quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como Conseguir Próteses e Aparelhos Ortopédicos Pelo INSS | Deficiente Ciente

Como Conseguir Próteses e Aparelhos Ortopédicos Pelo INSS | Deficiente Ciente



Foto: © Matheus Tagé

Foto: © Matheus Tagé

Crianças deficientes são indenizadas por falta de acessibilidade em show

Posted: 02 Dec 2014 01:54 AM PST
Luan Santana
Três crianças com deficiência que não tiveram condições satisfatórias de acessibilidade e segurança em um show do cantor Luan Santana (foto) realizado em Juiz de Fora vão receber indenização por danos morais da produtora do evento. A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que fixou o valor da indenização em R$ 5 mil para cada criança, reformando sentença de primeira instância.
No caso, os menores, que têm paralisia cerebral desde o nascimento, pediram a seus pais para assistir ao show, que seria realizado no dia 28 de agosto de 2011 no parque de exposições de Juiz de Fora. A produtora do evento foi a empresa Stilus Locação de Equipamentos e Cabines Sanitárias, com sede em Volta Redonda (RJ).
No estande de vendas de ingresso, os pais foram informados de que haveria lugar destinado a pessoas portadoras de necessidades especiais em um camarote.
No parque de exposições, no entanto, verificaram que só havia escadas para acesso ao camarote, sendo que as crianças usam cadeiras de rodas. Sem saber onde ficariam, foram informados por um dos seguranças de que pouco antes do show seria disponibilizada uma área próxima ao palco, para onde então se dirigiram.
Entretanto, apesar de próximo, o local era baixo e não tinha visibilidade para o palco. Segundo contaram os pais, eles somente conseguiram ver caixas de som e tablados de madeira. Um dos deles relatou que teve que retirar a filha da cadeira de rodas e colocá-la nos ombros para que ela pudesse ver o cantor pelo menos um pouco.
Além disso, eles disseram que o local não tinha condições de segurança, dada a proximidade da explosão de fogos provocada pelos efeitos pirotécnicos do show, expondo as crianças e seus acompanhantes a perigo.
A produtora contestou, alegando que os pais das crianças distorceram os fatos. Segundo a empresa, o camarote do evento ficava em um local privilegiado e com visão perfeita do espetáculo, mas um dos representantes dos menores começou a criar tumulto, alegando que o local era distante e que queria ficar em frente ao palco. Atendendo ao pedido, a empresa disponibilizou a área próxima ao palco, informando, contudo, que não se tratava de local apropriado às crianças com deficiência.
A produtora também argumentou que os autores do processo, ao saírem do local reservado para eles no camarote e se dirigirem para a outra área, assumiram a responsabilidade pela sua escolha.
O juiz da 2ª Vara Cível de Juiz de Fora negou o pedido de indenização, sob o entendimento de que não há provas de que os autores tenham sido prejudicados no evento.
Recurso
As crianças, representadas pelos pais, recorreram ao TJ-MG. Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Wanderley Paiva, observou que foi provado através de depoimentos testemunhais que não havia rampas de acesso ao camarote onde estava reservado espaço para os deficientes.
A integridade física dos menores foi exposta a risco, concluiu Paiva, pois eles “foram colocados em uma ‘área de segurança’, local existente entre o público e o palco, próxima a caixas de som e equipamentos elétricos”.
Para o relator, a produtora desrespeitou as normas de segurança e acessibilidade destinadas às pessoas com deficiência, infringindo a Lei 10.098/10.
Assim, condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais, fixando o valor em R$ 5 mil para cada menor. Os desembargadores Alexandre Santiago e Mariza de Melo Porto acompanharam o relator. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.
Apelação 0181410-87.2012.8.13.0145
Fonte: Conjur
  

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Stephen Hawking (PA)

Jovens com Down usam arte para vencer preconceito em auto de Natal


Apresentação teatral aconteceu no Marco Zero, região central do Recife.
Espetáculo mistura folguedos populares e música sacra.

