideal, o foco deve estar principalmente na redução da ingestão calórica", disse.




O pesquisador enfatiza que a atividade física não pode ser ignorada como um importante fator para auxiliar na redução da obesidade e que deve continuar a ser promovida por conta de diversos outros benefícios à saúde




Entretanto, Swinburn destaca que as expectativas em relação ao que pode ser atingido por meio de exercícios devem ser diminuídas e as políticas públicas de saúde precisam ser dirigidas mais no sentido de encorajar a população a comer menos.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Qual é o caminho para a obesidade?

VEJAM MAIS EM : http://www.educacaofisica.com.br/noticia_mostrar.asp?id=6491

Fonte: Scientific American BrasilPublicidade
Dietas ricas em gorduras saturadas, como as das carnes bovina e suína, danificam o hipotálamo ─ região do cérebro responsável pelo controle da fome e do dispêndio de energia.

Segundo pesquisa desenvolvida pela Unicamp, algumas pessoas, quando expostas a dietas hipercalóricas, perdem gradativamente esse controle neural e passam a consumir mais calorias que gastam, tornando-se obesas com o passar do tempo. A descrição de lesão neurológica induzida por fatores nutricionais, como causa da obesidade, é inédita na literatura médica.

Há até alguns anos, acreditava-se que a obesidade se devia ao valor energético do alimento, apesar de evidências de não ser a única causa. Entre pessoas habituadas a dietas ricas em gordura sabe-se que umas engordam e outras não.

Por isso, segundo os pesquisadores “buscamos em modelos animais outras explicações para a gênese da doença”, como detalha o professor Licio Augusto Velloso, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ao investigar a influência de ácidos graxos no funcionamento do hipotálamo, Velloso e seus colaboradores descobriram que as gorduras saturadas têm propriedades moleculares que ativam uma resposta inflamatória especificamente nessa pequena região do cérebro e, que essa inflamação é desencadeada por um receptor do sistema imune denominado Toll-Like Receptor 4 (TLR4).

Quando inflamado, o hipotálamo perde parte de suas funções e se estabelece um desequilíbrio entre ingestão de alimentos e dispêndio energético, na forma de termogênese, explica Velloso. Ele acrescenta que a exposição aos ácidos graxos saturados, quando prolongada, pode levar à morte de neurônios – processo chamado de apoptose. “A perda de neurônios com função central no controle do peso pode explicar porque pessoas obesas que se submetem a dietas rigorosas, ainda que consigam emagrecer nas primeiras semanas, voltam a engordar.

“Hoje podemos afirmar que gorduras saturadas contribuem para o ganho de peso não apenas por seu valor calórico mas também devido às propriedades moleculares desses nutrientes. O efeito depende da carga genética de cada pessoa. Nos experimentos, segundo ele, “verificamos que animais com predisposição à obesidade perdem mais neurônios”. Os estudos realizados no Laboratório de Sinalização Celular da FCM foram publicados em janeiro no Journal of Neuroscience.

Para investigar os efeitos de dietas hiperlipídicas no hipotálamo, Velloso e colaboradores testaram animais de laboratório fornecendo-lhes três tipos de gorduras comuns na dieta nacional: um grupo foi alimentado com ácidos graxos presentes no óleo de soja, outro com ácidos graxos de origem animal, e um terceiro com gordura monoinsaturada do azeite de oliva. “Observamos que a dieta rica em gordura animal é a que mais compromete o equilíbrio entre o consumo e o gasto energético das pessoas”, comenta.

O trabalho se concentrou no TLR4 ─ receptor do sistema imune que nos protege de infecções primárias provocando uma inflamação que informa à célula a presença de uma bactéria invasora a ser combatida. Quando ativado, o TLR4 produz citocinas que causam inflamação no hipotálamo, e isso interfere na sinalização dos hormônios responsáveis pelo controle da fome e do gasto energético. Qualquer perturbação nessa região do cérebro pode fazer com que o indivíduo sinta fome intensa ou perca totalmente o apetite. Nos animais que receberam dieta saturada constatou-se que esse prejuízo na sinalização foi praticamente irreversível.

Comparando animais alimentados com azeite de oliva com animais que receberam dieta de controle (com apenas 10% de gordura) e dieta rica em gordura animal, os pesquisadores verificaram que a gordura do azeite exerce uma ação protetora. Não foram registradas diferenças no ganho de peso ou na quantidade de alimento ingerido durante o período de dieta hiperlipídica.

No entanto, voltando à dieta normal, o grupo alimentado com gordura saturada continuou ganhando peso, enquanto que o que consumiu azeite perdeu até mais peso que o grupo de controle.

Um outro aspecto analisado mostrou que animais submetidos a dietas ricas em gordura saturada produziam várias citocinas pró-inflamatórias no sistema nervoso central, reduzindo o número de neurônios. A perda de neurônios pode estar associada a um processo denominado “morte celular programada” ─ a apoptose ─ que é benéfica para o desenvolvimento do organismo. Por exemplo, sem apoptose, os humanos teriam membranas entre os dedos. Mas quando ocorre de forma intensa e em locais errados é prejudicial, podendo gerar doenças neurodegenerativas.

A pesquisa mostrou também que gorduras saturadas de cadeia longa (com maior número de átomos de carbono) comuns nas carnes bovina e suína, são as mais inflamatórias.

Projeções da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que há mais de 300 milhões de pessoas obesas no mundo e esse número deve aumentar substancialmente nas próximas décadas. No futuro, observa Velloso, um teste poderá indicar a predisposição à obesidade ainda na infância, permitindo que os pais comecem a controlar a alimentação de seus filhos precocemente. Além disso, como hoje a regeneração de neurônios já é considerada possível, terapia com células-tronco pode ser um caminho para reverter o desenvolvimento da obesidade.
imprimir enviar por e-mail compartilharsobe Aguarde !Sua mensagem está sendo enviada com sucesso!
Sucesso!Sua mensagem foi enviada com sucesso!
Há problemas com o preenchimento do formulário.A lista dos campos abaixo assinalados contém erro.
Seu Nome: Seu E-mail: Enviar para:
Separe os e-mails por vírgula. Sua mensagem:
Favoritos yahoo my web google bookmarks stumbleupon digg windows live redditNotícias relacionadas19 Jun• Adultos armazenam gordura que queima calorias19 Jun• Conheça as terapias de combate a obesidade19 Jun• Relação entre pobreza e sobrepeso08 Jun• Adaptação ao clima trouxe junto obesidade, dizem cientistas05 Jun• Pesquisas sobre obesidade devem focar as soluções e não as causas