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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

4º Congresso Aberje discute megaeventos como oportunidade de comunicação

4º Congresso Aberje discute megaeventos como oportunidade de comunicação


As opções e oportunidades de investimento em comunicação corporativa ligados a eventos esportivos foram debatidas pelos profissionais Carina Almeida (Sócia-diretora da Textual),     Flávio Castro (Diretor da FSB Comunicações),  Gaetano Lops (Diretor-geral da Rio 360 Comunicação) e Marcos Malafaia (Presidente do Instituto Superar e responsável pelo
Comitê Paraolímpico Brasileiro) no 4º Congresso Aberje Rio, realizado no Planetário da Gávea, nesta sexta, dia 29 de outubro. Todos os palestrantes, embora pontuando aspectos diferentes, concordam que há uma carência de profissionais de comunicação para atuar em megaeventos.
Para Carina Almeida, cada vez mais ações de relações públicas são fundamentais para ativação do relacionamento via política de patrocínio de grandes eventos. Ela sinalizou que as oportunidades desse mercado devem ser, nos próximos anos, em dois temas bem específicos: sustentabilidade (por exemplo, como realizar uma Copa Verde) e acessibilidade.
Já Malafaia, do Instituto Superar, destacou que as Olimpíadas de Atenas foram um marco para a mudança de percepção que as Paraolimpíadas têm hoje no Brasil. Segundo ele, foi através da comunicação (houve um pool de empresas de comunicação no Brasil para a cobertura das Paraolimpíadas) que o evento se tornou um produto de alto retorno para eventuais patrocinadores no Brasil – afinal, em 2004, o Brasil foi o país com maior índice de audiência da cobertura paraolímpica, interesse esse que cresceu nas Olimpíadas da China. Ele destaca, no entanto, que os investimentos nos atletas paraolimpícos ainda é muito menor que o olímpico – menos do que 3% – apesar do Brasil já ser uma potência na paraolimmpíada. Malafaia sinalizou que com o desempenho de alto rendimento dos nossos atletas e a visibilidade ainda maior que o esporte Paraolímpico terá com a Olimpíada sendo realizada no Rio de Janeiro, há oportunidades para profissionais de comunicação nessa área. No momento, no entantao, há carência de profissionais que conheçam esse universo.
Gaetano Lopes destacou as oportunidades, no Brasil, do crescimento (exponencial) do patrocínio corporativo esportivo, pela visibilidade dos dois principais megaeventos mundiais que serão realizados nos próximos seis anos:  Copa do Mundo e Olimpíada. Paradoxalmente, ele acredita que não temos, no momento, empresas de comunicação suficientes para “surfar” nessa onda de oportunidades que os megaeventos vão trazer para o Rio de Janeiro e para o Brasil e nem profissionais de comunicação com esse perfil.  Finalizando essa mesa redonda, Flávio Castro apontou que a realização dos grandes eventos no Brasil são consequência do novo posicionamento do Brasil no cenário mundial, com estabilidade econômica e amadurecimento político.
Resumo: o profissional de comunicação deve estar preparado para esse novo campo de trabalho que se abre com a realização desses dois megaeventos no país. Mas, há proporcionalmente, uma imensa dificuldade em encontrar profissionais preparados para atuar nesse nicho de mercado.

4º Congresso Aberje discute megaeventos como oportunidade de comunicação

4º Congresso Aberje discute megaeventos como oportunidade de comunicação

As opções e oportunidades de investimento em comunicação corporativa ligados a eventos esportivos foram debatidas pelos profissionais Carina Almeida (Sócia-diretora da Textual),     Flávio Castro (Diretor da FSB Comunicações),  Gaetano Lops (Diretor-geral da Rio 360 Comunicação) e Marcos Malafaia (Presidente do Instituto Superar e responsável pelo
Comitê Paraolímpico Brasileiro) no 4º Congresso Aberje Rio, realizado no Planetário da Gávea, nesta sexta, dia 29 de outubro. Todos os palestrantes, embora pontuando aspectos diferentes, concordam que há uma carência de profissionais de comunicação para atuar em megaeventos.
Para Carina Almeida, cada vez mais ações de relações públicas são fundamentais para ativação do relacionamento via política de patrocínio de grandes eventos. Ela sinalizou que as oportunidades desse mercado devem ser, nos próximos anos, em dois temas bem específicos: sustentabilidade (por exemplo, como realizar uma Copa Verde) e acessibilidade.
Já Malafaia, do Instituto Superar, destacou que as Olimpíadas de Atenas foram um marco para a mudança de percepção que as Paraolimpíadas têm hoje no Brasil. Segundo ele, foi através da comunicação (houve um pool de empresas de comunicação no Brasil para a cobertura das Paraolimpíadas) que o evento se tornou um produto de alto retorno para eventuais patrocinadores no Brasil – afinal, em 2004, o Brasil foi o país com maior índice de audiência da cobertura paraolímpica, interesse esse que cresceu nas Olimpíadas da China. Ele destaca, no entanto, que os investimentos nos atletas paraolimpícos ainda é muito menor que o olímpico – menos do que 3% – apesar do Brasil já ser uma potência na paraolimmpíada. Malafaia sinalizou que com o desempenho de alto rendimento dos nossos atletas e a visibilidade ainda maior que o esporte Paraolímpico terá com a Olimpíada sendo realizada no Rio de Janeiro, há oportunidades para profissionais de comunicação nessa área. No momento, no entantao, há carência de profissionais que conheçam esse universo.
Gaetano Lopes destacou as oportunidades, no Brasil, do crescimento (exponencial) do patrocínio corporativo esportivo, pela visibilidade dos dois principais megaeventos mundiais que serão realizados nos próximos seis anos:  Copa do Mundo e Olimpíada. Paradoxalmente, ele acredita que não temos, no momento, empresas de comunicação suficientes para “surfar” nessa onda de oportunidades que os megaeventos vão trazer para o Rio de Janeiro e para o Brasil e nem profissionais de comunicação com esse perfil.  Finalizando essa mesa redonda, Flávio Castro apontou que a realização dos grandes eventos no Brasil são consequência do novo posicionamento do Brasil no cenário mundial, com estabilidade econômica e amadurecimento político.
Resumo: o profissional de comunicação deve estar preparado para esse novo campo de trabalho que se abre com a realização desses dois megaeventos no país. Mas, há proporcionalmente, uma imensa dificuldade em encontrar profissionais preparados para atuar nesse nicho de mercado.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Paraolimpíada de 2016 no Brasil eleva procura, mas sobram vagas para deficientes atletas