Do G1 PE
Jovens com Down participam de auto de Natal no Marco Zero do Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1)Jovens com Down participam de auto de Natal no Marco Zero do Recife (Foto: Katherine Coutinho / G1)









Um grupo de jovens, a maioria com Síndrome de Down, encenou no Marco Zero do Recife, neste domingo (30), o auto Chamada para um Natal. Com desenvoltura, os atores mostraram não existir limitações para quem tem uma deficiência e se divertiram ao dançar os folguedos populares e cantar as músicas sacras, usando a arte para vencer o preconceito.
O espetáculo tem mais de dez anos e faz parte da história da organização não-governamental Centro Pró-Integração, Cidadania E Arte (Integrarte). “São 40 pessoas envolvidas. Para os jovens com Down é muito bom poder apresentar o trabalho que fazem, eles gostam muito de poder se apresentar”, conta o diretor do espetáculo, Vicente Monteiro.
Aos 29 anos, Daniella Nazário gosta de dizer que sua profissão é ser atriz. Apaixonada por arte, ela dá vida a Catirina no auto de Natal, que traz elementos da cultura pernambucana. “Eu gosto muito do público, fico muito feliz”, conta. A mãe dela, a professora Fátima Nazário, auxilia a filha na preparação. “A Dani gosta muito de atuar, ela fica muito feliz. Essas apresentações deles são uma verdadeira lição de vida”, afirma.
Daniella Nazário ama dançar e gosta de ser atriz (Foto: Katherine Coutinho / G1)Daniella Nazário diz que atuar é como uma profissão (Foto: Katherine Coutinho / G1)
A jornalista Amanda Nóbrega já participou da peça em outros anos, fazendo a Diana, mas passou a batuta para a irmã, Catarina Valéria, de 23 anos. Coruja, Amanda acompanha cada passo da irmã, que tem Down, e dá a maior força para que ela vença todos os desafios. “Ela pegou o papel por mérito próprio. Ela é maravilhosa, faz a Diana belissimamente. Essas apresentações quebram o estigma de que eles não sabem atuar. É como um dos lemas da ONG: a arte quebrando as barreiras que o preconceito impõe”, pondera a jornalista.
Com um sorriso no rosto, Catarina revela que essa não é a única peça que já fez – e nem vai ser a última. Para o próximo ano, já tem um novo espetáculo sendo organizado pelo grupo de teatro da Integrarte. “Gosto muito de fazer a Diana e gosto de teatro. Ano que vem vou fazer a Margarida”, antecipa.
A peça foi acompanhada por olhos atentos, tanto de parentes, quanto de pessoas que chegaram e não esperavam a apresentação. “Achei muito legal. Aqui é um lugar que tem muita criança, com certeza ajuda a vencer as barreiras”, avalia a assistente social Jayra Gruppe, que foi fisgada pela peça quando dava uma volta de bicicleta pelo Bairro do Recife.
Auto de Natal mistura folguedos populares e música sacra (Foto: Katherine Coutinho / G1)Auto de Natal mistura folguedos populares e música sacra (Foto: Katherine Coutinho / G1)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade



IMAGEM PUBLICADA - Um homem, provavelmente indiano, com pernas atrofiadas é empurado por uma jovem, dentro de um rundimentar meio de transporte, qual um carrinho rústico, com uma criança pequena entre as pernas, circulando em uma rua aberta com veículos ao fundo, representando, na minha visão, a maioria das 650 milhões de pessoas com deficiência do mundo globalizado, ou seja 06 de cada 10 pessoas com deficiência são pobres, desfiliados, marginalizados e ainda estigmatizados. Uma foto em P&B de Khaled Satter, difundida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) com a finalidade de difundir a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde- 2001), que foi premiada em "1º lugar", por mim.

