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quarta-feira, 28 de julho de 2010

REVISTA SENTIDOS - A VITÓRIA DOS AMPUTADOS

Perder um membro do corpo pode significar, no primeiro momento, a perda da felicidade e de uma vida comum. É inimaginável sofrer uma tragédia que resulta em uma amputação, mas, infelizmente, isso se tornou realidade para os quase 500 mil brasileiros. No entanto, trouxemos para essa edição, histórias de pessoas que driblaram as limitações e transformaram o jeito de levar a vida, que agora, segundo os entrevistados, passou a ter mais valor e alegria. 

A educação à distância pode ser a oportunidade de concluir os estudos, principalmente para pessoas que possuem mobilidade reduzida. Na editoria de educação, a reportagem detalha como é essa forma de ensino e traz exemplos de uma aluna que, estudando em casa, conseguiu seu diploma e hoje é pós-graduada em Propriedade Intelectual. 

Como saber se as brincadeiras na escola podem se tornar bullying? Esse termo, que está na mídia, ainda é desconhecido por alguns pais, e a matéria especial sobre o assunto traz os esclarecimentos desse mal comportamento, normalmente encontrado nas escolas, e um alerta: crianças com deficiência são mais vulneráveis a essa agressão. 

Tudo isso e mais um pouco você encontra nas páginas da revista Sentidos. Adquira e faça parte dessa ação para a INCLUSÃO SOCIAL!


sábado, 12 de dezembro de 2009

Viver as limitações e compreender a deficiência


Alunos da UTAD sensibilizaram com “Jantar sem mãos”

Nunca é demais alertar a sociedade civil para os problemas que afectam as pessoas com deficiência e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, através do curso de Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas (ERAH), tem sido um veículo imprescindível nessa missão. Na noite em que se assinalou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, dia 3, o núcleo de estudantes promoveu um “Jantar sem mãos”, uma iniciativa que decorreu na sequência do “Jantar às escuras”.

“Com a prática e demonstração podemos mostrar à sociedade que é possível fazer tudo.” É com este espírito que o presidente do núcleo de estudantes de Engenharia de ERAH, David Fonseca, encarou mais uma acção de sensibilização. Com a certeza de que só passando à prática é que se sente as verdadeiras dificuldades, os alunos colocaram o desafio de comer com alguns obstáculos.

Uma tala colocada no antebraço impedia o fechar da mão e o exercer de qualquer força, a juntar a umas mais pequenas colocadas nos dedos. Este foi um dos testes pelos quais muitos passaram, como Eduardo Ribeiro. “Estou a sentir pela primeira vez esta dificuldade, é mesmo muito difícil.” Para Cristiana Ferreira também não foi nada fácil, pois mal tinha começado já lhe doía a mão. “Não consigo cortar nada, a sopa ficou logo fria, porque demorámos muito tempo”, sublinhou a estudante, mencionando que estas iniciativas são uma “boa forma de integração”. Leonor Afonso também concordou no evidenciar das “dificuldades” que as pessoas com deficiência passam. “Se para nós é bastante complicado, imagino para quem tiver incapacidade total”, alertou.

Foi uma acção que não foi esquecida pela comunidade académica, pois a sala da cantina foi pequena para tanta gente. O Mensageiro também experimentou, viveu e sentiu uma pequena parte dos reais obstáculos de uma pessoa com deficiência. Pequenas tarefas que para o cidadão comum é algo banal, para os que detêm uma incapacidade podem ser uma missão impossível. “Muitas vezes, passam-nos despercebidas pessoas com limitações e nós quisemos dar a visão de uma outra realidade”, frisou Abel Trigo, um dos responsáveis pela acção, avisando que “ninguém está livre de sofrer um acidente”. Abel Trigo chamou ainda a atenção para a necessidade de realizar “alterações de fundo na legislação actual”. “Portugal não tem a tradição de olhar para o deficiente e tratá-lo com dignidade e igualdade e isso tem de passar pela legislação, que ainda falha um pouco nesta matéria.”

Para minimizar e ultrapassar algumas das limitações que as pessoas com deficiência vivem no quotidiano, o curso de ERAH têm vindo a criar alguns objectos. Talheres adaptados com cabo anatómico ou ajustáveis com um ângulo de ataque que facilita o deficiente, pratos e copos também adaptados e muitos outros objectos foram usados na experiência.