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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Seminário conclui pela necessidade de inclusão no esporte brasileiro

Rádio Câmara
11/05/2010, Últimas Notícias
Por Luiz Cláudio Canuto

De 2011 a 2016, o Brasil vai sediar quatro grandes eventos esportivos, entre eles os Jogos Olímpicos Militares, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas e Paraolimpíadas Rio 2016. Diante dessa agenda esportiva, a Comissão de Turismo e Desporto discutiu, em seminário nesta terça-feira, a Educação Física Escolar Especial.

O presidente do Conselho Federal de Educação Física, Jorge Steinhilber, elogia a iniciativa e a ocasião do seminário, mas aponta contradições entre o Brasil potência paraolímpica e o Brasil inacessível.

"O Brasil de fato é um país que tem um verdadeiro resultado positivo em termos de medalha. No entanto, isso não se reverteu no sentido da acessibilidade. Então, eu penso que há um momento necessário e que a ideia do seminário é exatamente essa: chamar atenção de que essas duas questões não são excludentes. Que elas precisam trabalhar integradas."

O assistente técnico da Gerência de Desenvolvimento Físico e Esportivo do Sesc-São Paulo, Paulo Henrique Verardi, concorda e afirma que o Brasil precisa melhorar o treinamento de professores e aumentar programas esportivos no lazer, no esporte participativo que inclua pessoas com deficiência.

"E o que a gente escuta dos professores é que ainda falta um pouco de preparo, capacitação, bibliografia, para que eles possam atuar de maneira mais coerente com a realidade deles e atender também as necessidades dos alunos."

Durante 12 anos, do início dos anos 90 até 2002, o programa Olimpíadas Especiais Brasil, implantado no Distrito Federal, chegou a alcançar 18 estados, com eventos de até 1.200 atletas, o que possibilitou a participação do Brasil em eventos esportivos internacionais.

A professora do Centro de Ensino Especial nº 2 de Brasília Jaqueline Duarte destaca a importância de que crianças mais novas, de 0 a 3 anos, já sejam iniciadas na prática esportiva. A participação da iniciativa privada é fundamental na melhoria das condições do ensino especial. No DF, o programa Parceiros da Escola gerou resultados.

"E no nosso centro, por exemplo, nós somos muito felizes, que nós ganhamos uma piscina que não tem igual aqui em Brasília, estão convidados a conhecer. E a estrutura melhorou muito em relação a isso... com esses parceiros, né?"

Segundo o deputado Otavio Leite, do PSDB do Rio de Janeiro, a realização do Seminário A Educação Física Escolar Especial deve ajudar a expandir as ações de atendimento e inclusão social dos deficientes no esporte brasileiro.