Sul-africano Oscar Pistorius foi destaque na Olimpíada de Pequim

Nadador brasileiro Daniel Dias foi o maior medalhista em Pequim, com nove pódios

Para o atleta Anderson Ferreira, do Grêmio Recreativo Independente de São Paulo: Águias da Cadeira de Rodas, a participação em Pequim de atletas da instituição no basquete em cadeira de rodas atraiu outros atletas.

O aumento na procura foi de 40%, segundo Ferreira. "As pessoas reconheceram que nós fazemos um trabalho sério e nos procuraram. O que nós tentamos mesmo é que as pessoas sejam mais felizes."

Segundo Helder Araújo, presidente do Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos, localizado na Vila

da equipe de treinamento da Folha de S.Paulo

Após a Paraolimpíada de Pequim, na qual o país ganhou 16 medalhas de ouro, a busca pela prática de esportes teve aumento de até 40% em algumas instituições não-governamentais de São Paulo que têm o esporte para deficientes como foco principal.

Luciano Amarante/Folha Imagem

Nadador brasileiro Daniel Dias foi o maior medalhista em Pequim, com nove pódios

Para o atleta Anderson Ferreira, do Grêmio Recreativo Independente de São Paulo: Águias da Cadeira de Rodas, a participação em Pequim de atletas da instituição no basquete em cadeira de rodas atraiu outros atletas.

O aumento na procura foi de 40%, segundo Ferreira. "As pessoas reconheceram que nós fazemos um trabalho sério e nos procuraram. O que nós tentamos mesmo é que as pessoas sejam mais felizes."

Segundo Helder Araújo, presidente do Centro de Emancipação Social e Esportiva de Cegos, localizado na Vila Prudente (zona leste), a Paraolimpíada serviu para divulgar a prática do esporte que é desconhecida por muitos deficientes.

"Nós tivemos um aumento considerável de 20% na procura, mas muitas pessoas ainda não sabem que podem praticar esportes". A instituição oferece gratuitamente a prática de esportes como judô, natação, atletismo, goalball (tipo de handball para deficientes visuais) e futsal.

Sobram vagas

A falta de divulgação não é a única razão para a baixa procura da prática de esportes por deficientes em São Paulo. Superproteção das famílias com as pessoas com deficiência, dificuldade com transporte até o clube e desilusão são algumas das causas, segundo o presidente do Clube dos Paraplégicos de São Paulo, João Antônio Bentim, que oferece dez modalidades de esportes adaptados a 400 pessoas, mas apenas metade das vagas está preenchida.

David Gray/Reuters

Sul-africano Oscar Pistorius foi destaque na Olimpíada de Pequim

O clube completa 50 anos de fundação este ano e está localizado na Vila Clementino (centro), onde oferece dez modalidades para deficientes.

A 700 metros dali, a sede central da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) utiliza o esporte como parte do processo de tratamento do paciente, depois de triagem e atendimento médico. O esporte é desenvolvido inicialmente como uma terapia, mas, identificados os talentos, esses pacientes passam a treinar como atletas e a participar de competições paradesportivas.

Na associação, os deficientes precisam passar por uma fila de espera que totaliza 32 mil pessoas nas oito unidades espalhadas pelo país.

A ADD (Associação Desportiva para Deficientes) ensina esportes a 130 crianças e 60 adultos. As modalidades incluem basquete adaptado, natação, atletismo e ciclismo para deficientes visuais, praticado em bicicleta dupla com guia.

A entidade trabalha tanto com pessoas que buscam condicionamento físico quanto com atletas, como é o caso do nadador mineiro Daniel Dias, ganhador de nove medalhas na Paraolimpíada de Pequim, sendo quatro de ouro.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida tem em seu site uma lista de organizações que prestam serviço para deficientes. Segundo o órgão, 20 organizações têm o esporte como foco principal.

Basquetebol sobre rodas, voleibol sentado, atletismo, tênis para cadeirante, futebol, esgrima, natação, halterofilismo, tiro esportivo e polybat (tênis de mesa lateral) são algumas das opções para quem deseja se exercitar.

GISELE LOBATO, MATHEUS MAGENTA e RENATA DO AMARAL