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domingo, 18 de abril de 2010

Exercícios físicos e função cognitiva


Exercícios físicos e função cognitiva


O exercício e o treinamento físico são conhecidos por promover diversas alterações, incluindo benefícios cardiorrespiratórios, aumento da densidade mineral óssea e diminuição do risco de doenças crônico-degenerativas. Recentemente outro aspecto tem ganhando notoriedade: trata-se da melhoria na função cognitiva. Embora haja algumas controvérsias, diversos estudos têm demonstrado que o exercício físico melhora e protege a função cerebral, sugerindo que pessoas fisicamente ativas apresentam menor risco de serem acometidas por desordens mentais em relação às sedentárias. Isso mostra que a participação em programas de exercícios físicos exercem benefícios nas esferas física e psicológica e que, provavelmente, indivíduos fisicamente ativos possuem um processamento cognitivo mais rápido. Embora os benefícios cognitivos do estilo de vida fisicamente ativo pareçam estar relacionados ao nível de atividade física regular, ou seja, exercício realizado durante toda a vida, sugerindo uma “reserva cognitiva”, nunca é tarde para se iniciar um programa de exercícios físicos. Dessa forma, o uso do exercício físico como alternativa para melhorar a função cognitiva parece ser um objetivo a ser alcançado, principalmente em virtude da sua aplicabilidade, pois se trata de um método relativamente barato, que pode ser direcionado a grande parte da população.

FONTE: Exercício Físico e Função Cognitiva - Uma Revisão

Hanna K.M. Antunes,Ruth Santos,Ricardo Cassilhas, Ronaldo V.T. Santos, Orlando F.A. Bueno e Marco Túlio de Mello

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Estudos apontam que não há necessidade de triagem de rotina antes do início da prática de exercícios físicos

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De acordo com um artigo publicado no Journal of General Internal Medicine, a realização de triagem de rotina, antes do início da prática de exercícios físicos, não é recomendada para redução do risco de óbito induzido pela atividade física.

“A morte súbita é um raro efeito adverso da atividade física”, contou Dr. Mayer Brezis, do Hadassah Hebrew University Medical Center, Jerusalém, Israel, em uma entrevista a Reuters Health. “Aconselha-se frequentemente a triagem médica antes do início de exercícios físicos, mas sem base científica. Acredita-se que um eletrocardiograma de esforço ajude a identificar pessoas em risco, mas o exame apresenta muitos resultados falso-positivos e falso-negativos”.

Na realidade, “em qualquer prevalência de doença coronariana, o número prevenido de óbitos associados ao exercício físico é menor do que o número adicional de óbitos induzidos em intervenções coronarianas percutâneas, e…a triagem de uma população de baixo risco poderia aumentar a mortalidade”.

Utilizando uma simulação de Monte Carlo e valores esperados em uma análise de utilidade, os pesquisadores observaram que a triagem de rotina reduz a mortalidade em populações de risco intermediário ou alto, mas não em indivíduos de baixo risco.

“Na verdade, a triagem médica pode causar dano, pois pode rotular pessoas saudáveis como doentes ou pode estar associada a efeitos colaterais de angiografias coronarianas, por exemplo”, contou Dr. Brezis a Reuters Health. “A triagem médica pode evitar os benefícios alcançados com a atividade física, desviando a atenção do objetivo principal, isto é, que as pessoas se exercitem”.

“Pessoas sedentárias deveriam ser estimuladas a iniciar uma atividade física gradualmente, e procurar um médico se sentissem desconforto torácico ou tontura durante o exercício”, disse Dr. Brezis. “As academias de ginástica deveriam expor cartazes explicando estes sinais de alerta. Professores de educação física deveriam compreender e explicar estes sinais aos alunos”.

No entanto, ele enfatiza que este conselho não se aplica a indivíduos com diagnóstico de doença cardíaca. “Estas pessoas deveriam ser encaminhadas a centros de reabilitação cardíaca onde podem reiniciar a atividade física de forma supervisionada”.


J Gen Intern Med 2008;24:934-938