"Ser cidadão, perdoem-me os que cultuam o direito, é ser como o estado, é ser um indivíduo dotado de direitos que lhe permitem não só se defrontar com o estado, mas afrontar o Estado. O indivíduo seria tão forte quanto o estado. O indivíduo completo é aquele que tem a capacidade de entender o mundo, a sua situação e que, se ainda não é cidadão, sabe o que poderiam ser os seus direitos..." (Milton Santos, Cidadania Mutilada in O Preconceito)

O pensador e intelectual Milton Santos nos instiga a afirmação de nossos direitos. Ele interroga em seu texto: "O que é ser cidadão neste país?". E, hoje, quando se comemora o DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA (Onu) temos de buscar uma nova afirmação destes que tiveram por muito tempo sua cidadania mutilada. Eles, muitas vezes fisicamente mutilados, foram considerados, até recentemente, apenas objeto de intervenção, seja do Estado ou da Sociedade civil.

Hoje, quando a sua cidadania, quando reconhecida, permite até um enfrentamento do Estado, é a hora de buscar que direitos devem ser difundidos, educacional e persistentemente, para que sua diferença e diversidade funcional possam realmente estar em processo de inclusão social.


Em recente evento promovido pela RIADIS ( Red Latinoamericana de Organizaciones No Gubernamentales de Personas con Discapacidad y sus Familias ) e Conectas Direitos Humanos, na cidade de São Paulo, acerca da "Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência - Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil", no mês de novembro, foi construído um importante marco sobre a questão do que podemos, pessoas com e sem deficiência, realizar para que o Artigo 33, acerca da Implementação e Monitoramento da Convenção em nosso país, seja plural, democrático e, principalmente, realize, concretize e implemente o que já está no Decreto Lei 6949/2009, para que os sujeitos com deficiência tornem-se, como diz Milton Santos, "indivíduos completos".

Tenho comigo a convicção de que um dos meios mais importantes, na atual situação econômica, social e política em que se encontram a maioria das pessoas com deficiência, ainda em desfiliação social e pobreza, que, sem dúvida já ultrapassam os 25 milhões de brasileiros e brasileiras do Censo de 2000, é indispensável que também, e em especial hoje, façamos conhecer o Artigo 8 - CONSCIENTIZAÇÃO, da Convenção, que nos diz:

1. Os Estados Partes se comprometem a adotar medidas imediatas, efetivas e apropriadas para:
a) Conscientizar toda a sociedade, inclusive as famílias, sobre as condições das pessoas com deficiência e fomentar o respeito pelos direitos e pela dignidade das pessoas com deficiência;
b) Combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência, inclusive aqueles relacionados a sexo e idade, em todas as áreas da vida;
c) Promover a conscientização sobre as capacidades e contribuições das pessoas com deficiência.

2. As medidas para esse fim incluem:
a) Lançar e dar continuidade a efetivas campanhas de conscientização públicas, destinadas a:
i) favorecer a atitude receptiva em relação aos direitos das pessoas com deficiência;
ii) Promover a percepção positiva e maior consciência social em relação às pessoas com deficiência;
iii) Promover o reconhecimento das habilidades, dos méritos e das capacidades das pessoas com deficiência e de sua contribuição para o local de trabalho e o mercado laboral;

b) Fomentar em todos os níveis do sistema educacional, incluindo neles todas as crianças desde tenra idade, uma atitude de respeito para com os direitos das pessoas com deficiência;
c) Incentivar todos os órgãos de mídia a retratar as pessoas com deficiência de maneira compatível com o propósito da presente Convenção;
d) Promover programas de formação sobre sensibilização a respeito das pessoas com deficiência e sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Estas medidas devem ser um dever de Estado e um direito de todos e todas no Brasil. A Convenção além de ratificada na íntegra tem também seu Protocolo Facultativo, que permite-nos a denúncia de quaisquer violações dos seus artigos. Qualquer pessoa, grupo ou entidade poderá enviar a um Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Artigo 34), e nós, enquanto cidadãos e cidadãs, devemos estar alertas para que nossa participação política e social se faça presente no monitoramento da aplicação destas medidas de conscientização.


Para tanto devemos, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, potencializar nossos desejos de, micropoliticamente, nos confrontarmos com todas as formas de preconceito e estigmatização a que somos submetidos. Precisamos quebrar, romper e transpor as barreiras invisíveis de velhos paradigmas, enraizadas em instituições que temem a perda de poder e uso das pessoas com deficiência, espaços de segregação ou de institucionalização que se locupletam e dependem dos corpos que serão, biomedicamente, considerados defeituosos.

