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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A Educação Especial e a Escola Inclusiva


CREDITO : BLOG MEUS TRABALHOS PEDAGOGICOS.BLOGSPOT.COM http://meustrabalhospedagogicos.blogspot.com/search/label/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Especial%20e%20Inclus%C3%A3o
Pesquisa e Prática Profissional – Instrumento de Investigação

Projeto de Pesquisa - A Educação Especial e a Escola Inclusiva.

Justificativa:
A educação especial é um recurso especializado para educar e socializar todas as pessoas portadoras de necessidades especiais, tendo em vista as suas dificuldades individuais, assim desenvolver trabalhos para que haja uma aprendizagem satisfatória, participação ativa e atividades envolventes e interessantes a todos.

A sociedade também precisa ser esclarecida sobre a inclusão, e saber a verdadeira importância para a formação de seus filhos, integração e inclusão fazem hoje em dia parte do cotidiano de muitas famílias, as crianças precisam ter o direito e entender que são normais dentro dos seus próprios limites, que quando essas crianças chegarem a faze adulta se incluam e se adaptem a comunidade a que pertencem para trabalhar e usufruir do que tem no nosso meio.

Objetivos Gerais:
Atender portadores de Necessidades Educativas Especiais, ampliar o acesso desses alunos nas classes comuns, fornecer capacitação aos professores propiciando em atendimento de qualidade, favorecendo uma aprendizagem na qual as crianças possam adquirir conhecimentos juntas, desenvolver no professor a capacidade de usar formas criativas com alunos portadores Necessidades Educativas Especiais a fim de que a aprendizagem e a inclusão se concretizem.

Objetivos Específicos:

a) Analisar o processo da inclusão dentro da escola;

b) Verificar a situação real vivida pelos professores e alunos dentro da escola;

c) Desvelar os problemas enfrentados pelos professores dentro da escola e junto aos órgãos competentes e responsáveis diretos;

Metodologia de Pesquisa:

Nossa abordagem para a pesquisa na escola foi qualitativa. A pesquisa feita na escola utilizamos o nosso diário bordo, fizemos a entrevista através de questionário escrito, pudemos observar que a escola não tem nenhuma estrutura física para os portadores de necessidades especiais, há muitos degraus espaços pequenos que não são adaptados, existem muitos professores que rejeitam alunos portadores de necessidades físicas, por estrutura física da escola.

Muitas vezes a criança é matriculada no ensino regular e sofre várias reprovações, por falta de atenção ou concentração, então o professor encaminha aos oftalmologistas, psicólogos, médicos para fazer uma avaliação psico-educacional para ver o grau de dificuldade que se encontra neste aluno, descrevendo todos os aspectos social, cognitivo, psicomotor, acadêmico, para então ir para uma classe de recurso que trabalha com dificuldades leves, depois a classe especial que trabalha com portadores de necessidades especiais, deficientes mentais (DM) ou deficientes visuais(DV), só a partir daí é que professor vai conhecer seus alunos buscando todas as informações possíveis e montar seu planejamento de aula e trabalhar com ele, pois a lei diz que o professor deve incluir os alunos especiais e na escola regular e depois incluí-los a nossa sociedade, tudo com a aprovação do Núcleo Regional de Educação.

O professor deve usar de toda sua criatividade, fabricando brinquedos com sucatas, reciclagem e utilizando jogos, pois material didático e pedagógico é o professor que constrói tornando as aulas melhores e facilitando a aprendizagem, se caso não obter sucesso o professor pede ajuda a equipe pedagógica da escola.


Os alunos que estudam nesta escola apresentam dificuldades leves, não dependem de cadeiras ou muletas.

A falta do acompanhamento da família na aprendizagem do aluno é um dos grandes problemas que as professoras enfrentam, é importante que os pais dêem a continuidade do trabalho do professor, ajudando nas tarefas participando da vida escolar de seu filho.

Tivemos a oportunidade de assistir uma aula na qual a professora trabalhava com tapeçaria, que consegue conciliar que todos façam o que ela pede, havia três meninas e três meninos com sérios problemas mentais, porém todos participavam ativamente, cada aluno apresenta um problema diferente, além disso, nossa sociedade é muito carente, alunos que não tem uma família unida, estruturada, um ambiente familiar para ir quando saem da escola.

Quando pesquisamos sobre o assunto vemos que a realidade esta longe de ser o que as leis determinam, há muito trabalho ainda a ser desenvolvido para chegar à realidade da teoria, pois há muitos direitos aos portadores de necessidades especiais que foram obtidos através da Declaração de Salamanca em 1994 (Espanha) e que não são colocados em prática pelos órgãos responsáveis.