É HORA, PORTANTO, DA MÁXIMA VISIBILIZAÇÃO E DE "OCUPAÇÃO PACÍFICA, PORÉM AGUERRIDA" DE TODOS OS ESPAÇOS, SEJAM DA MÍDIA, QUE AINDA DIZ E ESCREVE SOBRE "PORTADORES", DAS ESCOLAS E EDUCADORES QUE CRIAM OBSTÁCULOS À INCLUSÃO ESCOLAR, ASSIM COMO DAS QUE NEGAM AS SINGULARIDADES E DIFERENÇAS NA PLURALIDADE E NO MULTICULTURALISMO QUE DEVE ALICERÇAR A EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DAS ENTIDADES ASSISTENCIALISTAS QUE SE APEGAM A ESTEREÓTIPOS, DOS QUE GANHAM DINHEIRO EM NOME DE SUPOSTAS CARIDADES OU APLACAMENTO DE CONSCIÊNCIAS CULPOSAS E REFORÇAM APENAS O MODELO REABILITADOR, DOS QUE SE NEGAM A RECONHECER AS POTENCIALIDADES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA NO TRABALHO E NÃO RECONHECEM AS ARTIMANHAS HIPERCAPITALISTAS NO CUMPRIMENTO DE COTAS E DE INSERÇÃO LABORATIVA COM EQUIPARAÇÃO DE OPORTUNIDADES, DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE NÃO ENXERGAM PARA ALÉM DOS DITAMES BIOMÉDICOS SOBRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SE RECUSAM A APRENDER OS NOVOS CONCEITOS TRAZIDOS PELA CIF (CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE - 2001), PARA OS OPERADORES DE DIREITO QUE AINDA PERSISTEM NO DESCONHECIMENTO DA CONVENÇÃO E SUA MUDANÇA DE PARADIGMAS NO DIREITO E PERSISTEM EM UM OLHAR VITIMIZADOR E DESPOTENCIALIZADO DOS SUJEITOS DE DIREITO QUE SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA... É HORA DE NOSSAS REVOLUÇÕES MOLECULARES PROVOCAREM ESTES INSTITUÍDOS, E, TRANSVERSALIZANDO SEUS TERRITÓRIOS, PROMOVER A CRIAÇÃO RIZOMÁTICA, OU SEJA MULTIPLICADORA E CONTAGIANTE, DE NOVOS PARADIGMAS E NOVAS CARTOGRAFIAS.

Os tempos são da Acessibilidade, da visão Bioética, da Cidadania, da Dignidade e da construção de novos princípios Éticos como alicerces para que ninguém, nenhuma pessoa, nenhum ser humano fique ainda debaixo da mutilação e violação de seus Direitos Humanos. Este ABCDário, se efetivamente realizado, pode ser um dos caminhos para um Outro Mundo Possível, para além dos preconceitos, para além das exclusões, rumo À SOCIEDADE DAS DIFERENÇAS...

Enquanto, passando o dia e ia escrevendo, pensando e repensando, lá na ONU, uma jovem negra, qual Milton Santos, com seu histórico de artrogripose, em sua cadeira de rodas, fazia ressoar a sua música e seu canto, com toda a intensidade do Zimbaue e da África. Ela, Prudence Mabhena, mostra ao mundo como é possível se tornar, mesmo com aparentes ''mutilações'' de seu corpo, muito mais efetivadas em sua cidadania, como podemos, ao soltar nosso canto de protesto e vida, um ''indivíduo completo e surpreendente". Ouçam e se apaixonem.

copyright jorgemarciopereiradeandrade (2010-2011 - favor citar as fontes e os autores em republicação livre na Internet e outros meios de comunicação de massa)

Informações, indicações e Conexões:

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Decreto Legislativo 186/2008 - Decreto 6949/2009
3ª ed- rev - Brasília - Secretaria de Direitos Humanos - Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência , 2010.
Na internet -
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm

O Preconceito - Julio Lerner Editor - São Paulo, Imprensa Oficial do Estado - 1996-1997.

A CONVENÇAO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA COMENTADA - Coordenação de Ana Paula Crosara de Resende e Flavia Maria de Paiva Vital - Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Corde - 2008.
Na Internet - http://www.bengalalegal.com/convencao-comentada

PRUDENCE MABHENA - MUSIC BY PRUDENCE -
ver/ler/ difundir o texto A Música que Encanta Depende dos Olhos? http://infoativodefnet.blogspot.com/2010/03/musica-que-encanta-depende-dos-olhos.html

Para ouvir e se encantar - VEJA O VIDEO - COM A MUSICA AMAZING GRACE http://www.youtube.com/watch?v=llVp22UuVTg&feature=player_embedded

RIADIS - http://www.riadis.net/
CONECTAS - http://www.conectas.org/index.php/Home/index

Porto discute a acessibilidade em espaços culturais ‘muito para além das rampas’


Posted: 03 Dec 2014 02:04 AM PST
A Livraria Lello e Irmão não possui recursos de acessibilidade para uma visitação total, mas é possível entrar para apreciar sua beleza interna.

A acessibilidade vai “muito para além de rampas e casas de banho adaptadas”, considera a Acesso Cultura, associação que este mês promove no Porto um curso que regista a inscrição de profissionais de várias instituições da cidade.

Acesso Cultura é uma associação cultural que promove a melhoria das condições de acesso, físico, social e intelectual, aos espaços culturais e à oferta cultural.

Arquitectura, design inclusivo, suportes para cegos, materiais de comunicação, linguagem simples, páginas de Internet acessíveis são os temas do curso “Acessibilidade: uma visão integrada”, que, após 2 edições em Lisboa, pela primeira vez chegou ao Porto.

“Estas formações têm vindo a ser desenvolvidas mais no Sul. No Porto sentia-se uma lacuna e havia procura por parte dos profissionais da cultura que querem tornar o seu trabalho mais acessível, promovendo a participação cultural de todos”, descreveu a vice-presidente da Acesso Cultura, Inês Rodrigues.

No Porto, esta iniciativa registou a inscrição de profissionais de entidades como o Centro Português de Fotografia, a Casa do Infante, o Museu Militar, a Fundação de Serralves, o Museu de Aveiro ou a Iris Inclusiva.

“O que queremos dizer com visão integrada é que a acessibilidade num espaço cultural é mais do que as rampas. O conceito de acessibilidade e de inclusão deverá fazer parte da acção, do pensamento, da prática de todos os departamentos que compõem aquela instituição”, explicou a directora executiva da Acesso Cultura, Maria Vlachou.

Consultora em gestão e comunicação cultural, Maria Vlachou é uma das formadoras do curso, enquanto Inês Rodrigues, que também trabalha no Centro Português de Fotografia, é uma das formandas.

Ambas partilham a convicção de que “existe uma necessidade cada vez maior de partilhar com os profissionais da cultura e com as suas tutelas o conceito alargado de acessibilidade”, reflectindo-se naturalmente o edifício, ou seja as barreiras arquitectónicas, mas ainda mais e na maior parte das vezes com custos mais baixos, “o design, a comunicação, os serviços”.

Paralelamente a este curso, decorre hoje outro sobre “Gestão de páginas de Facebook” e a 1 de Dezembro realiza-se uma sessão sobre “Websites e documentos digitais acessíveis”, que vem lembrar que os portais na Internet são as principais “portas de entrada” das instituições, pelo que devem também ser acessíveis a pessoas com deficiência.

“Tornar os nossos ‘websites’ e os documentos que partilhamos na Internet mais acessíveis não implica gastar mais dinheiro, implica termos alguns conhecimentos básicos sobre o que funciona e não funciona, para podermos dialogar melhor com os webdesigners e para nós próprios sabermos criar documentos acessíveis antes de os partilharmos online“, descreve o programa.