O processo de inclusão envolve os pais que precisam ter consciência da importância do trabalho dos professores e da equipe pedagógica da escola tendo como principal objetivo à melhoria no desenvolvimento e na qualidade de vida de seu filho

A diferença entre Escola Inclusiva e Escola Integradora




CREDITO : BLOG MEUS TRABALHOS PEDAGOGICOS.BLOGSPOT.COM

Metodologia da Educação Especial


A diferença da Escola inclusiva e da Escola integradora

Esse tema por si só já é bastante polemico e discutido por familiares e educadores do ensino regular, principalmente os que trabalham com educação especial.

O processo de integração resultou em uma separação de dois contextos de educação, que foi a educação regular e a educação especial.

A escola integradora tem como base preparar a criança com deficiência (PcD) para a sociedade, junto com a convívio com as outras crianças de modo que possa se tornar o mais “normal” possível, minimizando assim as suas dificuldades.

A educação especial passou a ser um ensino paralelo, subalterno ao ensino regular.

O conceito da integração surgiu na década de 90, sob o enfoque social, a integração representa uma vida de mão dupla, envolvendo as pessoas com deficiência e a comunidade das pessoas consideradas “normais”.

Com a integração escolar surge uma nova visão de escola, que é de favorecer o desenvolvimento de todos os alunos, de acordo com as suas características pessoas e a características das pessoas que estão a sua volta.

Dessa forma o processo de integração deposita a responsabilidade de suas mudanças diretamente na pessoa portadora de deficiência, de modo que a escola especial limita-se a capacitar e preparar as crianças portadoras de necessidades especiais para a escola regular ou para o trabalho.

O processo de inclusão é mais amplo, vai alem da integração, o objetivo é alcançar todas as crianças, apoiado ao princípio de igualdade e oportunidade para todos, é prerrogativa de que cada um tem interesses e características e necessitam que sejam atendidas no processo educacional.

A escola inclusiva assegura que nenhuma manifestação de dificuldade seja impedimento de aprendizagem do aluno, respeitando sempre diferenças individuais.

A inclusão aliada aos direitos legais assegura as oportunidades das crianças com dificuldades de aprendizagem ou dificuldade física, o acesso a escola regular, mesmo freqüentando a escola especial.

Parte do pensamento de que cada um aprende com o outro e temos que conhecer os nossos próprios limites e respeitar os limites dos outros, mesmo que seja permanente ou provisório.

A concepção de inclusão requer mudanças nas práticas relacionadas aos grupos excluídos.

Com relação as atitudes, temos que rever o modo de pensar, a nossa aceitação, com isso pede-se também mudanças arquitetônicas que possibilitam acessibilidade das crianças portadoras de necessidades especiais.

A escola inclusiva carrega responsabilidades não apenas físicas, mas uma mudança social e educacional, derrubando a barreira do preconceito, da exclusão, essa mudança tem que partir principalmente do professor junto com o aluno e a família, fazendo das dificuldades um desafio para sua carreira, para sua vida. E nunca é tarde relembrar, um mundo inclusivo é um mundo no qual todos tem acesso as oportunidade de ser e estar na sociedade de forma participativa.

Onde a relação entre acesso, oportunidades e características individuais não são marcados por interesses econômicos, ou pela caridade pública. Mas para poder dar continuidade a integração e a inclusão devemos rever o papel do professor, é exatamente aí onde reside o problema que a grande maioria dos nossos colegas professores apresentam.

A grande maioria alega que se sentem “despreparados” e “desmotivados” para a docência de grupos tão diferentes e diversificados, consideram uma tarefa difícil, pois tem os seus baixos salários, pouco estímulo em atuar na área inclusiva, e para fazerem especialização.

Além de que as condições de trabalho para a maioria não favorece em nada. Infelizmente isto não é um exagero.

Desde a sua formação para o exercício do magistério, encontramos sérias falhas, dificultada ainda mais pela falta de formação continuada.

Na inclusão, como professor, precisamos reconhecer num aluno em sala de aula suas dificuldades de aprendizagem e tentar criar diferentes métodos de ensino aprendizagem para que o aluno com dificuldades consiga entender o que o professor ensina.

Mas para isso o professor precisa realmente estar preparado e qualificado, se reciclando para a melhoria do sistema educacional inclusivo.