Além de Maria Vlachou, são formadores, entre outros, o arquitecto Pedro Homem Gouveia, que na câmara de Lisboa coordena o Plano de Acessibilidade Pedonal, Peter Colwell, técnico de acessibilidade na Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), e Norberto Sousa, formador e consultor de acessibilidade Web e digital.

“Chegar ao dia em que as pessoas com necessidades especiais serão visitantes e espectadores autónomos nas nossas instituições culturais, tal como todos os outros, e que farão cada vez mais parte das equipas das mesmas”, é o objectivo da Acesso Cultura ao promover estas iniciativas.

Fonte: Turismo Adaptado

TETRAPLÉGICOS: Dez praias no mundo muito acessíveis para utilizad...

TETRAPLÉGICOS: Dez praias no mundo muito acessíveis para utilizad...: Muitos locais em todo o mundo oferecem praias acessíveis para cadeirantes, mas que muitas vezes pode ser difícil encontrá-los. Alguns oferec...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Após tiro, modelo volta a ativa em cadeira de rodas e vai lançar agência


Posted: 01 Dec 2014 02:45 AM PST
Samantha Bullock, 36, começou a trabalhar como modelo aos 8 anos de idade. Aos 14, um acidente com arma de fogo fez com que ela ficasse paraplégica. Ela voltou às passarelas há cerca de dez anos e agora quer lançar agência no Brasil.
Veja abaixo seu depoimento:
Nunca pude botar a culpa em ninguém nem me colocar como vítima pelo meu acidente. Fui eu quem o causei.
Quando tinha 14 anos, descobri onde meu pai escondia uma arma, a peguei por curiosidade e disparei sem querer. Após o primeiro médico me examinar, ainda acordada, o ouvi dizer que a bala pegou minha medula e eu não voltaria a andar.
A modelo Samantha Bullock. Foto: © WheelieChix-Chic
A modelo Samantha Bullock. Foto: © WheelieChix-Chic
Um mês depois, recebi uma ligação de São Paulo me convidando para participar de uma campanha grande com desfiles no exterior. Foi o meu maior baque. Meu sonho até aquele momento era desfilar, ter uma carreira lá fora.
Se eu pudesse ir até o desfile na cadeira de rodas, andar alguns passos na passarela e depois sentar nela pelo resto do dia já estaria bem.
Fiz meu primeiro desfile aos 8 anos de idade. Sempre fui a menina mais alta da turma. Morávamos em Capão da Canoa (litoral norte do Rio Grande do Sul) e um dia o dono de uma loja de roupas para crianças perguntou para minha mãe se eu poderia participar de um desfile. Ela me deixou decidir e eu disse que sim. Aos 13 anos, já tinha uma carreira profissional.
Depois do acidente, não sabia que poderia voltar. Passei na faculdade de direito e me envolvi com política, trabalhando como assessora na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
Fui morar em Brasília e o senador Paulo Paim (PT-RS) me chamou para trabalhar com ele. Na época, ele estava elaborando o Estatuto da Pessoa com Deficiência.
Nesse tempo, chegou para mim um pedido de verba para ajudar uma escola de tênis em cadeira de rodas de Brasília. Pensei: “Isso é a maior falcatrua do mundo”. Eu jogava tênis antes do meu acidente, mas não sabia que existia uma cadeira especial para o jogo e que era permitido que a bola quicasse duas vezes no chão.
Fui para a tal academia de tênis. Dali em diante, comecei a sair do trabalho todo o dia e ir jogar. Em pouco tempo, ganhei da número um do Brasil. Vi que tinha potencial.
Resolvi apostar nisso. Pedi demissão do meu trabalho, tranquei a faculdade e peguei o cartão de crédito do meu pai, sem ele saber, e marquei uma reunião com a Medley (empresa do setor farmacêutico). Consegui fechar um patrocínio com eles e comecei a me dedicar só ao tênis.
Conforme me destacava no esporte, surgiam outros patrocínios. Uma marca de cadeira de rodas pediu que fizesse fotos de divulgação para ela. Adorei desde a primeira vez que fiz.
No meu primeiro desfile com a cadeira, em Goiás, apareceu logo o primeiro desafio: um degrau na entrada da passarela. Mas não podia perder a chance, decidi que iria com dois modelos do meu lado, para me subirem.
O esporte me levou para fora do Brasil. Em um torneio na Suécia, conheci meu marido e decidimos morar em Londres há sete anos.
Logo que cheguei à Inglaterra procurei a VisAble, agência de modelos fundada há 20 anos e a única que naquela época percebia que havia um mercado de modelos com deficiência. Fiz propagandas para TV, apareci em séries e fui capa de revistas.
Trabalhamos há um ano juntos para lançarmos uma agência inclusiva para o Brasil. Vamos começar a buscar modelos com deficiência aqui a partir de 2015.
Existe um mercado com potencial de crescimento aqui. Sou embaixadora do projeto Fashion Inclusivo e dou aulas para pessoas com diferentes deficiências. Começamos com 15 crianças e agora temos mais de 50. Somos procurados por adultos de fora de Brasília.
Fonte: Jornal Floripa
  

Aprenda quais são as boas trocas alimentares para controlar o diabetes

Doce não provoca diabetes, mas a possível obesidade causada pelo excesso deles sim. Veja a ligação entre a doença e o prato
Thinkstock
Uma das causas do aumento dos casos de diabetes tipo 2 é a obesidade
O diabetes é uma das epidemias mundiais. Estima-se que haja 150 milhões de pessoas com diabetes no mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse número pode dobrar até 2025. Ainda não é conhecida a causa do diabetes tipo 1, aquele que surge na infância e adolescência e o paciente não produz insulina. Para o diabetes tipo 2, no entanto, sabe-se que uma das causas é a obesidade.
Quem não come direito e ganha muito peso, portanto, tem riscos aumentados de desenvolver a doença. A circunferência abdominal é crucial para avaliar o risco de ter diabetes. Homens com cintura superior a 88 centímetros e mulheres 102 centímetros, pode-se avaliar como um risco a ser monitorado. 
A nutricionista da Abbott, Patrícia Ruffo, explica que a alimentação atual da maioria das pessoas não é nada saudável. "Hoje em dia nós temos um excesso de consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcar simples, junto com o baixo consumo de fibras", explica. "Eles são riscos associados ao indivíduo desenvolver diabetes", alerta.
Quem está acima do peso e quer perder alguns quilos pode fazer algumas trocas de alimentos de alto índice glicêmico para outros de baixo índice glicêmico. Veja:
Trocar o arroz branco pelo integral ajuda a diminuir o índice glicêmico. Foto: Getty Images
Quem tem pré-diabetes, segundo Patrícia, normalmente tem um dos fatores de risco associados: sedentarismo, hereditariedade e, principalmente, o excesso de peso. Esse quadro só vai mudar com a adoção de um estilo de vida saudável.  
"É preciso ter uma alimentação variada, com horários estabelecidos ao menos para o café da manhã, almoço e jantar. O intervalo entre uma refeição e outra não pode ser grande, porque é provável que dessa forma a pessoa esteja com muita fome na refeição seguinte", detalha. 
O café da manhã, segundo Patrícia, deve ter um carboidrato rico em fibras (os integrais), o consumo de proteínas – leite e derivados – e também uma fruta. Nos lanches, evite a gordura saturada e o açúcar simples é uma boa troca. 
E não só os adultos devem seguir essa regra. A alimentação da criança, por exemplo, normalmente é espelho da alimentação da casa. 
"As mais novas, de dois a três anos, começam a formar o hábito alimentar e, se a família come errado, é muito provável que a criança se alimentará inadequadamente", diz. 
Patrícia tranquiliza aqueles que pensam que é muito difícil modificar um hábito. "Há uma regra simples, de colocar um alimento de cada grupo alimentar por refeição. Se o indivíduo está obeso, tem que diminuir a quantidade de comida. O tempo é como uma mágica, e são os hábitos de vida e mudança de comportamento que faz melhorar o controle tanto do diabetes como a prevenção dele também", diz. 
Logo, uma das formas para prevenir o pré-diabetes e diabetes é controlar o peso. Alimentar-se saudavelmente é uma chave para isso. A variedade da alimentação já ajuda na absorção de todos os nutrientes necessários também. 
Trocar carboidratos simples pelos integrais é uma boa pedida, já que os simples se transformam em glicose rapidamente e caem no sangue, elevando a glicemia. O carboidrato integral, por exemplo, já demora mais para isso acontecer, por causa das fibras.
    Leia tudo sobre: saúde • alimentação e bem-estar • diabetes

    Crianças deficientes são indenizadas por falta de acessibilidade em show



    Três crianças com deficiência que não tiveram condições satisfatórias de acessibilidade e segurança em um show do cantor Luan Santana (foto) realizado em Juiz de Fora vão receber indenização por danos morais da produtora do evento. A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que fixou o valor da indenização em R$ 5 mil para cada criança, reformando sentença de primeira instância.
    No caso, os menores, que têm paralisia cerebral desde o nascimento, pediram a seus pais para assistir ao show, que seria realizado no dia 28 de agosto de 2011 no parque de exposições de Juiz de Fora. A produtora do evento foi a empresa Stilus Locação de Equipamentos e Cabines Sanitárias, com sede em Volta Redonda (RJ).
    No estande de vendas de ingresso, os pais foram informados de que haveria lugar destinado a pessoas portadoras de necessidades especiais em um camarote.
    No parque de exposições, no entanto, verificaram que só havia escadas paraacesso ao camarote, sendo que as crianças usam cadeiras de rodas. Sem saber onde ficariam, foram informados por um dos seguranças de que pouco antes do show seria disponibilizada uma área próxima ao palco, para onde então se dirigiram.
    Entretanto, apesar de próximo, o local era baixo e não tinha visibilidade para o palco. Segundo contaram os pais, eles somente conseguiram ver caixas de som e tablados de madeira. Um dos deles relatou que teve que retirar a filha da cadeira de rodas e colocá-la nos ombros para que ela pudesse ver o cantor pelo menos um pouco.
    Além disso, eles disseram que o local não tinha condições de segurança, dada a proximidade da explosão de fogos provocada pelos efeitos pirotécnicos do show, expondo as crianças e seus acompanhantes a perigo.
    A produtora contestou, alegando que os pais das crianças distorceram os fatos. Segundo a empresa, o camarote do evento ficava em um local privilegiado e com visão perfeita do espetáculo, mas um dos representantes dos menores começou a criar tumulto, alegando que o local era distante e que queria ficar em frente ao palco. Atendendo ao pedido, a empresa disponibilizou a área próxima ao palco, informando, contudo, que não se tratava de local apropriado às crianças com deficiência.
    A produtora também argumentou que os autores do processo, ao saírem do local reservado para eles no camarote e se dirigirem para a outra área, assumiram a responsabilidade pela sua escolha.
    O juiz da 2ª Vara Cível de Juiz de Fora negou o pedido de indenização, sob o entendimento de que não há provas de que os autores tenham sido prejudicados no evento.
    Recurso
    As crianças, representadas pelos pais, recorreram ao TJ-MG. Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Wanderley Paiva, observou que foi provado através de depoimentos testemunhais que não havia rampas de acesso ao camarote onde estava reservado espaço para os deficientes.
    A integridade física dos menores foi exposta a risco, concluiu Paiva, pois eles “foram colocados em uma ‘área de segurança’, local existente entre o público e o palco, próxima a caixas de som e equipamentos elétricos”.
    Para o relator, a produtora desrespeitou as normas de segurança e acessibilidade destinadas às pessoas com deficiência, infringindo a Lei 10.098/10.
    Assim, condenou a empresa ao pagamento de indenização por danos morais, fixando o valor em R$ 5 mil para cada menor. Os desembargadores Alexandre Santiago e Mariza de Melo Porto acompanharam o relator. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-MG.
    Apelação 0181410-87.2012.8.13.0145
    Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2014, 20h52